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Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

ESTRUTURA DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO

Eduardo Sodré – março / 2014

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

Eduardo Sodré – março / 2014

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

Fonte: www.ons.org.br
Eduardo Sodré – agosto / 2013

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Eduardo Sodré – agosto / 2013

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Eduardo Sodré – agosto / 2013

Como constatado pela comissão [Relatório Kelman], a vulnerabilidade do sistema elétrico poderia ter sido prevista, pois o sistema estava em desequilíbrio desde 1999. A hidrologia adversa apenas precipitou a crise energética, o que era previsível frente às circunstâncias da época. O fator predominante para a ocorrência da crise de suprimento seria o atraso da entrada em operação de obras de geração e de transmissão e a ausência de novos empreendimentos de geração. Como verificado pela comissão, a demanda cresceu de acordo com as expectativas, mas não houve aumento da oferta [pág. 17] ... O Relatório Kelman analisou também a atuação dos órgãos institucionais do setor elétrico frente à crise. Apurou-se que o Ministério de Minas e Energia, ciente da necessidade urgente de geração adicional, promoveu, a partir de 1999, uma série de medidas para aliviar a situação energética no país. Destacam-se, nesse período, o Programa Estratégico Emergencial de Energia Elétrica e o Leilão de Capacidade [pág. 17]. Entretanto, nenhuma dessas iniciativas surtiu os efeitos esperados, como constatado pela comissão, que apontou como o "fator principal para o insucesso das iniciativas governamentais para amenizar a crise, em particular o Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), a ineficácia da gestão intragovernamental. Houve falhas de percepção da real gravidade do problema e de coordenação, comunicação e controle" [pág. 18]. A comissão verificou que o fluxo de informações entre o ONS, o MME, a ANEEL e a Presidência da República mostrarase inadequado, pois as instituições agiram de acordo com sua lógica interna, que não evidenciava os riscos e a dimensão da crise. Nesse sentido, a crítica feita pela comissão é de que não havia nenhum órgão encarregado de verificar a lógica global do funcionamento do setor elétrico e coordenar a implementação da política energética. O processo de tomada de decisões fora descentralizado, negligenciando a coordenação interinstituciona1 [pág. 18].

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Dessa forma, com o Novo Modelo, o Brasil alcançou uma situação de estabilidade institucional no setor elétrico, garantindo a segurança de abastecimento de forma eficiente [pág. 245].
M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.
Eduardo Sodré – março / 2014

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Eduardo Sodré – março / 2014

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Entre os especialistas, o racionamento é um risco antigo. Do ponto de vista objetivo, desde 1997 o nível dos reservatórios brasileiros vem baixando em virtude da falta de chuvas. O país atravessa a fase de mais baixo índice pluviométrico dos últimos sessenta anos. Além disso, não faltaram alertas. Em 1995, o diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, entregou um relatório ao vice-presidente da República, Marco Maciel, afirmando que o modelo de privatização das elétricas não previa a expansão do setor, o que poderia acarretar a falta de abastecimento no futuro. Em setembro daquele ano, a Eletrobrás alertou o Ministério das Minas e Energia sobre os riscos de um racionamento da ordem de 10% a partir de 2001. "Se o governo tivesse aumentado os investimentos na ocasião, a situação seria outra", diz o engenheiro elétrico João Mamede Filho, que na época era diretor da Companhia Energética do Ceará.

Eduardo Sodré – março / 2014

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Evolução da Carga Própria e Energia Armazenada SE - 1997 a 2000
28500 95,0

85,0 27500

Carga Própria (MWmed)

75,0 26500 65,0
% Energia Armazenada

25500

55,0

45,0 24500 35,0 23500 25,0

22500
ja n/ 97 m ar /9 7 m ai /9 7 ju l/9 7 se t/9 7 no v/ 97 ja n/ 9 m 8 ar /9 8 m ai /9 8 ju l/9 8 se t/9 8 no v/ 98 ja n/ 9 m 9 ar /9 9 m ai /9 9 ju l/9 9 se t/9 9 no v/ 99 ja n/ 0 m 0 ar /0 0 m ai /0 0 ju l/0 0 se t/0 0 no v/ 00 ja n/ 0 m 1 ar /0 1

15,0

Fonte:Dean Willian Carmeis / GE-MC/CEN/CLE - Contabilização e Liquidação de Energia / dean@petrobras.com.br

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São Paulo, 18 de Outubro de 2013 - 16:00

