O LIVRO DE APOCALIPSE

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Introdução
 O último livro da Bíblia, o Apocalipse, foi escrito como

um chamamento dos cristãos perseguidos que viviam durante uma época em que a Igreja estava em perigo de ser exterminada pelas poderosas forças do poder romano, para suportarem a situação com paciência.  É uma mensagem de vitória e perseverança: "ao que vencer".

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AUTORIA
 Existem várias evidências, externas e internas, que 


ligam o livro do Apocalipse ao Apóstolo João: Diversos pais da igreja e documentos o citam como autor. Justino Mártir; O Cânon Muratoriano; Irineu; Clemente de Alexandria; Tertuliano; Orígenes. Referências textuais ao nome “João”; As Cartas às Igrejas demonstram o conhecimento que o autor tinha delas, e nenhum outro João teria; Além disso, 45% do vocabulário do Apocalipse é encontrado no quarto Evangelho.
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Data e Local
 Ainda que não haja consenso entre os estudiosos, vamos

considerar que o último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, foi escrito pelo final do reinado de Domiciano, por volta de 95 d.C.  O autor do Apocalipse diz que ele "estava na ilha chamada Patmos".  Patmos é uma pequena ilha que fica no mar Icário, entre Icária e Leros, cerca de quarenta e cinco quilômetros a sudoeste, pelo oeste de Mileto.  A indústria principal da ilha era a mineração do sal. Era uma colônia penal para os prisioneiros políticos de Roma.
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SITUAÇÃO HISTÓRICA DA ÉPOCA DO APOCALIPSE
 Na época em que foi escrito o Apocalipse (fins do século 1 d.C.),

havia certas condições militares, econômicas, sociais e religiosas, dentro do império romano, que davam o colorido certo para as revelações do livro.  A) Condições Militares. o império romano muito foi ampliado territorialmente.  B) Condições Econômicas e Sociais. Havia má distribuição de renda, pois os ricos eram poucos, mas riquíssimos, ao passo que as massas eram reduzidas a extrema pobreza, tendo de ser sustentadas pelo estado. As extravagâncias dos imperadores, a balança comercial desfavorável, que forçava a Itália a importar os alimentos que consumia e a decadência paulatina da agricultura produziu a inflação. O povo meramente sobrevivia.  C) Condições Religiosas. A idolatria de Roma era notória. Não somente tinha seu panteão, mas também importava todos os deuses estrangeiros, em um afã de religiosidade difícil de ser igualada.
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eram executados.“ que tornou-se sinal de lealdade ao império. como também as festas que oferecia. e até o peixe que comia. Foi ele quem decretou o chamado "culto ao imperador. nas arenas. Havia holocaustos públicos a ele oferendados. Os cortesãos chamavam-no de "senhor" e "deus. vaiassem os gladiadores do imperador." Seu leito era considerado sagrado.Titus Flavius Domitianus. Foi extremamente sanguinário.       foi um déspota dos piores. um homem monstruoso e cruel 57 6 . que "deificou" a si mesmo. Os espectadores que.SITUAÇÃO HISTÓRICA DA ÉPOCA DO APOCALIPSE  D) O Reinado de Domiciano .

traidores do imperador e do Império.  Era considerada como um meio para fortalecer uma lealdade comum ao Estado. e suas propriedades poderiam ser confiscadas e o castigo apropriado atribuído. enquanto ainda exerciam suas práticas de adoração particulares.  Se não o quisessem. o culto imperial foi o mais desenvolvido.  Viajando de cidade em cidade. eles ouviriam acusações feitas contra aqueles que se recusavam a dizer que "César é Senhor". seriam condenados como ateus. à qual todos os povos do Império deviam aderir.SITUAÇÃO HISTÓRICA DA ÉPOCA DO APOCALIPSE  E) A Adoração ao imperador . Havia um grupo de oficiais romanos chamados “concilia”.  Na província romana da Ásia Menor. cujo propósito era promover a adoração do imperador. Estes seriam levados perante os concilia e teriam oportunidade de fazer a declaração em público. 57 7 .

57 8 . Sardes. às     sete igrejas que se encontram na Ásia" (14) Sete versículos adiante. é como se João tivesse dito: a todas as igrejas que se encontram na Ásia. Pérgamo. vemos que elas formavam uma espécie de circulo muito irregular. No mapa. Tiatira. Filadélfia e Laodicéia.Destinatários  Esse detalhe também faz parte do texto bíblico: "João. Mas por que seriam "sete igrejas" se havia tantas outras? O simbolismo bíblico parece claro: Sete significa "todas. Esmirna." Logo. são especificadas essas igrejas: as de Éfeso.

As Sete Igrejas do Apocalipse 57 9 .

