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EVENTO PETROBRAS - 11de julho de 2006 – RIO DE JANEIRO - RJ

“PACIENTE EXPLODE AO SER OPERADO NA DINAMARCA”
Copenhague (O GLOBO, 01.08.78) - “O intestino de um paciente explodiu numa sala de cirurgia do Hospital de Velle, na Dinamarca, quando o médico que operava empregou um bisturí elétrico - denunciaram os cirurgiões Niels Jentoet Osnen e Vagn Berg, no último número da revista Boletim Médico, colocada ontem à venda. A operação transcorria normalmente até o momento em que os cirurgiões tentaram usar o bisturí elétrico, cuja faísca, em contato com os gases armazenados no intestino o fez explodir imediatamente. Depois de uma série de operações secundárias o paciente morreu ... “

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PACIENTE LIBERA GÁS DURANTE CIRURGIA E INCENDEIA O BISTURI DO MÉDICO

Um dinamarquês sofreu graves queimaduras nas nádegas e nos órgãos genitais durante uma micro cirurgia para retirada de uma verruga. Ele teve um ataque de flatulência quando estava na mesa cirúrgica. Os gases que escaparam de seu intestino pegaram fogo ao entrar em contato com uma fagulha no bisturí elétrico utilizado pelo médico – os gases do organismo humano são ricos em metano, material altamente inflamável. “Foi o imponderável. Não tenho culpa”, diz o micro cirurgião Jorn Krinstensen, que está sendo processado pelo paciente. (ISTO É, 24/04/2002 n. 1699)

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- Dados Estatísticos Sobre Acidentes : Menciona-se o índice de 13,5 óbitos / 100.000 trabalhadores, tendo ocorrido uma redução de 32% de 1998 para 2003 .

O índice de acidentes no Brasil é 2,7 vezes maior do que a média mundial do número de acidentes nos países desenvolvidos .
2000 2001 2002 2003

Massa Trabalhadora
Mortes no Trabalho

101 mil
64

97 mil
77

96 mil
85

96 mil
88

% mortes X Massa Trabalhadora

0,063 %

0,080 %

0,088 %

0,091 %

Fonte : Fundação COGE Gerência de Projetos de Segurança e Saúde no Trabalho

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10.1.2 Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

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Antes da nova NR-10, pela nossa legislação, todo profissional habilitado em eletricidade ou eletrônica, poderia exercer sua atividade em qualquer ambiente, incluindo aqueles com risco de presença de mistura inflamável (áreas classificadas). Como nas escolas de engenharia e escolas técnicas não há nenhuma cadeira sobre instalações elétricas/eletrônicas em áreas classificadas, então legalmente o profissional era:

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RESULTADO:
MAIORES CHANCES DE SEREM GERADAS NÃO CONFORMIDADES.
NÃO CONFORMIDADES EM INSTALAÇÕES Ex PODEM SIGNIFICAR:

INCÊNDIOS OU EXPLOSÕES!!

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AS PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS DA NOVA NR-10 QUE IMPACTAM AS ÁREAS CLASSIFICADAS SÃO: NO PRONTUÁRIO DAS INSTALAÇÕES:

Qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;
Certificações de materiais e equipamentos Ex. Relatório de auditoria de conformidade da instalação em relação à NR-10;
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NA ATIVIDADE:
10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.

10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área.

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10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.

NO TREINAMENTO:
10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido.

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Treinamento
• Autorização:
– 1. CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE
• Carga horária mínima – 40 horas • Programação Mínima

– 2. CURSO COMPLEMENTAR – SEGURANÇA NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA
• Carga horária mínima – 40 horas • Programação Mínima
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Treinamento
CURSO BÁSICO – 1. Introdução à segurança com eletricidade. – 2. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. • a. O choque elétrico, mecanismos e efeitos; • b. Arcos elétricos; queimaduras e quedas; • c. Campos eletromagnéticos. – 3. Medidas de Controle do Risco Elétrico. • a. Desenergização. • b. Aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção; temporário; • c. Equipotencialização. • d. Seccionamento automático da alimentação; • e. Dispositivos a corrente de fuga; • f. Extra baixa tensão; • g. Barreiras e invólucros; • h. Bloqueios e impedimentos; • i. Obstáculos e anteparos; • j. Isolamento das partes vivas; • k. Isolação dupla ou reforçada; • l. Colocação fora de alcance; • m. Separação elétrica. EVENTO PETROBRAS - 11de julho de 2006 – RIO DE JANEIRO - RJ •

