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ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM

Prof. Reginaldo Figueiredo
e-mail: prof.reginaldofigueiredo@outlook.com

INTRODUÇÃO ÀS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
É dividida em duas fases:  Fase Empírica:
• Período Teocrático: Emanada dos deuses. • Período Precursor Científico: Influencia dos grandes pensadores.

 Fase da Administração Científica:
• Período Clássico: Gerência do trabalho. • Período Neoclássico: Comportamento humano no trabalho. • Período Moderno: Organização x Sistemas.

CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

 É a tentativa de aplicação dos métodos da ciência aos problemas da administração, a fim de alcançar-se elevada eficiência industrial.

TEORIAS
        Teoria Científica; Teoria Clássica; Teoria das Relações Humanas; Teoria Burocrática; Teoria Comportamentalista; Teoria dos Sistemas; Teoria de Gaidzinski. Teoria de Pichon-Rivièree

• Especialização do trabalhador. • Proposta Básica: Aumento de produção pela eficiência do nível operacional. . • Padronização das atividades e tarefas.TEORIA CIENTÍFICA  Frederick Taylor (1865 – 1915). • Divisão do trabalho.

Padronização de escalas. Fragmentação da assistência de enfermagem. • • • • Mecanicista.TEORIA CIENTÍFICA  Críticas à teoria de Taylor. Homem visto como uma peça de engrenagem. .

• Homem econômico. • Defendia que para atingir resultados era necessário: planejamento. comando e controle. coordenação. . organização.TEORIA CLÁSSICA  Henry Fayol (1841 – 1925) • Visa a eficiência da organização pela adoção de uma estrutura adequada e um funcionamento compatível com essa estrutura.

Autoridade e Responsabilidade.TEORIA CLÁSSICA  A Teoria Clássica divide-se em: • • • • • • • • Divisão do trabalho. Unidade de Comando. . Remuneração de pessoal. Unidade de Direção. Centralização e hierarquia. Subordinação do interesse particular ao geral. Disciplina.

Estrutura rígida e hierarquizada. .TEORIA CLÁSSICA  Críticas: • • • • Possui caráter prescritivo e normativo. Estática e limitada. Admite apenas a estrutura formal da organização.

• Necessidades de humanização e democratização. normas e regras. mas pela integração do indivíduo no grupo social.TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS  Elton Mayo – 1924 • Preocupação com os recursos humanos em lugar da estrutura. • Nível de produção não é determinado pela condição física. . • Preocupação com os aspectos psicológicos e sociológicos do homem deixando de lado os métodos.

. • Nos confrontos Patrão x Empregado são ignorados.TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS  Críticas • Abusos na forma paternalista de administrar. • Na busca pela harmonia os conflitos são abafados.

• Impessoalidade nas relações humanas – considera indivíduos em função dos cargos que exercem na administração. . • Visa eficiência organizacional como objetivo básico (detalhar tudo).TEORIA BUROCRÁTICA  Max Weber (1864 – 1920) • Enfoque na racionalidade – adequação dos meios utilizados segundo os resuldados almejados. • Sistematização do trabalho.

 Valorização mais das normas e regras que o contingente humano.  Impessoalidade no relacionamento. regras. regularidades.TEORIA BUROCRÁTICA  Exagero apego as normas.  Necessidades de exibir símbolos que evidenciam poder. .

 Dinamismo humana.TEORIA COMPORTAMENTALISTA  Behaviorismo. organizacional – motivação  Visa a maneira satisfatória na realização do trabalho e não a melhor maneira. .

 Mesmas necessidades nos indivíduos.  Hierarquização das necessidades.TEORIA COMPORTAMENTALISTA  Relatividade da motivação humana. .

TEORIA DOS SISTEMAS  Década de 60.  As funções de um sistema dependem da sua estrutura. interagentes. .  Premissas: um conjunto de elementos interdependentes. trabalhados com objetivos definidos e mútuos.

• Indice de segurança técnica. . • Tempo efetivo de trabalho.TEORIA DE GAIDZINSKI  O dimensionamento de pessoal deve basearse em: • Carga de trabalho.

• Deve existir colaboração e cooperativismo .TEORIA DE PICHON-RIVIÈREE  O dimensionamento de pessoal deve basearse em: • Tarefas grupais. . • O projeto deve basear-se em um consenso comum.

conforme o nível de responsabilidade e hierarquia.  A administração é considerada a base de todo o processo de enfermagem.  Não é um privilégio exclusivo do gerente.TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO E A ENFERMAGEM  Tornar o trabalho operacionalmente racional baseado nas necessidades dos indivíduos. . mas uma função de cada componente da equipe de enfermagem.

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO E A ENFERMAGEM  Em qualquer trabalho que o enfermeiro desenvolva. três fatores estão presentes: DECISÃO  ORGANIZAÇÃO  EXECUÇÃO .

tanto curativa como preventiva.ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR Parte integrante de uma organização médica e social cuja missão consiste em proporcionar à população uma assistência médico-sanitária completa. o hospital é também um centro de formação de pessoal da saúde e de investigação biológica e psico-social. e cujos serviços externos irradiam até o âmbito familiar. (OMS) .

FUNÇÕES DO HOSPITAL  Preventiva.  Curativa.  Educativa.  Pesquisa. .  Reabilitação.

CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAL  Segundo tratamento. • Restrito. • Especial: • Hospital do câncer . • Específico. • Ensino. • Geral: • Diversas especialidades médicas.

• 150 a 500 leitos. • Pequeno porte. • Acima de 500 leitos. • Extra ou especial.CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS  Segundo o número de leitos. • 25 A 49 leitos • Médio porte. • Grande porte. . • 50 a 149 leitos.

que podem ou não estar interligadas. .  Multibloco.  Pavilhonar. . • Predominância de sua dimensão vertical sobre a horizontal.  Horizontal. • Predominância de sua dimensão horizontal sobre a vertical. • Distribuídos por edificações isoladas de pequeno porte.CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS Segundo a Edificação. • Distribuídos por edificações de médio ou grande porte.  Vertical.

LEITO HOSPITALAR  É a cama destinada à internação de um paciente em um hospital. recuperação pós-anestésica e pós-operatório. . • camas transitórias utilizadas no serviço diagnóstico de tratamento. camas instaladas no alojamento de médicos.  Não é considerado leito hospitalar : • cama destinada à acompanhante. • cama de pré-parto.

 Dia hospitalar.CONCEITOS BÁSICOS  Censo hospitalar. • É a contagem a cada 24h de números de leitos ocupados. . • É o período de trabalho entre dois censos hospitalares consecutivos. • É a unidade representada pela cama a disposição de um cliente no hospital.  Leito dia.

acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada. sinais e imagens registrados. . gerados a partir de fatos.  Possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.PRONTUÁRIO  Documento único.  Possui caráter legal. sigiloso e científico.  Constituído de um conjunto de informações.

Destino do prontuário  A qual profissional se destina o prontuário?  A quem pertence o prontuário?  Prontuário médico ou prontuário nosológico? .

• Prova de que o cliente foi ou está sendo tratado convenientemente. • Comunicação entre os profissionais de assistência ao paciente. auditoria. processos éticos e legais. avaliações.Objetivos e benefícios  O prontuário deve ser organizado para prestar serviços ao paciente. • Investigação epidemiológica. sindicâncias. estatística médico-hospitalar. ao corpo clínico. pesquisa. . • Defesa e acusação. ensino.  Serve como instrumento de: • consulta. à administração do hospital e à sociedade.

o prontuário possibilita atendimento e tratamento mais rápido e eficiente.  Simplifica ou dispensa interrogatórios e exames complementares já realizados.Vantagens para o cliente  Para o paciente. mediante os dados em registro. com redução do custo de atendimento e do tempo de permanência hospitalar. .