57 10 . 14:1). do 3 como ciclo completo. etc. doze fundamentos (21:14).  Há ampla citação.  Seguem a característica da literatura apocalíptica e estão entre as principais figuras simbólicas. cento e quarenta e quatro mil em companhias de remidos (7:4. doze portas na cidade de Deus (21:12).Literatura Apocalíptica  A) Numerologia. do 7 como divino.  Deve-se citar especialmente os vinte e quatro anciãos (4:4). quatro criaturas vivas (4:6).  Pode-se ver uma análise razoavelmente completa em Broadus. do número 1 como símbolo de unidade. quatro anjos (9:14). por exemplo. quatro cavaleiros (6:1-8). doze espécies de fruto na árvore da vida (22:2).

que transmite a verdade por meio de quadros mentais." Esse termo aponta para uma comunicação figurada. e não por meio de definições Essa comunicação simbólica presta-se muito como veículo da revelação de mistérios. e (c) os que têm alguma conexão com a literatura apocalíptica ou com o uso pagão contemporâneo 57 11 . Os símbolos são chaves que abrem as portas dos mistérios divinos. simbólica.        similar aos livros das visões de Daniel.Literatura Apocalíptica  B) Uso abundante de símbolos. interpretados ou não  O livro profético do Novo Testamento é altamente simbólico. nas palavras “para mostrar. (b) os que não são aclarados. Essa natureza simbólica é anunciada logo no seu primeiro versículo. mas estão baseados no Velho Testamento. Ezequiel e Zacarias. Esses símbolos dividem-se em três categorias: (a) os que são aclarados por explicações.

20 1:20 4.sete montes * Dez chifres da besta .12 17:15 17:18 14:20.castigo da humanidade revoltada 57 1.9 17:9 17. 19:15 12 .dez reis futuros * Muitas águas .14 12.Satanás * Sete cabeças da besta .8 7:13.Literatura Apocalíptica             (a) Símbolos Explicados: *Sete estrelas .5 5.população do mundo * A mulher embriagada .sete igrejas * Sete tochas o Espírito de Deus * Incensários orações dos santos *Grande multidão crentes da Tribulação * O dragão .anjos das igrejas * Sete candeeiros .Roma * Lagar .

Literatura Apocalíptica            (b) Símbolos Baseados no Velho Testamento: * Árvore da vida 2:7.7 * Seres viventes 4.17 * Vara de ferro 2:27 * Estrela matutina 2:28 * Chave de Davi 3. 22:2 * Maná escondido 2.7 ss * Quatro cavaleiros 6:1 ss * Grande anjo 10:1 ss * Primeira besta 13.1-10 * Segunda besta 13:11-18 57 13 .

17 * Coluna 3.2.12 * Vinte e quatro anciãos 4.3 ss * Mulher vestida com o sol 12:1.Literatura Apocalíptica            (c) Símbolos Não-Explicados: * Pedrinha branca 2.2 ss 57 14 .4 ss * Sete selos 5:1.11 * Cidade de Deus 21.17 * Lago do fogo 19.20 * Grande trono branco 20.14 * Ceia das bodas do Cordeiro 19:6-9. 6:1-17 * Duas testemunhas 11.

Literatura Apocalíptica  Traços que diferenciam o Apocalipse da Literatura apocalíptica. ao passo que na literatura apocalíptica os autores tinham um ente espiritual que lhes revelava o significado da visão. João não se identifica com o pecado do povo. Há. mas convida-os ao arrependimento e ao viver moral e ético. que se nomeia a si mesmo. no Apocalipse. não sendo uma obra pseudônima.  a) Tem um autor determinado.  c) Interpretação das visões: João não dá o significado das visões que recebe.  b) Diferentemente da literatura apocalíptica. João mostra Deus no controle absoluto da história e lhe dará o fim que propôs. 57 15 . ele é profético. uma abertura acerca da verdade escatológica.

é o Conquistador montando um cavalo branco como um general romano em triunfo (19:11). vestida de branco. e aconselha a Igreja. primeiro como uma figura glorificada.OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  a) Em todo o Apocalipse. novamente intitulado Cordeiro por causa da redenção que operou.  Reivindicando o direito de julgar e punir com a autoridade do rolo selado. reprova.  Na execução do julgamento. 57 16 . com o título "REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES" (19:16). Ele é o Cordeiro que adquiriu este direito pela Sua obra redentora (5:4-7).  Na consumação de todas as coisas é o Noivo do Seu povo (19:7. que examina. 21:9). a pessoa de Cristo é dominante. de rosto resplandecente.

