P R O F. ª .

: L U C I A N A C Á S S I A

REVISÃO

PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
Albumina: A

Proteínas séricas

Globulinas: α-1, α-2, β, γ

PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
 A maioria das proteínas efetoras da imunidade com função de anticorpo pertencem a fração γ-globulina, sendo por isso referida como gamaglobulina. Entretanto, um grupo menor dessas proteínas efetoras encontram-se entre a fração β-globulina e uma quantidade ainda menor na fração α-2 globulina.

IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulinas são proteínas com função de anticorpo e diversas atividades biológicas. Uma das maiores características das imunoglobulinas é que se combinam com a substância que induziu a sua formação.

Também estão presentes na superfície destes linfócitos. São sintetizadas exclusivamente pelos linfócitos B.ANTICORPOS  Anticorpos são proteínas que se ligam de forma específica a moléculas conhecidas como antígenos. .

ANTICORPOS  Estrutura geral: .

.  Mediar as funções efetoras para neutralizar ou eliminar invasores.ANTICORPOS  Funções fundamentais:  Ligar a antígenos estranhos encontrados pelo hospedeiro.

ANTICORPOS  Qual a diferença entre imunoglobulinas e anticorpo? .

. o parátopo. que permite com que ela se ligue especificamente a um epítopo do antígeno.ANTICORPOS  Cada molécula de anticorpo possui uma cadeia variável única.

em geral exógenas. normalmente substâncias estranhas ao organismo. multideterminado ou univalente e unideterminado. .  Quanto ao número de epítopos.ANTÍGENOS  Tem capacidade de provocar uma resposta imunológica. pode ser multivalente.  Epítopos ou determinantes antigênicos são a parte ativa da molécula ou microorganismo.

lise (Ativação do Complemento). . neutralização.ATUAÇÃO DOS ANTICORPOS  Ação direta dos anticorpos sobre os agentes invasores: aglutinação. precipitação.

tanto por neutrófilos quanto por macrófagos. .ATUAÇÃO DOS ANTICORPOS  Neutralização: ativa fortemente a fagocitose. fazendo-os englobar as bactérias às quais estão fixados os complexos antígeno-anticorpo – opsonização.

ATUAÇÃO DOS ANTICORPOS  Neutralização de vírus e toxinas: .

.ATUAÇÃO DOS ANTICORPOS  Lise: um dos mais importantes de todos os produtos da cascata do complemento que tem efeito direto de romper as membranas celulares de bactérias e outros organismos invasores.

ATUAÇÃO DOS ANTICORPOS  Aglutinação: anticorpos se ligam aos invasores aderindo-se há vários ao mesmo tempo o que promove a aglutinação (formação de pequenos agregados ou grumos). .

 Presente principalmente no soro.  Ativo contra microrganismos. .FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  IgM:  Pentâmero com 10 sítios de ligação ao antígeno (valência 10 ou decavalente). sangue e linfa.  O primeiro a ser produzido na resposta imunológica.  Encontrado nas superfícies do linfócito B.  Reagem melhor entre 4ºC e 25ºC.  Aglutina antígenos.  5 a 10% do total de imunoglobulinas efetoras no organismo humano (depende da idade).  Ativação do complemento.

FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  IgG:        Monômero bivalente. dependendo do tipo de patógeno.     . intestino e linfa. ADCC (citotoxidade mediada por células e dependentes de anticorpos). Ativação do complemento. Encontrado principalmente no sangue. impede a reinfecção por determinado micro-organismo Protege o feto (único anticorpo que atravessa a placenta). Imunoglobulina mais abundante. 80 a 90% no organismo. Meia-vida de 23 dias podendo se estender a anos. Neutraliza as toxinas. Facilita a fagocitose. Reagem melhor próximo à 37ºC.

 1% presente no organismo.  Ligam-se a membrana de basófilos e mastócitos.  Induz a degranulação de basófilos e mastócitos: liberação de histamina. .  Atua contra protozoários parasitas e ADCC.FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  IgE:  Monômero bivalente.  Participa na defesa ADCC antiparasitária.  Participa das reações alérgicas.6 dias.  progressivamente em crianças de 10 a 15 anos e declina aos níveis anteriores após a oitava década de vida.  Encontrado principalmente no soro.  Meia-vida 2 .

FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  Reação de hipersensibilidade mediada por IgE: .

leite).  ADCC.  Proteção das superfícies e mucosas.FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  IgA:  Dímero tetravalente. lágrima. . sangue e sêmen. muco. também pode ser monômero.  Encontrada principalmente nas secreções (saliva. trímero e até tetrâmero.  Auxiliam na proteção do recém-nascido contra infecções durante os primeiros meses de vida  10 a 15% presente no organismo.

.  Encontrado principalmente na superfície do linfócito B.FUNÇÕES DOS ANTICORPOS  IgD:  Monômero bivalente.  0.002% no organismo.  Papel fisiológico ainda sob investigação. sangue e linfa.  Possivelmente o primeiro a ser produzido na resposta imunitária.

M É TO D O S DIAGNÓSTICOS .

Plasma. Soro. mas pode-se utilizar outras amostras como:     Sangue completo. Outros. .MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Nos ensaios imunológicos a principal amostra biológica ainda é o soro.

 As reações Ag-Ac dependem de vários fatores. entre eles destacam-se a força de interações não-covalentes e o elevado grau de complementaridade entre eles.MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Todas as técnicas utilizadas em imunologia visam determinar antígeno (Ag) e anticorpo (Ac) ou o imunocomplexo formado por sua interação. .

 Especificidade: característica que indica que o teste em questão identificará somente o antígeno ou o anticorpo desejado. .  Ligação fraca: rápida dissociação.  Ligação forte: tempo maior de ligação.MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Afinidade: força da interação entre um único építopo e o anticorpo.

0006-0.01 1.0001-0.3 0.MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Sensibilidade: diz respeito a quantidade mínima de antígeno para reação com anticorpo.006 0.06 Radioimunoensaio (RIA) Enzimaimunoensaio (Elisa) Imunofluorescência 0. Ensaio Reações de precipitação em fluídos Sensibilidade (μg anticorpo/mL) 20-200 Reação de precipitação em géis Imunodifusão radial Imunodifusão dupla imunoeletroforese 10-50 20-200 20-200 Reações de aglutinação Direta Aglutinação passiva 0. depende da afinidade e da distribuição dos epítopos no antígeno.006-0.0 .

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  A maior parte das preparações de anticorpos é policlonal. .

imunofluorescência. imunodifusão. reações imunoenzimáticas. radioimunoensaios.MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Entre os métodos para análise imunológica destacam-se as reações de precipitação. . de aglutinação.

 Avaliar a imunidade naturalmente adquirida ou artificialmente induzida .  Diferenciar a fase da doença.  Selecionar doadores de sangue.  Selecionar doadores e receptores de órgãos.  Fazer triagens para certas doenças.MÉTODOS DIAGNÓSTICOS  Importância da pesquisa de anticorpos no diagnóstico imunológico:  Elucidar processos patológicos.

ANÁLISE SOROLÓGICA  Existem muitas doenças cujo diagnóstico não é feito pela presença do "micro-organismo" em si. mas pela pesquisa da presença ou ausência das células que o corpo produz. responsáveis pelo combate e reconhecimento dessa doença. .

reagente e nãoreagente.ANÁLISE SOROLÓGICA  Qualitativa Resultado: Positivo e Negativo. .

com valores absolutos. 1:16 e mais se necessário. . mg/dL) ou em unidades internacionais também por volume (por exemplo. μg/mL). expressos em massa por volume (por exemplo. 1:4. 1:8.9%) 1:2. mg/ml. Faz-se diluições do soro do paciente em salina (NaCl a 0.ANÁLISE SOROLÓGICA  Semi-quantitativa: depende da titulação ou da absorbância.  Quantitativa: fornece resultados precisos. UI/ml.

MENOR a ocorrência de resultados falsos-positivos. ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE ANÁLISE SOROLÓGICA Quanto MAIOR a sensibilidade. ALTA SENSIBILIDADE OBRIGATÓRIA EM TESTES DE TRIAGEM Quanto MAIOR a especificidade. OBRIGATÓRIA ALTA ESPECIFICIDADE EM TESTES CONFIRMATÓRIOS . MENOR a ocorrência de reações cruzadas. MAIOR a possibilidade de detecção precoce de doenças. MENOR a ocorrência de resultados falsos-negativos.

M E TO D O L O G I A S PA R A O E S T U D O DA IMUNIDADE HUMORAL .

citocinas.TESTES SOROLÓGICOS  Também chamados de imunoensaios. ácidos nucléicos.) . hormônios. etc. são técnicas utilizadas para a detecção e quantificação de antígenos e anticorpos e outras substancias que desempenham o papel de antígeno (drogas. receptores de células.

