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Lumen Gentium

SOBRE A IGREJA

Capítulo IV – OS LEIGOS

Povo de Deus

Clérigos

Religiosos

Leigos

Capítulo IV – OS LEIGOS
“Todavia certas coisas dizem particular aos leigos, homens e da sua condição e da sua considerar-lhes os fundamentos
(LG 30)
 Em razão da sua condição e missão.
MASSA
FERMENTO

respeito de modo mulheres, em razão missão e importa com mais cuidado”.

COTIDIANO

. profético e real de Cristo” (LG 31).) e por participarem a seu modo do múnus sacerdotal.Que se entende por leigos?  “Conjunto dos fiéis. Índole secular Buscar o reino de Deus ocupando-se das coisas temporais Ordenar todas as coisas temporais com que estão comprometidos . com exceção daqueles que receberam uma ordem sacra ou abraçaram o estado religioso (..

.4-5  A distinção que o Senhor estabeleceu.Chamados a Unidade na Diversidade  “A Santa Igreja é.  “Se me aterra o ser para vós. (LG 32)  Ler Rm 12. convosco sou cristão” (Santo Agostinho). por instituição divina. consola-me o estar convosco. organizada e dirigida em variedade admirável”. Para vós sou bispo. entre os ministros sagrados e o restante do povo de Deus implica união e serviço em favor dos demais.

aplicando todas as forças recebidas de Deus e de Cristo Redentor” (LG 33)  Participação na própria missão salvífica da Igreja.Apostolado dos leigos  “Chamados a contribuir para o incremento e para a santificação perene da Igreja.  Chamados a tornar presente e operante a Igreja “naqueles lugares e circunstâncias onde ela só por meio deles pode vir a ser sal na terra” (Quadragesimo Anno). .  Todo batizado é missionário. como membros vivos.

é importante diferenciar o termo usado para a vida religiosa (VC). VIDA FAMILIAR COTIDIANO TRABALHO DIFICULDADES DESCANSO . para que cada vez mais se reconheça o papel fundamental do leigo no serviço e evangelização da Igreja. têm uma vocação admirável e são dotados de capacidade para que o Espírito Santo produza neles frutos sempre mais abundantes”. (LG 34)  Os leigos são chamados a uma consagração de vida.Consagração do mundo  “Os leigos como consagrados a Cristo e ungidos pelo Espírito Santo.

proclamando as virtudes presentes no reino e a esperança da vida eterna.Testemunho da vida  Os leigos são convocados a “fazer brilhar a força do Evangelho na vida cotidiana. . familiar e social” (LG 35)  A evangelização e o anúncio de Cristo feito pelo testemunho de vida e pela palavra adquire uma eficácia particular pelo fato de se realizar nas condições ordinárias da vida no mundo.  A família configura o mais alto exercício e uma alta escola de apostolado dos leigos.

) e devem ajudar-se. Servir é Reinar..Estruturas humanas  “Os fiéis devem reconhecer a natureza íntima de todas as criaturas (.... mutuamente a conseguir uma vida mais santa” (LG 36). Disposição para sanar as estruturas e condições do mundo.. .. O mundo se impregne do espírito de Cristo...

. sejam-no os cristãos no mundo” (São João Crisóstomo)..  “O que alma é no corpo.Como a alma no corpo: Ser Igreja..

Missão do Povo de Deus – Fundamentos teológicos  Os sinais dos tempos convocam de modo particular os leigos ao serviço na Igreja. do tempo e do espaço. .  “A Igreja é missionária e a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus” (AG 35)  Nova evangelização – “que supere a ruptura entre o evangelho e a cultura. a fé e a vida” (Paulo VI)  Chamados a um mistério de comunhão que reflete com as limitações de seus membros. o mistério da comunhão trinitária.

mestre e modelo de perfeição os cristãos devem com a ajuda de Deus. mesmo na sociedade terrena. LG 40). “santidade esta que promove. entregando-se a si mesmo por ela a fim de a santificar” (LG 39)  A exemplo de Cristo. um teor de vida mais humano” (cf.  Seja qual for o estado ou classe todos são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. conservar e aperfeiçoar na sua vida a santidade que receberam. .Capítulo V – VOCAÇÃO UNIVERSAL À SANTIDADE NA IGREJA  “O único Santo amou a Igreja como esposa.

