Parkinson

INTRODUÇÃO
 Em 1817 James Parkinson descreveu sobre a Doença de Parkinson.

 Mal crônico e progressivo do SNC, acomete principalmente o sistema motor, porém há manifestações não motoras como distúrbios do sistema nervoso autônomo, alterações do sono, de memória e depressão.

 prevalência na população de 100 a 150 casos por 100.000 habitantes.

SINTOMAS
O parkinsonismo ou síndrome parkinsoniana possui quatros componentes básicos: • Acinesia • Rigidez • Tremor • Instabilidade postural

na ausência de paralisia. • Bradicinesia ou Oligocinesia • Hipocinesia • Festinação • Freezing . associada à dificuldade na mudança de padrões motores.ACINESIA • É a pobreza de movimentos e lentidão na iniciação e execução de atos motores volun-tários e automáticos.

• A resistência à movimentação do membro afetado pode ser contínua ou intermitente. o pai da neurologia. • Postura simiesca • Teste do Pé .RIGIDEZ OU HIPERTONIA PLÁSTICA • O francês Jean-Martin Charcot (18251893). sendo que esta configura o fenômeno da “roda denteada”.

exacerbandose durante a marcha.TREMOR • O tremor parkinsoniano é clinicamente descrito como de repouso. • Tremor Essencial ou Familiar . diminuindo com a movimentação voluntária do segmento afetado e desaparecendo com o sono. no esforço mental e em situações de tensão emocional.

.INSTABILIDADE POSTURAL • Decorrente da perda de reflexos de readaptação postural.

Córtex cerebral Corpo estriado Desejado Não desejado Neurônios talâmicos Inibidora Substancia Negra Mesencefálica Dopamina Ação Motora .

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DIAGNOSTICO • Classificação: Possível Provável Definitivo .

• Anamnese + exame neurológico. . • Assimetria no início dos sintomas. • Presença de tremor de repouso.

. • Resposta ao Levodopa. • Tomografia computadorizada do crânio e Ressonância Magnética de encéfalo. • Não há exames de sangue que façam o diagnóstico.• Boa resposta à terapia dopaminérgica. nada revelam de anormal.

não farmacológico e cirúrgico . TRATAMENTO • Atualmente não existe cura para a doença • A grande barreira para se curar a doença está na própria genética humana • O tratamento pode ser dividido em três tipos: farmacológico.

discinesias. da idade. náuseas e vômitos . TRATAMENTO FARMACOLÓGICO • A medicação vai depender dos sintomas. da atividade que a pessoa realiza o Levodopa • É a droga mais eficaz • Aumenta os níveis de dopamina no cérebro • Efeitos colaterais: alucinações.

o • • o • • • Agonistas da dopamina Ação semelhante à dopamina Age nos receptores da dopamina Amantadina Apresenta ação moderada Adjuvante de flutuações motoras Efeitos colaterais: inchaço nas pernas. obstipação intestinal e alucinações . secura da boca.

o Selegilina • Atua reduzindo a velocidade de remoção da dopamina • Efeito colateral: insônia o Anticolinérgicos • Inibem a ação da acetilcolina • Agem principalmente contra o tremor • Efeitos colaterais: periféricos ou centrais .

 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO o Nutrição o Psicólogo o Fonoaudiólogo o Atividades físicas .

 TRATAMENTO CIRÚRGICO • Antes da introdução de medicação dopaminérgica. cirurgias já eram executadas o Talamotomia o Palidotomia .

o Estimulação cerebral profunda (ECP) o Transplante .

NEUROIMAGEM DO TRANSPORTADOR DE DOPAMINA NA DOENÇA DE PARKINSON Primeiro estudo com [99mTc]-TRODAT-1 e SPECT no Brasil Radiotraçadores para neuroimagem de transportador de dopamina (TDA) foram desenvolvidos para estimar a perda de neurônios dopaminérgicos in vivo na doença de Parkinson (DP). .

 A doença de Parkinson (DP) é um transtorno neuro degenerativo progressivo causado pela perda seletiva de neurônios dopaminérgicos localizados na parte compacta da substância negra. . A lesão da via dopaminérgica negroestriatal determina diminuição da neurotransmissão dopaminérgica no corpo estriado especialmente no putâmen.

A densidade de TDA na região estriatal encontra-se reduzida em sujeitos com diagnóstico de DP ? 2. Há correlação entre densidade de TDA e gravidade da DP ? . Esta técnica apresenta sensibilidade suficiente para discriminar os pacientes dos controles ? 3.HIPOTESES 1.

. • 15 sujeitos portadores da doença de Parkinson e 15 voluntários saudáveis recrutados na comunidade. • Emparelhados os pacientes por idade.METODO • Foram recrutados 30 sujeitos. sexo e dominância cerebral (todos eram destros). escolaridade.

