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PARASITOLOGIA HUMANA

“O nosso Jeca Tatu não é assim.....ele está assim......” “Monteiro Lobato”

Profa. Dra. Rosana Rossi Ferreira

RELAÇÃO
PARASITA - HOSPEDEIRO
Parasitismo é quando uma espécie se associa a outra causando-lhe prejuízo.
Em geral, é por alimentar-se às suas custas, consumindo-lhes tecidos, humores ou conteúdo intestinal.

Relacionamento Parasita = Hospedeiro Base Nutricional

RELAÇÃO

Dentre as relações de espécies diferentes, o
para uma espécie e POSITIVO para a outra

PARASITA - HOSPEDEIRO

PARASITISMO sempre causa um efeito NEGATIVO

Em geral o parasita é reconhecido como invasor,
onde o hospedeiro pode desencadear uma resposta imunológica.

Porém, nem sempre isso acontece pela

impossibilidade do hospedeiro reconhece-lo como estranho.

RELAÇÃO PARASITA . O Parasitismo deve ser distinguido de outras associações nutricionais como Comensalismo ou Simbiose.HOSPEDEIRO O parasitismo não pode ser considerado predatismo pois o hospedeiro não é morto ao fornecer alimento ao parasita. . No Comensalismo ou Simbiose ambos os associados são mutuamente beneficiados.

Se vivem no interior do hospedeiro Se vivem no exterior do hospedeiro Endoparasitas Ectoparasita Nem sempre é fácil distinguir entre PARASITA e PREDADOR .HOSPEDEIRO Em geral os parasitas não tem vida livre.RELAÇÃO PARASITA . vivem em relação íntima com o hospedeiro.

HOSPEDEIRO PREDADOR Mata a sua presa Em geral são maiores que sua presa PARASITA Não mata sua presa mas pode leva-lá à morte Os parasitas são menores que seus hospedeiros .RELAÇÃO PARASITA .

Parasitologia – Generalidades Classificação dos Parasitas Obrigatórios Não sobrevive fora do hospedeiro Ex: Enterobius vermicularis Facultativos São de vida livre. mas em contato com o hospedeiro evoluem e causam danos Ex: Fungos Podem ou não causar danos Ex: ingestão acidental de larvas de moscas Acidentais .

Classificação quanto ao tempo de contato com o hospedeiro Permanentes Estão constantemente em contato com o hospedeiro. . Ex: Ascaris lumbricoides Periódicos Parte de seu ciclo acontece fora do hospedeiro e parte dentro do hospedeiro Ex: Ancilostomídeo Temporário Insetos hematofágicos que estão em constante contato com o hospedeiro mas temporariamente se alimentam de seu sangue.

Ampla ocorrência Ex: Toxoplasma gondii que parasta homens. . etc. felinos.Classificação quanto à especificidade Estenoxeno Alta especificidade Ex: Trichocephalus trichiurus que é especifico da espécie humana Eurixeno Baixa especificidade. bovinos.

Não tem fase larval Heteroxeno Necessita de mais de uma espécie para completar seu ciclo Ex: Plasmodium Autoxeno Fase larval e adulta no mesmo hospedeiro Ex: Hymenolepis nana .Classificação quanto aos tipos de Ciclo Monoxeno Completa seu ciclo em apenas um hospedeiro.

Vetores Vetor é o inseto que transporta o agente etiológico Tipos de Vetores Mecânico Apenas transporta o agente etiológico.Não interfere na multiplicação do mesmo. Ex: moscas Biológico O agente etiológico utiliza-o para evolução e multiplicação .

entram pela pele PER CUTEM VIA MUCOSA OU CONJUNTIVA VIA NASAL por inalação PLACENTA Ex: toxoplasma. cruzi VIAS GENITAIS Ex: tricomoníases . alimentos. T. fômites. Ocorre com a maioria dos enteroparasitas. ar.Portas de Entrada dos parasitas PER OS entram pela boca através da água.

Parasitismo e Doença Parasitaria Fatores inerentes ao parasita Número de exemplares Capacidade de multiplicação do parasita Dimensões císticas ou larvais Localização Virulência – relacionada à cepa Vitalidade .

Parasitismo e Doença Parasitaria Fatores inerentes ao hospedeiro Idade Imunidade Condições fisiológicas gerais (alimentação. higiene) Doenças intercorrentes Flora bacteriana associada Medicamentos usados (imunodepressores) Usos e costumes (carnes cruas. andar descalços) Estado emocional .

Ação do Parasita sobre o hospedeiro Espoliativa Traumática Obstrutiva Compressiva Tóxica Irritativa Anóxica – parasitas que consomem oxigênio .

