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Este trabalho foi possível graças aos professores de Educação Física ( a quem desde já agradecemos) , que recolheram alguns dados biométricos junto dos alunos. Na realização deste trabalho tratamos o IMC dos alunos da Escola Secundária de Peniche. Pretendemos assim alertar para os problemas de baixo e excesso peso, que podem a longo prazo ter consequências graves para a saúde.

Número de dados observados: 202

IMC ou Índice de Massa Corporal calcula-se dividindo a altura pelo peso ao quadrado de uma pessoa. O IMC é uma das medidas que nos diz se estamos ou não com o peso recomendado.

Pesos e Alturas do alunos da Escola Secundária de Peniche 2 1,9 Altura (em metros) 1,8 1,7 1,6 1,5 1,4 1,3 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 peso (em kg)

Altura Mínimo Q1 Média Medidas de Localização moda Mediana Q3 Máximo Amplitude Medidas de Dispersão Amplitude inter-quartil Variância Desvio padrão 1,56 1,7 1,74 1,8 1,74 1,79 1,92 0,36 0,09 0,004 0,06

Peso 43,4 60 67,7 65 67,7 74,7 115 71,6 14,7 150,6 12,2

Perante este gráfico podemos afirmar que a maior parte dos alunos da Escola Secundária de Peniche têm entre 1,60 e 1,80m e que o seu peso varia entre os 50 e os 70kg.

Idades e IMCs dos alunos da Escola Secundária de Peniche 44 42 40 38 36 34 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 10 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 idade (em anos)

Baixo peso Peso normal Excesso de peso Obesidade

kg (por metro2)

Idade Mínimo Q1 Medidas de Localização Média moda Mediana Q3 Máximo Amplitude Medidas de Dispersão Amplitude interquartil Variância Desvio padrão 14 16 16,5 17 16,5 17 23 9 1 1,58 1,25

IMC 14,5 19,9 22,3 19,5 22,3 24,0 38,8 24,3 4,08 14,7 3,84

Após observação deste gráfico podemos constatar que a maioria dos alunos da Escola Secundária de Peniche estão no seu peso normal, no entanto existem alunos que estão a baixo ou acima do seu peso recomendado. As idades mais problemáticas são as de 15, 16 e 17 anos, onde se encontram o maior número dos alunos com problemas de peso, tanto acima como abaixo do peso dito normal. A maior parte destes alunos tem peso acima do recomendado. Isto pode ser grave pois o excesso de peso pode a longo prazo trazer vários problemas para a saúde de várias ordens como por exemplo cardiovasculares aumentando o risco de tromboses ou AVC’s.

As oito melhores formas de queimar calorias em 30 minutos:
1. Step ( 400 Cal.) 2. Bicicleta ( 250 a 500 Cal.) 3. Natação ( 400 Cal.) 4. Escalada ( 380 Cal.) 5. Correr ( 300 Cal.) 6. Remo ( 300 Cal.) 7. Esqui ( 330 Cal.) 8. Caminhada ( 180 Cal.)

Devemos ter determinados cuidados com a nossa alimentação, são eles:
1. Fazer de 5 a 6 refeições durante o dia, de 3 em 3 horas 2. Não ultrapassar mais de 4 horas sem comer 3. O ideal é que cada garfada seja mastigada umas 20 vezes, isso ajuda ao cérebro a receber a mensagem mais rápido da saciedade 4. Comer frutas, verduras e legumes TODOS OS DIAS 5. Preferir as frutas e verduras da época 6. Evitar os fritos em geral 7. Evitar bebidas alcoólicas e refrigerantes 8. Cuidado com a adição de sal nos alimentos

Com este trabalho podemos concluir que os alunos da ESP não têm grandes problemas de peso ou falta dele visto que a maior parte dos alunos se encontra dentro do peso recomendado. Contudo incluímos neste trabalho alguns hábitos saudáveis de alimentação e de exercício. Pois tanto o excesso de peso como e falta dele podem se graves problemas para a saúde, não só física mas também psicologicamente. É importante tentar-mos manter-nos dentro do peso recomendado a fim de evitar problemas graves de saúde.

Podemos comer de tudo mas com moderação!!!

Claro que estávamos a falar do cão

Este trabalho foi realizada nas aulas de Matemática, para analisar se as alunas da nossa escola têm um peso normal e para mostrar alguns conselhos para prevenir a obesidade. Agora analisamos os dados…

 

 

Idade
14 15 16,33 17 16 17 22 8 2 1,80 1,34

Peso
40 53 60 57 58 66 113 74 13 115 11

Mínimo Q1 Média Moda Mediana Q3 Máximo Amplitude Amplitude InterQuartil Variância Desvio-Padrão

Medidas de Localização

Medidas de Dispersão

Total de alunas observadas: 224

1,90

1,80

Altura (m)

1,70

1,60

1,50

1,40 30 35 40 45 50 55 60 65

Peso (kg)

70

75

80

85

90

95

100 105 110 115

Idades
14 anos 15 anos 16 anos 17anos

Baixo peso
Abaixo dos 17,1 Abaixo dos 17,5 Abaixo dos18,3 Abaixo dos 17,9

Normal
17,1-24,7

Sobrepeso Obeso
26,2-27,7 Acima de 26,2 Acima de 25,6 Acima de 26,8 Acima de 26,2

17,5-24,1

24,1 - 25,6

18,3-25,7

25,7 - 26,8

17,9 - 25,7

25,7 - 26,2

Idade

Abaixo de peso
Abaixo dos 19

Peso normal

Obesidad e leve

Acima dos 17

19 - 23,9 24 - 28,9

Obesidad Obesidad e e Grave Moderada ou mórbida 29 - 38,9 Acima dos 39

Altura
Mínimo Q1
1,46 1,58 1,63 1,70 1,63 1,68 1,80 0,34 16,41

IMC
19,92 22,50 20,80 21,66 24,12 41,01 24,60 4,20

Medidas de Localização

Média Moda Mediana Q3 Máximo Amplitude

Medidas de Dispersão

0,10 Amplitude Inter-Quartil

Variância DesvioPadrão

0,00 0,07

13,73 3,71

• IMC é a sigla para Índice de Massa Corporal. • O IMC é um cálculo que se baseia na estrutura e peso da pessoa. • É calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros),o resultado ajuda a saber se a pessoa tem um peso baixo, normal ou se pelo contrário tem peso a mais.

