Avaliação de Formações

Agustinho Plucenio

Índice
• Introdução • Mud Logging, Testemunhos (coring) • Perfilagems de Poço Aberto • Perfilagem de Poço Revestido • Integração Sísmica de superfície com
perfilagem.

o custo de perfilagem de um poço é pequeno.Introdução Proporcionalmente. Se o poço perfurado não puder ser avaliado perde-se todo o investimento. .

. -Características do fluído de perfuração -Peso sobre a broca (“Weight on Bit”) -Torque sobre o BHA. -Descrição litológica das amostras de calha (“shale shaker”) -Fluorescência das amostras de calha.Mud Logging • Chama-se Mud Logging o serviço que mantém o registro contínuo de: -Profundidade -Taxa de Penetração -Detecção de Gás na superfície e cromatografia.

(Ás vezes usados strokes/min) -Temperatura de entrada da lama -Temperatura de saída da lama .) -Taxa de Bombeio.Mud Logging (cont.Nível do tanque de lama .

Contudo pode ser contratado como um elemento da equipe de Mud Logging. O geólogo descrevendo as amostras é geralmente um funcionário da empresa petroleira. O geólogo do turno é responsável por manter a descrição das amostras de calha para intervalos regulares de profundidade (ex:a cada 10m) .Descrição litológica Estes dados fazem parte do Mud Log.

Cabine de Mud Logging .

Cada fase é caracterizada por um “Bit size” e uma lama apropriada. ainda aberto.Avaliação de formação (OH) • A perfuração de um poço é dividida em fases. Com estas informações calcula-se o volume do poço e o volume de cimento a ser usado na cimentação do revestimento. Um dos produtos da perfilagem é o registro contínuo do diâmetro do poço (às vezes em 2 eixos ortogonais). Antes de passar para a fase seguinte o poço. é perfilado para a avaliação das formações perfuradas. .

geofísicos. . engenheiros de reservatório. engenheiros de perfuração. • Os perfis são usados pelos geólogos. engenheiros de completação. etc. obtidos de forma contínua ou estacionária utilizados para avaliar alguma característica da formação ou da mecânica do poço.Perfilagem (Logging) • A perfilagem de um poço é o conjunto de aquisições de dados.

e para estimar a reserva de hidrocarbonetos. gás ou água em um reservatório. • . determinar a profundidade e espessura das zonas.Porque perfilar? • Perfis ajudam a definir características físicas das • rochas como litologia. geometria do poro e permeabilidade. Dados de perfilagem são usados para identificar zonas produtoras. distinguir entre óleo. porosidade. Ainda. mapas geológicos desenvolvidos a partir de interpretação de perfis ajudam na determinação do relacionamento das facies e na determinação de novas locações para perfuração.

m=2 e n=2 m=fator de cimentação a . • Para uma rocha sem folhelho Archie (em 1942) estabeleceu uma relação entre a resistividade R de um volume unitário de rocha com a porosidade f.sw .Algumas definições • Os dois parâmetros primários determinados a partir dos dados de perfilagem são porosidade (f ) e a fração do espaço poroso preenchido com água de formação (sw ). saturação de água sw e resistividade de água Rw.Rw R m n  . Geralmente a=1.

Xplots R x f Perfis Elétricos.Indução e Lateralog Perfis Nucleares (Densidade.Para obtermos volume de folhelho SP. Neutron Densidade Para obtermos Rw Para obtermos a resistividade Para obtermos a porosidade Perfil SP. Perfil de Raios Gamma.Neutrão) ou sônicos .

Algumas regiões de interesse: .

-Rmc.T . -Rmf.Resistividade e Temperatura da crosta (mud-cake) formada no teste de filtrado.Resistividade e Temperatura do filtrado da lama de perfuração.Rm.T . .T .Antes de uma perfilagem: • Para lamas condutivas mede-se: .Resistividade da lama perfuração e sua Temperatura.

Como indicado no diagrama. registra-se a diferença de potencial entre um eletrodo na superfície e outro eletrodo situado dentro do poço.SP – Potencial Espontâneo O perfil de SP é o registro dos potenciais elétricos que ocorrem naturalmente em um poço em função da profundidade.5 log10(Rmf/Rw) at 77°F SP = -70. SP=Potencial de Membrana (Em)+ Potencial de Junção (Ej) Em = -59.2 log10(Rmf/Rw) at 77°F Ej = -11.7 log10(Rmf/Rw) at 77°F .

• Cálculo do Volume de Folhelho.Utilização do perfil de SP: • Determinação de Rw. (Vsh) • Indicador qualitativo de permeabilidade .

O perfil de SP pode indicar a % de folhelho .Utilização do perfil de SP: Uma vez definidas as linhas base para o folhelho e para a matriz.

Rweq = Rmf ( (SSP)/(10(60 + 0. Rweq Resistividade da água de formação equivalente ohm.Determinação de Rw com SP: • Determinação da resistividade da água de Formação Rw usando SP 1-Corrige-se SP para Temperatura SSP = -(60 + 0.133Tp) )) .m.133Tf) log (Rmf/Rweq) Tp = Temperatura na profundidade p em °F .m . Rmf= Resistividade do filtrado de Lama em ohm.