que vê tanto as virtudes como as deficiências das igrejas. o seu ponto de vista geral é o da santidade divina. 57 17 . a cena onde é administrado o julgamento gira em torno do trono de Deus (4:2-19:5).  Seja qual for a interpretação dada aos seus símbolos no que respeita a pormenores. e o julgamento final é pronunciado do mesmo trono (20:11).  Na descrição dos novos céus e da nova terra.  Esta ênfase sobre o trono torna evidente o conceito da soberania de Deus no Apocalipse e o Seu domínio eterno nos assuntos humanos.  A mensagem às igrejas é enviada pelo Vulto que se move no meio dos castiçais de ouro. o trono ocupa ainda o lugar central (22:1) como manancial do rio da vida. tanto a condenação como a esperança do mundo.OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  b) O livro do Apocalipse dá uma perspectiva divina da história.

toda a humanidade se volte para Deus em arrependimento e fé. a condenação final do pecado (20:15). nem que. se encontra. O último ato da humanidade organizada é uma rebelião armada contra Deus e o Seu Cristo (20:7-10). no fim. Em nenhum outro livro da Bíblia. Retrata a última civilização como extremamente próspera. culturalmente adiantada e absolutamente ateísta (18:1-5). 57 18 . excetuando as palavras de Jesus. Não contém a menor sugestão de que o mundo vá melhorar com o andar do tempo.OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  c) O otimismo dominante do livro é contrabalançado pelo     realismo do seu quadro do mal. em traços mais terríveis.

o céu terá invadido a terra . e caíram as cidades das nações" (16:19).OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  d) Uma das grandes lições do livro é que.  Mas para tanto. 57 19 .  "E a grande cidade se dividiu em três partes. entrando em colapso total. o atual regime de pecado e revolta contra Deus terá de ser totalmente derrotado. com a destruição da presente civilização.sob a forma da descida da Nova Jerusalém. terminado o drama.

o livro reflete aramaísmos. feita pelo próprio autor sagrado. 57 20 . deve ter preferido grafar as mesmas no seu idioma pátrio. e no seu espanto diante das visões que recebia. sobretudo na formação das frases. reflete antes um original aramaico. do qual o Apocalipse é uma tradução.  Não há nisso nenhum motivo de estranheza.OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  e) As irregularidades gramaticais são mais numerosas aqui do que em qualquer outro livro do Novo Testamento.  Daí. pois João falava o aramaico como sua primeira língua.  Mas ao invés disso mostrar a inépcia do autor sagrado no uso do grego koiné.

Essas sete bem-aventuranças sumariam a santidade e a esperança dos crentes. ou presença do Senhor Jesus na cena terrestre.felizes os crentes que morrerem durante o reinado da besta. 20:6.OUTRAS CARACTERÍSTICAS DO APOCALIPSE  As "bem-aventuranças" no Apocalipse  Há sete delas.felizes os que levam em conta o ensino contido no     livro. 22:7 e 22:14 . por todo o livro:  (a) Em 1:3 . (d) em 19:9. (b) em 13:7 . (c) em 16:15 . 57 21 . à medida que se aproximar a parousia.as quatro bem-aventuranças restantes dizem respeito ao destino final dos crentes.felizes os que se mantiverem imaculados na santificação.

 A profecia.Métodos De Interpretação Do Apocalipse  a) TEORIAS PRETERISTAS  No sentido estrito do termo. foi cumprida há muito tempo atrás. que haviam usado o Apocalipse para identificar o Papa com o Anticristo. por um monge jesuíta do século dezessete. contra os reformadores. 57 22 . isto significa que todo o Apocalipse se cumpriu no passado.  A primeira apresentação sistemática desta posição foi em uma polêmica. se há mesmo alguma profecia no livro. Alcazar.  Este método tenta entender e interpretar as dificuldades da igreja do primeiro século durante sua crise. nos dias do Império Romano.

Inteiramente escatológico. o Apocalipse pretende ser um livro de profecias não cumpridas Existem duas variações principais neste grupo: I) FUTURISTA EXTREMO OU DISPENSASIONALISTA II) FUTURISTA MODERADO 57 23 . Este método é o completo oposto das teorias preterístas.Métodos De Interpretação Do Apocalipse  TEORIAS FUTURISTAS  Este método interpreta o Apocalipse como sendo somente     para o tempo imediatamente anterior e seguinte ao segundo advento.

mas. até o tempo em que ele finalmente estabeleça o Reino sobre a terra. mediante sua rejeição por seu próprio povo (os judeus). a Igreja foi estabelecida como um parêntese na história. entretanto do capítulo 4 a 21 tudo se refere a Israel.  Os capítulos 2 e 3 de Apocalipse se referem à Igreja vista na terra. Darby. e foi sistematizada e popularizada pela Schofield Bible.  A teoria dispensacionalista originou-se com John N. num espaço de 7 anos.FUTURISTA EXTREMO  Prevê dois programas divinos diferentes: Israel e Igreja. o fundador dos "Plymouth Brethren".  Estes escritores mantém que Jesus veio a primeira vez para estabelecer o Reino.  O tempo presente é "a era da Igreja" ou a "dispensação do Espírito Santo". 57 24 .