 Teste de imunofluorescência.  Técnicas empregadas na automação: nefelometria.  Técnicas imunoenzimáticas: Elisa. ABO.  Aglutinação: hemaglutinação. PCR. HIV. FR.TESTES SOROLÓGICOS  Precipitação: imunodifusão radial simples e dupla. .  Testes rápidos: Dengue. β-HCG. ASLO.

TESTES SOROLÓGICOS  Técnicas imunoenzimáticas: Elisa. com alto grau de confiabilidade como ensaio quantitativo.  Vantagens: Método altamente sensível e específico. custo baixo a médio.  Desvantagens: pequenas variações de pipetagem e tempo de incubação podem ocasionar resultados alterados. .

TESTES SOROLÓGICOS  Elisa indireto .

FR.TESTES SOROLÓGICOS  Aglutinação: PCR.  Desvantagens: baixa especificidade. ASLO. fácil manipulação.  Vantagens: resultado rápido. ABO. .

Desvantagens: Baixa sensibilidade e especificidade. de fácil execução. devido a mal armazenamento das hemácias. . baixo custo. Vantagens: Método simples.TESTES SOROLÓGICOS  Precipitação: imunodifusão radial simples e dupla. rápido. pode-se obter resultados falso-negativos.

bem como do tráfico intracelular. . Vantagens: Alta especificidade e sensibilidade. Desvantagens: “variação individual” na leitura de resultados de IFA. alto custo de microscópio de fluorescência.TESTES SOROLÓGICOS  Teste de imunofluorescência. possibilidade de detecção de proteínas intracelulares e de sua localização.

. fácil de realizar. Desvantagens: alto custo. Vantagens: rápida.TESTES SOROLÓGICOS  Técnicas empregadas na automação: nefelometria. reações inespecíficas devido a soros lipêmicos e hemolisados. totalmente automatizado. precisa. necessidade de várias diluições para antígenos concentrados.

 IgM reagente + IgG não reagente = INFECÇÃO AGUDA  O paciente está com uma infecção pelo patógeno pesquisado.SOROLOGIAS IGM/IGG  IgM não reagente + IgG reagente = IMUNE  Ou seja.  IgM e IgG negativos (não reagente): SUSCEPTIVEL  O paciente nunca entrou em contato com o microorganismo. .  IgM e IgG positivos (reagente) = INDERTERMINADO  Não é possível saber há quanto o paciente entrou em contato com o patógeno pela primeira vez. podendo ser há pouco tempo. ele está entrando em contato com ele pela primeira vez. ou seja. ou há muito tempo. o paciente já entrou em contato com o patógeno pesquisado. e já criou defesa contra ele.

.Têm grande valor quando se trata de antígenos ou substâncias que penetram no organismo por via inalatória e menor quando se trata de alimentos. drogas.TESTES CUTÂNEOS PARA IGE  Testes alérgicos por intradermo reação ou por puntura: aplica-se na pele substâncias suspeitas de causar o problema. bactérias ou vírus. Apresentam uma reação de vermelhidão e edema em 15 a 20 minutos e desaparecem após 1 ou 2 horas sem deixar marcas .

TESTES CUTÂNEOS PARA IGE  Patch testes alérgicos ou testes de contato : são testes de se aplicar as substâncias na pele e se deixa por 48 horas mantidas no local por artefato próprio. .

como: parasitoses intestinais. prever riscos de anafilaxia.  Pode atingir concentrações adultos jovens.  Indetectável no neonato. máximas em  Nível elevado pode não significar doença alérgica.SOROLOGIA PARA ALERGIAS  IgE total: quando a história do paciente sugere alergia.  IgE pode estar elevada em outras condições. .

TESTES SOROLÓGICOS PARA IGE  IgE específica: permite confirmar qual é o provável alérgeno responsável pelas manifestações alérgicas do paciente. risco de reações sistêmicas. pacientes com problemas dermatológicos.      Denominada RAST (radioallergosorbent test). Tem a mesma finalidade dos testes cutâneos de leitura imediata. execução. custo e Vantagens: uso de anti-histamínicos. Parâmetro decisivo para o diagnóstico de alergia mediada por IgE. . Desvantagens: maior tempo de sensibilidade para alguns alérgenos.

70 0.50 a 17.50 3.50 Resultados Indetectável Fraco Moderado Forte Muito Forte .70 a 3.35 0.35 a 0.50 Superior a 17.SOROLOGIA PARA ALERGIAS Classes 0 1 2 3 4 Faixa (kU/L) Inferior a 0.

..CONTINUA. .