5/ 2/ 2. Para que a amostra fosse representativa da evolução da DP. foram recrutados três pacientes de cada estágio da Escala Hoehn & Yahr modificada (H&Y)12 (estágios: 1/ 1.5/ 3). .  Pacientes com H&Y acima de 3 não foram incluídos.

2. Presença de lesões no parênquima encefálico. 4. 3. Depressão . . Demência .CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO: 1. 5. Uso de medicação psicotrópica. Antecedentes neurológicos.

idade. .DISCUSSÕES E CONCLUSÕES Em concordância com as hipóteses inicialmente formuladas: 1. sujeitos com DP apresentaram redução significativa da densidade de TDA no corpo estriado. quando comparados a controles saudáveis pareados por sexo. escolaridade e dominância cerebral. bilateralmente.

2. 3. A avaliação da densidade de TDA através de SPECT apresentou boa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico da DP. Os presentes resultados sugerem que o SPECT cerebral com TRODAT-1 pode auxiliar na diferenciação entre pacientes com DP e indivíduos sem doença neurológica. .

 Houve correlação negativa entre a densidade de TDA no estriado e a gravidade das manifestações. Estudos prévios têm demonstrado que a densidade de TDA encontra-se significativamente reduzida no estriado de pacientes com DP e que esta medida pode diferenciar pacientes com DP e controles saudáveis. .

. O último consenso para utilização de imagem de TDA sugere que estes métodos devem ser utilizados quando há dúvida diagnóstica e para utilização em pesquisas.

AGONISTAS DOPAMINÉRGICOS NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON Henrique Ballalai Ferraz .

AGONISTAS DOPAMINÉRGICOS  Os AD exercem seu efeito através da estimulação dos receptores dopaminérgicos localizados no neurônio póssináptico Por terem essa ação direta sobre o receptor não necessitam ser mobilizados previamente para atuarem como a Levodopa Ao AD administrados por via oral têm uma meia vida que varia de 6 a 96 horas dependendo da droga .

ERGOLÍNICOS NÃO ERGOLÍNICOS Bromocriptina Lisurida Pergolida Cabergolina Apomorfina Pramipexol Ropinirol Piribedil .

.25 mg à noite ao deitar e fazer incrementos semanais de 1.BROMOCRIPTINA  Primeiro a ser utilizado na DP em 1974.25 mg até conseguirmos atingir a dose mínima efetiva de 7.5 mg ao dia  3 tomadas ao dia  Náuseas.  Ação agonista e antagonista sobre os receptores D1  Meia vida de 6 horas  Iniciar com 1. vômitos e hipotenção postural  No inicio se administra o antagonista dopaminérgico periferico Domperidona.

1 mg  Dose mínimo de 0.05 a 0.25 mg três vezes ao dia  Efeito satisfatório fica entre 1 e 3 mg ao dia  Efeitos adversos da Bromocriptina mais disfunções valvares .D2 eD3  Dose inicial de 0.25 mg ao dia  Aumento a cada 2 dias de 0.PERGOLIDA  Surgiu em 1980  Tolerabilidade um pouco melhor que o Bromocriptina  Estimula os receptores D1.

edema de extremidades e náuseas .CARBERGOLINA  Tem uma duração de efeito maior que as demais AD  Meia vida de 65 a 96 horas  1 tomada ao dia  Efeito satisfatório a partir de 2mg ao dia  Sedação.

LISURIDA  Pode ser administrada via oral ou subcutânea  Perfil farmacológico semelhante ao pergolida .

bocejos.e confusão mental . vômitos.APOMORFINA  Mais antigo  Usada na Europa desde os anos de 1950  Colocada de lado até 1980  Surgimento da Domperidona  Melhor ação ocorre com a via subcutânea na dose de 1 a 3mg  Efeito ocorre entre 10 e 15 minutos depois da aplicação  Dura de 40 a 60 minutos  Náuseas. sonolência.

confusão mental e hipotenção arterial  custo mais acessível .PIRIBEDIL  Em uso desde 1970  Administrada por via oral nas doses de 150 a 300 mg ao dia  Atua sobre os receptores D2 e D3  Uso obrigatório de Domperidona por 2 ou 3 meses  Alucinações.

piribedil e a apomorfina  Potencia farmacológica no mínimo igual a da Bromocriptina  Iniciar com doses de 0.5 mg 3 vezes ao dia  Sonolência excessiva e ataques se sono .PRAMIPEXOL  Lançada comercialmente em 1990  Ação essencial sobre os receptores D2 e D3  Tem perfil de tolerabilidade muito superior aos ergolínicos.125 mg 3 vezes ao dia  Dobrar as doses a cada 7 ou 10 dias  Dose mínima de 0.

ROPINIROL  Perfil farmacológico semelhante ao do Pramipexol Dose efetiva de 8 a 18mg ao dia Não esta disponível nas farmácias brasileiras .

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