sete anos mais tarde. mas é fortemente antibíblica e devemos ter muito cuidado com ela. A Igreja seria um ajuste temporário no plano de Deus.FUTURISTA EXTREMO  O tempo presente é denominado a "era da Igreja" ou a      "dispensação do Espírito Santo". no inicio do milênio. Esta é a interpretação que o maior número de líderes evangélicos tem seguido. Cada dispensação mostra a maneira pela qual uma pessoa poderá. ser salva. Ela foi muito popularizada pelas séries de livros de ficção “Deixados para trás”. nesse tempo. 57 25 . desde o final do século XX. Ela será "arrebatada" (tirada do mundo) no final da era da Igreja" e será revelada".

desta forma. 57 26 .  Entendem as sete cartas como endereçadas a sete igrejas históricas. pois os moderados não as aceitam necessariamente.FUTURISTA MODERADO  A diferença deste método e o anterior está na questão das dispensações. insiste em uma restauração literal do reinado de Israel.  Este grupo também considera o Israel apocalíptico como literal e. que são representativas da Igreja inteira.

 O método histórico-contínuo defende que o Apocalipse é uma profecia da história da igreja.   57 27 .  Esta é a visão protestante típica.Métodos De Interpretação Do Apocalipse  c) TEORIAS HISTORICAS  Este método tem geralmente duas formas: o método "histórico-contínuo" ou o "histórico sincrônico". no fato de que ela fez o Apocalipse profetizar em detalhes a apostasia da Igreja Romana. desde a época de João até a consumação.

método histórico-contínuo  As igrejas indicariam os característicos dominantes das igrejas. a igreja contemporânea . mas ausência de vitalidade espiritual. a saber: Éfeso. e Laodicéia.crescentemente mundana de depois do imperador Constantino. a igreja da Reforma . Sardes. a igreja apostólica .        na ordem em que elas apareceram. formando “eras” da história eclesiástica. Filadélfia. e que virtualmente fez do cristianismo a religião oficial de Roma.que trabalhava arduamente: Esmirna. a igreja pós-apostólica .  57 28 . Tiatira.que foi duramente perseguida. por causa da apostasia e da abastança. a igreja corrupta da Idade Média. a igreja dos reavivamentos modernos e dos empreendimentos missionários globais. Pérgamo.com sua reputação de ortodoxia. a igreja constantiniana .que tem ficado morna.

método histórico-contínuo  No entanto.  O certo é que o prolongamento da história eclesiástica vai exigindo constantes ajustamentos nos detalhes dessa interpretação. como a que foi dirigida a Sardes. na carta à igreja existente ali. recebe maiores elogios do que geralmente seriam atribuídos á Idade Média. 57 29 . essa interpretação se ressente da critica que Tiatira.  Além disso é difícil supor que a Reforma mereça uma mensagem de quase repreensão.

260 anos. na realidade.método histórico-contínuo  O problema que existe com as teorias históricas é que a identificação exata com eventos da história passada em relação aos tempos modernos nunca foi totalmente explicada ou estabelecida.  Este método também exige a teoria da profecia de "anodia" (Robertson).  Se um evento devesse ser de valor para o leitor como uma indicação sobre onde ele (o leitor) pertenceu ao processo histórico. que significa que um dia na profecia é sempre um ano. 57 30 .  A "besta" que deve ter poder por "quarenta e dois meses'. este evento seria identificável com grande certeza. tê-lo-á por 1.

A. conforme acontece com toda profecia. O autor é um profeta. a partir dela. 57 31 .T. aplicar a mensagem deste livro para sua própria situação de vida. Robertson diz que é um livro de significados espirituais ancorados numa situação histórica. para suprir as necessidades dessa situação. as verdades subjacentes são verdades nestes dias como naqueles. Ele escreveu primariamente para o encorajamento e edificação dos crentes de seus próprios dias. falando numa situação histórica. Contudo.Métodos De Interpretação Do Apocalipse  e) TEORIA HISTORICO-PROFETICA  A idéia básica é de que o Apocalipse deve ser interpretado e     estudado a partir da situação de vivida pelo autor e a partir do seu propósito de consolar os leitores do primeiro século. mas o leitor contemporâneo deve analisar aquela situação histórica e.

