Eunice Atsuko Totumi Cunha Farmacêutica- bioquímica do LACEN/MS

auxiliar no diagnóstico diferencial de outras doenças dermatoneurológicas. O polimorfismo da HS dificulta o diagnóstico de certeza. sua correta classificação e adequado tratamento. A OMS recomenda classificação operacional:     Paucibacilares (PB). sendo necessários vários critérios clínicos e laboratoriais. leprae no indivíduo é difícil. quando identificadas mais de 5 lesões. . o caso será classificado e tratado como MB.diagnosticar recidivas .   A hanseníase (HS) é uma doença insidiosa. que afeta inicialmente as terminações nervosas livres. A detecção do M. devido a ausência de um exame considerado padrão-ouro para seu diagnóstico. .  Exame laboratórial altera esta classificação: Se baciloscopia POSITIVA. Diagnóstico laboratorial da HS é relevante para : . na presença de até 5 lesões cutâneas Multibacilares (MB). independente do número de lesões.classificações dos casos diagnosticados para fins de tratamento(PB ou MB).

. . coloração.  Prática sobre coleta.Resultados dos treinamentos em serviço realizado em 2010 e 2011.laudo com IB (índice bacilar) e IM (índice morfológico).  Controle de qualidade dos corantes utilizando uma lamina controle sabidamente POSITIVA e contraprova com corantes levados pelos monitores. leitura . confecção de esfregaço.avaliação da confecção do esfregaço. .  . coloração.coleta supervisionada com treinandos.  Municípios treinados em 2010: 20 municípios  Municípios treinados em2011:19 municípios  Demonstração da técnica pelo monitor.fixação do material. leitura e liberação do laudo do exame .

Materiais básico Técnica simples .

Paciente já tratado Infiltrado BAAR positivo bacilos íntegros .

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Baciloscopia de ponto índice (orelha) = 4+ e de lesão (hansenoma) = 6+ .MHV .

Tratamento não suficiente? (12 doses. Reinfecção? Contato não avaliado . PQT-PB) T T 1. Resistência medicamentosa? 24 doses 1.G Bacilos tipicos (T) e granulosos (G) 1.

 Apresentar os resultados encontrados a partir do treinamento em serviço para diagnostico da hanseníase em Mato Grosso do Sul em 2010 e 2011 nos . .

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5 Casos com baciloscopia realizada durante treinamento Caso novos diagnosticados Casos novos diagnosticados com baciloscopia positiva Casos já tratados com indicação de retratamento Casos já tratados apresentando baciloscopia Positiva e bacilos integros 1 2 0 0 0 1 0 2 1 2 1 2 1 1 2 1 2 0 2 0 45. Sonora Anaurilândia Pedro Gomes Total 81 73 15 46 21 Coxim Atendimentos realizados 16 34 14 4 2 2 5 4 6 2 4 3 1 0 1 4 1 2 0 0 12 27 24 16 51 69 33 30 28 16 21 35 14 4 2 1 1 5 7 0 3 1 2 0 2 9 3 2 2 11 12 0 2 7 7 2 6 7 7 3 2 5 4 1 8 6 7 1 2 3 0 0 1 1 2 1 2 4 3 0 1 2 1 0 2 2 1 0 0 0 25 2 4 0 2 9 1 1 0 0 480 100. Andradina Aquidauana Taquarussu Sidrolãndia Bodoquena Bataiporã Anastácio Corumbá Ivinhema N. Sul Miranda Angélica Ladário Achados laboratoriais entre município.9 15.Camapuã/Figueirão Ribas do Rio Pardo Rio Verde de MT N. H.2 20.7 20 municípios treinados em 2010 % .0 16.

