Materiais de Construção Eletromecânicos

Técnico Eletromecânico (1a. Fase) 45 horas/aula – 9 encontros (Luiz) 1o. sem/2009
Luiz Lopes Lemos Jr

Competências
Capacitar o aluno a:  Identificar;  Classificar;  Aplicar os materiais para as construções eletromecânicas.

15/11/2013 13:55

Prof. Luiz

2

Habilidades
Capacitar o aluno a:  Interpretar e aplicar normas técnicas, regulamentadoras e preservação ambiental;  Interpretar catálogos manuais e tabelas técnicas;  Utilizar sistemas de medição;  Relacionar materiais, dispositivos e máquinas dos projetos eletromecânicos;  Identificar e analisar as características e propriedades dos materiais e insumos correlacionados com o projeto eletromecânico.

15/11/2013 13:55

Prof. Luiz

3

aplicação e catálogos técnicos Tratamentos térmicos Proteção superficial 2. Outros materiais Prof. Introdução à Materiais     Conceito Tipos Microestruturas Propriedades Obtenção dos materiais Classificação. Fabricação dos metais   4. normalização. Metais   3. Luiz 4 15/11/2013 13:55 .Conteúdo 1.

CHIAVERINI.vol. 4ª Edição.01. São Paulo : McGraw-Hill. 1992. : il.02. 3 v. São Paulo : McGraw-Hill. Tecnologia mecânica: estrutura e propriedades das ligas metálicas. 03. constituintes estruturais.vol. do v. resultantes e aplicações. 1986. 03. 15/11/2013 13:55 Prof.Bibliografia recomendada       SENAI/SC. : il. Tecnologia mecânica: materiais de construção mecânica. Materiais e ensaios. Vicente. São Paulo : McGrawHill. 119 p. Tecnologia mecânica: processos de fabricação e tratamento. Florianópolis: 1998. 06 ex.1986. 02. Noções de tratamentos térmicos: definições.:il. Holte. : il. do v. São Paulo : McGraw-Hill. vol.. 1986. 06 ex. Vicente. 315 p. CHIAVERINI. Luiz 5 . A. CHIAVERINI. 06 ex. do v. Vicente. Vicente. 3 v. ODDONE. 388 p. 83 p.01. Porto Alegre: Sagra – DC – Luzzatto. 266p. Aços e Ferros Fundidos.. 1977 CHIAVERINI. : il. 3 v.

Conteúdo 1. Introdução à Materiais     Conceito Tipos Microestruturas Propriedades Obtenção dos materiais Classificação. Fabricação dos metais   4. Outros materiais 15/11/2013 13:55 Prof. normalização. aplicação e catálogos técnicos Tratamentos térmicos Proteção superficial 2. Metais   3. Luiz 6 .

Luiz 7 . 15/11/2013 13:55 Prof.Conceito  Todo e qualquer material é formado por átomos e estes mesmos átomos é que determinam se o material é um plástico. madeira ou o ar. metal.

normalização.Conteúdo 1. Outros materiais 15/11/2013 13:55 Prof. Fabricação dos metais   4. Luiz 8 . aplicação e catálogos técnicos Tratamentos térmicos Proteção superficial 2. Introdução à Materiais     Conceito Tipos Microestruturas Propriedades Obtenção dos materiais Classificação. Metais   3.

Luiz 9 .Tipos – Tabela Periódica dos Elementos 15/11/2013 13:55 Prof.

Tipos Metálicos Ferrosos Não-ferrosos Aço Alumínio Ferro Fundido Cobre Zinco Magnésio Chumbo Estanho Titânio Naturais Madeira Asbesto Couro Borracha Não-Metálicos Sintéticos Vidro Cerâmica Plástico 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 10 .

como ele funciona e como irá reagir diante dos processos de fabricação à ele aplicados. Luiz 11 . 15/11/2013 13:55 Prof.Tipos  Estes mesmos átomos estabelecem a maneira como cada material se comporta na natureza.

em estado sólido. Luiz 12  Eles 15/11/2013 13:55 . plasticidade e condução térmica e elétrica.Tipos  Os metais são materiais com estrutura em forma de cristais. resistência mecânica. são compostos por elementos químicos eletropositivos e que têm como propriedades: dureza. Prof.

aplicação e catálogos técnicos Tratamentos térmicos Proteção superficial 2. Outros materiais 15/11/2013 13:55 Prof. Introdução à Materiais     Conceito Tipos Microestruturas Propriedades Obtenção dos materiais Classificação.Conteúdo 1. Luiz 13 . Metais   3. Fabricação dos metais   4. normalização.

