TUBERCULOSE

TUBERCULOSE

“É uma das doenças infecciosas documentadas desde mais longa data, sua forma mais frequente e generalizada é a tuberculose pulmonar. Porém, o bacilo da tuberculose pode afetar também outras áreas do nosso organismo.”

FUNASA,2002

AGENTE ETIOLÓGICO

Foi descoberto por Robert Koch em 1882. Inicialmente denominado bacilo de Koch, reconhecido como sendo uma micobactéria. Sob a denominação “Complexo Mycobacterium tuberculosis” agrupam-se 5 micobactérias: M.tuberculosis, M. bovis, M. bovis-BCG, M. africanum e M. microti.

TARANTINO,2002

PATOGENIA INALAÇÃO DO BK Trato respiratório superior Atinge alvéolos (multiplicação) Circulação sanguínea Infecção improvável de acontecer Disseminação pelo corpo Sistema imune intervem (GRANULOMA) Infecção Tuberculosa sem doença Queda no sistema imune Tuberculose doença .

TUBERCULOSE PRIMÁRIA É uma condição que ocorre em pessoas que nunca tiveram contato com o bacilo tuberculoso. geralmente crianças. .

Recrudescimento de uma infecção já existente do organismo. • Reinfecção exógena .TUBERCULOSE PÓS PRIMÁRIA • Reativação endógena . .o paciente adoece por receber uma nova carga bacilar do exterior .

2002 . o BK infecta preferencialmente os pulmões. A presença de oxigênio facilita sua multiplicação.TRANSMISSÃO “Por ser um aeróbio estrito. e a ligação do órgão ao meio externo favorece sua transmissão” TARANTINO.

TRANSMISSÃO VIA AÉREA (tosse.espirro) Gotículas Pesadas Goticulas leves ficam suspensas Núcleo secos (Wells) Perdem seu poder de infecciosidade Bronquíolos e Alvéolos .

os que apresentam tuberculose extrapulmonar e as crianças com tuberculose primária não oferecem risco significativo. . Os pacientes com tuberculose pulmonar abacilíferos.TRANSMISSÃO A principal fonte de contágio é o paciente bacilífero não tratado ou nas primeiras semanas de tratamento.

• Condições ambientais . • Doenças debilitantes ou imunodepressoras . . pouca luz solar .confinamento. • Tempo e proximidade do contato .DETERMINANTES DO RISCO DE TRANSMISSÃO DA TUBERCULOSE • Quantidade de bacilos expelidos pela fonte de infecção .

DIAGNÓSTICO MÉTODOS • Achados clínicos • Baciloscopia • Cultura • • Radiológico Prova tuberculínica .

DIAGNÓSTICO • ACHADOS CLÍNICOS • • • • • • • Tosse seca Tosse produtiva Expectoração Astenia Emagrecimento Febre baixa e vespertina Hemoptises Sudorese noturna .

• Duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta. .DIAGNÓSTICO BACILOSCOPIA DIRETA DO ESCARRO • Permite descobrir a fonte mais importante de infecção. e a segunda na manhã do dia seguinte. • Deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios. que é o doente bacilífero. .

DIAGNÓSTICO CULTURA • Para casos com baciloscopia persistente negativa em indivíduos com sintomas clínicos e suspeitas radiológica de tuberculose. . • Permite identificar a espécie da micobactéria e testar sua sensibilidade aos quimioterápicos. • Lesões extrapulmonares • Diagnóstico diferencial de outras doenças .quando há suspeita de tuberculose.

2001 . S. BOMBARDA. et al.DIAGNÓSTICO RADIOGRAMA DE TÓRAX • A linfonodomegalia mediastinal é uma manifestação radiológica mais freqüente na forma primária da tuberculose.

é unilateral.DIAGNÓSTICO RADIOGRAMA DE TÓRAX • O derrame pleural pode ser uma manifestação observada na tuberculose primária. et al. com volume que varia de pequeno a moderado. S. • Geralmente.2001 . BOMBARDA.

S. as cavitações são freqüentes. et al.2001 . BOMBARDA.DIAGNÓSTICO RADIOGRAMA DE TÓRAX •Na forma pós-primária da tuberculose.

DIAGNÓSTICO RADIOGRAMA DE TÓRAX BOMBARDA. S.2001 . et al.

2001 . et al. S.DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA BOMBARDA.

DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA BOMBARDA. S. et al.2001 .

2001 . S. et al.DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA BOMBARDA.

2007 .PTR et. al.DIAGNÓSTICO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DALCIN .

.injetado de forma intradérmica • A leitura do exame é feita entre 48 e 96 horas após a aplicação do PPD.DIAGNÓSTICO PROVA TUBERCULÍNICA • Tuberculina usada é o PPD RT23. • O paciente que foi exposto à bactéria deve apresentar uma resposta imunológica na pele. a chamada "enduração".

