UNIVERSIDADE PAULISTA ARQUITETURA E URBANISMO

SISTEMAS ESTRUTURAIS Concreto Armado
Dimensionamento de Pilares

Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc. Dyorgge Alves

1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO
 PRÉ‐DIMENSIONAMENTO

DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Vejamos agora as recomendações, de forma simplificada e rápida, sobre o pré‐dimensionamento estrutural em concreto armado convencional (não protendido). Neste ambiente o projetista mostrar inicialmente ao calculista estrutural as proporções e o posicionamento dos elementos estruturais que interessam ao projeto arquitetônico. Nas duas lajes ilustradas abaixo, temos uma com a distribuição não regular das vigas e pilares, enquanto na outra a distribuição é regular. Embora seja para o ritmo da obra e para a economia dos custos desejável a distribuição regular, não há proibição da solução não regular, justificada por outros critérios que os da Alves economia Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engºnão Civil Msc. Dyorgge

1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO
 PRÉ‐DIMENSIONAMENTO

DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL:

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a) distribuição não regular de pilares b) distribuição regular de pilares

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1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO
 PRÉ‐DIMENSIONAMENTO

DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL:  Modulação da grade dos pilares, definida em planta: 1.1 A modulação dos pilares objetiva adequar a sua grade (distâncias entre eixos) às exigências funcionais de compartimentação dos espaços; bem como às vagas de garagem dos prédios; também à altura das vigas e espessura das lajes que têm suas dimensões em parte condicionadas pelo espaçamento entre os pilares. Mas a modulação estrutural também atende os demais elementos dos sistemas construtivos, a qualidade dos recursos humanos, e os recursos financeiros disponibilizados no local e região. Não há Sistemas Estrutarais – Concreto Armadoo – Profº. Engº Civil Msc. Dyorgge Alves vigas, limites teóricos para tamanho das

1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO
 PRÉ‐DIMENSIONAMENTO

DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL:

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1.2 A modulação e posicionamento dos elementos da estrutura definem e qualificam fortemente a espacialidade da edificação, cuja volumetria se completa com as paredes, caixilhos e cobertura, onde as suas texturas, paginações e cores são importantes auxiliares. Mas a estrutura, como bem compreenderam Mies, Le Corbusier, Niemeyer e Artigas é um elemento importante e muito forte na definição tanto volumétrica como estética do edifício, dando‐lhe assim condições de efetiva Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc. Dyorgge Alves originalidade.

Engº Civil Msc.3 Portanto. a modulação da grade dos pilares busca a funcionalidade do programa de usos da arquitetura. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Dyorgge Alves . bem como a economia da construção. e também a racionalidade construtiva e contextualidade do canteiro.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE 1.

Dyorgge Alves . Quanto maior o fck. Engº Civil Msc. maior será a quantidade de cimento na composição do concreto. possibilitando um acabamento mais liso e homogêneo das superfícies.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Procedimentos para o pré‐dimensionamento dos pilares: 2. Adotaremosfck=20 Mpa = 200 kgf/cm2. dando‐lhe maior resistência e plasticidade. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.1 Primeiramente define‐se a resistência à compressão (fck) que se quer da massa do concreto empregada na estrutura.

Adotaremos a carga total para as lajes de piso de um edifício residencial (excetuando o piso que estiver em contato com o solo. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. revestimentos. caixilharia e instalações prediais de água e eletricidade). mais todos os demais elementos construtivos alvenarias. e a carga acidental estática e dinâmica dos móveis. equipamentos e pessoas.2 Em seguida estima‐se a carga total por m2 de laje que a edificação descarregará sobre cada pilar. Essa carga corresponde ao peso próprio da estrutura de concreto armado. Engº Civil Msc. Dyorgge Alves . que não é considerado) em 1000 kg/m2.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE 2.

incidente nos pilares.3 Calcula‐se o total das cargas da edificação por m2. Dyorgge Alves . através da soma das suas “áreas de influência”.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE 2. Engº Civil Msc. pois “as áreas de influência são lidas em planta” e a carga incidente nos pilares é a soma das cargas de todos os pavimentos da edificação que se descarregam sobre os pilares que estamos Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Prestar atenção no número de lajes de piso e da cobertura.

divide‐se ela pela resistência do concreto à compressão (fck). e o resultado será a seção estimada do pilar em cm2 Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Dyorgge Alves . em kgf.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE  2. de um edifício residencial. Engº Civil Msc.4 Dada a carga total. incidente no pilar.

