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PLANEJAMENTO

Educação em saúde

Juliana P. Villalba

Quanto maior a complexidade dos problemas. . maior é a necessidade de planejar as ações para garantir melhores resultados.

e avaliar os resultados ao seu término. se necessário. decidir o que fazer e acompanhar a sua execução. . redirecionar a sua execução. É a escolha organizada dos melhores meios e maneiras de se alcançar os objetivos propostos. reformular as decisões tomadas. • É preparar e organizar bem uma ação.Planejar é não improvisar • É o processo de decidir o que fazer.

as soluções para as suas – é mais rápido e permite o reais necessidades. e nem sempre permite a participação social no controle e fiscalização das ações. . discute pensam e decidem o que seus problemas e encontra deve ser feito. controle pelo gestor de saúde. freqüentemente não reflete as necessidades mais sentidas da população.PLANEJAMENTO CENTRALIZADO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO • apenas as equipes de saúde • a população junto com a equipe de saúde. mas. e atende às necessidades de natureza epidemiológica.

Execução Plano de ação Etapas do Planejamento 1 – Diagnóstico Diagnóstico – coleta de dados. e estabelecimento de prioridades. análise e interpretação dos dados. população-alvo. estratégias de execução e critérios de avaliação.Plano de Ação – detalhar as atividades que deverão ser desenvolvidas – definir objetivos. discussão. 3 – Execução – operacionalização do plano de ação 4 – Avaliação – verificação de que os objetivos propostos foram ou não alcançados . 2 . materiais e financeiros necessários. recursos humanos.

Considerações sobre o diagnóstico .

a identificação dos problemas e necessidades de saúde de determinados grupos e/ou população • obter dados para o conhecimento de suas características sócioeconômicas. entre outras • fornece subsídios sobre as principais causas dos agravos de saúde e sua inter-relação com os fatores relacionados à organização de serviços de saúde .Fases do Diagnóstico A . a sua compreensão.Coleta de Dados • propiciar a leitura da realidade concreta. culturais e epidemiológicas.

planilhas. livros de atas. observação participante. – questionário. junto ao grupo ou população. relatórios. ficha de observação. artigos científicos. prontuários. formulário. entrevista. dramatização e outros . fichas. • DADOS PRIMÁRIOS – necessitam ser coletados. no momento do diagnóstico. e outros à disposição.Fontes de dados • DADOS SECUNDÁRIOS – boletins epidemiológicos.

(pág 73) .• Existem formas diferentes de se colher dados para o diagnóstico de uma situação. Vamos tentar identificá-las. conhecendo "O caso dos barrancos no fundo do quintal".

Fases do Diagnóstico cont. entre os problemas identificados. no nível da organização de serviços. . da participação da população. em nível individual e/ou coletivo. grupos e população interessada definem. Análise e Interpretação dos Dados C . B .Estabelecimento de Prioridades • Equipe de saúde. que contribuirão para a melhoria da saúde da comunidade. aqueles que são passíveis de intervenção.Discussão. de socialização do conhecimento científico atual.

DIAGNÓSTICO DE UMA SITUAÇÃO E A AÇÃO EDUCATIVA .

pensam e fazem.. ??? Hipertensão ? . em relação aos problemas de saúde? Dengue ? Drogas ? Diabetes ? AIDS ? Cárie ? Sarampo ? .O que os usuários dos serviços de saúde e a população conhecem..

. as habilidades e a própria prática/ação dos indivíduos e grupos em relação aos problemas.O que é diagnóstico educativo? • identificar as práticas das pessoas. as opiniões. as atitudes. grupos ou comunidades. enquanto parte de seu contexto de vida • obter informações sobre o conhecimento. relacionadas à saúde e à doença.

.DIAGNÓSTICO EDUCATIVO Identificação de como esses grupos interpretam e agem frente à situação de promoção. direito à cidadania e outras questões. reivindicação. prevenção. participação. direito à saúde. tratamento.

SERÁ QUE? • A informação e/ou divulgação do conhecimento científico atual.. e • Uma atitude e/ou opinião favorável para o enfrentamento de um dado problema garantirão uma prática/ação favorável à melhoria das condições de saúde? .MAS..

prazer.Variáveis de diferentes naturezas interferem na decisão das pessoas: • • ao próprio indivíduo. dificultando. a fatores econômicos e sociais: . por exemplo: o apoio da família em problemas como diabetes. horário de trabalho. condições financeiras precárias. à instituição Saúde: . senilidade. .. obesidade e outros. . interação conflituosa entre usuário/funcionário. a compra de medicamentos. alcoolismo. . etc. horários de atendimento não-compatíveis com as necessidades da população. . impedindo o comparecimento à Unidade de Saúde. por exemplo. transporte para a Unidade de Saúde. como ter medo. etc. repulsa. • • a fatores ligados ao grupo familiar. distância a percorrer de sua casa até a Unidade de Saúde.

Um Exemplo Uma gestante pode ter conhecimentos científicos.medo do exame ginecológico. em conseqüência de fatores como: . atuais e sistematizados em relação ao pré-natal. .relação conflituosa com os profissionais de saúde. e entretanto. .tempo de espera de atendimento muito longo. . • Neste contexto é provável que ela não faça o pré-natal.Unidade Básica de Saúde distante de sua residência. apesar de conhecer suas vantagens e considerá-lo importante para o seu bem estar e do seu futuro filho. ter uma atitude desfavorável à situação que envolve o controle pré-natal.horário de atendimento incompatível com seu horário de trabalho. . . apresentar uma atitude favorável ao acompanhamento da gravidez.

VAMOS À PRÁTICA ??? .

.• Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo: Manual: Educando em Saúde: planejando as Ações Educativas – Teoria e prática – manual de Operacionalização das Ações Educativas no SUS – São Paulo. 2001.