42,0 40,0 38,0 36,0 34,0 32,0 30,0 28,0 26,0 IMC (kg/m2) 24,0 22,0 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0
13
Baixo peso

14

15

16

Idade (anos)

17

18

19

20

21

22

23

Peso normal

Sobrepeso

Obesidade moderada

Obesidade grave

… concluímos que a maioria das alunas está a cima do peso normal, mas ainda há muitas com baixo peso e algumas com o peso normal.

• GORDURAS E ÓLEOS: Usa-os moderadamente porque é difícil retirar
algumas gorduras presentes naturalmente nos alimentos, evita banha, manteiga, creme de leite e maionese.

2. PROTEÍNAS: Peixes,

carnes, aves, feijões e ovos fornecem proteínas, vitaminas do grupo B, ferro e zinco. Para reduzir as gorduras, dá preferência às carnes magras, aves sem pele, peixes de água salgada, feijões ou outros legumes. Não consumas estes alimentos mais do que três vezes por semana. A sua função é energética e construtora. iogurte e queijo são fontes de proteínas, vitaminas e minerais e são a melhor fonte de cálcio. Têm uma função construtora.

3. LATICÍNIOS: Leite,

4. FRUTAS: São

excelentes fontes de vitamina A e C, ácido fólico e potássio, se consumidos quando possíveis, com casca, também fornecerão alto teor de fibras. Os sumos de frutas naturais não são indicados, por conterem grande quantidade de frutose, que é rapidamente absorvida.

5. VERDURAS E LEGUMES: Excelentes fontes

de vitaminas, minerais e fibras, as verduras e legumes também tem baixo teor de gordura. Consumir verduras e legumes de cores variadas, crus e cozidos. Têm função reguladora

6. PÃES, CEREAIS, ARROZ E MASSAS: São fontes de

carbonatos complexos, fibras e minerais fornecem a maior parte de calorias diárias. Têm uma função energético

Grupos Alimentares

Alimentos Recomendados
Pão Integral; Cereais integrais; Pão de mistura; Arroz e massas

Alimento a usar com Moderação

Alimentos a Evitar
Croissant; Brioche

Recomendados
Leite magro; Queijos magros; o% gordura: ex. queijo fresco; requeijão; Iogurte magro; Clara de Ovo;

com Moderação
Leite meio-gordo; Queijos com baixo teor de gordura (30% de gordura). Iogurte Meio Gordo; Ovos (2 por semana);

a Evitar
Leite gordo; Leite condensado; Natas; Queijos Gordos; Iogurtes Gordos;

Recomendados
Caldos; Sopas de Vegetais;

com Moderação

a Evitar
Sopas com natas;

Recomendados
Todos os peixes, incluindo gordos (retirar a pele);

com Moderação
Peixe frito nos óleos recomendados;

a Evitar
Ovas de peixe; Peixe frito em óleos não recomendados;

Recomendados
Ostras;

com Moderação
Lagosta; Lagostim; Mexilhão;

a Evitar
Camarão; Polvo; Lulas; Chocos;

Recomendados
Perú; Frango; Carne de Vitela; Carne de Caça; Coelho; Cabrito;

com Moderação
Carne de vaca magra; Borrego; frango; Fígado (2 vezes por mês)

a Evitar
Pato; Ganso; Todas as carnes com gordura visível; Salsichas; Salame; Pasteis de carne; Patés; Pele das aves;

Recomendados

com Moderação
Óleos poli saturados. ex.: girassol; milho; soja; Óleos mono insaturados. Ex. Azeite; óleo de amendoim; margarinas

a Evitar
Manteiga; Toucinho; Banha; Óleo de Palma; Margarinas duras; Gorduras hidrogenadas;

Recomendados
TODOS (frescos,ou congelados); Ênfase: Legumes, feijões secos; lentilhas; ervilhas; favas; milho doce; batatas cozidas; toda a fruta fresca desidratada; fruta enlatada sem calda de açúcar;

com Moderação
Batatas assadas, ou fritas nos óleos recomendados;

a Evitar
Batatas assadas, ou fritas; Vegetais, ou arroz fritos nos óleos não recomendados; Batatas fritas de pacote; Pickles;

Recomendados
Gelados à base de água (não de natas) e sumos; Gelatinas; Pudins com leite magro; Salada de fruta; Bolo de claras com açúcar.

com Moderação

a Evitar
Gelados de leite e natas; Pudins; Cremes e molhos à base de natas, ou manteiga;

Recomendados
Chá; Café de Saco, ou instantâneo; Água; Bebidas não calóricas; Sumos de fruta natural sem açúcar;

com Moderação
Bebidas alcoólicas; Bebidas com chocolate, de baixo teor de gordura;

a Evitar
Bebidas com chocolate; Café expresso; Refrigerantes.

• O exercício físico é a actividade física recreativa, que se realiza em momentos de lazer ou de tempo livre. É também a acção ou série de acções corporais com o fim de desenvolver a aptidão física, prescritas para prática regular ou repetida como meio de ganhar força, destreza, agilidade ou competência geral em algum campo de actividade, habilidades motoras. • Todo exercício físico deve ser sempre realizado sob a orientação de um profissional ou centro desportivo qualificado, pois a prática de desportos somente nos permite atingir os objectivos esperados quando é devidamente orientada.

Por isso não te esqueças:

- Pratica exercício físico pelo menos 3 vezes por semana.

• Informações: • - www.pensemagro.com.br/aquee.asp • Imagens: • - www.google.com

10ºCPA
Elisabete Semedo Nº10

Vanessa Santana Nº19

Trabalho realizado por: -Ana Barata, nº3 - Vera Pata, nº20 -Diogo Santos, nº 21

Introdução:
Com este trabalho pretendemos fazer um retrato sobre a informação física dos alunos da nossa Escola. Para isso analisamos os dados de IMC, peso e altura. Este trabalho contem também alguns conselhos que podes fazer para teres uma alimentação saudável.

Peso e altura dos alunos da Escola Sencundária de Peniche
2,00 1,90 1,80 1,70 1,60 1,50 1,40 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120

Altura (m)

Peso (kg)

Medidas Descritivas
 

Medidas de localização

Medidas de descrição

  Peso Altura Mínimo 43,4 1,56 Q1 60 1,7 Média 67,77586 1,74163 Moda 65 1,8 Mediana 65,7 1,74 Q3 74,75 1,79 Máximo 115 1,92 Amplitude 71,6 0,36 Interquartil 14,75 0,09 Variância 150,6274 0,0044127 Desvio Padrão 12,27303 0,0664281 Número de Alunos Observados: 204

Análise dos dados (Altura/Peso):

• Concluímos que a altura mais concentrada na nossa escola e de 1,60m a 1,80m, e que o peso é dos 60kg aos 70kg.