 Ele foi escrito para transmitir sua mensagem. indubitavelmente. 57 32 . ficamos com a segurança de que. Cristo reina soberano. e tais impressões se firmam e consolidam à medida que o leitor vai tomando parte no drama que se desenrola a seus olhos. e de que poder algum jamais lhe arrebatará das mãos a vitória que por direito lhe pertence. onde se dá importância à mensagem do Apocalipse para a Igreja contemporânea e para a Igreja atual e futura  Não podemos perder de vista o fundo histórico do livro e o seu propósito para a época em que foi escrito. criando impressões. “possivelmente um método legítimo de se interpretar o Apocalipse seja uma combinação dos métodos preterista e futurista moderado.Métodos De Interpretação Do Apocalipse  CONCLUSÃO  Na opinião de Tinoco. no palco da Ásia Menor. nos anos de 90 a 96 de nossa era.  Por meio dele. aconteça o que acontecer.

Deus ainda está no controle de seu universo. para os fiéis em Jesus. apesar das aparências. que foi morto. Domiciano não é nada. o título "Senhor" deve ser reservado somente para Jesus.  O poder que está por trás da perseguição é derivado de Satanás.  Portanto.  Para aqueles que venceram. o único que verdadeiramente é Senhor é "Jesus Cristo. o Senhor". o Cordeiro de Deus. a vitória pertence ao Cordeiro de Deus e a seus fiéis escolhidos. 57 33 . e ele levará sua criação ao alvo que teve para ela. mas vive para todo o sempre. mas ele já foi derrotado por Jesus Cristo.Propósito  O seu principal propósito não é predizer a história da Igreja em todos os pormenores mas reafirmar que.

QUATRO GRANDES VISÕES DA VITÓRIA DO CORDEIRO 57 34 .

PRÓLOGO (1:1-8)  Ler 1. 57 35 . 3) Doxologia a Cristo (1:5b-6) Jesus é apresentado não pelo seu nome. que nos libertou pelo seu sangue. 2) Saudação (1:4-5a) João se apresenta como o escritor das revelações recebidas e as manda às sete Igrejas da Ásia. mas pelos seus atributos e ações: "fiel testemunha. nos constituiu reino e sacerdotes para seu Deus e Pai. APOCALUPSIS (revelação) tem por     significado mais simples "descobrir algo que está encoberto". primogênito dos mortos. São Igrejas históricas e o número revela que a carta era circular e deveria ser lida em todas as Igrejas. podendo ter conotação revelação sobrenatural de verdades divinas que somente Deus as pode revelar (Rm. soberano dos reis da terra. aquele que nos ama. Em Apocalipse a revelação é procedente de Jesus.1-8  1) O Título do Livro (1:1-3)  Apocalipse de João. 16:25. 1:12). Gl.

Mesmo os ímpios saberão que é o Senhor voltando. transcendente. eterno. A dimensão alcança até os mortos de todas as épocas.  5) A revelação divina (1:8)  Deus é soberano. como tema. A segunda vinda de Jesus terá uma dimensão cósmica. visivelmente ou racionalmente. é reforçada pela expressão: "vem com as nuvens". 57 36 . que domina sobre tudo. bem como os que ainda negam e o crucificam. Ninguém terá dúvidas de que é Cristo quem estará voltando no momento em que isso acontecer. o princípio e o fim. Esta segunda vinda de Cristo será contemplada por todos.PRÓLOGO (1:1-8)  4) O Tema do Livro (1:7)  A segunda vinda de Cristo. Quantos o traspassaram refere-se aos que negaram e crucificaram Jesus. não afetado pelos conflitos da história.

13-18 O Dia do Senhor – O que significa? (Apostila) Sete Candeeiros – O que significa? (Apostila) Sete Estrelas – O que significa? (Apostila) 2) As sete cartas (2:1-3:22) Comentário Rápido de cada uma – Ler Trechos 57 37 .A PRIMEIRA VISÃO (1:9-3:22) O CRISTO GLORIFICADO  1) O agente da visão: Cristo glorificado (1:9-20)      Ler 1.

nela não entrou mas viu através dela o trono celestial.  João recebeu a ordem "sobe para aqui" a qual os dispensacionalistas interpretam como sendo o arrebatamento da Igreja. 57 38 . confirmado pela presença dos 24 anciãos junto ao trono.  Entretanto não há apoio no NT para um arrebatamento antes da tribulação e esta ordem é dada tão somente a João que está tendo a revelação.1-3  1) O Trono Celestial (4:1-11)  João viu uma porta aberta.  Assim pretendem eles livrar a Igreja da grande tribulação.A SEGUNDA VISÃO (4:1-16:21) O TRONO DE DEUS  Ler 4.