segundo os dons e as funções que lhe foram confiados. . (LG 41)  Presbíteros – cresçam no amor de Deus e do próximo pelo exercício cotidiano do seu dever. deve enveredar sem hesitação pelo caminho da fé viva. que excita a esperança e opera pela caridade”.A santidade nos diversos estados de vida  “Cada um.  Os cônjuges e os pais cristãos – ajudem-se mutuamente a conservar a graça na fidelidade ao amor incansável e generoso. demonstrando a caridade com que Deus amou o mundo. busquem a perfeição nos trabalhos humanos.  Aos que vivem o celibato – contribuição para a santidade da Igreja.

a continência perfeita é sinal exímio da caridade e da fecundidade espiritual no mundo. como o coração indiviso. e aqueles que se consagram inteiramente a Deus. .Os conselhos evangélicos  “O martírio é considerado como doação insigne e prova suprema de caridade”. (LG 42)  Conselhos propostos por Cristo aos seus discípulos.

submetem-se aos homens em vista da perfeição a exemplo do Cristo obediente. Obediência – renúncia de sua vontade. . Castidade – orientação reta dos afetos e fidelidade ao estado de vida abraçado.Os conselhos evangélicos Pobreza – aniquilamento de si a exemplo de Cristo. vivendo a pobreza com a liberdade dos filhos de Deus.

. .) são um dom divino que a Igreja recebeu do Senhor e com a sua graça conserva perpetuamente” LG 43  A Igreja cuidou de interpretar esses conselhos.Capítulo VI – OS RELIGIOSOS  “Castidade. pobreza e obediência (..  Os religiosos contribuem para o aperfeiçoamento e bem de todo o corpo de Cristo. regular a sua prática e determinar as formas estáveis de vivê-los.  Desenvolvem-se novas formas de vida eremítica ou comum em várias famílias religiosas.

 A profissão desses conselhos deve manifestar ao mundo a alegria de ser cristãos e a antecipação do gozo dos bens celestes.Sinal especial  Destinados ao serviço e glória de Deus.  Pelo batismo.. o cristão já morreu para o pecado e ficou consagrado a Deus (.. .) pela profissão dos conselhos evangélicos procura libertar-se dos impedimentos que poderiam afastá-lo do fervor da caridade e da perfeição do culto divino e se consagra mais intimamente ao serviço de Deus.

 Os conselhos implicam a renúncia a bens. os religiosos não podem alienar-se e ficar a parte da sociedade. Contribuindo eficazmente para a purificação do coração e a liberdade de espírito. . mas obriga a pessoa humana a desenvolver as suas potências. do contrário não tem fundamento e se desvia do seu objetivo.Regras e constituições  A vivência desses conselhos deve estar sujeita as autoridades da Igreja. pois são de suma importância para a construção da cidade eterna.  Contudo.

a perfeição.. At 3. embora imperfeita. . passa para que não se percam.. e deseja exortar os seus membros a respeito da figura desse mundo que.  Possui já na terra uma santidade verdadeira.) só será consumada na glória celeste quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas (cf.CAPÍTULO VII – Índole escatológica da Igreja  A Igreja (.21).  Sacramento de Salvação – atua no mundo para conduzir os homens à união com Cristo.

 Necessidade de contemplar o exemplo dos santos para chegarmos. por entre as vicissitudes do mundo. a união perfeita com Cristo.Comunhão da Igreja celeste com a peregrina Militante • Peregrina na terra • Purificada  A Padecente Triunfante • Glorificada Igreja venerou com piedade a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios por eles. . a santidade.

CAPÍTULO VIII – A Virgem Maria no mistério de Cristo e da Igreja Gl 4..” .. desceu dos céus.. 4-5 “Envia o seu Filho na plenitude dos tempos..” Credo da missa romana “Por amor de nós homens e para nossa salvação.

é o protótipo e modelo acabado na fé e na caridade. dedicando-lhe afeto de piedade filial.  A Igreja honra-a como mãe amantíssima. .  Membro eminente e singular da Igreja.A Virgem Maria e a Igreja  Na anunciação recebeu o Verbo de Deus no seu coração e no seu corpo.  Remida de modo mais sublime em atenção aos méritos de seu Filho.