Treinamento
CURSO BÁSICO – 4. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT. • a. NBR-5410; – 5. Normas Regulamentadoras do MTE. • a. Norma Reguamentadora NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade); • b. Qualificação; habilitação; capacitação e autorização. – 6. Equipamentos de proteção coletiva. – 7. Equipamentos de proteção individual. – 8. Rotinas de trabalho – Procedimentos. • a. Instalações desenergizadas; • b. Liberação para serviços; • c. Sinalização; • d. Inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento; – 9. Documentação de instalações elétricas. – 10. Riscos adicionais. • a. Altura; • b. Ambientes confinados; • c. Áreas classificadas; • d. Umidade; • e. Condições atmosféricas; EVENTO PETROBRAS - 11de julho de 2006 – RIO DE JANEIRO - RJ •

Treinamento
• CURSO BÁSICO – 11. Proteção e combate a incêndios. • a. Noções básicas; • b. Medidas preventivas; • c. Métodos de extinção; • d. Prática; – 12. Acidentes de origem elétrica. • a. causas diretas e indiretas; • b. discussão de casos; – 13. Primeiros socorros. • a. Noções sobre as lesões; • b. Priorização do atendimento; • c. Aplicação de respiração artificial; • d. Massagem cardíaca; • e. Técnicas para remoção e transporte de acidentados; • f. Práticas; – 14. Responsabilidades.

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Treinamento
• CURSO COMPLEMENTAR

– 1. Introdução à segurança com eletricidade em alta tensão. – 2. Normas técnicas aspectos de segurança (conhecimento e familiarização). – 3. Aspectos organizacionais (programação e planejamento dos serviços; prontuário e cadastro das instalações; métodos de trabalho, trabalho em equipe, comunicação). – 4. Aspectos comportamentais. – 5. Condições impeditivas para serviços. – 6. Riscos típicos no SEP e sua prevenção.
• • • • • • • a. Proximidade e contatos com partes energizadas; b. Indução; c. Descargas atmosféricas; d. Estática; e. Campos elétricos e magnéticos; f. Comunicação e identificação; g. Trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais;

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– 7. Procedimentos de trabalho – análise e – discussão. (*)

Treinamento
• CURSO COMPLEMENTAR – 8. Técnicas de trabalho sob tensão. (*) • a. Em linha viva; • b. Ao potencial; • c. Em áreas internas; • d. Trabalho a distância; • e. Trabalhos noturnos; – 9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação, ensaios). (*) – 10. Sistemas de proteção coletiva (bloqueios de religação automática; isolamento elétrico de proteção; aterramento temporário, verificação de tensão; e outros). (*) – 11. Equipamentos de proteção individual. (*) – 12. Posturas e vestuários de trabalho. (*) – 13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos. – 14. Sinalização e isolamento de áreas de trabalho. – 15. Liberação de instalação para serviço e para operação e uso. – 16. Liberação de instalação para operação e uso. – 17. Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transporte de acidentados. (*) – 18. Acidentes típicos em usinas, estações, redes aéreas e subterrâneas – Análise, discussão, medidas de proteção. (*) – 19. Responsabilidades. (*)

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DEFINIÇÃO DOS PROFISSIONAIS
• • • Qualificado – comprovação de conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Legalmente habilitado - qualificado e com registro no CREA. Capacitado: – Treinado por profissional habilitado e autorizado; – Trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. Autorizados - habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. Condição de autorizado consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Treinamento de reciclagem bienal;

• • • •

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DEFINIÇÃO DOS PROFISSIONAIS
- Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização dos Trabalhadores, segundo a NR 10 : O funcionário Qualificado Profissionalmente através do Sistema Oficial de Ensino se torna Habilitado quando passa a dispor do seu registro no Conselho, tornando-se Autorizado quando recebe Treinamento em Segurança do Trabalho . O funcionário Qualificado por Ocupação, se torna Autorizado quando recebe Treinamento em Segurança do Trabalho . O funcionário Qualificado Profissionalmente através de Formação na Empresa se torna Habilitado quando recebe Capacitação Específica Dirigida Sob Responsabilidade de Um Profissional Habilitado e se torna Autorizado quando recebe Treinamento em Segurança do Trabalho .
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F O R M A Ç Ã O
SISTEMA OFICIAL DE ENSINO NA EMPRESA