IMC na adolescência
• Definição de IMC: O índice de massa corporal (IMC) é uma fórmula que indica se uma pessoa está acima do peso, se está obeso ou a baixo do peso ideal considerado saudável. • Fórmula de IMC: IMC = Peso/(altura)2 • Pontos fracos do IMC: • Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem ter um IMC alto e não serem gordas. • O IMC não é aplicável para crianças. • Existem diferenças racionais e étnicas sobre o IMC ,por exemplo, a Organização Mundial de Saúde concluiu que pessoas de origem asiática poderiam ser consideradas acima do peso com um IMC de apenas

Tabela de IMC’S para adolescentes
Idade 13 anos 14 anos 15 anos 16 anos 17 anos Sexo Baixo peso Normal Sobrep Obeso eso
16,4 22,2 17,0 23,1 17,5 23,4 18,5 24,8 18,4 24,9 22,2 24,0 23,1 24,2 23,4 24,1 24,8 25,9 24,9 26,1

Masculi Abaixo de 16,4 no Masculi Abaixo de 17,0 no Masculi Abaixo de 17,5 no Masculi Abaixo de 18,5 no Masculi Abaixo de 18,4 no

Acima de 24,0 Acima de 24,2 Acima de 24,1 Acima de 25,9 Acima de 26,1

Idade

Sexo

Abaix Peso Obesi o peso Norma dade l Leve
20,024,9 25,029,9

Obesi Obeso dade Moder ada
30,039,9 Acima de 40,0

Acima Mascu Abaixo de 20,0 dos 17 lino anos

Idades e IMC'S dos alunos da Es cola S ecundária de Peniche
40,0 38,0 36,0 34,0 32,0 30,0 28,0 26,0 24,0 22,0 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 13 14 15 16 17 18 19 20 21

IMC (kg/m2)

Idade (anos )

Legenda: __ Baixo peso __ Peso normal __ Sobrepeso __ Obeso

Medidas Descritivas
Idade IMC Mínimo 14 14,5 Q1 16 19,9 Média 16,59113 22,3 Medidas de Moda 17 19,568236 localização Mediana 17 21,6 Q3 17 24,01504 Máximo 23 38,8 Amplitude 9 24,3 Interquartil 1 4,1 Medidas de Variância 1,599327 14,76739 descrição Desvio Padrão 1,264645 3,8428362 Número de Alunos Observados: 204

Análise de dados (IMC e idade):

• Concluímos que na nossa Escola a faixa etária mais preocupante a nível de excesso de peso é entre os 16 e 17 anos. • E a faixa etária mais preocupante a nível de baixo peso é os 15 anos e os 17 anos.

Conselhos para controlo do peso:
Devemos limita-los quer as que vem nos alimentos quer as que são gordurosas por natureza Fornecem a energia e o cálcio Abundante s em proteínas equilibrada s São os alimentos mais importantes para o abastecimento

Função Reguladora ( limpam o nosso organismo)

Contribui com mais de metade do peso do corpo eé indispensável para a difusão e transporte de

• Utilizar alimentos de qualidade (limpos e frescos); • Tomar sempre o pequeno almoço; • Incluir nas refeições alimentos de todos os sectores da roda dos alimentos, nas proporções por ela sugeridas; • Variar o mais possível de alimentos; • Não passar mais de três horas e meia sem comer; • Evitar alimentos com muito sal; • Evitar alimentos açucarados (bolos, rebuçados, refrigerantes, etc.); • Evitar os fritos ou ementas com muita gordura; • Consumir diariamente leite ou derivados;

• Comer peixe pelo menos quatro vezes por semana; • Evitar consumir bebidas alcoólicas antes da idade adulta; • Beber líquidos em abundância (água simples, limonada ou refrescos sem açúcar e infusões de ervas); • Comer com calma, mastigando correctamente os alimentos; • Ingestão adequada e bem distribuição de água; • Alimentação em intervalos regulares;

Conclusão:
• Com este trabalho concluímos que na nossa escola existem muitos jovens com peso acima do normal e peso abaixo do normal. São poucos os alunos que têm um peso adequado à sua idade.

MACS

Escola Secundária de Peniche

Disciplina: Matemática Aplicada às Ciências Sociais Professor: Hugo Filipe V.S. Pereira

Teoria Matemática das Eleições
A eleição é um processo democrático de resolução de conflitos que surgem entre os elementos integrantes de um determinado grupo. Actualmente, vivemos numa sociedade regida por uma democracia representativa, na medida em que, os cidadãos não interferem directamente, nas opções políticas do país, porém, são “chamados” a escolher os seus representantes através do direito de voto.

Sistemas de Votação:
• • • • Maioritário: Maioria Simples/Maioria Absoluta; Por Ordem de Preferência ou Preferencial; Proporcional; Aprovação.

Sistema Maioritário: Maioria Simples
Algoritmo:
Neste sistema eleitoral, será eleito o candidato que obtiver o maior número de votos. Esta metodologia de eleição é utilizada na escolha do presidente da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal.

Exemplo:
O professor de macs da turma CH1 do 12º ano organizou uma visita de estudo à Feira Internacional de Chocolate, em Óbidos. O docente decidiu propor três datas, para a realização da actividade, e as alunas teriam de escolher a que mais lhes convinha. As datas apresentadas foram: 17, 19 e 20 de Fevereiro.

Data:

Votos:

Percentagem:

17 de Fevereiro

2

≈ 28,5%

19 de Fevereiro

3

≈ 42,9%

20 de Fevereiro

2

≈ 28,5%

Utilizando o sistema maioritário (maioria simples), concluímos que a visita de estudo realizar – se – á no dia 19 de Fevereiro.

Sistema Maioritário: Maioria Absoluta
Algoritmo:
Será eleito o candidato que obtiver, no mínimo, metade dos votos mais um, validamente expressos; não serão contabilizados nem os votos em branco, nem as abstenções. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos, deverá proceder-se a um segundo sufrágio, no qual: • • Ou concorrem somente os dois candidatos mais votados e é eleito vencedor o que obtiver mais votos (este sistema é utilizado para a eleição do Presidente da República de Portugal); Ou concorrem, novamente, todos os candidatos, sendo o vencedor eleito por maioria simples.