É desencadeada por macrófagos. aumentando ou diminuindo o número de células para regeneração.Reações orgânicas do hospedeiro parasitado Reações Celulares – Ocorre onde o parasita está alojado. Reações Humorais – Produção de Anticorpos em decorrência das toxinas produzidas pelo parasita . O tecido lesado é atrofiado.

cruzi L.microti Babesiidae Babesia .lamblia T.PROTOZOA Filo : Sarcomastigophora (Presença de flagelos ou Pseudópodos) Subfilo : Mastigophora (com flagelos) Famílias Trypanosomatidae Gênero Trypanosoma Leishmania Espécie T.histolytica B.coli E.donovani G. L.vagivalis Diplomonatidae Trichomonadidae Giardia Trichomonas Sub Filo : Sarcodina ( com pseudópodos) Família Endamoebidae Gênero Entamoeba Espécie E. brasiliensis.

falciparum P.hominis P. gondii S. malarie Plasmodiidae .Filo: Apicomplexa (Presença de complexo apical) Família Sarcocystidae Gênero Toxoplasma Sarcocystis Plasmodium Espécie T. vivax P.

Filo:Ciliophora (Presença de cílios) Sub Filo : Kinetofragminophorea Família Balantidiidae Gênero Balantidium Espécie B.coli .

contém de 1 a 4 núcleos.não possui forma definida Forma cística .esféricos.AMEBÍASE Principais gêneros e espécies <Entamoeba histolytica <Entamoeba coli <Entamoeba hartman <Iodamoeba butschlii <Endolimax nana Morfologia Forma trofozoíta . presença de vacúolos em seu interior .

AMEBÍASE Habitat [Trofozoítos: em geral são encontrados no intestino grosso ou lesões hepáticas [Cistos: encontrado nas fezes .

Nesse local se transformam em cistos que são eliminados pelas feze as pessoas em fase diarreica geralmente eliminam . migram para o intestino grosso e lá se colonizam essa colonização pode acontecer na luz intestinal o na mucosa onde causam lesões. chegam ao intestino delgado onde sofrem divisão.AMEBÍASE CICLO EVOLUTIVO uma pessoa se infecta ingerindo cistos maduros que passam pelo estômago.

AMEBÍASE Transmissão ¨ingestão de cistos maduros juntamente com alimentos e água ¨alimentos contaminados.verduras cruas ¨alimentos contaminados por patas de barata ou moscas ¨falta de higiene domiciliar .

histolityca pode apresentar abcessos hepáticos. número de cistos ingeridos e resistência do epitélio intestinal. não apresentando modificação de temperatura. }a diarréia pode apresentar-se mucosanguinolenta.AMEBÍASE PATOGENIA }causa a colite amebiana. }no caso da E. }em geral a doença é aguda. . onde certos fatores são importantes como: patogenicidade da cepa.

AMEBÍASE PATOGENIA }a presença de bactérias também aumenta a patogenicidade da doença. pois a virulência pode ser ativada por bactérias. }por uma ação mecânica (pseudópodos) e lítica (hialuronidase) a ameba perfura a parede da mucosa destruindo a mesma. .

AMEBÍASE Diagnóstico laboratorial MDar atenção ao aspecto das fezes Disenteria amebiana diarréia é ácida grande quantidade de material fecal e pouco exsudato Disenteria bacteriana diarréia é alcalina pouco material fecal e muito exsudato . .

Pesquisa de cistos utilizar os métodos de Faust. Hoffman e Willis. .AMEBÍASE Diagnóstico laboratorial Pesquisa de trofozoítos as fezes devem ser bastante recentes (10-15 minutos) caso isso não seja possível. colher com conservante. o ideal é fazer o parasitológico de fezes antes que o paciente faça uso de algum tipo de medicamento.

AMEBÍASE TRATAMENTO _ dieta leve. _ muito líquido _ metronidazol (Flagyl) _ dependendo do caso. rica em proteínas e vitaminas e pobre em carboidratos. . é aconselhável o uso concomitante de antibiótico _ nos casos de lesões hepáticas. pulmonares e cutâneas a terapêutica é mais difícil.

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sem a devida higienização antes de ser ingeridos. podem se espalhar na água e vegetais que. . Estes.A amebíase é mais comum em regiões onde as condições de saneamento básico são precárias. podem causar a doença. Vale pontuar que a resistência dos cistos é muito grande: podem viver cerca de 30 dias na água. liberados nas fezes da pessoa adoecida. uma vez que a forma de contaminação se dá via ingestão de seus cistos. e 12 em fezes frescas.

histolytica se manifestam desta forma. .Note que. o indivíduo pode apresentar o parasita de forma assintomática. mas também sendo capaz de contaminar outras pessoas ao liberar os cistos em suas fezes: a maioria dos casos de infecção por E.