A CERCA DO OBJETO DO SERVIÇO SOCIAL :UMA PROPOSTA DE CONSTRUÇÃO

Cleide Nara Gomes Ferreira Islane Deirley Eloy Pereira Julyana Bezerril Nepomuceno Luciana Neres da Silva Duarte Maria das dores da Silva

a teoria e a prática não se separam e com essa diversidade a uma ampla rede de conhecimento (teoria) e a luta de poderes. Entretanto o autor Faleiros traz reflexões importantes sobre o problema. destacam possibilidades de construção do objetivo. no qual tem como inicio trabalhar pondo os objetivos do Serviço Social ao ser alcançado a nova reforma Curricular iniciando em 1993. dicotomizando-se em perspectiva da integração social e perspectiva da libertação social assumindo uma forma de ver que caracterizou o próprio movimento de reconceituação do serviço social. ano em que ouve o ultimo reajuste no Código de Ética. porém. analisando pensamentos de vários autores assim tem como pressuposto uma teoria que “a diversidade de objetos e especificidades se apresenta como uma possibilidade teórico-prática para o Serviço Social”. contudo o profissional sempre terá que esta buscando pra ter visão e opiniões abertas pra aceitações e se atualizando.O autor sempre busca por em seus debates outras teorias de outros autores pra que o profissional de serviço social possa se basear e relacionar o seu pensamento e por em prática. . pois constantemente terá essa diversidade.A construção do objeto • O segundo capítulo do texto acerca do objeto do Serviço Social temse uma proposta de construção. ou seja.

integrador. adaptativo. pois quando falam de uma visão funcionalista e a dialética que refletia a preocupação de se implantar um serviço social socialista em posição ao serviço social burguês. com essa visão funcionalista entendese esse individuo na sociedade um ser como doente (doente mental) uma pessoa incapaz de servir na sociedade (de trabalhar). representação e manifestação de interesses. identidades.• O movimento de reconceituação usa uma teoria de modificação de pensamentos na construção do objeto de serviço social esse movimento vem pra quere mudar o pensamento socialista do serviço social pra torna esse pensamento revolucionalista. fora do contexto institucional. é o processo de correlação de forças onde irar construir o objeto do serviço social que é um instrumento a serviço dos trabalhadores. . dominante. No entanto a construção do objeto. em que se exerce o poder profissional. Contudo eles tinhamessa perspectiva de construção de ser um serviço social revolucionário a partir de um conceito de classe das contradições do sistema capitalista. Porém se enfrentam as estratégias de sobrevivência assim com as exigências da reprodução e as formas de percepção. ou seja. não se faz. organização.

Faleiros V. A visão organizacional funcionalista. conformando-se o poder numa relação com os técnicos. a burocracia. As instituições passaram a ser vista como local de poderes. que aquela exclusiva de classe contra classe. A visão da constituição de campos específicos como lugares de lutas e enfretamentos específicos. foi questionadas como sistema de normas e de procedimentos ou protocolos. Diante desse poder os usuários dispõem de dispositivos.INSTITUIÇÃO E PODER As reflexões sobre poder institucional e o saber profissional vão recolocar a questão do objetivo profissional numa outra ótica. os profissionais e a população. e o poder dos burocratas e tecnocratas foi evidenciado na analise dos atores institucionais e do serviço social nesse contexto. e o objeto da intervenção deve responder a um processo complexo de relações sociais em que se entrecruzam demandas políticas. demandas e recursos que precisam ser decifrados. Também coloca o trabalhador social em uma relação de proximidade com o sujeito e suas demandas na estrutura institucional. O poder institucional se configura dinâmica numa relação em que a estabilidade e instabilidade devem ser consideradas. propõe uma analise do poder burocrático/profissional ao estabelecer formas de aliança com os sujeitos e colaboradores. 2008 .P. Poder institucional Ao mesmo .

63). Costa acredita que este conceito tem benefício de definir um campo teórico de interesse. mais deixa de olha a qualidade das relações de poder. Os Serviços Profissionais podem ser vistos na ótica de continuidade históricas. de uma perspectiva histórica pela forma de ajuda social. Sem querer incluir o Plano de Costa numa visão filosófica. da assistência para o Serviço Social. mas também se desenvolvem em processo de Rompimento.A Proteção Social • Segundo Costa (1995) a profissão de Serviço Social é um conjunto de acontecimentos dotados e localizados e voltados para a defesa de grupos e individuos em situação que depende de outra pessoa para sua sobrevivência (P. • . seu entendimento pode dar a entender que aceita o pressuposto de que há caridade para assistência. cada campo de atividade profissional tem sua especificidade histórica. Costa chama a atenção para a diversidade de campos em que se constrói a profissão.

. familiar e especifico colocando pelo o usuário na relação com a intervenção profissional. É uma complexa rede de dominação que se condicionam e constroem as estratégias de ações profissionais. as condições objetivas e os recursos e dispositivos de ações dos atores em presença. e que vai permitir a construção de estratégias no tempo social. contribuindo para diminuir a desigualdade pressuposta nas relações institucionais. com as exigências do contexto econômico e outros. situacional é que chamamos o objeto da intervenção. conjuntural. Essa sobre posição entre sujeito e estrutura considerar-se a estrutura uma relação social. podem se estruturar em relações de forças no qual a Assistente Social pode atuar em vários papeis. individuas ou coletivas exigidas pelo o trabalho cotidiano.FORÇAS E MEDIAÇÕES • As articulações das mediações particulares. Esta perspectiva que esteve sempre implícita em nos nossos trabalho não descarta o papel ativo dos autores sociais nem as condições que atuam. • A relação entre os usuários e as instituições é complexa. inseridas nas relações de forças e que por sua vez. no mesmo tempo. Com essa relação estrutural. um deles é o de aliado dos dominados.

pois através de estratégias institucionais/relacionais. na qual a matéria-prima se dar do seu trabalho. não estabelece a especificidade profissional. próprias do próprio desenvolvimento das práticas do Serviço Social. segundo Netto. confronta-se com manifestações mais dramáticas dos processos da questão social no nível dos indivíduos sociais. A expressão questão social é tomada de forma muito genérica. contraditório colocá-la como objeto particular de uma profissão determinada. o Serviço Social”. contudo.A Questão Social • O Assistente Social convive cotidianamente com as mais amplas expressões da questão social. já que se refere a relações impossíveis de serem tratadas profissionalmente. Se falarmos. caracteriza. seria. que qualificar a questão social significa apreender o que compete ao Serviço Social no âmbito da questão social. por exemplo. • . por sua vez. minimamente. seja em sua vida individual ou coletiva. Podemos entender. definir como objeto profissional a questão social. Se forem as manifestações dessas contradições o objeto profissional. é preciso também qualificá-las para não colocar em pauta toda a heterogeneidade de situações que. definindo um espaço de atuação profissional. estaremos. embora seja usada para definir uma particularidade profissional. na sugestão de FALEIROS. Se for entendida como sendo as contradições do processo de acumulação capitalista. nas expressões sociais da questão social. justamente. Portanto.

FIM .