HABILIDADES GERAL V O MÉTODO EPIDEMIOLÓGICO

FACIMED

2013

PROF.DR. LUÍS MARCELO ARANHA CAMARGO MÉDICO PhD PESQUISADOR CNPq spider@icbusp.org

MODELOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO     Epidemiologia: conceitos Etapas do método epidemiológico Breve história da epidemiologia Epidemiologia Descritiva     Registro de casos de doenças Séries históricas Miscelânia de Estudos Estudos de Prevalência*  Teste de hipóteses  Epidemiologia Analítica  Estudos observacionais     Estudos de Prevalência* Caso-Controle Cohorte Estudos Ecológicos  Estudos Quasi-Experimentais/Estudos Experimentais   Clinical Trials Community Trials   Metanálise Testes de Screening Laboratorial .

EPIDEMIOLOGIA
Tem como origem o grego clássico: epi (sobre) + demos (povo) + logos (conhecimento).  O Oxford English Dictionary cita Parkin (1873) como fonte.  Contudo, em 1850, já existia uma London Epidemiological Society.  Em 1802, a palavra aparece no título do livro espanhol Epidemiología Española (Madrid)!!!!;

EPIDEMIOLOGIA CONCEITO
“....... é o estudo da distribuição e dos fatores determinantes do processo saúdedoença em uma população específica e a aplicação deste estudo para a promoção da saúde” LAST, 1988-modificado

EPIDEMIOLOGIA

Na epidemiologia não se admite que a doença (ou sua ausência) tenha uma distribuição randômica. Há uma ou várias relações causais que a determina (e que às vezes se somam)

Descrição da evolução clínica de agravos Diagnóstico populacional de saúde Planejamento em saúde Busca da relação causal Avaliação de métodos terapêuticos. comportamento e ações educativas Teste da eficácia de exames diagnósticos . espécies novas de animais. etc. tempo e espaço Descrição de fenômenos científicos.USOS DA EPIDEMIOLOGIA         Descrição de agravos por característica pessoal.

1832 (Vibrio cholerae-1952-Felippo)     .EPIDEMIOLOGIA HISTÓRICO  Hipócrates há 25 séculos: malária-> clínica e “transmissão” Escorbuto China 1300-1400Navegações Em 1747. o cirurgião escocês James Lind.primeiro ensaio clínico registado na história da Medicina. Frutas cítricas x Escorbuto. Beribéri-Malásia – 1800 Cholera-morbus asiática – Lacerda .

De População Abast.Mortes por Cólera Coef.133 18 0.1855 .654 No. de água Cia. 5. Lambeth 19.EPIDEMIOLOGIA HISTÓRICO 1855 Cia. Específico por 1000 hab.0 844 Cia.9 Fonte: Snow.Mort. Southwark 167.

EPIDEMIOLOGIA HISTÓRICO FEBRE REUMÁTICA TARANTA & MARKOWITZ. 1989 .000).000 Ano Fonte: Taranta & Marcowitz. 1862-1962 Casos de Febre Reumática x 100. 1989 Casos de Febre Reumática (x 100. Dinamarca.

Distribuição por pessoa. quasiexperimental e experimental   . Formulação de Hipóteses: métodos da diferença. variação concomitante. de “resíduos” e da analogia Teste de Hipóteses: Epidemiologia Analítica-> Estudos: observacional.ETAPAS DO MÉTODO EPIDEMIOLÓGICO  Epidemiologia Descritiva: medidas de morbidade. concordância. tempo e espaço. mortalidade e outras.

MÉTODO EPIDEMIOLÓGICO QUESTÕES ÉTICAS Declaração de Helsinque 18 a Assembleia Médica Mundial 1964 Estudos Experimentais em Anima Nobile Prerrogativas Fatos cientificamente estabelecidos Voluntários mentalmente capazes Esclarecidos sobre os risco Importância do problema compense os riscos CEP DE ANIMA NON NOBILE      .