Luiz 14  15/11/2013 13:55 . estavam se movimentando aleatoriamente. ao se solidificarem. localizam-se agora em posições definidas e ordenadas. Esta figura geométrica se chama cristal. que se repetem em três dimensões formando uma figura geométrica. no estado líquido. Prof. ou seja.Microestruturas  Os metais. “cristalizam”. os seus átomos que.

 Lembrando. Luiz 15 .Microestruturas O cristal é chamado de célula unitária ou célula cristalina unitária.. 15/11/2013 13:55 Prof.. Uma célula unitária é formada por vários átomos.  Um conjunto cristais forma o grão.

As linhas em verde delimitam uma célula unitária 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 16 .Microestruturas O grão é uma rede de pontos que se prolonga infinitamente nas três direções do espaço.

Microestruturas  Sistemas cristalinos 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 17 .

Microestruturas  Os principais reticulados cristalinos. segundo os quais cerca de dois terços dos metais cristalizam são: 1. CCC: Cúbico de Corpo Centrado 2. CFC: Cúbico de Face Centrada 3. HC: Hexagonal Compacto 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 18 .

15/11/2013 13:55 Prof. potássio.: Césio. tântalo. molibdênio. Luiz 19 . ferro (na temperatura ambiente) e outros metais.Microestruturas  CCC Ex. vanádio. cromo. sódio. tungstênio. lítio.

prata. cobalto.Microestruturas  CFC Ex. níquel. ferro (em temperatura elevada) 15/11/2013 13:55 Prof. ouro. alumínio. Luiz 20 . chumbo.: Cálcio. cobre.

Microestruturas  HC Ex. cobalto. cádmio. titânio. 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 21 .: Berílio. zinco. magnésio.

maior será a sua densidade 15/11/2013 13:55 Prof. Conhecido também como Índice de Empacotamento (IE) ou Índice de Ocupação Volumétrica (IOV).Microestruturas  Fator de empacotamento (FE) é a razão entre o volume dos átomos e o volume da célula unitária. Volumeátomo FE  Volumecélulaunitária Quanto maior o fator de empacotamento. Luiz 22 .

qualquer metal HC ou CFC terá 74% de ocupação de átomo na célula.Microestruturas    FECCC = 68% FECFC = 74% FEHC = 74% Ou seja. Luiz 23 . 15/11/2013 13:55 Prof.

a estrutura que tiver os maiores interstícios apresentará uma maior solubilidade do que aquela que possui interstícios menores. Deste modo uma estrutura CFC possui interstícios maiores do que uma estrutura CCC. Prof.Microestruturas  Interstícios são os espaços vazios que existem no reticulado cristalino. como é o caso da liga ferro-carbono. quando se tiver uma solução em que os átomos do soluto se colocam em posições intersticiais. Luiz 24  15/11/2013 13:55 . embora o seu fator de empacotamento seja maior. A principal conseqüência disto é que.

Luiz 25 .Microestruturas CCC FE Interstícios Solubilidade Ductibilidade 68% menor menor menor CFC 74% maior maior maior 15/11/2013 13:55 Prof.

dependendo da temperatura.  15/11/2013 13:55 Prof. De 1394 °C até o ponto de fusão a 1538 °C volta à estrutura CCC e é conhecido como Fe (ferro delta). Luiz 26 . Exemplo:    Desde a temperatura ambiente até 912 °C o ferro apresenta uma estrutura cristalina CCC e nestas condições é chamado de Fe (ferro alfa).Microestruturas  Alotropia é a propriedade que tem o material de adotar mais de uma estrutura cristalina. De 912 °C até 1394 °C apresenta estrutura CFC e é chamado de Fe (ferro gama).

Microestruturas  A aplicação mais importante da transformação alotrópica do ferro se encontra nas ligas ferro-carbono. os átomos de carbono se colocam nos interstícios da estrutura cristalina do ferro. Prof. Luiz 27 15/11/2013 13:55 . O carbono forma uma solução sólida intersticial com o ferro. isto é.

Luiz 28 . Todos os materiais cristalinos possuem um certo número de defeitos os quais podem influir decisivamente em suas propriedades.Defeitos  Até aqui tenhamos representado uma estrutura cristalina como uma rede de pontos que se distribui regularmente pelo espaço com átomos a ela associados e também regularmente distribuídos. mas isto não acontece nos materiais cristalinos reais.  15/11/2013 13:55 Prof.