isto quer dizer que "sem a pessoa de Jesus Cristo e sua obra de redenção a história é um enigma". Alguns consideram que o conteúdo do rolo é o que está escrito em Ap.1-14  O livro é do tipo rolo e seu conteúdo só poderia ser lido após a abertura do último selo. O rolo é semelhante ao citado em Ez. incluindo a salvação do povo de Deus e o julgamento dos maus. ninguém podia abrir o livro. O rolo contém na sua interpretação mais natural. 7:1-22:21. a profecia dos acontecimentos finais. 2:1-10.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  2) Os Sete Selos (5:1-8:1)  a) O Livro selado (5:1-14)  Ler 5. nem sobre a terra. nem mesmo olhar para ele (dentro dele). 57 39 . nem debaixo da terra.  Os sete selos indicam que o rolo está completamente selado "nem no céu.

tem sete olhos que representam sua onisciência ou os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra. de alegria e de louvor.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  A apreensão de todos os seres viventes é natural: o     otimismo da história depende de alguém para abrir os selos. toda a criação e criatura que estava em suspense irrompe em um cântico solene. No momento em que o Cordeiro apanha o livro da mão de Deus. O Cordeiro tem sete chifres que representam a plenitude de seu poder. E se a abertura do selo tem reação cósmica. mas vê um Cordeiro como tendo sido morto. João chora e é consolado e se volta para ver o Leão. certamente a volta do Cordeiro também o terá 57 40 .

e as pragas das taças depois das pragas das trombetas. pelo menos em parte.  Assim. as trombetas e as taças são paralelos.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  b) Os Seis Selos (6:1-17)  Ler 6. o fato que o conteúdo da sétima ocorrência de cada uma dessas séries é praticamente idêntico em todos os casos parece indicar um ponto final . 57 41 . um terremoto e várias indicações sobre a chegada do fim .  Porém.trovões. quanto ao seu cumprimento. relâmpagos.1-2  Alguns intérpretes opinam que o cumprimento das ocorrências do Apocalipse será consecutivo. as pragas das trombetas sucederão depois de terem ocorrido as pragas dos selos.sugere que os selos.  A segunda vinda de Cristo e a batalha de Armagedom formariam o ponto culminante.

Possibilidades de Seqüência  Vamos ver como se definem estas diferentes interpretações:  Selos 1 2 3 4 5 6 7    Trombetas 1 2 3 4 5 6 7 Taças 1 2 3 4 5 6 7 "Parousia"   Selos 1    57 2 3 4 5 6 7 Trombetas 1 2 3 4 5 6 7 Taças 1 2 3 4 567 "Parousia" 42 .

pestes e feras.a fome O quarto selo (6:7-8) . inclusive na grande tribulação (7:14). II Pe. fome. quando o céu se recolherá. a lua será como sangue e as estrelas se retirarão (Mt.a guerra O terceiro selo (6:5-6) . João descreve então.o evangelho O segundo selo (6:3-4) .o martírio . o sol se escurecerá. é a preparação para a abertura do rolo.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS      Os Seis Selos (6:1-17): O primeiro selo (6:1-2) . seguida pelo HADES (inferno). 3:10).João é transportado até o período imediatamente antecedente à vinda do Senhor.Estes mártires perfazem o números dos martirizados em todos os tempos. tudo isso como muitos detalhes 57 43 .  O sexto selo é o iminente fim do mundo.  O sexto selo (6:12-17) .  O quinto selo (6:9-11) . 24:29.a morte pela guerra. com a abertura do sétimo selo.o dia do Senhor .

A primeira multidão está no limiar da tribulação. vistos após a grande tribulação. É bom notar que os fiéis são selados para serem preservados contra os juízos iminentes de Deus e não do sofrimento físico. vistas em situações diferentes: a) os 144 mil (12 X 12 X 10 x 10 x 10 ) significam o número completo do povo de Deus (judeus e gentios) que são selados antes da grande tribulação.000 (7:1-8) . a segunda multidão está salva no Reino de Deus. saíram da grande tribulação (v. protegendo-os e diferenciado-os dos selados pela besta.Ler 7. A melhor explicação é que as duas multidões são da mesma natureza. salvos no Reino de Deus. 57 44 .A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS         ) Interlúdio: As duas multidões (7:1-17) Os 144. pois os selados são massacrados por causa de sua lealdade ao Cordeiro.9-17 Os juízos de Deus foram retidos até que os servos de nosso Senhor fossem selados em suas frontes.Deus protege seu povo . agora. b) a segunda multidão são os selados.Ler 7.2-3 A multidão incontável (7:9-17) . 14) e lavaram e branquearam suas vestes no sangue do Cordeiro.

