A CRIANÇA

EO ADOLESCENTE

ÉTICA

e BIOÉTICA

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado

assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
(Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
LEI Nº 8069/1990

Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

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ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
LEI Nº 8069/1990

Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: II - opinião e expressão;

psíquica e moral da criança e do adolescente. . O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE LEI Nº 8069/1990 Art. idéias e crenças. da identidade. dos espaços e objetos pessoais. abrangendo a preservação da imagem. dos valores. 17. da autonomia.

Profissionais de Saúde e o Paciente Pediátrico .Aspectos Éticos do Relacionamento entre Médicos.

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PACIENTE PEDIÁTRICO Do recém-nascido ao final da adolescência .

DILEMAS ÉTICOS .Estabelecer os limites da autonomia da criança e do adolescente nem sempre é fácil.

PACIENTE ADULTO COMPETENTE Autonomia = participar das decisões. A postura paternalista perde o sentido. . O pré-requisito é o esclarecimento.

A questão da Autonomia em Pediatria é muito mais complexa .

Quem consente ou não em um e no outro caso? . • adolescente de 17 anos de idade.AUTONOMIA EM: • criança de 2 anos de idade.

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• esclarecimento fundamental. .AUTONOMIA EM: Criança de 2 anos de idade Quem decide são os pais. Porque isso parece tão natural? • transposição do princípio do respeito à autonomia.

.AUTONOMIA EM: Criança de 2 anos de idade MAS Advertência aos profissionais: o direito à explicação.

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Capítulo XII Ensino e Pesquisa Médica É vedado ao médico: O NOVO CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Art. após as devidas explicações sobre a natureza e as consequências da pesquisa. além do consentimento de seu representante legal. 101 Deixar de obter do paciente ou de seu representante legal o termo de consentimento livre e esclarecido para a realização de pesquisa envolvendo seres humanos. . é necessário seu assentimento livre e esclarecido na medida de sua compreensão. Parágrafo único. No caso do sujeito de pesquisa ser menor de idade.

CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO .

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CONSENTIMENTO INFORMADO NO ATENDIMENTO PEDIÁTRICO Informed consent in pediatrics .

Consentimento informado é o registro em prontuário de uma decisão voluntária. consciente de seus riscos. Deve documentar que o paciente foi informado a respeito das opções de tratamento. por parte do paciente ou de seus responsáveis legais. . tomada após um processo informativo e esclarecedor. para autorizar um tratamento ou procedimento médico específico. benefícios e possíveis consequências. se existirem.

.Documentar que tais informações foram transmitidas e compreendidas é o espírito do consentimento informado.

Expressa o respeito ao direito do paciente ou seus responsáveis legais de decidir. .

O consentimento dado pode ser revogado a qualquer momento. .

Consentimento informado não é mera formalidade .

Assentimento .Consentimento A capacidade de compreender as consequências de seus atos é um processo progressivo da criança.

Adultos capazes maior peso da autonomia Crianças maior peso da beneficência “ A criança tem direito a um futuro aberto” .

O direito dos pais tomarem essas decisões pelos seus filhos é absoluto? .

o dever de proteger sua saúde.O direito dos pais deriva de um dever. .

• maturidade e inteligência alcançadas. • decisões dos pais não atendem ao melhor interesse da criança.Esse direito só existe enquanto necessário para a proteção da criança. .

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na média.O amadurecimento da criança e do adolescente é um processo gradual relativamente dependente do período etário. . mas sempre individualizado.

.Atendimento médico do adolescente.

• indivíduo progressivamente capaz. . deve ser atendido de forma individualizada. • postura de acolhimento do médico. centrada em valores de saúde e bemestar.Atendimento médico do adolescente.

. diagnósticas e terapêuticas. A informação aos pais será com o expresso consentimento do adolescente. • garantia de privacidade e confidencialidade:  ações profiláticas.Atendimento médico do adolescente.

Privacidade e Confidencialidade .

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Atendimento médico do adolescente. Os limites desse envolvimento devem ficar claros para ambos. • Incentivar o adolescente a envolver a família. • O envolvimento da família é desejável. .

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Atendimento médico do adolescente. . • A ausência dos pais não é impedimento para o atendimento médico do adolescente em consultas médicas ou retornos.

• Situações consideradas de risco:  gravidez  abuso de drogas  não adesão a tratamentos  doenças graves  risco de morte ou risco à saúde de terceiros  procedimentos de maior complexidade. .Atendimento médico do adolescente.

Em todas a situações em que se caracterizar a necessidade da quebra do sigilo. o jovem deve ser informado.Atendimento médico do adolescente. . justificando-se os motivos.

ALTA A PEDIDO .

ALTA A PEDIDO: • Direito da criança ou do adolescente de não permanecer hospitalizado. . observadas as práticas cientificamente reconhecidas e com respeito às normas legais. • Autonomia dos profissionais deve ser garantida.

ALTA A PEDIDO: • Manter responsáveis informados. • Havendo solicitação de alta:  avaliar  esclarecer dúvidas  medos  angústias  ansiedades . • Manter o jovem informado.

cauteloso e isento. contendo possibilidades de risco de:  morte  perda de qualidade de vida  perda de função de um determinado órgão ou  sistema sofrimento por interrupção do tratamento . recorrer à Vara da Infância e Juventude com relatório fundamentando.ALTA A PEDIDO: • Se a alta não puder ser concedida com segurança.

a responsabilidade é do último que assistiu o paciente. Até que outro médico assuma.ALTA A PEDIDO: •Não existe documento com valor jurídico que isente o médico da responsabilidade da alta de paciente menor de 18 anos. . por maior que seja a pressão familiar.

In: _______. 421-224. no futuro. p. GERAÇÕES FUTURAS . deslocando apenas. HIRSCHHEIMER.” Constantino. Mário Roberto (eds. SP : Atheneu.. João Coriolano Rego. sua autonomia propriamente dita. de forma plena. São Paulo. que a criança tem biologicamente.. então. Na realidade.FUTURO DA GERAÇÃO (. conduzir a criança em segurança para seu futuro tem sido e sempre será a missão do pediatra. 2009. ela possa exercer. Clóvis Francisco. tal desabrochar de cidadania em sua máxima extensão e brilho.). BARROS. o direito a um futuro aberto. Aliás. no tempo.) Entende-se. portanto a sociedade tem a obrigação de organizar-se com o objetivo de oferecer-lhe as condições necessárias para que. Epílogo. tal exercício mantém resguardada a potencialidade da criança para ser um indivíduo de pleno direito. Cuidando de crianças e adolescentes sob o olhar da ética e bioética.

ÉTICA E MORAL “Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito: os céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim”. Crítica da Razão Pura Immanuel Kant BIOÉTICA: REFLEXÃO SOBRE A MORALIDADE HUMANA Diego Gracia .