A inovação nas micro e pequenas empresas do Brasil

Cláudio Marinho Porto Marinho Ltda. Oficina Estratégica do Sistema SEBRAE/Inovação Brasília, 9 de julho de 2007

“As empresas são redes de conversações.”
(Fernando Flores)

Qual é a conversação estratégica hoje do SEBRAE?
• A julgar pela programação da reunião de direção em Palmas/TO, 2006... – Inovação -- edital Finep/SEBRAE, abelha sem ferrão (!!) – Desenvolvimento territorial – APLs, desenvolvimento local – Cadeias produtivas -- grandes compradores, pequenos fornecedores – Lei das micro e pequenas empresas – Agroenergia

O que um gestor de políticas públicas com experiência estadual teria a dizer sobre inovação em micro e pequenas empresas no Brasil aos gestores do SEBRAE?

A nova geoeconomia global

6

998 Fliplog 997
Africa

995
Americ as

Infant survival rate up to 1 (per 1,000 live births)--

990

980 970 950

China 1960

Republic of Korea 1960

Arab countri es Asia Europa

900

800

Brazil 1960 India 1911
308 1 000 3 000

560

Japan 1920
5 000 10 000 20 000 60 000 Log

GDP per capita in 1995 international dollars
2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989 1988 1987 1986 1985 1984 1983 1982 1981 1980 1979 1978 1977 1976 1975 1974 1973 1972 1971 1970 1969 1968 1967 1966 1965 1964 1963 1962 1961 1960 1959 1958 1957 1956 1955 1954 1953 1952 1951 1950 1949 1948 1947 1946 1945 1944 1943 1942 1941 1940 1939 1938 1937 1936 1935 1934 1933 1932 1931 1930 1929 1928 1927 1926 1925 1924 1923 1922 1921 1920 1919 1918 1917 1916 1915 1914 1913 1912 1911 1910 1909 1908 1907 1906 1905 1904 1903 1902 1901 1900

O Brasil no Contexto Mundial
Países com área > 5 milhões de km2 Países com população > 150 milhões
Bangladesh Rússia EUA Nigéria Paquistão Indonésia Índia Japão Espanha Itália Coréia do Sul México Países baixos Reino Unido

Brasil
Austrália Canadá China

França

O Brasil é um Grande País

Alemanha

Países com PIB > USD 600 bilhões

Fonte: MIC (Brasil & Parceiros 2005)

National Geographic Brasil, 1/06/2007

15

Cenários 2007 SoftexRecife Software e serviços de informática no Recife Planejamento Estratégico 97/98

Matriz de incertezas críticas
Articulação políticoempresarial para o desenvolvimento

Invasão de Mercado

Competitividade Sistêmica

Setor de informática não se ajusta ao mercado globalizado

Setor de informática com escala e qualidade para o mercado mundial

Fragilização Econômica

Emigração de Empresas

Elite pernambucana sem projeto de desenvolvimento

Brasil 2003 Cenários para a Ciência e Tecnologia DUP – Unidades de Pesquisa/CNPq Quadrantes de incertezas críticas
Política relevante de C&T e recursos suficientes

Desperdício

Resultados Relevantes
Fortalecimento institucional dos executores da política de C&T

Fragilidade institucional dos executores da política de C&T

Resignação

Conflito e Eficiência

Inexistência de uma política relevante de C&T e recursos insuficientes esenvolvimento

Será que dá, Brasil?

Expansão da área agrícola brasileira

NORDESTE NORTE

CENTRO-OESTE

SUDESTE

SUL
Fonte: ANFAVEA, 2004

22

Clusters, APLs…. Competição internacional de regiões, de clusters em cadeias de valores globais, em que a inovação é cada vez mais o fator determinante da competitividade das empresas
25

Clusters are geographically proximate groups of interconnected companies, industries, and associated institutions in a particular field, linked by commonalities and complementarities. We focus on clusters (e.g., information technology) rather than individual industries (e.g., printers) because there are powerful spillovers and externalities that connect the competitiveness and rate of innovation of clusters as a whole.

Porter, Michael, Clusters and the new economics of competition, HBR, nov/dez 1998

Os determinantes da inovação nos clusters segundo Michael Porter
Contexto para a estratégia empresarial e competição
• Um contexto local que encoraje investimento nas atividades relacionadas com inovação. Competição vigorosa entre concorrentes locais. • Consumidores sofisticados e exigentes. Necessidades de consumo doméstico que antecipem demandas de outros lugares

Fatores (insumos) condicionantes

Condições de demanda

• • •

Recursos humanos altamente qualificados, especialmente pessoal científico, técnico e gerencial. Forte infra-estrutura de pesquisa básica em universidades. Infra-estrutura de informação de alta qualidade. Uma ampla oferta de capital de risco.