Utilização do perfil de SP: 1-Determine Tp 2-Corrija Rm and Rmf para Tp 3-Encontre SSP 4-Determine a razão Rmf/Rwe 5-Determine Rwe 6-Corrija Rwe to Rw • Calculamos Rw necessário para a determinação da saturação Sw! A partir de Rmf e SSP pode-se achar Rw utilizando cartas como as do Schlumberger Log Interpretation Charts sp-1. sp-2.sp4 .sp-3.sp-2m.

Carta sp-2 (exemplo): .

Além disso é utilizado na determinação do volume de folhelho e determinação de litologia. .Perfil de Raios Gama (Gr) • O perfil de Raios Gama é um dos principais perfis utilizados em perfilagems pois funciona tanto em poço aberto como em poço revestido permitindo estabelecer um controle de profundidade quando o poço está revestido através da correlação da curva registrada.

. K e U fazem parte de minerais que participam em diferentes percentuais da composição de rochas do tipo folhelho.Perfil de Raios Gama (Gr) Os elementos Th.

Perfil de Raios Gama (Gr) .

Sensor para a ferramenta GR .

Calibração da ferramenta GR (American Petroleum Institute) .

Padrão Primário para a medida GR (API) .

investigação .Resolução x Prof.

Resposta Típica GR Log .

Interpretação I .

Interpretação II .

Th e U separadamente .Existe 2 tipos de ferramentas: 1-Mede Gr Total 2-Mede contribuição de K.

Natural Gamma Ray Tool .

.Perfil de densidade Brevíssima introdução aos tipos de decaimentos radioativos. Alguns elementos da tabela períodica são instáveis e no processo para alcançar estabilidade emitem radiações do tipo: • alfa • beta • gama A ferramenta de densidade utiliza a radiação gama.

Decaimento alfa .

In beta plus decay. a neutron decays into a proton. an electron. a positron. and an antineutrino: n Æ p + e . in a nucleus with too many protons or too many neutrons. one of the protons or neutrons is transformed into the other. In beta minus decay. a proton decays into a neutron. and a neutrino: p Æ n + e+ +n. Beta decay occurs when.+. . or antielectrons).Decaimento beta Beta particles are electrons or positrons (electrons with positive electric charge.

the emitted photon and recoiling nucleus each have a well-defined energy after the decay. The number of protons (and neutrons) in the nucleus does not change in this process. a nucleus changes from a higher energy state to a lower energy state through the emission of electromagnetic radiation (photons). In the gamma decay of a nucleus. . so the parent and daughter atoms are the same chemical element. The characteristic energy is divided between only two particles.Decaimento gama In gamma decay.

Interação gama átomo Arthur Holly Compton in 1923 and further verified by his graduate student Y. Energia de “repouso” do elétron Patrick Blackett's the 1948 Nobel Prize in Physics. Efeito fotoelétrico Efeito Compton 511 kev 1. Compton earned the 1927 Nobel Prize in Physics for the discovery. Woo in the years following. allowing the production of an electron and a positron pair without violating conservation of momentum.022 Mev Energia ( eV ) . this occurs when a high-energy photon interacts in the vicinity of a nucleus. H. Produção de par In nuclear physics.

. •O número de colisões com espalhamento Compton esta relacionado diretamente com com o número de eletrons na formação.Perfil de Densidade •Uma fonte radioativa emite raios Gama com energia de 662 Kev e intensidade de ~1. Consequentemente.3 Cu •2 Detetores do Tipo Scintilação (Xtal NaI+TuboPM) medem a radiação chegando. a resposta da ferramenta à densidade é governada essencialmente pela densidade de eletrons (ne) da formação.

O número de massa de um elemento químico é representado na parte superior do símbolo ou ao seu lado direito: 23Na ou Na-23 . A= Número de massa. Não existe dois elementos com o mesmo número atômico.de prótons(Z) + No. A= No.Princípio de funcionamento do Perfil de Densidade • Definições Z = Número atômico de um elemento que corresponde ao número de prótons encontrados no núcleo de seu átomo. neutrons no núcleo do átomo.

499 Z/A = .Princípio de funcionamento do Perfil de Densidade 1  no  ne  ln   n  scL  O número de átomos por volume |N de formação (Átomos/cc ) é (N/A).r O número de elétrons por volume é ne = 2(Z/A)r 2(Z/A)r=(1/scL) ln(no/n) e então r= 1/(scL(2Z/A))ln(no/n) 2Z/A é aproximadamente igual a 1 para a maioria das formações r = A – Bln(n) Sandstone: (SiO2) Limestone: (CaCO3) Dolomite: Z/A = .500 (CaMg(CO3)2) Z/A = .499 .

.Compensação do efeito do reboco.