tem‐se agora a carga total incidente nesse pilar em kgf. multiplica‐se essa carga pelo número de lajes que esse pilar está sustentando. divide‐se essa carga total pela resistência do concreto à compressão (fck. Finalmente o resultado é a seção estimada do pilar em cm2. Engº Civil Msc. Calcula‐se: a carga incidente nessa área multiplicando‐a por 1000 kgf/m2. em kgf/cm2) aqui adotado igual a 200 kgf/cm2.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: CÁLCULO DAS SEÇÕES DOS PILARES DE Primeiramente desenha‐se a “área de influência” do pilar em questão. Dyorgge Alves . que corresponde a área do perímetro definido pelas medianas da distância entre os pilares adjacentes ao pilar. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

5. Engº Civil Msc.6118 exige que os pilares não pode ter dimensão alguma menor do que 19 cm. Dyorgge Alves .1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: 2. portanto um pilar deverá ter necessariamente uma seção mínima de 19 cm x 19 cm = 361 cm2. calcula‐se a raiz quadrada da sua seção calculada em cm2.Para se ter uma primeira ideia volumétrica da dimensão do pilar. A NBR. e se obtém a sua representação numa seção quadrada. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

Para o pilar não “flambar”.50 m. Por exemplo. não ultrapasse a proporção de1:15. Dyorgge Alves deverá atender à outras exigências de cálculo definitivo. a altura do pilar deveria se limitar a =50 cm x 15 = 7. para um pilar de seção horizontal quadrada de aresta igual a 19 cm. ou para aresta de seção quadrada igual a50 cm. Estas considerações são para aproximar os desenhos de uma dimensão que dialogue com o cálculo estrutural. sugere‐se uma proporção entre a sua seção horizontal quadrada e a altura. dobrando‐se sobre seu eixo vertical.6. ou ainda para aresta de seção quadrada igual a 100 cm a sua altura se limitaria a =100 cm x 15 = 15.85 m. a altura do pilar deveria ter sua altura limitada a =19 cm x 15 = 2. .1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: 2. Engº Civil Msc.00 m. mas que também Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. e chegar a resultando no desastre da sua quebra.

7. Dyorgge Alves . Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc. Também nada nos proíbe de desenhar os pilares com seções superiores às necessárias se isso fizer parte de uma estratégia da estética e da modulação pela regularidade (todos os pilares desenhados com a mesma seção). A compensação se dará através de uma menor quantidade de armaduras.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE 2.

Dyorgge Alves . Em situações especiais. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. dependendo da seção do pilar e do seu comprimento. pode provocar a flambagem. Engº Civil Msc.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL:  Comportamento O pilar sofre apenas compressão simples. quando sujeito a cargas devidas ao vento ou frenagem sofre flexão. A compressão simples.

Dyorgge Alves . mas as seções por serem esbeltas são suscetíveis à flambagem. A madeira apresenta uma área de projeção 70% maior do que a do concreto e um custo 50% superior. O pilar de concreto armado apresenta. em termos de área de projeção. Engº Civil Msc. mas um custo inferior da ordem de 1/3 do aço.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: O aço seria o material mais indicado. Sua opção depende de fatores estéticos. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. um valor 50% maior do que o correspondente de aço.

Quando o fator manutenção for determinante deve-se optar pelo perfil H. com maior facilidade de vínculos. Engº Civil Msc. as seções não podem ser vazadas por problemas de ordem construtiva. Seguem as seções tubulares quadradas e as retangulares. No concreto armado. No aço. mas apresentam dificuldade de execução de vínculos. As Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Dyorgge Alves . as seções tubulares seriam as ideais.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Como as seções dos pilares são submetidas à compressão simples deverão ter distribuição de material igualmente espaçada em relação ao seu centro de gravidade.

Engº Civil Msc. a seção circular é naturalmente obtida e as seções quadradas e retangulares são encontradas no mercado. Dyorgge Alves . Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Na madeira. A seção H pode ser obtida pela composição de peças.

Engº Civil Msc. 80% da seção dos pilares de concreto é usada para suportar o seu peso próprio e que o custo dos pilares fica em torno de 20% do custo total da estrutura.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL:  Aplicações e limites de utilização No aço e no concreto. na madeira fica entre 3 e 4 m. Dyorgge Alves . Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. o espaçamento de 4 em 4 m é o ideal. É interessante saber que para edifícios acima de 50 pavimentos. Os limites em termos de altura livre são dados pela possibilidade construtiva e pela relação entre seu comprimento e seção.

Engº Civil Msc.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Dyorgge Alves .