Exemplo:
Amanhã é o aniversário da Cristiana! Para comemorar, a Cristiana decidiu organizar um jantar e convidou a turma de macs (incluindo o professor). A Cristiana seleccionou três restaurantes (“17”®, “A Flôr da Madeira”® e “A Tasca da Ronalda”®) e propôs uma eleição, entre a turma, para decidir o escolhido.

Restaurante:
"A

Votos:

Percentagem:

Tasca da Ronalda“®

3

≈ 43%

"A Flôr da Madeira“® "17“®

3 1

≈ 43% ≈ 14%

Devido ao facto de nenhum dos restaurantes propostos ter obtido maioria absoluta, teremos de proceder a uma nova eleição, na qual integrarão apenas os dois restaurantes mais votados:

Restaurante:

Votos:

Percentagem:

"A Tasca da Ronalda“®

4

≈ 57%

"A Flôr da Madeira“®

3

≈ 43%

Utilizando o sistema maioritário (maioria absoluta) concluímos que o jantar de aniversário da Cristiana realizar – se – á na “Tasca da Ronalda”®.

Paradoxo de Voto ou de Condorcet
Concorcet
Marie Jean Antoine Nicolas Caritat [1743 – 1794], mais conhecido por marquês de Condorcet, foi cientista, político e matemático francês. Destacou-se na área das ciências exactas e integrou a Academia de Ciências em 1769. É importante frisar que, poderia ter ocorrido um empate (se o número de votantes fosse par, o que não aconteceu no exemplo enunciado), entre as opções propostas. Condorcet demonstrou, no século XVIII, que a regra da maioria pode conduzir à ocorrência de um paradoxo (empate) denominado por Paradoxo de voto ou Paradoxo de Condorcet.

Sistema por Ordem de Preferência ou Preferencial
Jean Charles de Borda
Jean Charles de Borda [1733 – 1794] foi engenheiro militar, matemático, professor e astrónomo. Frequentou a Academia de Ciências de Paris. Em 1770, formulou o sistema de votação que ficara designado como Contagem de Borda.

Algoritmo:
Cada eleitor ordena de forma decrescente a sua preferência, em relação a todos os candidatos, no mesmo boletim de voto. Depois procede-se à contagem de Borda: atribuem-se pontos aos candidatos de acordo com a ordem de preferência; isto é, a última preferência obterá apenas um ponto; a penúltima dois; a antepenúltima obterá três pontos; e assim sucessivamente. Por fim, multiplicam-se o número de pontos obtidos em determinado “degrau” preferencial, pelo número de vezes que determinada preferência se encontra nesse mesmo “degrau”; logo de seguida, somam-se os resultados encontrados.

Exemplo: Todas as alunas do 12ºCH1 obtiveram uma nota superior a 16 no Exame Nacional de MACS! Para comemorar o glorioso feito, decidiram realizar uma viagem de fim de ano lectivo. A Nádia e a Joana ficaram responsáveis pela organização da viagem e propuseram os seguintes destinos: Aveiro (A); Vila Nova de Milfontes (V); Berlengas (B) e Figueira da Foz (F). Realizou-se uma eleição e os resultados foram os seguintes:

Ordem de Preferência: Ana
(4 pontos) (3 pontos) (2 pontos)

Votantes:
Cristiana V A B F Cristina A V B F Helena B V A F Joana F V A B Maria B A V F Nádia F A B V

1º 2º 3º 4º

A V B F

(1 ponto)

Destino:
Aveiro Vila Nova de Milfontes

Contagem:
2x4 +3x3 +2x2 +0x1

Total:
21

1x4 +4x3 +1x2 +1x1

19

Berlengas

2x4 +0x3 +4x2 +1x1

17

Figueira da Foz

2x4 +0x3 +0x2 +5x1

13

Apesar de Aveiro, Berlengas e Figueira da Foz terem obtido todos dois votos como primeira preferência, depois da contagem, conclui-se que, o destino da viagem de final de ano lectivo será Aveiro.

Sistema Proporcional
Victor D’Hondt
Victor D'Hondt (1841 — 1901) foi advogado, professor de Direito Civil e de Direito Fiscal na Universidade de Gante. Adquiriu alguma notoriedade, em 1878, com a publicação de um método proporcional de distribuição de mandatos em órgãos escolares, hoje conhecido como o Método D'Hondt.

Este sistema eleitoral caracteriza-se pelo facto de ser uma representação proporcional, pois o número de candidatos, de cada lista, eleitos é calculado tendo em atenção o número de votos que essa mesma lista obteve. O Método de Hondt é utilizado, em Portugal, para eleger o número de deputados representantes de cada partido na Assembleia da República, nas Autarquias Locais e no Parlamento Europeu.

Algoritmo:
• • 1º Passo Obtêm-se, separadamente, o número de votos angariados por cada lista no respectivo círculo eleitoral. 2º Passo O número de votos obtidos por cada lista é sequencialmente dividido pelo número de deputados a eleger por esse mesmo círculo eleitoral (1,2,3,4,5,6… n). 3º Passo Organizam-se os quocientes obtidos por ordem decrescente, até que o número de quocientes seja o mesmo que o número de deputados a eleger. 4º Passo Os mandatos são atribuídos às listas que apuraram os quocientes mais elevados da sequência. Todavia, se faltar um mandato para distribuir e os quocientes da sequência forem iguais, porém, de listas diferentes; o mandato será facultado à lista que tiver obtido menos votos.

Exemplo:
Temos nove mandatos para distribuir num certo círculo eleitoral. A lista das “Dears” obteve 12 000 votos; a lista das “Fofas” obteve 10 000; a lista “JôCris” angariou 6 500 votos e a lista “Nádia/Stôr” angariou 1 000 votos:

Listas: Divisores:
"Dears" 1 12 000 (1º) 2 6 000 (4º) 3 4 000 (6º) 4 3 000 (9º) "Fofas" 10 000 (2º) 5 000 (5º) 3 333 (7º) 2 500 "JôCris" 6 500 (3º) 3 250 (8º) 2 167 812,5 "Nádia/Stôr" 1 000 500 250 125

Para descobrir o último divisor deve-se dividir o número de votos obtidos, pela lista mais votada, pelo número total de eleitores: 12 000: 29 500 = 0,41
(votos obtidos pela lista das “Dears”) : (número total de eleitores)

Depois, através da metodologia tentativa – erro, escolhe-se um número e, este é dividido pelo número total de mandatos a atribuir:
(Número seleccionado, utilizando a metodologia tentativa – erro) : (número total de mandatos a atribuir)

4:9= 0,44

O resultado da segunda operação nunca pode ser inferior ao da primeira, logo, ao comparar os dois resultados, conclui-se que o último divisor será quatro (porque 0,44 é superior a 0,41).