Defeitos  Os defeitos podem ser:  Pontuais.  Lineares.  De superfície. Luiz 29 . 15/11/2013 13:55 Prof.

Defeitos pontuais   Lacuna é um defeito caracterizado pela ausência de um átomo em uma posição que deveria ser ocupada na estrutura cristalina. o que provoca uma distorção na rede e produz um acúmulo de energia naquele ponto. Prof. A lacuna gera uma deficiência de ligações entre os átomos fazendo com que os mesmos tendam a se aproximar. Luiz 30 15/11/2013 13:55 .

No caso do átomo pode ser do próprio elemento que forma a estrutura. sendo chamado de defeito auto-intersticial. um defeito intersticial produz uma distorção e um acúmulo de energia muito maior do que uma lacuna. Pelo fato dos interstícios em uma estrutura serem pequenos com relação aos átomos que abrigam.Defeitos pontuais    Defeitos intersticiais caracterizam-se pela presença de um átomo em um interstício da estrutura cristalina. ou por um átomo estranho. Prof. Luiz 31 15/11/2013 13:55 . chamado defeito de impureza intersticial.

Luiz 32 .Defeitos pontuais 15/11/2013 13:55 Prof.

Defeitos lineares   Discordância é um defeito planar que envolve o posicionamento de uma série de átomos. 15/11/2013 13:55 Prof. Neste caso uma discordância em cunha pode ser vista como um plano extra de átomos. Luiz 33 . Por envolver um grande número de átomos uma discordância envolve um acúmulo de energia muito maior do que um defeito de lacuna ou intersticial. O caso mais comum deste tipo de defeito é o que é chamado de discordância em cunha. produzindo um efeito de cunha no reticulado.

Defeitos lineares 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 34 .

Defeitos lineares  Discordância em cunha 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 35 .

Luiz 36 .Defeitos lineares  Acúmulo de energia: Discordância > defeito intersticial > defeito lacuna 15/11/2013 13:55 Prof.

Sistema de escorregamento (SE) é o conjunto formado pelo plano com a direção de escorregamento.  15/11/2013 13:55 Prof. Note que o SECFC = 12 e o SEHC = 3. portanto. o CFC é mais dúctil do que o HC.Defeitos superficiais  As discordâncias exercem um papel muito importante na deformação plástica pois são elas que permitem o escorregamento de planos cristalinos que produzem a deformação. Luiz 37 .

Prof. Isso se dá por conta de defeitos na estrutura. Os átomos que fazem parte desta fronteira estão mal organizados e com um nível mais alto de energia. Luiz 38 15/11/2013 13:55 .Defeitos superficiais   Contorno de grão é a região fronteiriça entre os grãos. assunto que estudaremos adiante. uma zona de transição entre duas diferentes orientações de átomos.

Defeitos superficiais 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 39 .

Luiz 40 .Defeitos superficiais 15/11/2013 13:55 Prof.

A maior energia dos átomos favorece as transformações de fase por causa:  da nucleação. 15/11/2013 13:55 Prof.Defeitos superficiais   O contorno de grão restringe o movimento das discordâncias. Luiz 41 .  da deformação plástica.

grãos menores diminuem enquanto grãos maiores crescem. os átomos dos grãos menores tendem a atravessar a fronteira em direção a grãos maiores.  Como toda matéria tende a passar para um meio de menor energia. Maior a energia de contorno.. Prof.. Luiz 42  15/11/2013 13:55 .Defeitos superficiais  Portanto:   Quanto menor o tamanho de grão. Ou seja.

Luiz 43 .  aumento da fragilidade do material. por aquecimento há:  crescimento de grão. 15/11/2013 13:55 Prof.Defeitos superficiais  Verificamos que.

Uma liga é um metal com impurezas presentes intencionalmente. Luiz 44  15/11/2013 13:55 . o que significa que para deformar um metal impuro (liga metálica) são necessários maiores esforços de cisalhamento. Prof.Consequência dos defeitos  Imperfeições pontuais e contorno de grão – interferem no progresso de movimentos de discordâncias.

15/11/2013 13:55 Prof.Consequência dos defeitos  A consequência disso é que:  um pequeno número desses defeitos em linha pode tornar os cristais mais dúcteis do que seriam sem os defeitos.  um grande número dessas imperfeições lineares passam a aumentar a resistência do material. Luiz 45 .