Intenção do Concílio  Esclarecer a função da Ss. Virgem no mistério do Verbo Encarnado.  Elucidar as questões a respeito daquela que “na santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (Paulo VI) .  Não tem a intenção de propor uma doutrina sobre a Virgem Maria.

A mulher que alcança a vitória sobre a serpente (cf. . Virgem.AT: descreve a história da salvação.15). . . Gn 3. a Palavra se faz carne para mediante os mistérios da sua carne. .A Virgem que concebe e dá a luz ao Emanuel (cf. Sua função na economia da Salvação  A Mãe do Messias no AT .Com a filha excelsa de Sião inaugura-se nova economia. libertar o homem do pecado.A figura das Santas mulheres anunciam a “figura” da Ss.II.14). Is 7. .

 “A morte veio por Eva.  Os santos afirmam ainda.Na Anunciação  O Pai das misericórdias quis que a Encarnação fosse precedida da aceitação por parte da Mãe predestinada. que Ela não foi um instrumento passivo cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. e a vida por Maria” (S. à pessoa e obra do seu Filho. Jerônimo). .  Aquela que se consagra como escrava do Senhor.

Na pregação do Filho – recolhe as suas palavras. Em Caná – socorre os necessitados. Pentecostes – implora com as suas preces o dom do Espírito. . até a sua morte.A Virgem Maria e a união com Jesus  A união da Mãe com o Filho se manifesta desde o      momento em que Jesus é concebido virginalmente. antes consagrou a sua integridade virginal. O nascimento de Jesus não diminuiu. Assunta ao céu é exaltada como Rainha do universo.

“Cooperou na obra do Salvador para restaurar a vida sobrenatural das almas. ela é nossa mãe na ordem da graça” (cf. LG 61) .III.Função maternal: unir os homens ao seu Filho. por isto. A Santíssima Virgem e a Igreja  Escrava do Senhor na obra da Redenção . . • Maternidade Espiritual . fomenta ainda mais o contato imediato dos fiéis com Cristo.Intercessão de Maria Ss.

. mediador único” (Santo Ambrósio). auxiliadora. continua a obter-nos os dons da salvação eterna.Depois de elevada ao céu não abandonou a sua missão.“Isto deve ser entendido de modo que nada tire nem acrescente à dignidade e a eficácia de Cristo. . . amparo e medianeira.Invocada sob os títulos de Advogada. Medianeira .

da caridade e da perfeita união com Cristo (Santo Ambrósio). como Virgem e Mãe. Permanecendo Virgem guarda a fé jurada ao Esposo. . Figura da Igreja – na ordem da fé. figura da Igreja . Maria. Fecundidade da Virgem e da Igreja A Igreja é chamada a imitar a santidade de Maria. tornando-se assim Mãe que pela pregação e pelo batismo gera os filhos concebidos pelo Espírito Santo e nascidos de Deus.União com a Igreja se dá pelo dom da maternidade - • - - divina.

para o sacrifício dele e para o amor do Pai.  O amor materno de Maria Ss.  “Maria refulge a toda comunidade dos eleitos como modelos de virtudes” (cf. devem animar todos aqueles que colaboram na missão apostólica da Igreja para a redenção dos homens.  Quando Ela é chamada a sua missão reúne e reflete as maiores exigências da fé – atrai os crentes para seu Filho. LG 65).Virtudes de Maria que a Igreja deve imitar  Na Virgem Maria a Igreja já alcançou a perfeição. .

Tal culto sempre existiu na Igreja.IV. . ao Pai e ao Espírito Santo.A Igreja a honra desde os tempos mais remotos sob o título de Mãe de Deus. . mas logo abaixo do seu Filho.Exaltada acima de todos os homens e anjos. . Virgem na Igreja  Natureza e fundamento do culto . O culto da Ss. mas difere do culto de adoração que é prestado ao Verbo encarnado.

LG 67) • V. mas procede da fé verdadeira que incita a um amor filial e à imitação de suas virtudes” (cf.Aos pregadores da palavra que se abstenham de qualquer falso exagero e também de uma demasiada pequenez de espírito. Maria.A Virgem Maria glorificada no céu é a imagem e primícia da Igreja.Todos os filhos da Igreja promovam dignamente este culto. Espírito da pregação e do culto .“Recordem aos fiéis que a devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril. . sinal de esperança e consolação . . ou em vã credulidade. .