e define a competência do profissional assistente. é defesa legal como provas documentais em processos com tramitação nos conselhos de classe e tribunais de Justiça.  Possibilita ao médico-legista a emissão de pareceres periciais com mais segurança. a qualquer tempo. .Vantagens para a equipe de saúde  Para a equipe de saúde.  Facilita o trabalho na elaboração da diagnose e instituição do tratamento. a realização de repetidas avaliações sobre diagnóstico. tratamento e resultados obtidos e comparação com outras instituições.  Dá condições para que outro médico assuma o atendimento quando necessário.  Permite.

 Possibilita investigação epidemiológica. Apuração de fatos desencadeantes de processo. .Vantagens para a instituição      Demonstra o padrão de atendimento.  Possibilitam auditoria nos serviços de saúde. Racionaliza o uso de equipamentos Avalia a eficiência dos profissionais que prestam atendimento. Diminui a permanência hospitalar.

• Comunicação de maus-tratos em menores. • Atuação do profissional como perito judicial. . • Notificação compulsória de doenças transmissíveis.  Situações em que é permitido a revelação do segredo profissional: • Crimes em que não implique processo criminal contra o cliente. • Notificação de violência contra a mulher.  Requisição judiciária. • Declaração de nascimento e de óbito.SIGILO PROFISSIONAL  Consentimento do cliente. • Comunicação de morte materna.

do processo de .PLANEJAMENTO EM ADMINISTRAÇÃO  Determina antecipadamente o que se deve fazer e quais os objetivos que devem ser atingidos.  Parte integrante sistematização.  Modelo teórico para a ação futura.

Determinação dos objetivos. Selecionar recursos disponíveis. Estabelecer prioridades. Desenvolvimento e execução. Avaliação e aperfeiçoamento. .FASES DO PLANEJAMENTO       Conhecimento do sistema como um todo.

.  Social: • Relações dos elementos responsáveis (funcionários) pela execução das tarefas que transformam a eficiência real.PLANEJAMENTO  Técnico: • Demandas das tarefas. implantação física e equipamentos existentes.

instituídos no ato do .DETERMINAÇÃO DOS OBJETIVOS  Objetivos são dados futuros que se almejam atingir.  São as funções primordiais da organização.  Devem ser planejamento.

para que conheçam e participem. • Discussão dos objetivos com o nível acima e o nível abaixo.  Princípio da coerência Horizontal: • Harmonia e coerência entre os órgãos para evitar conflitos e incompatibilidades .  Princípio da coerência vertical. • Todos os objetivos devem ser comunicados a todos os níveis hierárquicos. para que haja coerência na sua execução.PRINCÍPIOS PARA FIXAÇÃO DOS OBJETIVOS  Princípio da comunicação total.

ESTABELECIMENTO DE PRIORIDADES  Selecionar e estabelecer as prioridades mais propícias.  Adequar dos meios utilizados em relação aos resultados almejados. .

 Ter claro quais os recursos disponíveis (humanos. .SELEÇÃO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS  Baseados nas prioridades.  Estratégias para agrupar. dividir) utilizá-los (redistribuir. materiais). físicos.

 Operacional: • Constituem os planos de curto alcance. São ações não planejadas.  Tático: • Constituem os planos emergenciais. .TIPOS DE PLANEJAMENTO  Estratégico: • Constituem os planos de longo alcance. São ações atuais da instituição. Devem ser flexíveis.

 Estabelecimento das praticidades.  Ação e coordenação.  Minimizar atritos.DESENVOLVIMENTO/DIAGNÓSTICO  Aprovação e execução do programa. .  Ajustes quando necessário.

• Visa medir resultados em relação ao cumprimento dos objetivos. • Baseada em critérios. . • Deve ser realizada sistematicamente.APERFEIÇOAMENTO  Avaliação. situações prioritárias. de emergência. de mudanças.  Replanejamento. • Processo permanente e contínuo.