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UFRN

PPGED / PPGEM

Metodologia dos Estudos Culturais


Profs. Drs. Graça Pinto e Sebastião Albano

Iano Flávio Maia


Luciane Agnez
Amélia
Ficha Técnica
Ano de Lançamento (Brasil): 2000
Tempo de Duração: 140 minutos
Direção: Ana Carolina Soares
 

Elenco
Marília Pêra, Beatrice Agenin,
Myriam Muniz, Camila Amado,
Alice Borges, Betty Goffman,
Pedro Paulo Rangel
Amélia
E quanto a Amélia? "Olho o Brasil", resume Ana Carolina.

Um olhar que consumiu 14 anos da vida da diretora - 14! No início, era um filme
sobre três matutas do interior de Minas, no começo do século. Ana escrevia o
roteiro, mas não sentia o estalo. Não conseguia ver o filme tomando forma.
Procurou pensar no que estava acontecendo no Brasil, na época. Descobriu as
referências sobre a passagem da célebre Sara Bernhardt pelo País. Começou a
superpor as duas coisas. Foi assim que surgiu a história de "Amélia", a aia
brasileira da grande Sarah, irmã das matutas mineiras. Foi assim que o filme
evoluiu no rumo de uma análise de choques naturais. (AE, 2000)
Néstor García Canclini
Filósofo argentino (1939). Dr pela
Universidade Nacional de La Plata e PhD
pela Universidade de Paris. É professor na
Universidade Autónoma Metropolitana
(Programa de Estudos Culturais) e
pesquisador do Sistema Nacional de
Pesquisa do México. Recebeu o Book
Award da Latin American Studies
Association pelo livro Culturas Híbridas,
considerado em 2002 o melhor livro sobre
a AL. Nos últimos anos seus temas de
estudo são os novos hábitos culturais e as
relações entre estética e antropologia. Foi
professor visitante em várias
universidades, incluindo as de Nápoles,
Austin, Stanford, Barcelona e São Paulo.  
Culturas Híbridas

 CANCLINI, Néstor García.


Culturas Híbridas -
estratégias para entrar e sair
da modernidade. 4. Ed. São
Paulo: EDUSP, 2003.

 Lançado em 1989 (1a. Ed.)


Culturas Híbridas

Três hipóteses centrais

 Incertezas da modernidade (cruzamentos


socioculturais em que o tradicional e o
moderno se misturam);
 Heterogeneidade multitemporal;
 Olhar transdisciplinar sobre os circuitos
híbridos (conseqüências que extrapolam a
investigação cultural).
Culturas Híbridas

Processos de Hibridação

 Definições
 Hibridação X sincretismo, mestiçagem
 Multiplicação no final do séc. XX
 Espontaneidade
 Conflitividade
Culturas Híbridas

Modernidade tardia Latino-americana

 Choque cultural (Cenas 1 e 2)


 Fases da modernização até anos 90
 Modernidade + Modernismo + Modernização
Culturas Híbridas

Culturas urbanas

 Mediatização na cidade;
 Memória e Conflito;
 Três processos para explicar a hibridação:
 Descolecionar | Desterritorializar |
Expandir gêneros impuros;
 Culturas de Fronteiras.
Culturas Híbridas

Poderes Oblíquos

 Descentralização e Multideterminação
 Dominação e Manipulação
 Poderes oblíquos
Culturas Híbridas

Globalização sem globalismo

 Intensificação das interculturalidades


 Dois movimentos políticos
 Hibridações X Homogeneização
Hibridismo em Amélia
Juca Pirama (Gonçalves Dias)
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
(Cenas finais) Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Outras obras do autor
 Arte popular e sociedade na América Latina, 1977
 A produção simbólica. Teoria e método na sociologia da arte, 1979
 Culturas populares no capitalismo, 1982
 Cultura transnacional e cultura popular, 1988
 Cultura e Comunicação: entre o global e o local, 1997
 As indústrias culturais na integração latino-americana (com Carlos
Moneta), 1999
 A globalização imaginada, 1999
 Imaginários urbanos, 1999
 Consumidores e Cidadãos. Conflitos multiculturais da globalização, 1999
 Latino-americanos à procura de um lugar neste século, 2002
 Diferentes, Desiguais e Desconectados, 2005
 Leitores, Espectadores e Internautas, 2008