13) O anjo e o pequeno livro (10:1-11) . No fim.este anjo reflete grande glória e que nos leva a refletir sobre a intensidade da glória de Deus. desde Abraão até a aliança com Cristo.Ler 10.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS         O sétimo selo (8:1) – Ler 8.1 a 11.A recapitulação do fim escatológico.1-7 Medição do templo e as duas testemunhas (11:1-13) . Abriu-se o santuário de Deus e nele se vê: A arca da aliança (Ler 11:19) Lembra que Deus é o Deus da aliança e das promessas.Ler 11. será cumprido 57 45 .1-2 As Sete Trombetas (8:2-14:20) Interlúdio (10. .A medição do santuário representa a segurança e a proteção dos membros regenerados da igreja. tudo que ele prometeu.1-4 A sétima trombeta (11:14-19) . .

seus filhos são o povo de Deus histórico na terra.  57 46 .  A mulher é a igreja ideal no céu. o representante no céu do povo de Deus (Is. 66:7-9).A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS     Interlúdio (12:1-14:20) O dragão. 17 . 54:1. 4:26). a mulher e seu descendente (12:1-17) Ler 12.  O apóstolo Paulo nos fornece a chave desta interpretação quando fala da Jerusalém de cima. a lua e 12 estrelas: é mais fácil entender a mulher como sendo a Sião ideal.1-6.A mulher vestida do sol. mãe do povo de Deus na terra (Gl.

A proteção divina à mulher (1. 57 47 .5 anos = metade da semana de anos): Uma vez que o intento de Satanás foi frustrado com relação ao filho (Jesus Cristo). o dragão investe contra a mulher (a mãe do povo de Deus). a Igreja.260 dias = 42 meses = 3. pois Deus protege à Igreja (12. O propósito de Satanás é impedir a obra de Cristo.6). esposa do Senhor.5):  O filho varão é Jesus Cristo na sua encarnação e ascensão. por isso entendemos a cena passandose no céu.  Não há qualquer indicação que a mulher desceu à terra para     dar à luz a seu filho. Novamente os esforços de Satanás são em vão.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  O filho da mulher (12.

16-18) A atividade da segunda besta é conduzir os homens à adoração do anti-Cristo. tem aparência de cordeiro. A besta que emergiu da terra (Ler 13:11.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  As duas bestas (13:1-18)  A besta que saiu do mar – Ler 13. Os preteristas encaram o número da besta com o imperador Nero (NERON KAISAR no hebraico é igual a 666). mas fala como dragão.5-8  Começam a surgir as figuras simbólicas das atividades satânicas       no fim dos tempos. A primeira figura é a besta que emerge do mar que simboliza o anti-Cristo. mas não consegue. Esta besta. Entretanto o número representa aquele que pretende atingir a perfeição. 57 48 . o que é uma réplica do ministério do Espírito Santo. pelos dois chifres.

seguidores do Cordeiro. adorar outros deuses que não o Senhor. imaculados.000 não são judeus especiais.  As qualificações desta multidão (seguidores do Cordeiro) a coloca equiparada à Igreja. não se curvou a ela em adoração.000 sobre Sião: É paralelo a 7:9-17 e descreve a glória daqueles que resistem até a morte as investidas da besta: foram comprados da terra . redimidos de entre os homens.Visões de consolo (14:1 a 15-4)  Ler 14. diante da ameaça da besta.A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS  . ou seja.  A prostituição é um fato muitas vezes mencionados na Bíblia não como um pecado carnal. mas como pecado espiritual. não se prostituíram espiritualmente.  Esses 144. primícias para Deus e para o Cordeiro. mas perfazem a Igreja que. 9-13 e 15-1-4  Os 144.1 . 57 49 .

A 2ª VISÃO: O TRONO DE DEUS      Os Sete Flagelos (15:1-16:21) a) A preparação (15:1-8) – Ler 15.1-16) h) Interlúdio (16:13-16): Ler 16.13-16 O dragão. a besta e o falso profeta formam uma "trindade" satânica. 57 50 . O falso profeta é a segunda besta que emerge da terra e vem para dar apoio à besta que emergiu do mar. Espíritos imundos semelhantes a rãs que operam sinais e convencem os reis a lutarem contra o Cordeiro.  i) O sétimo flagelo (16:17-21) a destruição da Babilônia. Os espíritos imundos que lhes saem da boca significam a inspiração satânica contra Deus no fim dos tempos.  A batalha do Armagedom (16:16).1-4 b) Os Seis primeiros flagelos (16. O fim desta era é descrito com juízos tremendos.