QUALIFICADO
PROFISSÃO OCUPAÇÃO CAPACITAÇÃO ESPECIFICA DIRIGIDA E SOB RESPONSABILIDADE DE UM PROFISSIONAL HABILITADO AUTORIZADO

REGISTRO NO CONSELHO

HABILITADO

CAPACITADO

TREINAMENTO EM SEGURANÇA

AUTORIZADO

SOB RESPONSABILIDADE DE HABILITADO E AUTORIZADO

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10.13.1 - responsabilidades solidárias
VALENDO O CONCEITO: culpa in eligendo - proveniente da falta de cautela ou previdência na
escolha de empresa ou pessoa a quem confia a execução de um ato ou serviço.

culpa in vigilando -

aquela ocasionada pela falta de diligência, atenção, vigilância, fiscalização ou quaisquer outros atos de segurança do agente, no cumprimento do dever, para evitar prejuízo a alguém.

10.13.2
É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.

O TRABALHADOR TEM O DIREITO DE SABER DOS RISCOS O EMPREGADOR TEM A OBRIGAÇÃO DE INFORMÁ-LOS

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AINDA SOBRE RESPONSABILIDADE

10.13.4 Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho; b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.
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A RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL APLICADA A SEGURANÇA EM INSTALAÇOES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE CÓDIGO PENAL - Crimes contra a pessoa : Homicídio Culposo art.121 § 3º Lesões Corporais art. 129 e §§ E O ART. 132, QUE SE CONSTITUI NUMA VERDADEIRA MEDIDA PRÁTICA NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO:

ART. 132: “Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto ou iminente: Pena – detenção de três meses a um ano se o fato não se constitui crime mais grave”.
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CÓDIGO CIVIL - Dos atos ilícitos . Art. 186 - Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem , ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. ... E portanto , fica obrigado a reparar o dano ( art. 927) O NOVO CÓDIGO CIVIL ESTABELECE: • Da Responsabilidade Civil • Da Obrigação de Indenizar . ART. 927 § único . Haverá obrigação de reparar o dano , independentemente de culpa, ..., quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem . Responsabilidade objetiva

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Antes do novo CÓDIGO CIVIL, o dano causado só seria indenizável em sentido subjetivo, ou seja, quando o AGENTE age com negligência ou imprudência . Agora está positivada a responsabilidade objetiva com a obrigação da indenização sem culpa, considerando-se que certas atividades do homem criam um risco especial para outros homens .

Responsabilidade do empregador
 Em caso de acidente de trabalho, no que tange à ação indenizatória, não se
exigirá a indagação ou demonstração de culpa do empresário, seus prepostos ou da própria vítima. Aqui também a responsabilidade é objetiva .  O empregador que realiza serviços em ambiente sujeito perigos (sem condições de segurança), responde civil e criminalmente em caso de acidente. O empregador, incorporador ou empreendedor, mesmo idôneo e responsável, que negligencia a contratação (culpa in eligendo) e ou a supervisão (culpa in vigilando) de instalador, montador ou qualquer prestador de serviço, acaba sempre tendo que responder, muitas vezes diretamente, pela responsabilidade de seu contratado.

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ART. 630 DA CLT: §3°: O agente de inspeção do trabalho terá livre acesso a todas as dependências dos estabelecimentos sujeitos ao regime da legislação trabalhista, sendo as empresas, por seus dirigentes ou prepostos, obrigadas a prestar-lhe os esclarecimentos necessários ao desempenho de suas atribuições legais e a exibir-lhe, quando exigidos, quaisquer documentos que digam respeito ao fiel cumprimento das normas de proteção ao trabalho. §8°: As autoridades policiais, quando solicitadas, deverão prestar aos Agentes da Inspeção do Trabalho a assistência de que necessitem para o fiel cumprimento de suas atribuições legais.
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E agora os ganhadores do prêmio:

Segurança no trabalho Instrutor Ayrton Junior
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