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Conceituando Urgências

Dra. Roberta Rigo Dalcin Coordenadora Geral SAMU 192 Região Metropolitana da Grande Vitória Coordenadora Estadual das Urgências

CONCEITUANDO AS URGÊNCIAS
 Conceito formal - CFM, Resolução 1451 de 10/03/95: Urgência: ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. Emergência: constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato.

CONCEITUANDO AS URGÊNCIAS - Aurélio
 Urgência e Emergência  Emergência: tudo que não existia ou estava encoberto e daí aparece, emerge – conceito de agudo, que não seria utilizado como usam os americanos;  Urgência: tudo que tem premência, que não pode esperar;

CONCEITUANDO AS URGÊNCIAS
Urgência e Emergência:  Para os usuários pode estar associada a uma ruptura imprevista do curso da vida, “o paciente não pode esperar”.  Para o médico: algo que tenho que fazer imediatamente para salvar a vida.  Para as instituições a urgência corresponde a uma perturbação de sua organização, que não pode ser prevista.

CONCEITUANDO AS URGÊNCIAS IMPERATIVO DA NECESSIDADE HUMANA AGUDAS URGENTES CRÍTICAS  NECESSIDADES .

recursos necessários para tratamento V = valor social que envolve o caso T = tempo para iniciar o tratamento .AVALIAÇÃO MULTIFATORIAL DO GRAU DE URGÊNCIA • U = G*A*V* T*      U = grau de urgência G = gravidade do caso A = atenção.

urgência de prioridade absoluta Nível 2 (amarela) .urgência de prioridade baixa Nível 4 (preta) .urgência de prioridade mínima .urgência de prioridade moderada Nível 3 (verde) .CLASSIFICAÇÃO DAS URGÊNCIAS EM NÍVEIS • • • • Nível 1 (vermelha) .

CLASSIFICAÇÃO DAS URGÊNCIAS EM NÍVEIS • • “Conceito de potencialidade” .

centro 15 samu .smur –Responder com meios médicos às situações de emergência –Escuta permanente –Resposta mais adequada –Recurso hospitalar –Capacitação e formação .APH MÓVEL ANTECEDENTES HISTÓRICOS Pré-hospitalar frances: 1986 .

SP SAMU de Campinas/RBCE – 1997 Resolução 1529/98.APH MÓVEL ANTECEDENTES HISTÓRICOS • • • • • Cooperação franco-brasileira no início da década de 90 SAMU de Porto Alegre/Rede 192 – 1995 SAMU do Vale do Ribeira . reconhece a regulação médica como ato médico. Revogada pela Resolução 1671/03 • Portaria MS 824/99 • Portaria MS 814/01 • Portaria MS 2048/01 .

APH MÓVEL: MODELOS MODELO AMERICANO PARAMÉDICOS MODELO FRANCÊS MEDICALIZADO .

cirúrgica.SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA – SAMU 192 Atendimento que procura chegar ao cidadão acometido por uma urgência de natureza clínica. quando necessário. transporte a um serviço de saúde hierarquizado e integrado ao sus. traumática. obstétrica ou psiquiátrica nos primeiros minutos após o agravo. • . prestando atendimento adequado no local e.

SAMU – 192 –SERVIÇO PÚBLICO DE AJUDA MÉDICA DE URGÊNCIA -24 HORAS POR DIA .

SAMU – 192 –ACIONAMENTO FÁCIL E GRATUITO PELO NÚMERO NACIONAL DE URGÊNCIAS MÉDICAS: 192 .

SAMU – 192 –ASSEGURAR ESCUTA MÉDICA QUALIFICADA PERMANENTE .

SAMU – 192 –GARANTIR ATENDIMENTO MÉDICO NO LOCAL E RETAGUARDA EM SERVIÇOS DE SAÚDE .

SAMU – 192 –RESPONDER A CHAMADOS DE QUALQUER NATUREZA. NO MENOR TEMPO POSSÍVEL .

SAMU – 192 –VIABILIZAR O TRANPORTE MAIS ADEQUADO PARA CADA TIPO DE AGRAVO OU SOLICITAÇÃO .

SAMU – 192 –ORGANIZAR O ACOLHIMENTO DO PACIENTE NO SERVIÇO RECEPTOR DEFINIDO .

SAMU – 192 –PLANOS DE ATENÇÃO PARA EVENTOS E/OU GRANDES AGLOMERADOS .

SAMU – 192 –COORDENAR O ATENDIMENTO DE CATÁSTROFES OU ACIDENTE COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS .

SAMU – 192 –PARTICIPAR DA FORMAÇÃO EM URGÊNCIA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE .

SAMU – 192 –ELABORAR E APLICAR CURSO DE PRIMEIROS SOCORROS PARA LEIGOS .

SAMU – 192 –ESTAR INTEGRADO COM OUTROS SAMU DA REGIÃO E COM AS OUTRAS CENTRAIS DE REGULAÇÃO .

Definição da Equipe: Perfil e Competências dos Profissionais envolvidos na Central de Regulação Médica de Urgência PORTARIA MS 2048 5 DE NOVEMBRO DE 2002 .

