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O BARROCO NO BRASIL

Grandiosidade, riqueza de sensações e emoções, dramaticidade, vitalidade, tensão, movimento

Século XVIII e início do século XIX
 Nessa época, na Europa, a arte voltava-se para os modelos     

clássicos; Emoção, deslumbramento, êxtase frente ao divino; A sabedoria divina é maior que o conhecimento humano; A arte, sem pretensão de tudo conhecer, evoca a fé diante do esplendor divino; Áreas de sombra e mistério suscitando a dúvida e a incerteza. Claramente associado à religião católica, mas há também inúmeros edifícios civis – cadeias, câmaras municipais, moradias de pessoas ilustres – e chafarizes; Talhas – relevo em madeira; Azulejos portugueses;

SALVADOR
 Capital e centro econômico da região mais rica do

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Brasil; De Salvador saíam todas as riquezas da colônia para Portugal e para lá se dirigiam os comerciantes portugueses que traziam consigo os hábitos da metrópole e, com eles, os artistas e os produtos portugueses; Igreja e convento de São Francisco de Assis, em Salvador, é a construção barroca mais conhecida da cidade; Construção iniciada em 1708, impressiona pela rica decoração interior; Motivos florais e arabescos dourados, anjos e atlantes (tipo de coluna antropomorfa); Na fachada, o frontão de linhas curvas é o elemento barroco mais caracterizador

Fachada da igreja de São Francisco de Assis, Salvador.

PERNAMBUCO
 No século XVIII, o Recife conheceu um

grande crescimento econômico, se tornando um importante centro de negócios e impulsionou o desenvolvimento da cidade;  Igreja de São Pedro dos Clérigos;  Porta e altar com entalhes em pedra;  A verticalidade do edifício;  O púlpito;  O teto pintado por João de Deus Sepulveda.

Fachada da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Recife, chama a atenção por sua verticalidade.

Pintura do teto.

JOÃO PESSOA
 Convento Franciscano de Santo

Antônio;  Muros revestidos de azulejos;  A capela é internamente revestida de talha dourada e pinturas;  Atenção para a pintura do teto da nave central – efeitos de ilusão de ótica;

RIO DE JANEIRO
 Por causa de seu porto e do trabalho de extração de

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ouro em Minas Gerais, o Rio de Janeiro se transformou no centro de intercâmbio comercial entre a região da mineração e Portugal. Esse fato determinou um desenvolvimento tal à cidade que a tornou a capital do país, em 1763; Surto de edificações civis; Aqueduto da Carioca; Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro – harmoniosa combinação de paredes brancas com pilastras de pedras; Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – rica talha dourada; Escultura – Mestre Valentim

SÃO PAULO
 Enquanto os bandeirantes partiam e

fundavam muitas vilas prósperas no interior de Minas Gerais, a cidade de São Paulo permanecia estagnada e a vida urbana era monótona e sem perspectivas;  Modestas igrejas barrocas;  Conjunto formado pela igreja e o convento da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência;  Igreja e convento de Nossa Senhora da Luz.

MINAS GERAIS
 Foram os bandeirantes paulistas, desbravadores

das terras mineiras, que começaram a explorar o ouro e fundaram os primeiros arraiais da região.  Foi um paulista de Taubaté, Antônio Dias, que em 1698 chegou à região onde hoje está Ouro Preto.  A busca de pedras e metais preciosos fez com que crescesse os vilarejos da região: Ouro Preto, Sabará, Congonhas, Mariana, Caeté, Diamantina, São João Del Rey e muitas outras no caminho do ouro.

OURO PRETO
 A princípio tentou-se utilizar a taipa de pilão, mas não

deu certo por causa do terreno duro e pedregoso, não permitindo projetar espaços mais complexos, sem as sinuosidades do estilo barroco.  Igreja de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto ainda foi construída em taipa de pilão. Mais tarde, em 1736, o artista português Francisco Antônio Pombal revestiu internamente as velhas paredes de tal maneira que se estabeleceu uma planta poligonal.  Sobre esse projeto, entalhadores, escultores, pintores e douradores criaram um dos interiores de igrejas mais ricos do Brasil.

Atribuído a Manuel Inácio da Costa (1763-1857) Jesus Ressuscitado e Maria Madalena
Antônio Francisco Lisboa dito Aleijadinho ( 17381814) Santana Mestra

Francisco Xavier de Brito ( ? / 1751) Anjos adoradores

Anônimo século XVIII Pietá Francisco Vieira Servas (?- 1811) Anjos Castiçais

 Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto,

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uma obra de arte plena e perfeita (esta igreja já é um início do Rococó no Brasil). Talha de Antônio Francisco Lisboa “Aleijadinho”. Pintor: Manuel da Costa Ataíde A portada tem um belíssimo trabalho de medalhões, anjos e fitas esculpidos em pedra sabão. Surpreendente decoração no teto. Características próprias: não é mais excessivamente revestido de talha dourada, mas um ambiente mais leve, em que paredes brancas fazem fundo para esculturas repletas de linhas curvas, motivos florais, anjos e santos. Domínio excepcional da técnica da perspectiva. Forros de igrejas, telas e painéis pintados para as sacristias e as paredes laterais.

Igreja de São Francisco de Assis – Ouro Preto. Manuel da Costa Ataíde. Extraordinária perspectiva criada por colunas que parecem avançar para o alto sugere que o teto se abra para o céu, onde Maria, representada por uma mulher morena e de traços brasileiros, acolhe os fiéis em sua glória, cercada de anjos.

MARIANA

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Manuel da Costa Ataíde

 Com referência ao Barroco, todas as alternativas são corretas, exceto:

a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne, alma e corpo, morte e vida.
b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser, tendo em mira seu aprimoramento, com base na cultura greco-latina. c) O Barroco apresenta, como característica marcante, o espírito de tensão, conflito entre tendências opostas: de um lado, o teocentrismo medieval e, de outro, o antropocentrismo renascentista. d) A arte barroca é vinculada à Contra-Reforma. e) O barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura, uso de hipérbole e de metáforas.

 O barroco no Brasil foi:

a) uma manifestação artística de caráter religioso limitada às regiões de mineração. b) uma expressão artística de origem européia reelaborada e adaptada às condições locais. c) um estilo original na pintura, mantendo a tradição manuelina nas edificações. d) uma criação artística popular predominante em todo o Brasil colônia e no império. e) uma produção artística, imposta pelo modelo absolutista português, na época da mineração.

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