Conteúdo 1. normalização. Outros materiais 15/11/2013 13:55 Prof. Metais   3. Introdução à Materiais     Conceito Tipos Microestruturas Propriedades Obtenção dos materiais Classificação. Fabricação dos metais   4. Luiz 46 . aplicação e catálogos técnicos Tratamentos térmicos Proteção superficial 2.

Propriedades dos materiais  Mecânicas.  Elétricas.  Magnéticas. Luiz 47 .  Químicas. 15/11/2013 13:55 Prof.  Térmicas.

Propriedades mecânicas Maior ou menor capacidade de transmitir ou resistir aos esforços aplicados. Luiz 48 . São:  Resistência mecânica  Elasticidade  Plasticidade  Tenacidade  Densidade 15/11/2013 13:55 Prof.

Luiz 49 .Propriedades mecânicas  Resistência mecânica Capacidade de resistir à ação de esforços mecânicos (tais como tração ou compressão). Tensão = Força / Área (Mpa ou Kg/cm2) 15/11/2013 13:55 Prof.

Propriedades mecânicas

Flexão

Cisalhamento

Torção

Tração

Flambagem

Compressão

15/11/2013 13:55

Prof. Luiz

50

Propriedades mecânicas
 Elasticidade

Capacidade do material de se deformar quando submetido a esforços e de voltar ao estado inicial quando o esforço cessa.

15/11/2013 13:55

Prof. Luiz

51

Propriedades mecânicas

Plasticidade (flexibilidade)
Capacidade do material de se deformar quando submetido a esforços e de manter essa força quando o esforço termina.  Dureza – resistência à penetração, resistência ao desgaste (geralmente frágeis);  Moleza – pouca resistência à penetração;  Fragilidade – baixa resistência a choques (geralmente duros).

15/11/2013 13:55

Prof. Luiz

52

Luiz 53 .Propriedades mecânicas Dureza 15/11/2013 13:55 Prof.

Luiz 54 .Propriedades mecânicas  Tenacidade Propriedade que mede a energia mecânica para romper um material.  Frágil (friável) – duro e quebradiço  Maleável – chapa  Dúctil – fio  Séctil – cortado (como com uma faca)  Flexível  Elástico 15/11/2013 13:55 Prof. Material tenaz é aquele que sofre uma grande deformação sem fraturar.

A chave da figura pode ser tracionada e flexionada sem se romper facilmente porque é de um material tenaz. Tenacidade Ductilidade Elasticidade 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 55 .

Propriedades mecânicas  Densidade Propriedade de acumular mais ou menos matéria num dado volume. 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 56 .

Você se lembra do FE?  Fator de empacotamento (FE) é a razão entre o volume dos átomos e o volume da célula unitária. 15/11/2013 13:55 Prof. Volumeátomo FE  Volumecélulaunitária Quanto maior o fator de empacotamento. Luiz 57 . Conhecido também como Índice de Empacotamento (IE) ou Índice de Ocupação Volumétrica (IOV). maior será a sua densidade.

Luiz 58 .Propriedades térmicas Determinam o comportamento dos materiais em diferentes temperaturas. São propriedades térmicas:  Ponto de fusão  Ponto de ebulição  Dilatação térmica  Condutibilidade 15/11/2013 13:55 Prof.

Luiz 59 .Propriedades térmicas  Ponto de fusão Temperatura em que o material passa do estado sólido para o estado líquido. 15/11/2013 13:55 Prof.

Propriedades térmicas  Ponto de ebulição Temperatura em que o material passa do estado líquido para o estado gasoso. 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 60 .

15/11/2013 13:55 Prof.Propriedades térmicas  Dilatação térmica Propriedade em que o material ganha volume com o aumento da temperatura. Luiz 61 .

15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 62 .Propriedades térmicas  Condutibilidade Propriedade que mede a capacidade de conduzir calor.

Luiz 63 . 15/11/2013 13:55 Prof.  Resistência à corrosão  Resistência aos ácidos  Resistência às soluções salinas.Propriedades químicas Propriedade que o material manifesta quando em contato com outro(s) material(is).

São elas:  Condutividade elétrica  Conduz corrente elétrica facilmente.Propriedades elétricas Propriedade do material em movimentar cargas elétricas. Luiz 64 .  Resistividade elétrica  Resiste à passagem de corrente elétrica. 15/11/2013 13:55 Prof.

Propriedades magnéticas  Magnetismo Propriedade do material de atrair ou repelir outros. 15/11/2013 13:55 Prof. Luiz 65 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful