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Contribuições da Psicologia para o Controle da Dor

Intervenções Psicoterapêuticas
São terapias e técnicas voltadas para a relação mente-corpo:
Terapia Comportamental Terapia Cognitivo-Comportamental Técnicas Cognitivo-Comportamentais:  Biofeedback  Solução de Problemas

 Reestruturação Cognitiva
 Relaxamento Programas Educativo-Terapêuticos

Terapia Comportamental

1983).  São reflexos das interações entre o indivíduo e seu ambiente. Comportamentos Abertos de Dor “Todas as produções do indivíduo que um observador razoável possa caracterizar como sugerindo dor” (Loeser & Fordyce. .  São como pontes que permitem a relação entre o mundo interno de uma pessoa (seu organismo e seu psiquismo) e seu mundo externo (meio social e ambiental).Comportamento  Comportamentos não são eventos isolados.

Redução do consumo de medicamentos.Objetivo Comportamentos Abertos de Dor: • Respostas verbais de dor. • Consumo de medicamentos para dor. Aumento dos comportamentos funcionais. • Redução do nível geral de atividade. Mudança de Comportamento • • • • Comportamentos Desejados: Relatos de redução da dor. • Comportamentos não-verbais de dor. Aumento do nível de atividade geral. .

Condições:  Tradicionalmente.  Contingências de reforçamento puderem ser identificadas. .Aplicações Indicada quando:  Comportamentos abertos de dor estiverem presentes.  Houver controle ambiental suficiente para que estímulos antecedentes e conseqüentes possam ser aplicados.  O paciente não tenha incapacitação cognitiva não medicamentosa. devido à facilidade de controle ambiental. com paciente internado.  O paciente aceite a terapia proposta.

Monitoração da mudança comportamental durante o tratamento para permitir decisões adequadas sobre seus efeitos. 2. . Análise funcional para identificar comportamentos relevantes. Identificação da extensão da patologia física para estabelecer objetivos realistas para a mudança de comportamento. estímulos antecedentes e conseqüentes e grau de cooperação do paciente e familiares. 3.Método: Avaliação Linha de Base: 1.

3.Método: Tratamento 1. Aumento da atividade -> partir da linha de base e aumentar gradativamente. Redução de comportamentos de dor -> extinção. 4. Instalação de comportamentos desejados -> modelagem. . 2. reduzir gradualmente a freqüência dos reforços. Aumento de comportamentos desejados -> reforço. 6. Uma vez estabelecidos os comportamentos. Redução de medicação -> diminuição da dose e controle por horário. 5.

Método: Tratamento 7. Acompanhar o paciente por 3 a 6 meses após o tratamento para a manutenção das mudanças. 8. 11. Utilizar os métodos de condicionamento operante em conjunto com outros tratamentos. 9. Eliminar ou reduzir ao máximo os estímulos que mantém os comportamentos de dor fora do ambiente de tratamento.Utilizar a cooperação do paciente e familiares sempre que possível. Aplicar o método em diferentes condições ambientais para aumentar a generalização e a discriminação de estímulo. . 10.

Terapia Cognitivo-Comportamental .

 Ensinar a antecipar os problemas e lidar com eles à medida em que eles ocorrem.  Modificar pensamentos. . prevenindo recaídas. imagens e sentimentos associados ao estresse emocional.  Promover a auto-eficácia e o auto-controle para equilibrar sentimentos e percepções de desamparo e desesperança.  Ensinar como e quando usar técnicas de enfrentamento para desafios específicos. sofrimento e incapacitação.Objetivos  Alterar o conceito que o paciente tem de seu problema de dor.  Educar sobre a natureza da dor e a relação entre dor.

 Ensaio cognitivo e comportamental.  Esclarecimentos sobre a terapia.  Generalização e manutenção. Intervenções  Educação.  Formação de um vínculo de confiança. seus benefícios e limites.  Aquisição de habilidades. . Avaliação  Entrevista e observação de comportamento.  Questionários e testes.Método Enquadre ou Contrato  Levantamento de expectativas.

 Tarefas de casa. etc.)  Reestruturação cognitiva. Estratégias:  Auto-monitoramento.  Auto-reforço. assertividade.  Planejamento de atividades agradáveis (prazer).  Ensaios.  Solução de problemas.  Técnicas de Comunicação (escuta ativa. .Aquisição de Habilidades Habilidades:  Relaxamento.  Manejo dos sentimentos.  Inversão de papéis – jogo de papéis.

Diferenças de Foco Terapêutico Terapia CognitivoComportamental Centrada no paciente Terapia Comportamental Centrada no objetivo Centrada na ação Terapeuta especialista Terapeuta estabelece objetivos Terapeuta dá razões para mudança Centrada na mudança Terapeuta colaborador Paciente estabelece objetivos Terapeuta levanta razões para mudança .

Técnicas Cognitivo-Comportamentais .

 Cujo controle foi alterado por doença ou trauma. .Biofeedback Processo que ensina a controlar reações fisiológicas:  Que não são conscientes e/ou não estão sob controle.

Os sinais bioelétricos captados são convertidos em sinais auditivos ou visuais. Uma resposta biológica é detectada e amplificada através de aparelhos eletrônicos. 2. O paciente recebe a informação em tempo real. 3. fáceis de serem compreendidos e processados pelo paciente. .Método Envolve geralmente três etapas: 1.

Pressupõe que:  A redução da excitação reduzirá a reação a estímulos sensoriais periféricos.  Relaxamento por Temperatura da Pele. .  Relaxamento por Resposta Galvânica da Pele.  A redução da ansiedade aumentará a tolerância à dor e diminuirá as queixas dolorosas. Exemplos de aplicação:  Relaxamento por EMG.Aplicação Geral Objetivo:  Rebaixar o nível de excitação e promover um estado generalizado de relaxamento.

 Cefaléias. . etc. Pressupõe que:  Dados da avaliação psicofisiológica permitirão planejar terapia. tensão e dor. dor fantasma. Exemplos de aplicação:  Redução do estresse. reatividade.Aplicação Específica Objetivo:  Modificar diretamente a disfunção ou reação fisiológica relacionada à condição dolorosa. exame e discriminação muscular.  Fases da avaliação: adaptação. linha de base. recuperação do estresse. dores musculares. prever resultados e documentar a eficácia do tratamento.

Limitações O Biofeedback implica em aprender habilidades que precisam ser praticadas e incorporadas na vida cotidiana:  Alguns pacientes são bem sucedidos apenas ao se concentrarem no estímulo e tomar consciência das sensações.  Outros se envolvem em jogos mentais ou em tentativas de esvaziar completamente suas mentes para não pensar em nada. .

Implementação. Seleção de objetivos:  Realistas e concretos.  Imaginar como terceiros resolveriam. 5. Avaliação.  Ensaiar (imaginação dirigida.Solução de Problemas 1. 3. Tomada de decisão:  Pesar prós e contras. Identificação do problema. Produção de alternativas:  Produzir o maior número possível. . etc. 6.  Organizar da mais para a menos prática. 4.)  Preparar-se para falhas. 2. jogo de papéis.

... Com dor...” Ninguém fala comigo sobre a dor porque ninguém se preocupa comigo. Super-generalização Catastrofização Esta dor significa que minha condição está degenerando.. Pensamento tudo-ou-nada Conclusões precipitadas Atenção seletiva O médico está me evitando por que pensa que eu sou um caso perdido. Predições negativas Leitura de mentes Eu sei que isto não vai funcionar. Exercícios só servem para me fazer sentir pior do que eu já estou.. eu não posso aproveitar nada..Reestruturação Cognitiva Nenhum remédio funciona para mim. .

 Estimular a obtenção de tranqüilidade fisiológica e cognitiva.  Em síntese.Técnicas de Relaxamento  As técnicas de relaxamento visam:  Aumentar a percepção e a consciência das sensações fisiológicas. . relaxar significa apaziguar mente e corpo.

Técnicas de Relaxamento Corpo  Mente  Biofeedback Mente  Corpo  Meditação  Respiração Abdominal  Auto-Relaxamento  Treinamento Autógeno (Schultz)  Visualização (Simonton)  Hipnoterapia (Erickson)  Imaginação Dirigida  Relaxamento Progressivo (Jacobson) .

 Tente tornar sua respiração lenta e ritmada.Respiração Abdominal  Deite-se como na figura acima. .  A cada respiração. faça com que o ar vá até o ventre e eleve a mão que está sobre a cintura.  Ao inspirar.  Encha os pulmões de baixo para cima. Respire pelo nariz. retenha o ar por alguns segundos e exale lenta e naturalmente.

Feche os olhos e respire calmamente. braços. face. nuca. percorra:  MMII .  Torso . pernas.mãos. Mentalmente.  MMSS . ventre.  Cabeça . nádegas. ombros. . costas.peito.pescoço.Auto-Relaxamento Deite-se como na figura. coxas.pés.

Imaginação Dirigida .

Limitações         Exigem aprendizado e prática. Devem ser realizadas a sós. Nunca devem ser praticadas após as refeições. Duram de 5 a 30 minutos. É necessário aquecer-se. com pouca luz. . Demandam horário e local planejados. Em local silencioso. Devem ser praticadas ao menos 1 vez ao dia.

mail .Programas Educativos e Terapêuticos Colocar nome e e.

). etc. visando a aquisição. utilização e generalização destes conhecimentos. solução de problemas. palestras ou demonstrações voltadas para a condição.  Procuram elaborar o conteúdo implícito ou subjacente mobilizado (temores. resistências. tais como técnicas de relaxamento. sejam textos. .  Promovem o treinamento de habilidades. treino de assertividade. etc.Modelo Psicoeducativo  Coordenados por psicólogos podem ser utilizados de diferentes maneiras e situações:  Partem de um conteúdo educacional explícito.

 Conscientizar sobre as opções de tratamento disponíveis.  Ensino de técnicas cognitivo-comportamentais. .  Avaliação da eficácia do programa. Colaboração da Psicologia:  Estruturação didática do programa.  Ensinar técnicas acessíveis de prevenção e promoção de saúde.  Promover a auto-eficácia.Modelo Multidisciplinar Orientado especialmente para:  Fornecer informações úteis a respeito da doença.  Promoção de discussões sobre temas especiais. orientações.  Oferecimento de esclarecimento. etc.  Apresentação de seus diferentes conteúdos.

OBRIGADO PELA ATENÇÃO !! .