Caracterizar agravo existente. EA: buscar as causa dos agravos e sua variação de intensidade na população. Geralmente os ED precedem os EA.   . Busca causalidade.EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA (ED) X EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA (EA)  ED: caracterizar quantitativamente e a distribuição de um agravo na população. são mais baratos e mais rápidos.

EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA .

.ex. p. ao monitoramento de doenças e identificação de doenças emergentes .OBJETIVOS DA EPIDEMIOLOGIA DESCRITIVA OBJETIVO 1 Permitir o estudo da evolução de agravos à saúde em regiões demográficas e em sub-grupos de pessoas e no tempo. Aplica-se.

OBJETIVO 2  Criar uma linha de base para o planejamento em saúde. avaliação de serviços e alocação de recursos .

00 40.000 HAB 80.00 70.00 20.00 LS Média 30.00 60.00 50.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 MESES DO ANO 2001-2010 .DIAGRAMA DE CONTROLE CASOS DE DENGUE/100.00 10.

Formular hipóteses. até então ignorada. etc. medicamentos. centros de screening. ******************************************************* A epidemia de AIDS é um exemplo dos 3 objetivos dos ED:    Detectou a emergência de uma nova doença Determinou a alocação de recursos (clínicas. a usuários de drogas EV e homo/bissexuais masculinos .) Direcionou o estudo da etiologia.OBJETIVO 3  Identificar problemas para serem submetidos aos estudos analíticos e discriminar áreas a serem investigadas.

“Em saúde pública. o primeiro passo na procura de uma provável intervenção é a formulação de uma hipótese razoável e passível de ser testada” Hennekins & Buring Epidemiology in Medicine 1987 .

Método da Semelhança Método da Diferença Método da Variação Concomitante Método dos “Resíduos” 2. 5. 1994 . 3rd Ed. 3. 4. Método da Analogia* Lilienfeld & Stolley – Foundatoins of Epidemiology.JOHN STUART MILLS CÂNONES DE MILLS 1.

Ex: onde ocorre poluição do ar há um aumento da prevalência de DPOC. Este achado leva a crer na hipótese de que a poluição do ar é um fator que contribui para a DPOC.MÉTODO DA SEMELHANÇA  Um fator está presente em todas as situações onde ocorre o agravo à saúde. .

entre outros. P.  Hipóteses: maior atividade física.: estudo da atividade física na redução da DCV. Aqueles com maior atividade física têm menos DCV.ex.MÉTODO DA DIFERENÇA A maioria ou todas as variáveis são constantes em uma população e existe apenas 1 variável diferente que pode estar implicada com o agravo. Vejamos uma fábrica qualquer onde os operários têm o mesmo perfil socioeconômico e cultural. estilo de vida. menos DCV  . idade. gênero. dieta.

MÉTODO DA VARIAÇÃO CONCOMITANTE  A frequência do agravo varia de acordo com a potência do fator suspeito. .

1964 Coeficiente de Mortalidade por CA de pulmão (x 1.EPIDEMIOLOGIA HISTÓRICO FUMO X CÂNCER DOLL & HILL.000) por número médio de cigarros/dia em médicos britânicos. Fonte: Doll. 1964 . 1960.

determina-se o fator de maior impacto por análise multivariada.  .  Ex: a determinação de evento CV é determinado por hereditariedade.MÉTODO DE “RESÍDUOS” (OU DE MULTIVARIÁVEIS) Envolve a subtração de potenciais fatores causais para determinar que fator ou grupo de fatores têm maior impacto em uma variável dependente. Daí. stress. IMC. exercício físico e perfil lipídico. dieta. tabagismo.

 P. Isto sugere um mecanismo de transmissão e etiologia similares.MÉTODO DA ANALOGIA MAC MAHON & PUGH O modo de transmissão e e sintomas de uma doença de etiologia desconhecida pode ter uma padrão similar a de um agravo conhecido. 1976  .ex: Doença dos Legionários.

