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Drogas - Introdução

Droga (do francês drogue, provavelmente do neerlandês droog, "seco, coisa seca"), narcótico, entorpecente ou estupefaciente são termos que denominam substâncias químicas que produzem alterações dos sentidos. "Droga", em seu sentido original, é um termo que abrange uma grande quantidade de substâncias, que pode ir desde o carvão à aspirina. Contudo , há um uso corrente mais restritivo do termo, remetendo a qualquer produto alucinógeno (ácido lisérgico, heroína etc.) que leve à dependência química e, por extensão, a qualquer substância ou produto tóxico (tal como o fumo, álcool etc.) de uso excessivo, sendo um sinônimo assim para entorpecentes.

as sensações. O termo droga. mesmo natural ou sintética que. exigindo para isso técnicas especiais. o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da cannabis). introduzida no organismo modifica suas funções.Conceito  Droga é toda e qualquer substância. o humor e o comportamento. Exemplo a cafeína (do café). presta-se a várias interpretações. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas. As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório. de animais e de alguns minerais. mas ao senso comum é uma substância proibida. a nicotina (presente no tabaco).Drogas . . modificando-lhe as funções. de uso ilegal e nocivo ao indivíduo.

No entanto no século XVII começaram a surgir preocupações por causa dos malefícios provocados à saúde pelo tabaco. Sir Walter Raleigh. . originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) usava-o como medicamento.Drogas . aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). o tabaco proporcionou muito lucro aos estados que cobravam impostos significativos sobre as suas vendas.Tabaco   O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana (Solanaceae). Várias nações colocaram restrições ao seu uso mas. para curar as enxaquecas da rainha Catarina de Médicis. O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585. tabacum. Era mascado ou. mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. ao mesmo tempo. em particular a N. no início do século XVI. então. Um médico francês. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis. que para além disso era viciante.

onde mais se tinha elevado a percentagem de fumadores. Em Portugal. por doença coronária. É referido que 20% da mortalidade. Na Europa. o Presidente do Conselho de Prevenção do Tabagismo. o fumo do tabaco é responsável por um milhão e 200 mil mortes anuais. o consumo do tabaco aumentou mais de 150%. prevendo-se que. calcula-se que 20 a 26% da população fuma e se. pela primeira vez. baixou em Portugal. morrem todos os anos cerca de três milhões e 500 mil pessoas.Drogas . nos países desenvolvidos: . cerebrais da circulação periférica. em 2020. tendo sido o país da União Europeia. em intervenção recente (Janeiro de 2002) referiu que a venda do tabaco. deve-se ao tabaco. o Professor Paes Clemente. entre 1970 e 1995. . este número ascenda a dois milhões. -o tabaco contribui para o desenvolvimento de doenças respiratórias que podem ser graves e mortais.25 a 30% da totalidade dos cancros relacionam-se com o tabaco. tal como 80% das situações clínicas de.Tabaco É considerada que. Devido ao tabaco nascem bebés de baixo peso (filhos de mães fumadoras). O tabaco constitui factor de risco importante de doenças vasculares arteriais: coronárias. . doença pulmonar crónica obstructiva.

Tabaco .Drogas .

descontrolo sobre o seu uso. . Consumo nocivo . continuação dos consumos apesar das consequências. aumento da tolerância ao álcool (necessidade de quantidades crescentes da substância para atingir o efeito desejado ou uma diminuição acentuada do efeito com a utilização da mesma quantidade) e sintomas de privação quando o consumo é descontinuado.Drogas . quer físicos quer mentais. desejo intenso de consumir bebidas alcoólicas.é um padrão de consumo que causa danos à saúde. uma grande importância dada aos consumos em desfavor de outras actividades e obrigações.é um padrão de consumo constituído por um conjunto de aspectos clínicos e comportamentais que podem desenvolver-se após repetido uso de álcool.Álcool Como se define o consumo de álcool? Perceba as diferenças entre o consumo e a dependência do álcool.é um padrão de consumo que pode vir a implicar dano físico ou mental se esse consumo persistir. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os consumos de álcool em: Consumo de risco . Todavia não satisfaz os critérios de dependência. Dependência .

mas os homens consomem mais. a qual deverá ser feita pelo seu médico assistente. por isso. um importante problema de saúde pública. Os hábitos de consumo diferem sensivelmente entre homens e mulheres. Um dos benefícios de ser feita a detecção precoce é o facto de os indivíduos que não são dependentes do álcool poderem parar ou reduzir os seus consumos de álcool com adequada intervenção. abusos e negligência infantil.Drogas . a idade de início do consumo é cada vez mais precoce e assiste-se ao aumento do consumo nos jovens e nas mulheres. Relacionase com o surgimento e/ou desenvolvimento de numerosos problemas ou patologias agudas e crónicas de carácter físico. Muitos factores contribuem para o desenvolvimento dos problemas relacionados com o álcool como sejam o desconhecimento dos limites aceitáveis quando se consome e dos riscos associados ao consumo excessivo. conflitos familiares. . psicológico e social. laborais e de condução. violência. No entanto. constituindo.Álcool Quais as consequências destes tipos de consumos? O consumo de álcool contribui mais do que qualquer outro factor de risco para a ocorrência de acidentes domésticos. incapacidade prematura e morte.

Álcool .Drogas .

o que vai aumentar a carência de água. dando a ilusão de voltarem as forças. porque o organismo vai gastar ainda mais energias para "queimar" o álcool no fígado. que disfarça o cansaço provocado pelo trabalho físico ou intelectual intenso. provocando. Quando o sangue regressa ao coração há necessidade de o organismo despender energia no restabelecimento da sua temperatura. O álcool não mata a sede – a sensação de sede significa necessidade de água no organismo.Álcool Verdade ou mentira? O álcool não aquece – o álcool faz com que o sangue se desloque do interior do organismo para a superfície da pele. da água que existe no organismo. a perda através da urina. Mas este movimento do sangue provoca uma perda de calor interno. e. portanto a sede. provocando sensação de calor. ainda. O álcool não dá força – o álcool tem um efeito estimulante e anestesiante. As bebidas alcoólicas não satisfazem esta falta. já que o sangue se encontra a uma temperatura que ronda os 37º e que é quase sempre superior à temperatura ambiente. . Mas depois o cansaço é a dobrar.Drogas .

ele não ajuda na edificação. dando a sensação de estômago vazio.Álcool Verdade ou mentira? O álcool não ajuda a digestão e não abre o apetite – o álcool faz com que os movimentos do estômago sejam muito mais rápidos e os alimentos passem precocemente para o intestino sem estarem devidamente digeridos. O resultado é a falta de apetite e o aparecimento de gastrites e de úlceras.Drogas . construção e reconstrução do organismo. . durante algum tempo. acabando por ter consequências ainda mais graves. O álcool não é um medicamento – é exactamente o contrário porque provoca apenas excitação e anestesia passageiras que podem esconder. Contrariamente aos verdadeiros alimentos. porque nem sempre é possível controlar os consumos nesse ponto e porque a relação com os outros se torna pouco profunda e artificial. O álcool não é um alimento – o álcool não tem valor nutritivo porque produz calorias inúteis para os músculos e não serve para o funcionamento das células. Mas trata-se de uma ilusão. O álcool não facilita as relações sociais – o álcool em quantidades moderadas tem um efeito desinibidor que parece facilitar a convivência. dores ou sensação de mal-estar.

Drogas .Álcool .

Drogas -Outras .

Drogas -Outras .

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