CRM • Competência Técnica – Julgar gravidade – Definir recursos necessários – Monitorar e orientar atendimento – Definir destino – Reconhecer o exercício da telemedicina – Definir e seguir protocolos – Registrar dados corretamente – Conhecer equipes – Submeter-se à capacitação.Médico Regulador • Habilitação . e programas de educação continuada – Seguir os preceitos do Código de Ética Médica .

Hierarquia pactuada – Regular as portas de Urgência – Acionar planos de atenção a desastres e coordenar o conjunto de atenção médica de urgência – Requisitar serviços públicos e privados em situações excepcionais – Exercer a autoridade de regulação pública de urgências sobre a atenção pré-hospitalar móvel privada encaminhando ao serviço público.Médico Regulador • Competência Gestora – Decidir a melhor resposta para cada caso – Decidir destino hospitalar não aceitando a inexistência de leitos vagos . – Ter acesso às demais centrais do Complexo Regulador .

Auxiliar de Regulação Médica Telefonista • Requisitos Gerais – – – – – – – Maior de idade Disposição pessoal par atividade Equilíbrio emocional e autocontrole Disposição para cumprir orientações Capacidade de manter sigilo Capacidade de trabalhar em equipe Disponibilidade para capacitação e re-certificação periódica .

Auxiliar de Regulação Médica Telefonista • Competências e Atribuições – – – – – – atender solicitações telefônicas da população. – obedecer aos protocolos de serviço. estabelecer contato radiofônico com ambulâncias estabelecer contato com hospitais e serviços de saúde anotar dados e preencher planilhas e formulários específicos do serviço. . – atender às determinações do médico regulador. anotar informações colhidas prestar informações gerais ao solicitante.

disposição pessoal para a atividade. capacidade de trabalhar em equipe. disponibilidade para a capacitação conforme Portaria 2048/GM . disposição para cumprir ações orientadas. equilíbrio emocional e autocontrole. disponibilidade para re-certificação periódica.Rádio-Operador • Requisitos Gerais – – – – – – – maior de dezoito anos.

Rádio-Operador • Competências – operar o sistema de radiocomunicação e telefonia nas Centrais de Regulação. – exercer o controle operacional da frota de veículos do sistema de atendimento pré-hospitalar móvel. – manter a equipe de regulação atualizada a respeito da situação operacional de cada veículo da frota. – conhecer a malha viária e as principais vias de acesso de todo o território abrangido pelo serviço de atendimento pré-hospitalar móvel. .

SAMU – 192 EQUIPES DE REGULAÇÃO •Médicos Reguladores •TARM •RO .

SAMU – 192 EQUIPES DE INTERVENÇÃO •Médicos Intervencionistas •Auxiliares e Técnicos de enfermagem •Enfermeiros •Motoristas .

Tripulações e outras características das ambulâncias: PORTARIA MS 2048 5 DE NOVEMBRO DE 2002 .Tipos de Veículos.

SAMU – 192 AMBULÂNCIAS DO SAMU •Ambulâncias: Tipo D – Ambulância de Suporte Avançado Tipo B – Ambulância de Suporte Básico .

AS CENTRAIS DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIAS PORTARIA MS 2657 DE 16 DE DEZEMBRO DE 2004 .

CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • • • • ÁREA FÍSICA 2 m² para cada trabalhador Acesso restrito Isolamento acústico. temperatura e iluminação adequadas • Sistema de telefonia • Sistema de radiocomunicação • Sistema de Gravação .

com espaço para a coordenação e a equipe de apoio do serviço .CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • DEMAIS DEPENDÊNCIAS • Sala de equipamentos: 4. • Área de conforto e alimentação para a equipe. • Banheiros contíguos ou próximos da sala de regulação.5 m². • Área administrativa.

CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • DEMAIS DEPENDÊNCIAS • Guarda de materiais e medicamentos controlados. . • Garagem para ambulâncias. conforme normatização técnica da ANVISA/MS. • Área para esterilização de materiais. conforme legislação em vigor.

. • Sinalização adequada nas saídas das ambulâncias. desinfecção de materiais e das ambulâncias. • Expurgo. limpeza.CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • DEMAIS DEPENDÊNCIAS • Área adequada para lavagem. • Refeitório e cozinha.

CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • BASES DESCENTRALIZADAS • • • • SAMU regionais Grande extensão territorial Tempo resposta Configuração mínima .

regionalizadas e hierarquizadas – Protocolos técnicos – Agendas de eventos – Relacionamento direto com central de vagas – Planos de Catástrofes – Normas e rotinas do serviço .CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • FERRAMENTAS DE REGULAÇÃO – Mapas de Município e região com localização de Serviços de Saúde – Listas de telefones – Grades pactuadas.

CENTRAL DE REGULAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA • NORMAS GERAIS – ACOLHIMENTO DO USUÁRIO – GARANTIA DE ACESSO – RESOLUTIVIDADE DE TODA DEMANDA .