Conclusão:
• • • • A lista das “Dears” obteve o 1º; o 4º e o 7º mandato. A lista das “Fofas” obteve o 2º; o 5º e o 8º mandato. A lista das “JôCris” obteve o 3º; o 6º e o 9º mandato. A lista dos “Nádia/Stôr” não obteve qualquer mandato.

Verificou-se que as listas com um maior número de votos receberam mais mandatos do que as listas menos votadas. Conclui-se, então, que este sistema eleitoral favorece as listas mais populares.

Sistema de Aprovação
Algoritmo:
Neste sistema é permito, ao eleitor, votar no número de candidatos que quiser. Depois da eleição, contabilizam-se os votos de cada candidato e, o que obtiver um maior número de votos é eleito vencedor. Este método é utilizado pelas Nações Unidas aquando da escolha do seu Secretário – Geral.

Exemplo:
As alunas do 12ºCH1 e o respectivo professor de macs decidiram organizar uma festa. Foi realizada uma eleição para definir qual seria a temática da festa. As opções eram: “Festa Árabe”; “Festa Africana”; “Festa Chinesa” e “Festa Esquimó”.

• • • •

A Helena e a Joana votaram “Festa Árabe” e “Festa Africana”. A Nádia votou “Festa Chinesa” e “Festa Árabe”. O professor votou “Festa Esquimó” e “Festa Árabe”. A Ana; a Maria; a Cristiana; e a Cristina votaram “Festa Árabe”, “Festa Esquimó” e “Festa Africana”.

Temática da Festa:
Africana Árabe Chinesa Esquimó

Contagem:
2+4=6 2+1+1+4=8 1 1+4=5

Utilizando o sistema de aprovação, irá realizar-se a “Festa Árabe”. Conclui-se, também, que este método eleitoral é muito prático; propicia a adesão ao voto e confere uma maior flexibilidade de voto. Para além disso, confere às opções menos votadas o seu valor

Teorema de Arrow
Kennet Arrow
Kennet Arrow (1921 - …) formou-se em 1947, na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. Em 1972, ganhou o Prémio Nobel da Economia. Dedicou-se ao desenvolvimento do complexo conceito de função de bem-estar social, explicando as suas características.

Pode-se afirmar que os resultados de determinada eleição podem variar de acordo com o método eleitoral utilizado; ou seja, a métodos eleitorais diferentes correspondem resultados diferentes. Arrow definiu as condições necessárias ás quais um método eleitoral deveria obedecer para que fosse considerado totalmente democrático. “ As condições são as seguintes:

Domínio não restringido ou universalidade: a função da selecção social deveria criar uma ordem completa por cada possível conjunto de ordens de preferência individuais (o resultado do voto deveria poder ordenar entre si todas as preferências e o mecanismo de votação deveria poder processar todos os conjuntos possíveis de preferências dos votantes);

Não-imposição ou soberania do cidadão: cada ordem de preferência da sociedade deve ser realizável por algum conjunto de ordens de preferência individuais. (Cada resultado deve ser realizável de forma alguma);

Ausência de ditadura: a função de selecção social não deveria limitarse a seguir a ordem de preferência de um único indivíduo ignorando os demais;

Associação positiva dos valores individuais e sociais ou monotonia: se um indivíduo modifica a sua ordem de preferência ao promover uma certa opção, a ordem de preferência da sociedade deve responder promovendo essa mesma opção ou, no mais alto grau, sem trocá-la, mas nunca degradando-a. (Um indivíduo não deveria prejudicar um candidato ao promovê-lo);

Independência das alternativas irrelevantes: se restringimos a nossa atenção a um subconjunto de opções e lhes aplicamos a função de selecção social apenas a elas, então o resultado deveria ser compatível com o correspondente para o conjunto de total de opções. As mudanças na forma como um indivíduo ordena as alternativas "irrelevantes" (isto é, as que não pertencem ao subconjunto) não deveriam ter impacto no ordenamento que torne a sociedade do subconjunto "relevante".”
Fonte: http://doc.jurispro.net/articles.php?lng=pt&pg=5043

Arrow concluiu que, nenhum sistema eleitoral respeita as cinco condições, logo nenhum dos sistemas abordado é totalmente democrático.

Conclusão
Concluímos, deste modo, que todos os métodos eleitorais são muito importantes, pois fomentam o surgimento de normas sociais que propiciam e valorizam a formação cívica dos indivíduos e a consequente autonomia da sua razão, algo que em termos práticos contribui para a evolução democrática da Nação. Todas as Nações devem ter o direito à autodeterminação e cada indivíduo deverá usufruir da liberdade, pois esta promove o desenvolvimento intelectual dos cidadãos, sendo isto um factor fulcral para que as pessoas tomem autonomamente as suas opções. Os cidadãos não devem permitir que outros exerçam, por si, o direito ao voto, porque isto, em termos práticos, conduz à usurpação da liberdade individual, e, consequentemente, ao condicionamento do saudável desenvolvimento da mente.

Fontes e Bibliografia
Bibliografia Geral:
• • NEVES, Maria Augusta Ferreira; ROCHA, Ana Mafalda, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 10º ano, Porto, Porto Editora, 2004. BRANCO Isabel; LONGO Elisabete, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 10ºano, 1º Ed. Lisboa, Texto Editores, 2004.

Endereços de Internet:
• • • • • • • • http://doc.jurispro.net/articles.php?lng=pt&pg=5043 http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_impossibilidade_de_Arrow http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_impossibilidade_de_Arrow http://fr.wikipedia.org/wiki/Nicolas_de_Condorcet http://pt.wikipedia.org/wiki/Victor_D'Hondt http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Charles_de_Borda http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JeanChaB.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Charles_de_Borda

Trabalho Elaborado por:

• Cristiana Mesquita • Helena Guilherme

Escola Secundária de Peniche Disciplina: Matemática aplicada às Ciências sociais Prof.: Hugo Pereira

Métodos De apoio à decisão Teoria da partilha equilibrada

Ano lectivo: 2007/2008

Métodos de partilha
Como distribuir os bens? A necessidade de fazer este tipo de escolhas deriva, entre outras coisas, do facto de os nossos dois ideais políticos– a liberdade e a equidade – serem, na sua forma original incompatíveis. A liberdade total tem por resultado a equidade obrigatória, e a equidade obrigatória leva à redução da liberdade.