000 CASOS/ BIONI/2012 BIONI/2012-DOUTORADO .ABORDAGEM DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS DESCRITIVOS 2500 2000 1500 Acre Assis Brasil Brasil 1000 500 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 INCIDÊNCIA DE LTA100.

400 350 300 250 MONTE NEGRO RONDÔNIA 150 BRASIL 200 100 50 0 90 92 94 96 98 0 2 4 6 8 10 LTA M NEGRO/RONDÔNIA.CASOS/100.000 BIONI-2012-DOUTORADO .

ISU M NEGRO 2000-2010 Mortalidade proporcional por idade nos estados do Amazonas. Rio Grande do Sul e São Paulo .Curva de Nelson de Moraes 90 80 70 % Óbitos 60 50 40 30 20 10 0 <1a 1-4a 5-19a 20-49a 50a e + MN AM MA RS SP Faixa etária PROJETO CHRONUS. Maranhão. 2012 .MONTE NEGRO.

LÁBREA. 2012.PREVALÊNCIA DE MANSONELÍASE POR ETNIA. 5% 8% 33% N B P I O 40% 14% BASANO. 2012-DOUTORADO . AM.

ESTUDOS ANALÍTICOS .

por instituições ou a pela natureza (FE) de randomização da  Possibilidade amostra (RA) .ESTUDOS ANALÍTICOS OBSERVACIONAIS X EXPERIMENTAIS  Considerar:  Possibilidade de manipular a fator de exposição pelo investigador.

OBSERVACIONAL X EXPERIMENTAL ECOLÓGICO MISCELÂNIA PREVALÊNCIA CASO-CONTROLE COHORTE QUASI-EXPERIMETAIS EXPERIMENTAIS/METANÁLISE RAPIDEZ GENERALIDADE CUSTO ESPECIFICIDADE .

AMOSTRAGEM?  TAMANHO AMOSTRAL  ERRO DESEJADO (<5%)  FREQUÊNCIA DO EVENTO  UNIVERSO AMOSTRAL  EFEITO DE CLUSTER  RANDOMIZAÇÃO  SORTEIO  LISTA RANDÔMICA  SISTEMÁTICA ESTRATIFICADA .

000 pessoas Prevalência Esperada=5% Erro=5% AMOSTRA=69 Exercício 2 Calcular Amostra População= 10.3/Menu/OpenEpiMen u.000 pessoas Prevalência Esperada=5% Erro=5% AMOSTRA=73 .com/OE2.AMOSTRAGEM-TAMANHO OPEN EPI EXERCÍCIO http://www.htm Exercício 1 Calcular Amostra População= 1.openepi.

000 pessoas Prevalência Esperada=1% Erro=1% AMOSTRA=367 Exercício 4 Calcular Amostra População= 10.000 pessoas Prevalência Esperada=1% Erro=5% AMOSTRA=16 .AMOSTRAGEM-TAMANHO Exercício 3 Calcular Amostra População= 10.

AMOSTRAGEM-TAMANHO Exercício 5 Calcular Amostra População= 1.000 pessoas Prevalência Esperada=20% Erro=5% AMOSTRA=198 Exercício 6 Calcular Amostra População= 1.000 pessoas Prevalência Esperada=20% Erro=1% AMOSTRA=861 .

LISTA NÚMEROS RANDÔMICOS

De uma população de 1.000 pessoas, necessito fazer uma amostra randômica de 198 pessoas. Como faço?
http://rechneronline.de/random-numbers/

DIFERENÇAS ESTUDOS ANALÍTICOS
FE RA TIPO DE ESTUDO

NÃO

NÃO

OBSERVACIONAL

SIM

NÃO

QUASI-EXPERIMENTAL

SIM

SIM

EXPERIMENTAL

CUSTO $$ EFICIÊNCIA

ESTUDOS ANALÍTICOS

Não há controle sobre o FE e a RA  Há 5 modalidades

 Analíticos:
 Estudos

de Prevalência (Também descritivo)  Estudos Ecológicos  Estudos Caso-Controle  Estudos de Cohorte  Estudos Híbridos (Nested)
 ->

Testar e gerar novas hipóteses etiológicas

inseticidas. peso. PA. lipídeos. etc. altura.USOS MAIS FREQÜENTES Conhecer variáveis da população.  Medir substâncias no organismo: antígenos. anticorpos. etc.  Levantar hipóteses  . como aspectos sócio-econômicos. metais.