DIAGNÓSTICO PROVA TUBERCULÍNICA FUNASA. 2010 .

• Aplicação intradérmica.PREVENÇÃO BCG (Bacilo de Calmette.braço direito. sendo obrigatória para menores de um ano. • Protege contra as manifestações graves da primoinfecção como as disseminações hematogênicas e a meningoencefalite.Guérin) • Indicada para as crianças de zero a quatro anos de idade. • A proteção se mantém por 10 a 15 anos. . altura da inserção do deltóide.

tuberculosis. preferencialmente aos dez anos de idade. . • Revacinar na idade escolar (6 a 14 anos).PREVENÇÃO BCG • Não protege os indivíduos já infectados pelo M. • Revacinar independentemente de haver ou não cicatriz vacinal.

. • Uso de imunodepressores.PREVENÇÃO CONTRA-INDICAÇÕES DA VACINAÇÃO BCG • Recém-nascidos com peso inferior a dois quilos. • Afecções dermatológicas no local da vacinação ou generalizada. • Imunodeficiência congênita. • HIV positivos adultos (independentemente dos sintomas) e crianças sintomáticas.

como forma de impedir a instalação da tuberculose pós primária.PREVENÇÃO QUIMIPROFILAXIA “ Uso de medicamento( isoniazida) capaz de atuar sobre os bacilos em estado latente. 2001 .” SILVA. oriundos da primoinfecção não complicada.

meníngea.peritoneal. ganglionar. genitourinária. óssea. intestinal.” TARANTINO.TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR “ Dentre as formais mais frequentes podemos citar a pleural. supra-renal. oftálmica e cutânea.laríngea.2002 .pericárdica.

TRATAMENTO MEDICAMENTOS • • • • • • Isoniazida Rifampicina Pirazinamida Estreptomicina Etambutol Etionamida .

Brasília.2010.TRATAMENTO Fundação Nacional da Saúde. . 8ª ed. Guia de Vigilância epidemiológica.

8ª ed.2010. Guia de Vigilância epidemiológica.Brasília.TRATAMENTO Fundação Nacional da Saúde. .

TRATAMENTO Fundação Nacional da Saúde. 5ª ed. .2002. Guia de Vigilância epidemiológica.Brasília.

5ª ed.2002. .Brasília. Guia de Vigilância epidemiológica.TRATAMENTO Fundação Nacional da Saúde.

promovendo o relaxamento e tornando a tosse benéfica e eficaz na eliminação de secreções.” ZEGLIO.2010 .TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO “ O tratamento fisioterapêutico objetiva desobstruir as vias aéreas superiores melhorando e reeducando assim a respiração.

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO • • • • • Relaxamento Manobras de higiene brônquica * Exercícios respiratórios Programas de reabilitação pulmonar Educação em saúde .

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO “ Tada et al.93l a 1.59l). melhora dos sintomas de dispnéia (18. do VEF1 (0.” Oliveira.02l).2008 .5 pontos) e da qualidade de vida.9 semanas. treinamento e reeducação da musculatura respiratória. em pacientes internados com seqüela de TB pulmonar.5cmH2O).5 pontos).48l a 1. da Pimax (38. Foi demonstrado aumento do VC (1.6 pontos a 22. por um período médio de 3.5cmH2O a 47.4 pontos a 22.4 Torr). da tolerância ao exercício (19. do teste de caminhada de 6 minutos (303m a 339m).C et al. O tratamento consistiu em relaxamento.D. pesquisaram os efeitos de um programa de RP. exercícios de condicionamento. da PaO2 (67.1Torr a 72.

TARANTINO. n. Tuberculose. 2001. Rev. Imagem em tuberculose pulmonar.AB. J Pneumol 27(6). Santa Maria. Beltrame IL. Condutas em pneumologia.Doenças Pulmonares. Saúde. 2008 Brasil.2010. 2001 .Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Vol. . Ajudarte MF. Malaguti C.2010. Gutierrez RS. In: Silva LCC. Brasília. Rio deJaneiro: Revinter.Fundação Nacional da Saúde. Saúde Coletiva. Azambuja HCP. n 1-2: p 9-11. • . 8 ed. Espina CA.2002 Oliveira. Guia de Vigilância epidemiológica. Assistência de fisioterapia na prevenção das sequelas respiratórias devido à tuberculose em pacientes HIV/AIDS. Santos BR. 34a. 7. 30-34. p. 37.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bombarda S et al. Recursos fisioterapêuticos em Tuberculose Pulmonar. Silva LCC.1.DC et al.Rev. Vol. vol. Zeglio CR.