Dyorgge Alves . Engº Civil Msc.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO  PRÉ‐DIMENSIONAMENTO DE PILARES CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: DE Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. normalmente o que se procura é determinar a área de armação necessária 𝐴𝑓 . para que não se supere a compressão no concreto e escoamento no aço. Engº Civil Msc.200 kgf/cm² escoamento. Dyorgge Alves . 𝑓𝑐𝑘 → 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜 𝑓′𝑦 → Tensão de escoamento do aço Suponha-se a situação na figura: pilar de concreto armado submetido a uma força de compressão N Em problema como este. o primeiro na ruptura e o segundo no 𝑃/ 𝑎ç𝑜 𝐶𝐴 50 𝑒 𝐶𝐴 60 𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 é 𝑢𝑙𝑡𝑖𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 𝑓′𝑦 = 4.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: O dimensionamento de peças de concreto será sempre feito considerando concreto e aço trabalhando nos seus limites.

𝑁𝑅 𝑁𝑅 = 2𝑁 A partir da contribuição na resistência de cada material constituinte no pilar. Engº Civil Msc.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Para considerar a seção trabalhando no limite. compressão de ruptura no concreto e escoamento no aço. as áreas são obtidas através das relações de tensões do concreto e do aço. assim. ou seja. Obtendo-se assim a porcentagem de armação 𝜌 . a carga de trabalho passará a ser denominar carga de ruptura. Dyorgge Alves Sistemas Estrutarais – Concreto Armado . a carga de trabalho deverá ser também acrescida de um coeficiente de segurança. que aqui será tomado como 2. pela seguinte equação: 𝐴𝑓 𝜌 = – Profº.

Dyorgge Alves .2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Logo: 𝑁R − 𝐴𝑐 . 𝑓𝑐𝑘 𝜌 = 𝑓′y . 𝐴𝑐  Considerando a taxa de concreto e a taxa de armação. 𝐴𝑐 Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. pode-se calcular a área de armação pela seguinte relação: 𝐴𝑓 = 𝜌 . Engº Civil Msc.

2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Exemplo 1: Calcular a armação do pilar da figura. Dyorgge Alves . Engº Civil Msc.200 𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. sem considerar o efeito da flambagem. Considerar: Concreto 𝑓𝑐𝑘 = 20 𝑀𝑃𝑎 (lembrar que 1𝑀𝑃𝑎 = 10𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²) Aço CA-50 (𝑓′𝑦 ) = 4.

Engº Civil Msc. Dyorgge Alves .2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

o espaço do estribo = 12 x 𝜙𝑝 = 12 x 1. Portanto. O espaço dos estribos deverá ser igual a 12 x 𝜙𝑝 . adota-se este valor.25 𝑐𝑚 = 15 𝑐𝑚. Dyorgge Alves .2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: O estribo é calculado pela seguinte equação: Como o mínimo 𝜙 disponível comercialmente é de 5 mm. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc.

8% e 𝜌𝑚𝑎𝑥 = 6% Em outras palavras: quando a porcentagem calculada para armação for inferior a 0. deverá ser usada a armação mínima.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: A norma brasileira impõe. os seguintes limites para porcentagem de armação: 𝜌𝑚𝑖𝑛 = 0. Dyorgge Alves .8% da seção de concreto. ainda. Quando a porcentagem calculada para a armação for superior a 6%. Engº Civil Msc. calculada como 0.8% da seção de concreto. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. seção do pilar deverá ser aumentada.

Engº Civil Msc. 𝑁𝑓𝑙 =  . será apresentado a seguir um processo para levar esse efeito em consideração. o problema se reduz ao já visto. Nesse processo. Dyorgge Alves . agora em relação à flambagem denominado coeficiente de flambagem e representado pela letra grega . considera-se a carga de ruptura 𝑁𝑅 aumentada por um outro coeficiente de segurança. 𝑁𝑅 Desta maneira. usando-se apenas no lugar de 𝑁𝑅 um valor maior para levar em conta o efeito de flambagem Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Como nos casos reais o efeito da flambagem não pode ser desprezado.

Engº Civil Msc. Dyorgge Alves .2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Recomenda-se que. A norma brasileira para concreto armado (revisão 68) recomenda variar o coeficiente  com a variação da esbeltez da peça. concentre-se maior quantidade de barras na direção de maior possibilidade de flambagem. nas faces que possam apresentar tração e compressão pelo efeito de giro das seções durante a flambagem. ou seja. segundo a relação abaixo. 𝜆 = 2x ³ 100 Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. na distribuição da armação na seção do pilar.

a Norma recomenda usar o seguinte valor para coeficiente de flambagem: 100 = . Para levar em conta os valores menores. ou seja.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Esta relação é valida para regime elástico. 𝑣á𝑙𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 50 ≤ 𝜆 ≤ 100 150 − 𝜆 Para 50 < 𝜆. Experiências mostram que fórmulas de Euler no concreto é valida para 𝜆 ≥ 100 (regime elástico). Engº Civil Msc. a Norma manda usar um coeficiente de flambagem constante e igual a 1. Dyorgge Alves . para esbeltez inferior a 50 o efeito da flambagem é desconsiderado Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. onde vale também a fórmula de Euler.