“Se não consegues fazer o milagre da multiplicação então faz o da divisão...”.
A solução está na teoria da partilha equilibrada, esta fornecenos métodos para a resolução de problemas de divisão de bens, de forma justa, ou seja, de modo a que todas as pessoas sintam que obtiveram uma parte justa e imparcial dos bens.

“Dividir é necessário...”

Princípios gerais de partilha:
• Pessoas diferentes podem atribuir diferentes valores ao mesmo objecto; • Para dividir algo justamente, cada pessoa deve obter uma porção que julgue justa; • O valor que uma pessoa atribui a um objecto pode envolver outras coisas além do próprio objecto; • Os objectos podem não ser divididos em N partes iguais desde que os jogadores achem justo.

Conceitos: • Partilha - é o processo pelo qual se repartem, de igual

modo, objectos indivisíveis ou não, por sujeitos com direito a partes iguais.

• Jogadores: São designados assim todos os
intervenientes da partilha;

Os problemas da partilha equilibrada podem dividir-se em três classes: › Partilhas no caso contínuo: o conjunto a dividir é formado por objectos divisíveis, por exemplo bolos, pizzas, lasanhas, fruta; › Partilhas no caso discreto: o conjunto a dividir é formado por objectos indivisíveis, por exemplo animais, carros, casas, barcos, lugares num parlamento, nações … › Partilhas no caso misto: o conjunto a dividir é

Métodos Contínuos
Hugo Steinhaus (1887-1972)
• Matemático polaco; • “pai” da teoria matemática de partilhas; • Fundou o jornal “Studia Mathematica” com Banach; • Provou que em qualquer situação e para qualquer número de jogadores, é possível efectuar uma divisão livre de inveja. • Porém não consegue descobrir um procedimento que sustente o resultado da sua descoberta; Algoritmos da divisão de steinhaus: • Divisor único; • Seleccionador único;

• 1 dos jogadores é escolhido aleatoriamente para ser o divisor; • Os restantes são seleccionadores. • O objectivo é dividir um conjunto S em n partes distintas que sejam consideradas justas pelos jogadores. • Este método pressupõe a passagem por três passos (pressupondo apenas 3 jogadores): › Divisão - O divisor, divide os bens em três partes. De modo a que qualquer uma delas lhe interesse. › Votação – Os seleccionadores votam nas partes que acham mais justas, podendo votar em mais do que uma.

Método do Divisor Único

• Atribuição das parcelas : 1. Os seleccionadores votam em parcelas diferentes, cada um fica com uma e o divisor fica com a que resta; 2. Os seleccionadores votam ambos na mesma parcela, mas um deles também vota noutra, o seleccionador que votou em duas fica com a que foi o único votante e o divisor fica com a que resta; 3. Os seleccionadores votam apenas numa parcela , a mesma. O divisor escolhe uma das outras duas, a parte que sobrou e a parte que ambos consideram justa é unida, um dos dois volta a dividi-la e o outro escolhe;

Exemplo:
• A Lena, a Cristiana e a Maria compraram uma pizza. Aleatoriamente a Cristiana foi escolhida para ser o divisor. A Lena e a Maria são seleccionadores. 1. A Cristiana divide a Pizza em Três partes que considera justas; 2. A Lena vota na p1, a Maria vota na p3. 3. A Lena fica com a p1, a Maria com a p3 e a Cristiana com a p2.

Seleccionador único
• Para simplificar abordaremos este método com o caso de três jogadores. • Temos dois divisores e um seleccionador (sendo este escolhido aleatoriamente). • O processo baseia-se em três passos fundamentais: › Primeira divisão - Os dois divisores dividem S em duas partes justas usando o método do divisorseleccionador. Cada divisor considera que a sua parte vale pelo menos metade do total. › Segunda divisão - Cada um dos divisores divide a sua parte em três porções justas; › Selecção - O seleccionador escolhe uma das três porções de cada divisor. Cada um dos jogadores fica com duas porções.

Exemplo:
• A avó da Joana faz-lhe uma tarte de morango. Ela vai ter com a Cristina e com a Lena e decide dividir a tarte com elas. A Joana e a Cristina são escolhidas aleatóriamente para serem divisores, a Lena fica seleccionador; 1. A Joana e a Cristina dividem a tarte em duas partes justas usando o método do divisorseleccionador. 2. Cada uma das duas divide a sua metade em três fatias justas; 3. A Lena escolhe uma fatia de cada uma delas. Cada uma fica com duas fatias da tarte

Stefan Banach (1892-1945)
• Matemático polaco; • Escreveu maioritariamente sobre Aritmética, Geometria e Álgebra; • Juntamente com Steinhaus fundou a revista “ Studia Mathematica”

Algoritmo da divisão de Banach e Knaster: • Último a diminuir;

Método do último a diminuir
• • • Neste método qualquer jogador é simultaneamente divisor e seleccionador. A sua aplicação será exemplificada na seguinte situação: Um grupo de amigos ( Ana, Bruno, Carla, David, Elsa) querem dividir um chocolate. Este método pressupõe seis passos: 1. aleatoriamente é atribuída uma ordem para jogar (Ana, Bruno, Carla, David e Elsa) 2. A Ana escolhe uma parte do chocolate que pensa corresponder a um quinto do mesmo. 3. De seguida joga o Bruno, este pode tomar duas posições: › Acha que a Ana escolheu mesmo um quinto do chocolate, ou menos, e passa a vez de jogar à Carla; › Acha que é mais do que um quinto do Chocolate, retira-lhe um pedaço e passa a vez de jogar à Carla.

4. A Carla joga depois do Bruno analisando a parte escolhida pela Ana e segue o mesmo procedimento do Bruno. O David e a Elsa jogam a seguir e fazem o mesmo. 5. Depois de todos terem passado (não fazendo nada ) ou jogando ( tirando um pedaço da parte em análise) , isto é, depois da 1ªa volta, o último jogador a ter diminuído a parte do chocolate escolhida inicialmente pela Ana, fica com essa parte e retira-se do jogo. 6. O processo repete-se novamente (com menos um jogador). O processo volta a repetir-se até ficarem com 2 jogadores, aí um divide ao meio e o outro escolhe uma das partes.