0 15.0 4 4 0 1 1 2 0 0 2 6 0 2 4 4 1 1 1 10 5 0 0 2 2 2 2 60 100.R. Coronel Sapucaia Ponta Porã Deodápolis Amambai Paranhos Vicentina Caarapó Tacuru Japorã Itaporã Total 49 9 16 4 Jatei % Atendimentos realizados Casos com baciloscopia realizada durante treinamento Caso novos diagnosticados Casos novos diagnosticados com baciloscopia positiva Casos já tratados com indicação de retratamento Casos já tratados apresentando baciloscopia Positiva e bacilos integros 17 20 3 77 50 11 7 11 20 10 31 19 17 14 2 2 1 0 6 4 1 1 1 6 4 0 2 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 4 3 1 2 1 2 0 1 4 6 0 1 2 2 0 0 3 2 0 1 3 3 0 0 2 1 1 1 1 13 6 19 16 424 100.Alvorada Sul Mundo Novo/Iguatemi Dourados/Douradina Glória de Dourados Fátima do Sul Aral Moreira Antonio João Sete Quedas Achados laboratoriais entre atendidos/município.0 190 municípios treinados em 2010 .Brilhante/N.0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 25.

9 19 19 5 4 2 1 19 18 18 16 8 3 1 1 16 2 95 95 25 20 10 5 95 90 90 80 40 15 5 5 80 10 . Mato Grosso do Sul. 2010 Municípios com técnicos treinados em serviço e/ou supervisionados Nº de pessoas atendidas e examinadas Baciloscopia realizada e com supervisão dos procedimentos Problemas relacionados à coleta de raspado intradérmico para BAAR Não coletavam material do hansenoma Não utilizam a pinça com proteção Faziam incisão mas não raspavam o derma Não coletavam material da lesão Não faziam incisão na pela Não faziam a isquemia com a pinça ou dedo Problemas relacionados a confecção do esfregaço Não secavam o excesso de linfa Problemas relacionados a técnica de coloração Utilizavam a chama sob a lâmina para aquecer os corantes Não deixavam a lâmina com os corantes o tempo suficiente Utilizavam alcool-ácido a 3% Problemas realcionados à qualidade dos corantes Não utilizavam a fucsina fornecida pela LACEN-MS Contraprova com corante dos monitores alterando resultado Negativa p/Positivo Corante com data de validade expirada Utilizavam fucsina acondicionada em frasco comum Problemas relacionados a leitura Não liberação do resultado com Indice Morfológico Microscópio de baixa qualidade Nº 20 480 81 % 100 480 16.Situação dos municípios com supervisão e treinamento em serviço nas ações de laboratório para diagnóstico da Hanseníase.

3%)  2011:28 (5.Total treinados todas as categorias profissionais  2010:312  2011:482  Total bioquímicos/biomédicos  2010:23 (7.8%)  Municípios sem participação do profissional do laboratório/2010 Coxim/Corumbá/Ladário Municípios sem participação do profissional do laboratório/2011 Fátima do Sul/Aral Moreira .

 A supervisão indireta feita pelo LACEN-MS (concordância do resultado) das lâminas coradas e lidas pelos laboratórios públicos/conveniados ... Não possibilita identificar falhas nas etapas da técnica B. Porém. validade dos corantes adquirido..   Medidas necessárias: Retomar o fornecimento do kit para coloração de BAAR para HS suspenso em final de 2009. Não possibilita avaliar a qualidade. manual repassado..      Limitações da supervisão indireta: A. . Treinamento anual oferecidos pelo LACEN-MS aos municípios – não possibilitava a identificação de todos os problemas identificados no treinamento em serviço..... Nenhum laboratório com supervisão direta fazia controle de qualidade dos corantes... Apesar da mudança da técnica. uso da técnica antiga.

Recurso da ONG DAHW / GT PCT/PCH/SES/MS e LACEN-MS. Permitiu treinar maior número de profissionais. Permitiu treinar quem colhe o material Todos os participantes do treinamento pensaram em HS.00).sem tratamento . Treinamento em serviço é de baixo custo Simplicidade da técnica (bioquímico que não faz não recebe diploma) Praticar em pacientes (outros cursos não permite esta prática). Resultados liberados atendendo as necessidades do PCH (IB e IM). O exame laboratorial mal feito descartou o diagnóstico (HS V). O laboratório diagnosticou casos virchovianos .            Custo que representa ao LACEN-MS (em torno de R$ 1. O laboratório confirmou doença em atividade (bacilos íntegros). .