TABELA DE CONTINGÊNCIA (2X2. 2 X N) Caso/Exposição Doença+ Exposição + Exposição A Doença B Total A+B EXPOSTOS C+D NÃO EXPOSTOS C D Total A+C DOENTES B+D NÃO DOENTES A+B+C+D TOTAL USOS: 1-ESTUDO DE PREVALÊNCIA-RAZÃO DE PREVALÊNCIA 2-ESTUDO DE CASO CONTROLE – ODDS RATIO 3-ESTUDO DE COHORTE. OU.RISCO RELATIVO 4-ESTUDO ECOLÓGICO COMPARADO .

A queda da letalidade nos estados com cinto de segurança sugere a hipóteses da eficiência da medida.ESTUDO QUASI-EXPERIMENTAL Há controle do FE e não há RA  Exemplo: comparação da letalidade em acidentes automobilístico em estados (EUA) que obrigam ou não o uso de cinto de segurança (FE).  .

p.ex: cessar tabagismo. atividade física.ESTUDO EXPERIMENTAL Há controle de FE e RA.  Sinônimo: Ensaio Clínico ou Clinical Trial  Pode abranger indivíduos (clinical trial): teste de drogas ou procedimentos a nível de indivíduo  Pode abranger a comunidade (community trial). dieta x impacto na comunidade  . uso de álcool.

ESTUDOS OBSERVACIONAIS ECOLÓGICO .

ESTUDOS ECOLÓGICOS Estudos na qual a unidade de análise é uma população  Utilizados para avaliar como o contexto ambiental ou socioeconômico podem afetar a saúde de grupos populacionais  .

pois usam dados secundários Avaliar a efetividade de intervenções na população Tipos de Estudo   Estudo Ecológico Comparado (similar ao estudo de prevalência): porém a unidade é a comunidade e não se sabe com exatidão o nível de exposição individual ao fator de agressão)= Tabela 2x2 Estudo Ecológico de Tendência: analisa a nível de comunidade a evolução da frequência da doença em relação à exposição e ao tempo Ex: radiação solar x incidência de CA ovariano em populações Ex: Fluoretação de água x prevalência de cárie em populações EX: Dieta com gordura x CA de mama em diferentes países ao longo do tempo .ESTUDO ECOLÓGICO Objetivos     Gerar hipóteses etiológicas a respeito da ocorrência de determinada doença São geralmente de baixo custo.

OXFORD UNIVERSITY PRESS.“FALÁCIA ECOLÓGICA’  “O bias (viés) que pode ocorrer em função das observações realizadas a nível de grupos/agregados não necessariamente representam a associação existente a nível individual”  LAST. 2011 . NY. JM A DICTIONARY OF EPIDEMIOLOGY 4TH ED. NY.

após trabalharem em LA drante a vida.  Explicação: os enfisematosos.“FALÁCIA ECOLÓGICA” EX: ENFIZEMA MAIS PREVALENTE EM PALM SPRINGS (ÁREA BUCÓLICA) E MENOS PREVALENTE EM LOS ANGELES (ÁREA POLUÍDA). aposentam-se com enfisema em Palm Springs (Efeito Imigração)  .

. NÃO É POSSÍVEL INDIVIDUALIZAR O RISCO. UMA VEZ QUE A UNIDADE OBSERVADA É UM GRUPO (COMUNIDADE) E NÃO O INDIVÍDUO.ESTUDO ECOLÓGICO-OUTRO VIÉS DIFICULDADE EM SE MEDIR O GRAU DE EXPOSIÇÃO E A INTENSIDADE DA DOENÇA.