Setores de apoio que se relacionam entre si
• • Presença de fornecedores locais habilitados e empresas relacionadas Presença de clusters ao invés de setores isolados.

“A inovação envolve bem mais que Ciência e Tecnologia”

http://www.ids.ac.uk/ids/bookshop/classics.html

http://www.ids.ac.uk/ids/bookshop/classics.html

O lugar da inovação é a empresa
s s

s

Inovação não é invenção Inovação é a introdução, no mercado, com êxito, de produtos, serviços, processos, métodos e sistemas que não existiam anteriormente, ou contendo alguma característica nova e diferente do padrão em vigor. Inovação Tecnológica é a inovação que se baseia em conhecimento científico e/ou tecnológico para sua realização.

C.H. Brito Cruz, ,

Políticas para apoio à inovação
s s

Foco na empresa Ambiente pró-inovação
– Competição, internacionalização – Estabilidade de normas

s

Infraestrutura
– Propriedade intelectual – Educação: do fundamental ao superior

s s

Incentivos fiscais Encomendas tecnológicas e Subvenção

C.H. Brito Cruz, ,

A territorialização da política industrial através dos APLs resgata a política de desenvolvimento seqüestrada pelos macroeconomistas – e o Sebrae tem tudo a ver com esse resgate.
55

Pernambuco: Centros Tecnológicos e Arranjos Produtivos Locais

Centros Tecnológicos: uma estratégia de difusão tecnológica orientada para clusters econômicos
Atração de Investimento

Novos Produtos e Processos Transferência de Tecnologia Propriedade Intelectual

Novos Negócios Incubação de Empresas Parques Tecnológicos

Inovação Tecnológica

Empreendedorismo

Educação Profissional

Infra-estrura e Suporte: Telecomunicações, Internet, Espaço para Capacitação, Educação a Distância, Laboratórios Específicos, Incubadoras, Escritório de Negócios, etc.

Cluster do Gesso no Araripe Centro Tecnológico
Agências Estaduais: AD-DIPER, FACEPE, CONDEPE, etc.

Cluster de Artesanato

Cluster de Design Sindicato e Associações: SIDUGESSO, etc.

Equipamentos de Mineração Sondagem

Tecnologia e Mineradoras Explosivos e Outros Insumos Processos
Novos P roduto s e Processos

Investimento
Novos Negócios Incubação de Empre sa s Parques Tecnológico s

Artesanato de Gesso

Atração de Investimento

Argila de Capeamento e Produtos Derivados

Transferência de Tecnologia

Propriedade Intelectual

Inovação Tecnológica

Empreendedorismo

Fabricas de Componentes

Empreendimentos Componentes de Gesso
Marketing e Relações Públicas

Design de

Educação Básica e Técnicoprofissionalizante

Design, rótulos e embalagem Laboratórios para Análise do Gesso

Infra-estrura e Suporte: Telecomunicações, Internet, Espaço para Capacitação, Educação a Distância, Laboratórios Específico s, Incubadoras, Escritório de Negócio s, etc.

Calcinadoras

Oportunidades

Normas Técnicas

Ensino Moldes e Máquinas Profissionalizante Especializadas
Aplicadores

Fornos, Equipamentos e Manutenção Industrial

P&D, Educação: ITEP, Universidades, SENAI, etc.

Normas Técnicas, Qualidade e Certificação

Gargalos
Cluster de Metalurgia, Equipamentos e Manutenção Industrial Clusters Horizontais: Informática, Telecomunicações, Transporte e Logística Cluster da Construção Civil

Centro Tecnológico da Moda - Caruaru

Centro Tecnológico do Gesso - Araripina

Porto Digital

to da nova economia digital de Pernambuco

Porto Digital
102 empresas instaladas +3.000 postos de trabalho em TIC e áreas afins O maior parque tecnológico urbano do Brasil Governança corporativa do APL Responsabilidade social coletiva

Pernambuco

Desenvolvimento de uma Agenda Estratégica para o Setor de “IT Off-shore Outsourcing”
Relatório final

Brasília, 24 de novembro de 2005

Perfil dos parques tecnológicos brasileiros
Principais parques tecnológicos do Brasil
Parque de Uberaba No de Empresas: 48 Faturamento: ~R$ 40 MI Foco: Biotecnologia, Energia, TI Universidade: Uniube Parque de Alta Tecnologia de São Carlos No de Empresas: 70 Faturamento: N/A Foco: Tecnologia em geral Universidade: UFScar Parque Tecnológico Alfa de Florianópolis No de Empresas: 37 Faturamento: R$ 40 Mi Foco: Tecnologia Universidade: UFSC Porto Digital de Recife No de Empresas: 86 Faturamento: R$ 240 Mi Foco: Software Universidade: UFPE