Steve Brams (1940-…)
• Matemático;

• Professor de política na universidade de Nova Iorque; • Prova que é possível arranjar um esquema de divisão equilibrada que satisfaça todos os participantes. Prova o seu esquema para três jogadores;

Alan Taylor (1947-…)
•Matemático; •É professor no Union College em Nova Iorque; •Prova que é possível arranjar um esquema de divisão equilibrada que satisfaça todos os participantes. Prova o seu esquema para qualquer número de jogadores; •Descobre o primeiro procedimento para a divisão livre de inveja. Algoritmo de Taylor e Brams: • Divisão livre de inveja;

Método Livre de inveja
• Este método consiste em dividir o bem em questão por uma parcela a mais que o número de intervenientes. • Considerando o processo com quatro jogadores: › Este processo divide-se em 8 fases: 1. É escolhido aleatoriamente um divisor e e a ordem de jogada dos restantes intervenientes. 2. O divisor divide o bem em questão em 5 parcelas que julga iguais, e passa a vez ao 1º interveniente. 3. O 1º interveniente apara, no máximo 2 das 5 divididas e passa a vez ao 2º interveniente. 4. O 2º interveniente apara no máximo, uma das cinco parcelas de modo a que considera haver pelo menos duas parcelas iguais ( pode até aparar uma das parcelas já aparadas pelo 1º interveniente). Retira as aparas e passa a vez ao 3º interveniente.

5. O 3º interveniente escolhe de entre as 5 uma das parcelas que julga ser a maior ( pode ser uma que já tenha sido aparada). 6. O 2º interveniente escolhe a seguir, das quatro parcelas restantes, a que julga ser maior. No entanto se a parcela que ele aparou ainda lá estiver, terá de a escolher. 7.O 3º interveniente escolhe depois. Retira a parcela que julga ser a maior das 3 que sobram, com a condição de que se a parcela que aparou ainda lá estiver terá de a escolher. 8.Por último o divisor escolhe uma das duas parcelas restantes.

• Atribuem-se valores monetários aos objectos, estes são divididos em partes justas; • cada individuo terá que despender ou receber dinheiro. • A parte justa calcula-se através da razão entre a soma das suas licitações e o número de jogadores. • Processa-se em 4 fases: 1. Licitação: › Etapa em que cada individuo atribui um valor monetário a cada objecto. 2. Distribuição: › Cada objecto ficará com o jogador que lhe atribui mais valor. 3. Pagamento: › Os indivíduos tem de pagar/receber dinheiro consoante a sua proposta for superior/inferior a sua parte justa. 4. Excesso: › Divide-se o dinheiro em excesso de modo a que cada jogador receba o mesmo;

Métodos mistos Método das Licitações Secretas

Para que este método seja honesto terão de se verificar as seguintes condições:
● cada individuo deve fazer a sua própria licitação sem conhecer a proposta dos restantes ● cada individuo deve ter dinheiro suficiente para as suas licitações; ● cada individuo deve aceitar dinheiro em substituição do objecto.

Exemplo:

A Joana e o Manuel encontram-se em processo de divórcio, tendo de efectuar separação dos bens comuns. Os bens comuns são: •1 casa •2 automóveis; •1lote de terreno; •3televisores; •2 pc’s;

• Cada um fez a valorização dos bens da seguinte forma:
Casa 1ºcarro 2ºcarro Lote terreno 3 tv’s 2 pc’s Total Valor que esperam receber (1/2) Já receberam Manuel 250000€ 30000 € 17000 € 80000 € 1500 € 500 € 929000 € 464500 € 30000 €+1500 € =31500€ Joana 320000 € 25000 € 17500 € 100000 € 700 € 750 € 1013950 € 506975 € 438250 €

• O Manuel tem que receber (46400€-31500 €) 433000 €; • A Joana tem que receber (506975 €-438250 €) 68725 €;

Divisão proporcional
Conceitos: Divisor padrão (D.P.): é o quociente entre o total da população e o total de lugares ou objectos a atribuir.
Total da D.P. = ___________________ população Nº de lugares

Quota padrão (Q.P) : è o número de lugares a que cada Estado teria direito se pudesse receber um número não inteiro de lugares
D.P.

População do Estado Q.P = __________________

Arredonda por excesso Quota Arredonda por defeito

Quota Superior Quota Inferior

Método de quota: Atribui sempre a cada estado um número de lugares igual à quota superior ou à quota inferior. Quando isso não acontece o método em questão viola a regra da quota

Possíveis falhas nos métodosquando um aumento 1. O Paradoxo de Alabama acontece

no número total de lugares, força um Estado a perder um dos seus lugares. 2. O Paradoxo da População acontece quando um Estado X perde lugares para o Estado Y, mesmo que a população de X tenha crescido muito mais do que a de Y. 3. O Paradoxo dos Novos Estados acontece quando a adição de um novo Estado, com a sua quota de lugares, pode afectar a divisão de lugares dos outros estados. 4. Violação da regra da Quota acontece quando um método de partilha não atribui sempre a cada Estado um número de lugares igual à quota superior ou à quota inferior (sempre que é necessário calcular um divisor modificado).

Método de Hamilton
Alexander Hamilton (17551804) • Foi o 1º Secretario do Tesouro dos EUA; • Fundou o Banco nacional ; • O seu método foi aprovado em 1791, logo após o censo de Algoritmo: 1790; • Calcular o divisor padrão; • Calcular a quota padrão; • Atribuir a cada estado a sua quota mínima; • Distribuir os lugares que sobram (um a um) pelos estados, por ordem decrescente das partes decimais das suas quotas. O método de Hamilton não é perfeito. Embora siga a regra da quota, produz paradoxos e favorece

Exemplo:
O presidente da câmara do concelho de Lá longe aliciou os jovens de Casal de Nabiças, A-do-outro, Vila seca e Aldeia Grande a participar em actividades relacionadas com o meio ambiente. Cada participante ficava inscrito para o sorteio de 15 bilhetes para o festival Sudoeste oferecidos pela Câmara
Localidade
Casal das Nabiças

População

Q.P.

Q.I

40 67 30 13

4 6,7 3 1,3

4 6 3 1

Parte decim al

0,0 0,7 0,0 0,3

Lugares acrescentad os

0 1 0 0

A-do-outro

Vila seca Aldeia grande

Método de Jefferson
Thomas Jefferson (17431826) • Secretário de estado de George Washington. • Propôs um método que contornava os erros paradoxais de Hamilton. • De 1791-1832 o seu método foi adoptado pela Câmara dos Representantes. • 3º presidente dos E.U.A. • Autor da Declaração de Independência dos E.U.A.,

Algoritmo: • 1º- Calcular o Divisor Padrão. • 2º- Calcular para cada Estado a Quota Padrão. • 3º- Atribuir a cada Estado a Quota Inferior. • 4º- Se a soma das Quotas Inferiores for igual ao número de lugares a distribuir, então a partilha está feita; Se não for é necessário encontrar por tentativas um número (Divisor Modificado), para substituir o Divisor Padrão de modo a que quando procedermos ao arredondamento das Quotas Modificadas, a soma de todas as quotas, arredondadas por defeito, seja exactamente o número de lugares a atribuir. Este método viola a regra da quota

Exemplo
Localidade
Casal das Nabiças

D.M= 9

População

Q.P.