MISCELÂNIA Descrição de espécies animais/vegetais e fenômenos novos  Descrição de ciclos biológicos  Relato de experiências  Estudos qualitativos  Outros  .

INQUÉRITO. ENCUESTA)  Colhe-se informações e/ou material biológico em um momento do tempo (ou mais) em uma amostra definida de uma população (ou toda a população) Conceito de Amostra: tem que ser representativa do universo..  . portanto de que ser randômica e ter um tamanho adequado. CORTE TRANSVERSAL.ESTUDO DE PREVALÊNCIA (SECCIONAL.

TABELA Frequências Expostos Não Expostos Total Doentes A C A+C Não Doentes B D B+D Total A+B C+D N A+C/N= PREVALÊNCIA PREVALÊNCIA EXPOSTO: A/A+B PREVALÊNCIA NÃO EXPOSTOS: C/C+D RAZÃO DE PREVALÊNCIA= A/A+B//C/C+D .

TABELA Categorias Mansonellla+ Mansonella Total Homem 80 (a) 20 (b) 100 Mulher 20 (c) 80 (d) 100 Total 100 100 200 (n) A+C/N= PREVALÊNCIA=50% PREVALÊNCIA EXPOSTO: A/A+B=80% PREVALÊNCIA NÃO EXPOSTOS: C/C+D=20% .

INCONVENIÊNCIAS X CONVENIÊNCIAS Viés de memória  Limitado no tempo e espaço  Ineficiente para doenças raras  Baixo Custo  Rápidos  Cria hipóteses  .

ESTUDOS OBSERVACIONAIS CASO-CONTROLE .

pareado.ESTUDO CASO-CONTROLE Consiste em um estudo onde o pesquisador aloca um grupo de pacientes com o evento (doença) e outro. . sem o evento (doença) e estuda fatores de risco ou características que podem determinar o evento (doença).

ESTUDO CASO-CONTROLE Não-Doentes Doentes Expostos Não-Expostos Expostos Não-Expostos .

SELEÇÃO DE CONTROLES PAREAMENTO 1:2 A 1:4 CASO/CONTROLE EXEMPLO 1 CASO CASO NA COMUNIDADE CONTROLE AMOSTRA DA POPULAÇÃO NA MESMA COMUNIDADE 2 AMOSTRA POPULACIONAL CASOS EM TODOS OS HOSPITAIS DA COMUNIDADE CASOS DE 1 OU MAIS HOSPITAIS NA COMUNIDADE TODOS OS CASOS DE 1 HOSPITAL CONTROLES EM AMOSTRA DA POPULAÇÃO AMOSTRA DE VIZINHOS DOS CASOS CONTROLES NOS HOSPITAIS TODOS O CONTROLE DO MESMO HOSPITAL SELECIONAR COMO CONTROLE OS PARENTES 3 4 5 6 NENHUM DOS ACIMA .

pois geralmente não é uma amostra representativa da população  .ESTUDO CASO-CONTROLE DESVANTAGENS Mais suscetível a vieses de seleção de controles  Viés de memória  Não se aplica quando o fator de risco ou exposição é raro  Não mede incidência.

ODDS-RATIO EXPOSIÇÃO DOENÇA+ DOENÇA- Fator + A B Fator - C D OR= AxD/BxC .

95 x mais “risco” de CA .95 Indivíduos exposto têm 5.ODDS RATIO DROGA EXPOSIÇÃO+ EXPOSIÇÃO - CA+ 204 9 CA552 145 OR= AxD/BxC OR= 204 x 145/552x9= 5.

MAS NÃO É FIDEDIGNO.ODDS RATIO ESTIMA O RISCO. POIS NÃO TEM BASE POPULACIONAL E É RETROSPECTIVO  PODE DAR UMA BOA ESTIMATIVA DE RISCO SE:  OS CONTROLES SÃO REPRESENTATIVOS DA POPULAÇÃO  SE OS CASOS SÃO REPRESENTATIVOS DE TODOS OS CASOS  SE A FREQUÊNCIA DA DOENÇA É PEQUENA NA POPULAÇÃO  .

ENADE 2001 .

ESTUDO CASO-CONTROLE VANTAGENS Relativamente Barato  Permite investigar vários fatores de risco  Pode ser usado em doenças raras  Rápido  Número de pessoas relativamente pequeno  Pareamento importante  .

o estudo pode não funcionar  .DESVANTAGENS CASO-CONTROLE Viés de memória  Má qualidade de registro  Limitado no Tempo  Limitado no Espaço  Não permite cálculo de incidência ou prevalência  Não estima o risco com precisão  Se a exposição for baixa.

USOS DO CASO CONTROLE CA e exposição intra-útero por dietilstilbestrol  CA colo útero x fumar  Chili pepper x CA gástrico  Chá verde x CA pulmão  Fumante passivo x CA em crianças  Eficácia de colonsocopia para screening de CA  Uso doméstico de antibiótico X BCP resistente  Anestesia em gestantes x malformação congênita  .

ESTUDOS OBSERVACIONAIS COHORTE .

estão ou estarão expostos ou não-exposto (a um risco). . ou exposto em graus diferentes (ao risco) e observação da ocorrência do evento (doença).ESTUDO DE COHORTE COHOR= DIVISÃO DO ANTIGO EXÉRCITO ROMANO  Método epidemiológico analítico em que identificam grupos que estiveram. Implica em grande número de pessoas e vários anos de estudo.

ESTUDOS DE COHORTE Prospectivo Exposição Peso ao Nascer Desfecho Morte Sim Peso < 2500g Não Sim Não Investigador Peso>2500g .

ESTUDO DE COHORTE Retrospectivo Exposição Peso ao Nascer Desfecho Morte Sim Peso < 2500g Não Sim Não Investigador Peso>2500g .

Ex: PSA e CA de próstata Intervenções Diagnósticas: PCCU x CA colo Terapêutica: TARV x AIDS Exposição: RX. etc. POUCO FREQUENTE Etiologia de doenças. atividade física. Estuda vários tipos de desfecho: morte. etc. x CA Comportamento: dieta. UV.ESTUDOS DE COHORTE APLICAÇÕES          EXPOSIÇÃO RARA. Ex: evolução de pacientes HIV+ Estudo de Impacto de Fatores Prognósticos. Ex: fumo x CA pulmão História Natural da Doença. incidência .

ESTUDOS DE COHORTE A situação dos participantes quanto à exposição de interesse determina sua seleção para o estudo.  .  Podem ser prospectivos (exposição presente e desfecho não presente no início do estudo) ou retrospectivos (exposição e desfecho presentes no início do estudo).

2)= 3.7 Incidência da doença nos não-expostos Ine= c/ (c+d)=0.2 RR= A/(A+B)/C/(C+D) ou Ie/Ine RR= (0.7)/(0.5 x mais risco de suicídio .5 Indivíduos exposto têm 3.RISCO RELATIVO DROGA EXPOSIÇÃO+ EXPOSIÇÃO TOTAL Suicídio+ 19 49 68 Suicídio 9 149 158 Incidência da doença nos expostos Ie = a/ (a+b) = 0.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa .

ESTUDOS QUASI-EXPERIMENTAIS Controla a exposição  Não tem amostra randômica  Similar a estudo ecológico  Ex: cinto de segurança x redução de mortalidade no trânsito  .

O pesquisador controla a exposição ao fator. Clinical Trails = ensaio clínico (EXPERIMENTAL) Community Trials= ensaio comunitário (QUASI-EXPERIMENTAL) .ESTUDOS DE EXPERIMENTAIS QUASI-EXPERIMETAIS Faz-se intervenção terapêutica ou profilática em indivíduos ou em uma comunidade e mede-se a eficiência da intervenção.