𝑓𝑐𝑘 para 50 ≥ 𝜆 → 𝜌 = 𝑓′y . o cálculo passar a ser o seguinte: 𝑁R − 𝐴𝑐 . limita o valor da esbeltez em 𝜆 = 140. Dyorgge Alves . 𝑓𝑐𝑘 𝑓′y . 𝐴𝑐 Ou 𝜌 = 𝑁𝑓𝑙 − 𝐴𝑐 . 𝑁R − 𝐴𝑐 . 𝑓𝑐𝑘 para 50 < 𝜆 → 𝜌 = 𝑓′y . por questão de segurança. o que leva à necessidade de aumentar a seção do pilar quando esse limite é ultrapassado. 𝐴𝑐  . Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc. 𝐴𝑐 A Norma brasileira.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Assim.

𝑁𝑅 =  x 2 x N 4º´passo: calcula-se a taxa de armação: 𝑁𝑓𝑙 − 𝐴𝑐 . 𝐴𝑐 Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. mais considerando agora o efeito da flambagem. 𝑓𝑐𝑘 𝜌 = 𝑓′y . 2º passo: calcula-se o coeficiente de flambagem . Engº Civil Msc. tem-se os seguintes passos: 1º passo: determina-se o índice de esbeltez 𝜆.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Exemplo 2: Supondo o mesmo pilar do exemplo anterior. Dyorgge Alves 5º passo: calcula-se a área de armação: . 3º passo: calcula-se a carga de flambagem: 𝑁𝑓𝑙 =  .

Dyorgge Alves . Engº Civil Msc.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Aplicando-se os passos anteriores. tem-se: Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

Dyorgge Alves . Engº Civil Msc.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.

deve-se levar em conta as seguintes áreas de seção de barras: 𝑁𝑓𝑙 =  x 2 x N 2. Para pilares em que um dos lados seja menor que 20 cm.6𝐴x xN 𝑓𝑙 = de o 𝑁 valor 𝑓 . com diâmetro previamente escolhido. Portanto: 2. distribui-se Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Para isso. Dyorgge Alves . Engº Civil Msc. Determinado essa área de aço em uma quantidade par de barras. a norma manda multiplicar o valor de N por 1.3.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Observações importantes: 1.

50 mm. se 𝐴𝑓 = 10. adotam-se 10 barras de 12.25 cm².2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Por exemplo.5 mm (deve ser número par).4 𝑐𝑚² e escolhida armação com diâmetro igual a 12.3 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 1. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc.25𝑐𝑚² A favor da segurança. Dyorgge Alves .4 𝑐𝑚² = 8. cuja área da seção é de 1. tem-se: 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 𝐴1∅ 𝐴𝑓 = 10. Não se deve misturar diâmetros diferentes em uma mesma seção.

tem-se: 12. Dyorgge Alves Sistemas Estrutarais – Concreto Armado . a Norma recomenda um diâmetro igual ou superior a ¼ do diâmetro das barras principais: ∅𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖𝑏𝑜 ∅𝑝𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑙 ≥ 4 O espaçamento deve ser igual a 12 vezes o diâmetro da armação principal. Engº Civil Msc.1 𝑚𝑚 4 – Profº. 𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑡𝑜 = 12 x∅𝑝𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑙 No caso do exemplo.5 𝑚𝑚 ∅𝑒𝑠𝑡𝑟 = = 3. A escolha do diâmetro e do espaçamento dos estribos é feita pelas recomendações da Norma.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: 3. Para diâmetro do estribo.

pode-se tomar a altura livre como a altura do pé-direito. em outras palavras. Engº Civil Msc. estribos ∅ 5 𝑚𝑚 a cada 15 cm.2 DIMENSIONAMENTO  DIMENSIONAMENTO DE PILARES DE CONCRETO ARMADO CONVENCIONAL: Adoto ∅𝑒𝑠𝑡𝑟 = 5 𝑚𝑚 e espaçamento igual a 𝑒 = 12 𝑥 12. 4. que a menor dimensão do pilar satisfaça a seguinte relação: 𝑏𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜 𝑕𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 = 25 Onde 𝑕𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 é a altura não travada do pilar. Nos casos mais comuns. A Norma recomenda. Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº.5 𝑚𝑚 = 150 𝑚𝑚 ou. Dyorgge Alves . ainda.

DESENHO DE ARMAÇÃO DO PILAR .

Dyorgge Alves .3 Pilares em Estruturas Sistemas Estrutarais – Concreto Armado – Profº. Engº Civil Msc.

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