Q.I.

Q.M.

Q.M.I.

40 67 30 13

4 6,7 3 1,3

4 6 3 1

4,4(4) 7,4(4) 3,3(3) 1,4(4)

4 7 3 1

A-do-outro

Vila seca Aldeia grande

John Adams (1767-1848)

Método de Adams

• era advogado • foi o 6º Presidente dos E.U.A. • Matemático; • o seu método nunca foi Algoritmo: aprovado. 1º- Calcular o Divisor Padrão. 2º- Calcular para cada Estado a Quota Padrão. 3º- Atribuir a cada Estado a Quota superior. 4º- Se a soma das Quotas superior for igual ao número de lugares a
distribuir, então a partilha está feita; Se não for é necessário encontrar um Divisor Modificado de modo a que quando procedermos ao arredondamento das Quotas Modificadas, a soma de todas as quotas, arredondadas por excesso, seja exactamente o número de lugares a atribuir.

Este método é idêntico ao de Jefferson, mas utiliza Quotas Superiores em vez de Quotas Inferiores.

Exemplo
Localidade
Casal das Nabiças

D.M= 11

População

Q.P.

Q.S.

Q.M.

Q.M.I.

40 67 30 13

4 6,7 3 1,3

4 7 3 2

3,63 6,09 2,72 1,18

4 7 3 1

A-do-outro

Vila seca Aldeia grande

Método de webster
Daniel Webster (1782-1852)
• advogado ; • político; • Apresentou o seu método no mesmo ano que Jefferson e Hamilton (em 1832). • O seu método foi adoptado de 1842-1852, voltando a ser utilizado entre 1901-1941. Algoritmo: 1º- Calcular o Divisor Padrão. 2º- Calcular a Quota Padrão para cada Estado.

3º- Atribuir a cada Estado: • Quota Inferior, se a parte decimal da Quota Padrão for menor que 0,5; • Quota Superior, se a parte decimal da Quota Padrão for maior ou igual a 0,5.
4º- Podem ocorrer 2 situações: 1. O somatório das Quotas Arredondadas for igual ao número de lugares a atribuir, este é, para cada Estado, igual à Quota Arredondada correspondente; 2. O somatório das Quotas Arredondadas for diferente do número de lugares a atribuir, então é necessário encontrar por tentativas, um Divisor Modificado de modo a calcular a Quota Modificada de cada Estado.

Exemplo:
Localidade
Casal das Nabiças

População

Q.P.

Q.A.

Q.M.

Q.M.A.

40 67 30 13

4 6,7 3 1,3

4 7 3 1

-

-

A-do-outro

Vila seca Aldeia grande

Edward V. Huntington (1874-

Método de Huntington-Hill

1952) • Foi professor norte-americano de Mecânica e Matemática em Harvard

Josept A. Hill (1860–1938 )
Algoritmo: • Chefe estatístico da “Oficina dos Censos”. 1º- Calcular o Divisor Padrão. 2º- Calcular a Quota Padrão para cada Estado.
3º- Atribuir a cada Estado: •Quota Inferior, se a sua Quota Padrão for menor que média geométrica dos dois números inteiros (Quota Inferior e Quota Superior) entre os quais ela se encontra. •Quota Superior, se a sua Quota Padrão for maior ou igual que a média geométrica das respectivas Quota Inferior e Quota Superior.

• 4º- Se o somatório das Quotas Arredondadas for igual ao número de lugares a atribuir, este é, para cada Estado, igual à Quota Arredondada correspondente. Se o somatório das Quotas Arredondadas for diferente do número de lugares a atribuir, então é necessário encontrar por tentativas, um Divisor Modificado de modo a calcular a Quota Exemplo: de cada Estado. Modificada Local.
Casal das Nabiças Pop.

Q.P

M.G

Q.A.

Q.M.

M.G.M.

Q.A.M.

40 67 30 13

4 6,7 3 1,3

4,47 6,48 3,46 1,41

4 7 3 1

-

-

-

A-dooutro Vila Seca Aldeia Grande

Conclusão
• A divisão efectuada pode originar diferentes resultados consoante o método utilizado. • Não se pode considerar que um método e melhor que outro porque não há métodos de divisão proporcional perfeitos. Qualquer método de divisão proporcional que não viole a regra da quota produz paradoxos, e os que não produzem paradoxos violam a regra da quota; • No caso da partilha justa, a divisão é justa somente se o for no sistema de valores de cada jogador.

Bibliografia
• LONGO, Elisabete, BRANCO, Isabel, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, bloco 1,1ª Edição, Lisboa, Texto Editora, 2004. • Pesquisa em diversos sites: •

• Elaborado por:
Cristina Firmino Joana Franco Nádia Lopes

12ºCh1

AV1

Ilusão Óptica

É uma evolução matemática da arte abstracta…

Algumas ilusões trabalham exactamente pela razão de percebermos a noção de profundidade, ou seja, observarmos objectos em 3D.

Uma das explicações para este facto é de que temos os olhos na parte da frente da cabeça e não nos lados como a maioria dos animais…

Ao longo das imagens poderão verificar o que acontece com nosso cérebro quando nos deparamos com tais imagens…

Na realidade nada se mexe..

Será que são linhas

Experimenta movimentar a cabeça para a frente e para trás!

Concentra-te na cruz do centro e depois de alguns segundos perceberás que os círculos cor de rosa à medida que o círculo verde vai andando à volta repararás que os rosas irão desaparecer!!!

Na verdade não existem pontos cinzentos na intersecção das linhas.

Será que os círculos se encontram sobre rectas paralelas?

Olha para a imagem e diz o que realmente te parece!

Os estudos demonstraram que as crianças não reconhecem esta imagem íntima, porque a sua memória ainda não conhece esta situação. O que as crianças veêm são 9 golfinhos. Consegues vê-los?

Trabalho realizado por:
Débora Caeiro Raquel Martins nº5 nº17 10º AV1