Meteorologia prevê verão chuvoso
Com isso, diretor do ONS descarta risco de falta de energia Da redação, com informações da Agência Brasil Os modelos meteorológicos disponíveis apontam para um verão mais chuvoso no País, o que praticamente afasta o risco de blecaute por excesso de demanda. A avaliação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. “Apagão, nenhum risco. O nível dos reservatórios não é dos melhores, mas não é nada que apavore. O atendimento é garantido. Um outro sinal muito positivo é que nós estamos tendo indicações meteorológicas favoráveis, diferentemente do ano passado, quando o período úmido atrasou muito. Este ano já começou a dar sinal das frentes [frias] passando para onde interessa, que são as bacias principais do sistema. Elas estão se concentrando mais ao norte da Região Sul, onde estão as principais bacias, como a do Rio Iguaçu, e indo para a Região Sudeste, pegando até a cabeceira do Rio São Francisco”, explicou Chipp. O diretor-geral do ONS ressaltou que está sendo registrado um aumento de temperatura no Atlântico Sul, o que faz as frentes subirem mais rapidamente. “As frentes não param no Sul, indo para as bacias que têm mais capacidade de armazenar água, no Sudeste. Os modelos que a gente utiliza, que é do Cptec [Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos] e outros dois americanos, estão dando uma indicação consensual e está se configurando. Segundo os meteorologistas, essa tendência não se reverte.” Com a garantia de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas, Chipp disse que haverá redução na utilização das termelétricas, o que afasta a possibilidade de aumento na conta de luz do consumidor final, por conta dos encargos cobrados quando o sistema usa muito a energia térmica: “Se configurando essas previsões, deve se reduzir [o uso de termelétricas]”. Chipp disse que o aumento de carga para este ano deverá ficar em 4%, em comparação ao ano anterior, que havia registrado crescimento de 4,2%, valores sempre acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em razão do crescente consumo dos brasileiros de produtos elétricos e eletrônicos, incluindo aparelhos de ar condicionado, especialmente utilizados nos picos de calor do verão.

Eduardo Sodré – agosto / 2013

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Eduardo Sodré – março / 2014

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Separação entre Produto e Serviço

DESREGULAMENTAÇÃO

REGULAMENTAÇÃO

DESREGULAMENTAÇÃO

G eração

Transm.
Serviço

Distr.
Serviço

C onsumidor

COMPETIÇÃO

MONOPÓLIO NATURAL

COMPETIÇÃO

Energia Elétrica (MWh) = Produto Transporte de Energia = Serviço

Eduardo Sodré – março / 2014 Fonte:Dean Willian Carmeis / GE-MC/CEN/CLE - Contabilização e Liquidação de Energia / dean@petrobras.com.br

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Eduardo Sodré – março / 2014

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AMBIENTE DE CONTRATAÇÃO

Fonte:Dean Willian Carmeis / GE-MC/CEN/CLE - Contabilização e Liquidação de Energia / dean@petrobras.com.br

Eduardo Sodré – março / 2014

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Leilão de Expansão do Sistema de Geração
Plano Decenal de Energia - PDE Cadastro e Habilitação Técnica das Fontes de Geração Lista de Usinas aptas a vender Energia Compromisso de Compra das Distribuidoras

Leilão de Compra de Energia
Fonte: José Carlos de Miranda Farias - 2º Forum Capixaba de Energia / Vitóra/ES, 02 de junho de 2009
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Contratação de Energia Nova
Leilões de “A-5” e de “A-3”
contratos com prazo de 15 a 35 anos

Compra em “A-3” limitada a 2% da carga de “A-5”

A-5

A-4

A-3

A-2

A-1

A

Fonte: José Carlos de Miranda Farias - 2º Forum Capixaba de Energia / Vitóra/ES, 02 de junho de 2009

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Reforma do Setor – Governo de FHC: Privatização; ANEEL; ONS; Mercado Atacadista de Energia; Consumidor Livre; Competição na Geração; Leilão na Transmisão, etc. Em 1999 foi lançado o PPT. Privatização da Geração da ELETROSUL. Em 1999 SIN com NEWAVE !

Eleição de Lula.

Nova miniReforma do Setor Elétrico; Dilma era Ministra de Minas e Energia: Leilão de Energia Nova para ACR !

1994-2000
Racionamento

2001

2002

2004

2005

2006-2007

1° Leilão de Energia Nova.

APAGÁS; Térmicas do PPT. Leilão da UHE Santo Antônio (Rio Madeira).
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Eduardo Sodré – agosto / 2013

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Fonte: ANEEL

Eduardo Sodré – agosto / 2013

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Eduardo Sodré – agosto / 2013

On Rooftops, a Rival for Utilities

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

http://www.nytimes.com/2013/07/27/business/energy-environment/utilities-confront-fresh-threat-do-it-yourselfpower.html?pagewanted=all&_r=0

Nowhere, though, is the battle more heated than in California, home to the nation’s largest solar market and some of the most aggressive subsidies. The outcome has the potential to set the course for solar and other renewable energies for decades to come. At the heart of the fight is a credit system called net metering, which pays residential and commercial customers for excess renewable energy they sell back to utilities. Currently, 43 states, the District of Columbia and 4 territories offer a form of the incentive, according to the Energy Department. Some keep the credit in line with the wholesale prices that utilities pay large power producers, which can be a few cents a kilowatt-hour. But in California, those payments are among the most generous because they are tied to the daytime retail rates customers pay for electricity, which include utility costs for maintaining the grid. The fight in California has become increasingly public, with the two sides releasing reports and counter-reports. A group of fast-growing young companies that install rooftop systems, including SolarCity, Sungevity, Sunrun and Verengo, recently formed their own lobbying group, the Alliance for Solar Choice, to battle efforts to weaken the subsidies and credit systems.
Eduardo Sodré – agosto / 2013

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