Abortamento Infectado Sepse e Choque Séptico

Alcione Mendes Claudia Regina Tatiane Vicente Vilma Ricardo Regina

Junho 2013

icterícia. taquipnéia. hipotensão arterial. SINAIS E SINTOMAS Sangramento com odor fétido. taquisfigmia. cianose. ou 2 semanas de gestação. febre > 38ºC . do embrião ou da placenta que mantém aberto o canal cervical favorecendo a ascensão de bactérias da microbiota vaginal e intestinal a cavidade uterina. taquicardia.O aborto é a extração de um produto da concepção sem sinais de vida com menos de 500 grs.sudorese. agitação. calafrios. . dor abdominal . CAUSAS Abortamento provocado e inserção instrumentos intra uterinos. O aborto infectado decorre da eliminação incompleta do ovo.

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Hemocultura (cultura de anaeróbios).  Rx do tórax (suspeita de embolia pulmonar). Tipagem sanguínea (para transfusão de sangue).  Ultra-som e tomografia do abdômen (avaliação de restos ovulares). . Uréia/creatinina (para controle da função renal). Cultura de secreção endocervical e de material endometrial. Urina tipo I ou EAS (elementos anormais e sedimento urinário).Hemograma com contagem de plaquetas ( agente infeccioso ). Rx do abdômen (suspeita de perfuração uterina ou instestinal). Coagulograma (coagulação intravascular) .

curetagem . (Gestação inferior à 12 semanas)-> Antibioticoterapia-> Proceder AMIU ou curetagem após 1 hora.AMIU (Gestação superior à 12 semanas)-> Antibioticoterapia-> Procede-se esvaziamento uterino. AMIU (Aspiração manual intra-uterina) ou curetagem após 1 hora.

Aborto por dilatação e curetagem. para ter a certeza de que foi totalmente extraído. enquanto se encontrava no ventre materno. Bebê foi destroçado com uma faca afiada e com curva (cureta). Enfermeira deve juntar as partes do bebê. .

Endomiometrite Perfuração uterina Necrose miometrial Piossalpinge (coleção de pûs na tuba uterina) Abscessos tubo-ovarianos Tromboflebite pélvica/ embolia séptica Pelviperitonite/ abscessos pélvicos Peritonite generalizada Choque séptico .

. Administração de medicamentos sob prescrição médica observando sempre estado de consciência do paciente. monitoração cardíaca e oxímetro de pulso.Explicar procedimento à paciente passando-lhe segurança. Realizar Balanço Hídrico. Manter terapia IV por 24 à 48 horas após último pico febril. Aferir SSVV. Dar apoio psicológico e explicar . HV mantendo diurese> 30ml/hora Punção de veia calibrosa para reposição de líquidos e hemoderivados.  Administrar Ocitocina EV ou Misoprostol no fundo do saco vaginal afim de promover esvaziamento uterino sob prescrição médica.

. São observados sinais e sintomas de Taquipnéia (>20 irpm). Enterobacter.exame de urina e lactato sérico. podendo provocar disfunção dos mesmos.Fases evolutivas de quadros infecciosos que acabam levando a um comprometimento da perfusão de múltiplos órgãos. Dentre suas principais causas estão :Bactérias aeróbias gramnegativas (E. taquicardia (>90 bpm). Exames complementares:Gasometria arterial e eletrólitos. Proteus) ou anaeróbias.0ºC (hipotermia). coli. infecções do trato geniturinário (aborto infectado). Ocorre após manipulação para induzir a interrupção da gravidez através de instrumentos rígidos (fórceps) ou infecções polimicrobianas e quase sempre com bactérias da própria flora vaginal. Tc>38ºC (hipertermia) ou Tc<36.

5 mg/kg 12/12 hs) e cefotaxima (2g 8/8hs) ou Ceftriaxona (2g de cada 12-24 horas). . Histerectomia parcial ou total em situações com foco uterino confirmado. Em caso de suspeita de Pseudonomas-> Amicacina (5mg/kg 8/8hs ou 7.Antibioticoterapia após coleta de cultura com anaerobicida (Clindamicina ou Metronidazol) associado à aminoglicosídeo (Gentamicina ou Amicacina (utiliza-se quando há queda de imunidade)) . Caso não haja resposta ao tratamento ou em caso de infecção hospitalar utilizar-> (Imipenem/cistatina (500mg 6/6hs) ou cefalosporina de 3ª geração+ aminoglicosídeo.

60 mmHg SatO2 92 à 94%. Administrar Dopamina no caso de hipotensão sob prescrição médica.Manter adequada volemia Administrar soluções cristalóides para boa perfusão dos órgão e Realizar SSVV. manter ventilação assistida. Realizar coleta de exames e após iniciar antibioticoterapia conforme prescrição Manter oxigenação adequada PaO2. PVC(8-12cm/H²O). Controlar SVD (>=30ml/h)débito urinário. . observando tecidos além de ofertar coloração da pele e monitorar hemotransfusão.

SINAIS E SINTOMAS Taquicardia. . hipotermia. dificuldade de micção. Faz-se necessário empregar antibioticoterapia. Dopamina e Dobutamina. coma. hipoxemia. além de reposição volêmica e monitorização de pressão de enchimento ventricular além de equipe de enfermagem dar apoio psicológico fazendo-a entender melhor sobre sua patologia.Infecção generalizada causada por bactérias ou infecção local que chegam a corrente sanguínea se espalhando par o corpo todo causando choque que poderá levar a paciente à óbito.

Laparotomia-> Em casos de sepse e perfuração uterina Histerectomia Total-> Caso de Necrose uterina . AMOR É A BASE DE TUDO! . choque. “Não existe satisfação maior do que cansar-se fazendo o bem e promovendo qualidade”.

Fátima Regina Dias de Miranda.Bibliografia:      Hemorragias da 1ª metade – pag. de Souza 28 de julho de 2009. Parto.Assistência Humanizada à Mulher – 2001 – Ministério da Saude Complexo Maria do Socorro Abortamento Acadêmico 10º período da Faculdade de Medicina da UFMG Manual de Residência Médica em Obstetrícia e Ginecologia . Aborto e Puerpério. Flávio M.08 –Alexandre Trajano.