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Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

AGENTES ECONÔMICOS E INSTITUCIONAIS

Eduardo Sodré – março de 2014

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.

Eduardo Sodré – março de 2014

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico Quando o CMSE identifica uma situação de risco de abastecimento em qualquer setor, deve elaborar propostas de ajustes, soluções e recomendações de ações preventivas ou saneadoras dessas situações, com vistas a manter ou restaurar a segurança no abastecimento e no atendimento eletroenergético. Essas propostas devem ser encaminhadas, quando
necessário, ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O CMSE é presidido pelo ministro de Estado de Minas e Energia e tem, em sua composição, quatro representantes do MME e os titulares da ANEEL,ANP, CCEE, EPE e ONS. O ministro de Minas e Energia pode convidar representantes de órgãos da administração federal, estadual e municipal, e de entidades públicas e privadas, bem como técnicos do setor elétrico, para participar das reuniões do CMSE. O Conselho reúne-se ordinariamente uma vez por mês e, em caráter extraordinário, quando convocado pelo ministro de Minas e Energia. Nessas reuniões, os assuntos examinados pelo Comitê e suas deliberações devem ser sistematizados e formalizados em atas. Com a publicação da Resolução n° 8, de 2007, do CNPE, o CMSE passou a exercer também a prerrogativa do despacho de usinas fora da ordem de mérito. Trata-se de uma decisão extraordinária do Comitê, com o objetivo de garantir o suprimento energético do SIN. Cabe ao ONS, nesses casos, sustentar tecnicamente as decisões do CMSE.
M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.

Eduardo Sodré – março de 2014

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GERAÇÃO
A atividade de geração é considerada competitiva. Os agentes de geração podem vender energia tanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) quanto no Ambiente de Contratação Livre (ACL). A Lei n° 10.848/2004, para efetivar a desverticalização, vedou que as geradoras desenvolvam atividades de distribuição. Há três regimes juridicos aplicáveis à geração de energia, analisados a seguir: regime de serviço público, regime de autoprodução e regime de produção independente.

M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.

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GERAÇÃO
Os geradores, de modo geral, não detêm autonomia para proceder à geração. Compete ao ONS, no despacho de geração, determinar quanto cada usina deve produzir a cada momento, levando em conta as exigências de suficiência e de economicidade no atendimento da demanda. As regras de operação do sistema elétrico retiram de cada gerador, individualmente considerado, a decisão operativa. O gerador entrará em operação quando e se determinado pelo ONS, não importando os contratos que tenha firmado. Se o ONS optar por não despachar determinado gerador, ele deve permanecer à disposição do sistema.
M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.

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TRANSMISSÃO

M. Tolmasquim, “O Novo Modelo do Setor Elétrico”, Synergia Editora, 2011.

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Energia Incentivada – Energia produzida através de fontes alternativas (PCHs, eolica, biomassa, solar, etc.), cujo custo de produção tende a ser mais elevado, motivo pelo qual e concedido um desconto de 50% ou 100% no valor da TUSD ou TUST, a fim de viabilizar a competição com as demais fontes.

Fonte:

VISÃO GERAL DAS OPERAÇÕES NA CCEE, Versão 2011.

Eduardo Sodré – março de 2014

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RESOLUÇÃO NORMATIVA ANEEL Nº 391, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2009. Estabelece os requisitos necessários à outorga de autorização para exploração e alteração da capacidade instalada de usinas eólicas, os procedimentos para registro de centrais geradoras com capacidade instalada reduzida e dá outras providências.

Art. 12-B A partir da data de publicação desta Resolução, para obter a outorga de autorização o interessado deverá apresentar a garantia de fiel cumprimento no valor de 5% (cinco por cento) do investimento. (Incluído pela REN ANEEL 546, de 16.04.2013.) §1º O investimento é estimado no valor de referência de R$ 4.000 (quatro mil reais) por quilowatt instalado. (Incluído pela REN ANEEL 546, de 16.04.2013.) Anexo I - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS AO REQUERIMENTO DE OUTORGA

Ítem 2. do ANEXO I - Qualificação Técnica:
2.5. Estudo simplificado contendo os dados, de pelo menos 3 (três) anos, referentes às leituras de velocidade e direção do vento, histogramas, freqüências de ocorrência e curva de duração, incluindo localização das torres de medição, de forma a subsidiar a determinação do fator de capacidade da usina eólica. 2.5.1. Para os requerimentos de outorga protocolados até 31 de dezembro de 2012, excepcionalmente, serão aceitos estudos contendo 1 (um) ano de dados. (Redação dada pela REN ANEEL 462 de 16.11.2011.) 2.5.2. Para os requerimentos de outorga protocolados de 01/01/2011 a 31/12/2011, excepcionalmente, serão aceitos estudos contendo 2 (dois) anos de dados. (Revogado pela REN ANEEL 462 de 16.11.2011.) 2.6. Declaração, conforme modelo constante do Anexo VI, emitida pelo(s) titular(es) de parque(s) eólico(s) já autorizado(s), ou que possua(m) Despacho de Registro de Requerimento de Outorga vigente, ou que já tenha(m) comercializado energia nos leilões previstos na Lei nº 10.848, de 2004, de Ciência de Proposta de Implantação de Novo Parque Eólico, cuja região de interferência (região que dista de 20 vezes a altura máxima da pá, considerando-se todas as direções do vento com permanência superior a 10% (dez por cento)) abranja área do parque eólico outorgado, ao(s) declarante(s). (Redação dada pela REN ANEEL 546, de 16.04.2013.)
Eduardo Sodré – março de 2014

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GARANTIA FÍSICA DE UM PARQUE EÓLICO
PORTARIA MME N. 342, DE 3 DE OUTUBRO DE 2013
Modificou a Portaria MME N. 258, de 28 de julho de 2008

Determinação das Garantias Físicas das Usinas Termelétricas e das Usinas Solares Heliotérmicas, Inflexíveis ou com Custo Variável Unitário - CVU Nulo
Garantia Física de Energia das Usinas Eólicas Garantias Físicas das Usinas Solares Fotovoltaicas

Eduardo Sodré – março de 2014

GARANTIA FÍSICA DE UM PARQUE EÓLICO

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PORTARIA MME N. 342, DE 3 DE OUTUBRO DE 2013

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PORTARIA MME Nº 21, DE 18 DE JANEIRO DE 2008.