VACINAS) ESTUDO CEGO CT QUASI-EXPERIMENTAL MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS FOCO NA COMUNIDADE NÃO –RANDÔMICO EXPOSIÇÃO CONTROLADA GERALMENTE DURA MAIS TEMPO NÃO NECESSARIAMENTE O CRITÉRIO DE DOENÇA É MENOS RIGOROSO SEM MUITO RIGOR ADEQUADO PARA TESTEE DE MEDIDAS EDUCATIVAS OU COMPORTAMENTAIS NÃO-CEGO .DIFERENÇAS ENTRE ENSAIO CLÍNICO E COMMUNITY TRAIL EC EXPERIMENTAL TESE DE DROGA E PROCEDIMENTOS FOCO NO INDIVÍDUO RANDOMIZAÇÃO EXPOSIÇÃO CONTROLADA DURAÃO DIAS A ANOS PARTICIPAÇÃO LIMITADA A ALGUMAS PESSOAS COM DOENÇAS INTERVENÇÃO CONTOLADA RIGORASAMENTE ADEQUADO PARA TESE DE HIPÓTESES RESTRICATS(DROGAS.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS QUASI-EXPERIMENTAIS  Comunitários (Community Trials): Flúor x Cárie – Califórnia Doença Coronariana x Prevenção na Finlândia Mede comportamento e medidas educacionais para comunidades .

duplo-cego   .ESTUDOS EXPERIMENTAL ENSAIO CLÍNICO  Terapêutico ou Preventivo Randômico Cego.

sem grupos comparartivos.  .Pretedente-se estudar eficácia e efeitos colateriais.  Fase II: estudo piloto de eficácia.ENSAIO CLÍNICO Fases do Estudo Fase I: ensaios de farmacologia clínica e toxicidade e não eficácia. 100 a 200 pacientes por droga. Em pequena escala. São selecionados de 20 a 80 pacientes. realizada em voluntários.

Grande número de indivíduos.ENSAIO CLÍNICO  Fase III: sinônimo de Ensaio Clínico. Estuda-se a eficácia da droga estudada em comparação com uma droga padrão. Pode ter 2 ou mais “braços” Fase IV: vigilância pós-comercialização 1:10.000 das drogas produzidas vão para ensaios clínicos e apenas 20% destas são comercializadas   .

ENSAIO CLÍNICO TROMBOLÍTICO APÓS IAM Grupo Tratado Morte 1352 Não 13086 Total 14438 Letalidade 9.4% Controle 1773 12613 14386 12.3% .

3% Redução Absoluta de Risco (RAR): 12.4% = 2.9%  Risco Relativo: 9.4% / 12.76  Redução Relativa de Risco (1-RR)x100%= (1-0.3% = 0.29 = 34  .CÁLCULOS Grupo Tratado Morte 1352 Não 13086 Total 14438 Letalidade 9.4% Controle 1773 12613 14386 12.3% .9.76)= 24%  NNT (number needed to treat) 1 / RAR= 1 / 0.

pois há um seguimento do caso (prospectivo ou retrospectivo)  Mede Incidência e vários desfechos  Contempla exposição rara  Ineficientes para doenças raras  Caros e demorados  Perda de participantes  Conflito de interesses excusos  .VANTAGENS E DESVANTAGENS Viés de memória perde a importância.

EXEMPLO-1 FRAMINGHAN Heart Study  Início 1948  Riscos para DCV  Indivíduos 28-62 anos  N=5.209  Exame físico+lab+entrevistas a cada 2 anos  Desfecho=DCV .

415 homens  Exposição: Urânio  Desfecho=CA  Exame físico+lab+entrevistas e monitoramento ambiental a cada 3 anos  .EXEMPLO-2 Mineiros de Urânio do Colorado  Início 1950  Risco para CA em mineiros  3.

700 mulheres  Exposição: anticoncepcional hormonal  Desfecho: CA  Questionários a cada 2 anos Amostras biológicas após 6 e após 13 anos  .EXEMPLO-3 Cohorte de Enfermeiras Americanas  Início 1976  Risco para CA e hormônios  Mulheres casadas 30-55 anos  127.