Parque do Rio No de Empresas: 16 Faturamento: R$ 60 Mi Foco: TI, Meio ambiente e Energia Universidade: UFRJ

Petrópolis Tecnopólis No de Empresas: 52 Faturamento: N/A Foco: Tecnologia Universidade: Universidade Católica de Petrópolis

Conceito de parques tecnológicos
Pólos e Parques tecnológicos devem possuir quatro da PUC-RS Pólo de Informática No de Empresas: 22 características principais: de São Leopoldo Faturamento: N/A • Formar um aglomerado de empresas em diferentes estágios No de Empresas: 25 Foco: TI, Energia e de desenvolvimento Faturamento: 130 Mi Biotecnologia • Estar integrado a uma instituição de ensino e pesquisa Foco: Software Universidade: PUC Universidade: Unisinos • Participar de projetos de inovação conjunta empresasuniversidade Nota: Outros Pólos de Tecnologia importantes são os de: Campinas, São José dos Campos, Campina Grande, Brasília e Londrina. • Possuir estrutura organizacional sem fim lucrativo no Brasil, Sites dos parques; análise A.T. Kearney Fonte: ANPROTEC, Entrevistas a líderes/membros dos parques
55/10056/dtp © Copyright 2005, A.T. Kearney. All rights reserved

Parque Tecnológico

67

PROAPL - PE Programa de Apoio à Competitividade dos APLs em Pernambuco
Programa:
 BR-L1020: Produção e Difusão de Inovações para a Competitividade de Arranjos Produtivos Locais – APLs (Clusters) em Pernambuco
Pernambuco
Tipo BID ($) Inovação $ 10 M

Local (US $) $ 6.7 M Contraparte Governo do Estado (SECTMA): $ 1.7 M - Sebrae-PE: $ 3.0 M e Execução 30 meses Gesso Confecçoes Vinho, uva e derivados TIC-Tecnologia da Informação e Comunicação Produção Cultural Leite e derivados Caprinovinocultura

APLs

PROAPL - PE Programa de Apoio à Competitividade dos APLs em Pernambuco COMPONENTE 1
Desenvolvimento de Modelo Público-Privado de Apoio à Melhoria de Competitividade de APLs; • Diagnóstico e Plano de Ação para melhoria da competitividade dos APLs de TIC, Produção Cultural, Laticínios, Caprino-ovinocultura e Vinho, Uva e Derivados concluídos até o final do 1º Ano do programa; Diagnóstico do uso e necessidades da TIC nos APLs, até o final do 1º.ano do programa;

COMPONENTE 2
Implementação de Planos de Melhoria da Competitividade de APLs • Executar as ações do Plano de Ação para a melhoria da competitividade do APL do Gesso financiadas pelo programa, ao longo dos 3 (três) anos de sua execução. Focando os projetos em melhoria da: Governança Capital Humano TIB e Inovação Infra-Estrutura Meio-ambiente e desenvolvimento social Mercado e Exportações

2) 3) 4) 5) 6) 7)

PROAPL - PE Programa de Apoio à Competitividade dos APLs em Pernambuco
COMPONENTE 3 Implementação de Aplicações Estratégicas de Tecnologia de Informação e Comunicação para APLs; e
• • Estruturação dos recursos para atendimento e suporte de TIC aos APLs, segundo demanda do diagnóstico, até o final do 1º.ano; Concepção e Desenvolvimento da arquitetura de aplicações do CRP - Cluster Resources Planning, até o final do 2º.ano;

COMPONENTE 4 Sistema de Acompanhamento e Avaliação e de Identificação e Divulgação das Lições Aprendidas do Programa.
• Implementação e implantação do modelo, sistemas e práticas de monitoramento até o final do 9º.mês do programa

Estrutura executiva - PERNAMBUCO
Mutuário

ESTADO DE PERNAMBUCO

B I D
COORDINAÇÃ0 E ADMINISTRAÇÃO GERAL TÉCNICA E FINANCEIRA

CONSELHO GESTOR

Direção Estratégica

SECTMA, SEBRAE PE, FIEPE E ITEP

UNIDADE GESTORA DO PROGRAMA –UGP (ITEP)

G L P
1

PARCEIROS CO XECUTORES E SEBRAE PE- FIEPE

O U T R A S E N T I D A D E S

S S ENTIDADES DEGOBERNANÇALOCALAPL’ (CDT )

2

3

4

5

6

7

• Pode aprofundar os estudos das cadeias de valor globais para identificar aquelas em que o Brasil ainda tem chance de engatar

O que o Sebrae pode fazer mais?

• Pode identificar os APLs mais competitivos e em condições de upgrade funcional em cadeias de valor globais • Pode ajustar a política de capacitação empresarial das MPEs a esse novo quadro, passando para uma segunda

Cláudio Marinho
cmarinho@gmail.com www.scribd.com/people/view/1207 6