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considerando a necessidade de aprimorar a Portaria MME nº 328, de 29 de julho de 2005, que padronizou os procedimentos para Registro na Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e posterior Habilitação Técnica pela Empresa de Pesquisa Energética - EPE de projetos de novos empreendimentos de geração de energia elétrica e de ampliação ou repotenciação, restrita ao acréscimo da capacidade instalada, com vistas à promoção dos leilões de energia proveniente de novos empreendimentos, resolve:

Eduardo Sodré – março de 2014

PORTARIA MME Nº 21, DE 18 DE JANEIRO DE 2008.

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Art. 6º-A Os empreendedores com projetos de geração eólica deverão atender as condições para Cadastramento e Habilitação Técnica estabelecidas no art. 5º e, também, aos seguintes requisitos: (Incluído pela PRT MME 029 de 28.01.2011.) II - apresentação, no ato do cadastramento, de histórico de medições contínuas da velocidade e da direção dos ventos, em altura mínima de cinquenta metros, por período não inferior a vinte e quatro meses consecutivos, realizadas no local do parque eólico, integralizadas a cada dez minutos e com índice de perda de dados inferior a dez por cento; e (Incluído pela PRT MME 029, de 28.01.2011.) III - apresentação, no ato do cadastramento, da estimativa da geração média anual de longo prazo do parque eólico e da respectiva incerteza padrão, atestada por entidade certificadora independente, que não possua participação societária, direta ou indireta, no empreendimento de geração eólica e que, também, não tenha sido e nem seja responsável pelo desenvolvimento do projeto. (Incluído pela PRT MME 029, de 28.01.2011.) § 1º Fica definido como parque eólico o conjunto de aerogeradores interligados eletricamente, situados nas áreas circulares com raio de até dez quilômetros em torno das torres de medição anemométrica, no caso de terrenos de superfície plana com rugosidade homogênea, e com raio de até seis quilômetros, no caso de terrenos complexos, identificados os aerogeradores e as torres de medição por suas coordenadas UTM (Universal Transversa de Mercator), sujeita à validação da EPE a definição do raio quanto à adequação com a topografia. (Incluído pela PRT MME 029, de 28.01.2011.) § 2º Os períodos contínuos de ausência de dados mencionados no inciso II não poderão superar quinze dias. (Incluído pela PRT MME 029, de 28.01.2011.) § 3º Para o cumprimento do disposto no inciso III, o empreendedor deverá apresentar à EPE comprovação de que a empresa certificadora independente realizou, nos últimos seis anos, pelo menos cinco certificações de dados de medição dos ventos e de geração eólica de projetos nacionais ou internacionais que estejam em construção ou em operação de ao menos três proprietários distintos. (Incluído pela PRT MME 029, de 28.01.2011.) § 4º A partir de 2017 será exigida, no ato do Cadastramento, a apresentação de histórico de medições contínuas da velocidade e da direção dos ventos, em altura mínima de cinquenta metros, por período não inferior a trinta e seis meses consecutivos, realizadas no local do Parque Eólico, integralizadas a cada dez minutos e com índice de perda de dados inferior a dez por cento. (Incluído pela PRT MME 226, de 05.07.2013.)
Eduardo Sodré – março de 2014

PORTARIA MME Nº 21, DE 18 DE JANEIRO DE 2008.

Curso de Especialização em ENERGIAS RENOVÁVEIS

Art. 6º-B. Os empreendedores com projetos de geração solar deverão atender as condições para Cadastramento e Habilitação Técnica estabelecidas no art. 5º e, também, aos seguintes requisitos: (Incluído pela PRT MME 226, de 05.07.2013.) II - no ato do Cadastramento, a partir de 2016, apresentação de histórico de medições contínuas de irradiação global horizontal, por período não inferior a doze meses consecutivos, realizadas no local do empreendimento, integralizadas a cada minuto, para empreendimentos fotovoltaicos, sem tecnologia de concentração da irradiação; (Incluído pela PRT MME 226, de 05.07.2013.) III - no ato do Cadastramento, a partir de 2016, apresentação de histórico de medições contínuas de irradiação direta normal, por período não inferior a doze meses consecutivos, realizadas no local do empreendimento, integralizadas a cada minuto, sendo exigido, a partir de 2018, período de medições não inferior a trinta e seis meses consecutivos, para empreendimentos heliotérmicos ou fotovoltaicos com tecnologia de concentração da irradiação; e (Incluído pela PRT MME 226, de 05.07.2013.) IV - no ato do Cadastramento, apresentação de Certificação de Produção Anual de Energia contendo estimativa da geração média anual de longo prazo do empreendimento fotovoltaico e respectiva incerteza padrão, atestada por entidade certificadora independente, que não possua participação societária, direta ou indireta, no desenvolvimento do empreendimento. (Incluído pela PRT MME 226, de 05.07.2013.)

Eduardo Sodré – março de 2014