 Karl Perason.METANÁLISE Vem do grego: além da análise  Século XVII astronomia  Estabeleceu-se que a combinação de dados de diferentes estudos pode ser mais apropriado que apenas um estudo. início do século XX foi o rimeiro que utilizou o método no estudo das “febres entéricas”  .

METANÁLISE  Técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de 2 ou mais estudos. . em uma revisão sistemática da literatura. sobre uma mesma questão de pesquisa.

estando ela errada)  Eliminar estudos com alto risco de viés  Reduzir viés de publicação  É utilizado um peso para cada estudo de acordo com a variância (inversamente proporcional) e tamanho da amostra.METANÁLISE-OBJETIVOS Reduzir erro alfa (afirma a hipótese.  .

TOQUE RETAL)  ..SCREENING TESTS Características de um bom teste de Screening SIMPLES  RÁPIDO  BARATO  SEGURO AO PACIENTE  ACEITAÇÃO PELO PACIENTE (P EX.

TABELA COMPARATIVA NÃO -EXPERIMENTAIS Situação/ Aplicação Doença Rara Causa Rara Ecológico Prevalência CasoControle +++++ Cohorte ++++ ++ +++++ Múltiplos Efeitos da Causa Múltiplos Determinan -tes Relação c/ tempo Medir Incidência ++ ++++ ++++ +++ +++++ +++++ Longo Período Latência +++ .

CARACTERÍSTICAS DE UM TESTE CONDIÇÃO DE ACORDO COM PADRÃO OURO PRESENTE AUSENTE RESULTADO + A= Verdadeiros + B=Falsos + RESULTADO .C=Falsos .D=Verdadeiros TOTAL A+C B+D A/A+C= SENSIBILIDADE D/D+B= ESPECIFICIDADE A/A+B= VALOR PREDITIVO + D/C=D= VALOR PREDITIVO – (A+D)/A+B+C+D= ACURÁCIA TOTAL A+B C+D A+B+C+D .

DEFINIÇÕES Especificidade: habilidade do teste em diagnosticar apenas aqueles que não têm a doença  Sensibilidade: habilidade do teste em detectar os indivíduos que de fato têm a doença  VPP+: indivíduos cujo teste foi + e têm de fato a doença  VPP-: indivíduos cujo teste foi – e de fato não têm a doença  Acurácia: mede o grau de congruência entre o teste utilizado e o padrão ouro  .

(1832). Camargo et al. 2004. set. Saúde .1371/journal.com/content/3/1/11 Phase II Clinical Trial with ivermectin in patients with Mansonella ozzardi (Nematoda: Onchocercidae) in Brazilian Amazonia. de Antonio Correa de Lacerda (1777-1852). 2012 Jul 17. 11(3): 587-618. Jansen Fernandes Medeiros4. China: a cohort follow-up study of 14 years]. Maira Santiago Pires Parente2. Sun Y. Ciências. doi:0. Qian GS. Wang JB. Tu H. Marcos Paulo Parente Araújo2. Manguinhos. Pedro di Tariq Barreto Crispim3.BIBLIOGRAFIA    SANJAD.parasitesandvectors. [Relationship between serum hepatitis B virus DNA load and hepatocellular carcinoma in Qidong. Williams MA. Wu Y.: Cólera e medicina ambiental no manuscrito Choleramorbus. Sergio de Almeida Basano1. História.pone. Luana Janaína Souza Vera2. Zhang QN. Gilberto Fontes5. . Luis Marcelo Aranha Camargo 2.Qiu C. Epub 2012 Nov 6.6/+ IN PRESS MIOC   Zhonghua Yi Xue Za Zhi.-dez.vol.2.0048060. Chen TY.92(27):1874-7. 2012. 3:11 http://www. Parasites & Vectors 2010.Maternal Serum Heme-Oxygenase-1 (HO-1) Concentrations in Early Pregnancy and Subsequent Risk of Gestational Diabetes Mellitus. Juliana Souza de Almeida Aranha Camargo2. Enquobahrie DA. Hevner K. N. PLoS One.7(11):e48060. Lu PX.

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