Ambas são introduzidas por um dos "sete anjos que tinham as sete taças". (continua) 57 51 . ocupa-se da condenação do     maligno sistema mundial representado pela prostituta Babilônia.  A primeira. A segunda.A 3ª VISÃO (17:1-21:8): BABILÔNIA  Local: o deserto. O paralelismo destas seções implica tanto semelhança como contraste. Apocalipse 17:1 a 21:8. Apocalipse 21:9 a 22:5. descreve a vitória final da noiva de Cristo. a Nova Jerusalém. O mensageiro celestial convidou o vidente a contemplar a cena com as palavras: “sobe aqui".  As últimas duas visões são paralelas uma da outra.

aquela é amaldiçoada. pura e casta. a segunda numa     montanha (21:10).  A primeira seção apresenta uma prostituta. do céu (21:10).  A primeira coloca a cena num deserto (17:3). aquela parece num castigo tremendo. a cidade de corrupção e julgamento (17:6). A primeira diz que na prostituta se encontram escritos nomes de blasfêmia (17:3). 57 52 . a segunda descreve a Nova Jerusalém. esta abençoada.A 3ª VISÃO (17:1-21:8): BABILÔNIA  O paralelismo de contrastes não é menos claro.14) A primeira apresenta Babilônia. que desce. a última que os nomes das doze tribos e doze apóstolos se encontram escritos na Cidade Santa (21:12. esta perdura em luz eterna. a segunda uma noiva.

A 3ª VISÃO (17:1-21:8): BABILÔNIA  1) O Mistério Da Babilônia (17:1-18) – Ler 17. 18  A meretriz que se acha sentada sobre muitas águas: simbolizada         por uma mulher montada numa besta. estava embriagada com o sangue dos justos: representa a monstruosa iniqüidade da civilização que se rebela contra Deus. Besta significa. o poder que luta contra Deus através da história.1-6. 2) O Julgamento Da Babilônia (18:1-19:5) O anúncio angélico da queda de Babilônia e Advertência ao povo de Deus (18:1-5) O grito por vingança e o lamento dos reis e mercadores (18:6-19) A destruição da Babilônia (18:21-24) Ações de graças pelo julgamento da Babilônia (19:1-5) 57 53 . portanto. prostituta. A meretriz é o símbolo do poder político contra Deus e seus filhos. No Apocalipse se refere a um reino que já existia mas no fim reaparecerá com poder sobrenatural. por isso seu nome é de mistério.

A 3ª VISÃO (17:1-21:8): BABILÔNIA  3) Triunfo E Consumação Final (19:6-21:8)       a) As bodas do Cordeiro (19:6-10) .6-10 A destruição de Babilônia preconiza as Bodas do Cordeiro. c) A batalha entre Cristo e o anticristo (19:17-21) d) A prisão de Satanás. que será a reunião dos crentes com o seu Salvador amado b) A vinda de Cristo (19:11-16) . a ressurreição e o reino milenar (20:1-6) 57 54 .Ler 19.11-16 Cristo descerá do céu para julgar e conquistar os líderes da rebelião contra Deus e seu povo.Ler 19.

sem qualquer sistema corruptível. o que toma conta agora da visão é o triunfo dos salvos e a natureza da vida que viverão eternamente com Deus.11.A 3ª VISÃO (17:1-21:8): BABILÔNIA  3) Triunfo E Consumação Final (19:6-21:8) .11-15) – Ler 20.1-8  Todo o velho sistema foi destruído.  Os ímpios já estão com Satanás no inferno e isto não preocupa mais a visão de João.  A Nova Jerusalém é apresentada com requintes de beleza e a vida será plena e intensa.15  g) A nova criação (21:1-8) – Ler 21.continuação  e) A destruição final de Satanás e da morte (20:7-15)  f) O juízo final (20. 57 55 .

12. 23.A QUARTA VISÃO: A JERUSALÉM CELESTIAL (21:9-22:5)  Local: uma montanha – Ler 21. jamais se contou ao mortal.1-5 “Tenho lido da bela cidade. Ler 22. – Ler 21.” (CC 498) 57 56 . construída por Cristo nos céus. no meio da praça eis o rio. E. é murada de jaspe luzente e juncada com áureos trofeus. Mas metade da glória celeste.9-11a  É a visão final da glória de Deus e do Cordeiro e dos salvos. Do vigor e da vida eternal.       fiéis e perseverantes. 27.

os assassinos. e entrem na cidade pelas portas. e quem quiser receba de graça a água da vida. diga: Vem! Aquele que tem sede venha. a brilhante Estrela da manhã. 16 Eu sou a Raiz e a Geração de Davi. 12 Eu sou o Alfa e o Ômega. Jesus. 14 Fora ficam os cães. os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. 15 Eu. e comigo está o galardão que tenho         para retribuir a cada um segundo as suas obras.VI EPÍLOGO (22:6-21)  E eis que venho sem demora. os impuros. o Princípio e o Fim. 13 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro]. 17 Amém 57 57 . enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve. o Primeiro e o Último. para que lhes assista o direito à árvore da vida. os feiticeiros.