Medidas efetuadas: -Diâmetro do poço ( Caliper –in ) -Densidade (Rhob – g/cc) -Fator Fotoelétrico (Pef – barn/e) -Correção utilizada na determinação da densidade (controle de qualidade) ( dRho –g/cc) .

Resposta de algumas substâncias: .

Interpretação: .

Perfil típico: Rhob Pef Caliper dRho .

dentre a maioria dos elementos encontrados na rocha é aquele cuja massa do núcleo mais se assemelha à massa do neutron. . •2 Detetores de Neutrons do tipo detetor proporcional com He3 medem a quandidade de neutrons chegando.O hidrogênio. Isto explica sua alta secção eficaz para espalhamento elástico de neutrons e também o máximo “decremento logarítimo” médio de energia por colisão.Perfil de Neutrons •Uma fonte radioativa emite Neutrons com energia de 16Mev e intensidade de 16 Cu. • Tanto a água como hidrocarbonetos possuem o Hidrogênio em sua constituição.

Medidas efetuadas: Assim a densidade de neutrons termais em um ponto no espaço entre fonte e detetor depende somente de: • Distância da fonte (espalhamento geométrico) • Densidade dos átomos que causam espalhamento elástico e inelástico.) • Densidade dos átomos que capturam neutrons. Para um determinado espaçamento fixo dos dois detetores e uma fonte emissora de neutrons com uma determinada energia podemos dizer que para uma faixa de valores de f .(N/F) . A razão das taxas de contagem dos dois detetores (N/F) é proporcional a porosidade da formação f. f= K1 + K2.(Os neutrons de alta energia viajam muito mais longe do que os neutrons termais.

Peso da lama (densidade). Temperatura . Salinidade da lama. Pressão e Salidade form. Expessura do reboco. Calcarenito .A leitura da ferramenta de neutrão sofre diversas correções ambientais: Correção por Tamanho do poço.

. Veremos mais tarde como corrigir o efeito de Vsh. A entrada com o par ( Rhob.O perfil de Neutrão é normalmente corrido combinado com a ferramenta de Densidade. Nphi) Define a litologia e a porosidade para regiões sem a influência de folhelho.

Ferramenta sônica: DT=1/2((TT1-TT2)/2 + (TT3-TT4)/2) DT=(1-)DTm + DTf. onde DTm=Tempo de trânsito da rocha matriz. DTf= Tempo de trânsito do fluído da rocha e =Porosidade (sônico) .

Perfis de Resistividade .

Princípio da ferramenta Lateralog .

Houve enormes avanços na tecnologia de focalizar a corrente de medida. .

Vista da ferramenta DLT-E (Schlumberger) .

Resistividade da zona invadida .

Imagem com perfil de micro-resistividade .

Resistividade com Ferramentas de Indução-Princípio de Funcionamento .

Resistividade com Ferramentas de Indução-Princípio de Funcionamento .

Resistividade com Ferramentas de Indução-Princípio de Funcionamento .

Resistividade com Ferramentas de Indução-Fator Geométrico .

Array Induction Tool (di=10¨ a 90¨) .

Escolha da técnica .

Permeability logging Ressonância magnética .

Interpretação rápida Exemplo perfil Indução/Densidade/Neutron/GR Cortesia da Petrobras UN SE-AL .

Interpretação rápida .

Interpretação rápida Exemplo perfil Indução/Densidade/Neutrão/GR Dados:Cortesia da Petrobras UN SE-AL .

Exemplo de uma Interpretação de Perfis .

LWD-Logging while drilling .

LWD-Logging while drilling .

. -Perfis para análise da produção ( Production Logging Tools) -etc.Perfilagem em Poços Revestidos Existem inúmeros perfis de poço revestido: -Perfis para análise da cimentação -Perfis para análise da condição do revestimento -Perfis para determinação da saturação de água da formação. -Perfis para determinação de porosidade.

Avaliação da Cimentação .

Avaliação da Cimentação
1-CBL-VDL-GR-CCL

Determinação da trajetória do poço
• A trajetória de um poço é o conjunto de dados

profundidade medida, inclinação e azimute da inclinação. A trajetória de um poço pode ser obtida de 3 formas: - Foto (Realizada antes de retirar o BHA para perfilar) - Measure While Drilling (MWD) - Perfilagem com ferramentas direcionais tipo SHDT, GCT, BGT,

• Como não se costuma realizar medir a direção
da inclinação dentro do revestimento, a sapata do último revestimento, (“casing shoe”), é utilizada como o ponto onde se considera a profundiade vertical=profundidade medida. (“tie-in point”)

• A partir do “tie-in point” o conhecimento da

profundidade medida, inclinação e direção da inclinação (“azimuth of hole deviation”) permite calcular a posição do ponto em 3D. Costuma-se corrigir a direção da inclinação com o valor da declinação magnética do local.

Unidade Perfilagem em Terra .

.Chronological Sample Taker. Perfis de Imagem .Dual Lateralog – Array Induction – Micro-Spherical Log – Azimuthal Lateralog Perfis de Porosidade .Alguns perfis • Perfis de Resistividade • • • • • . Natural Gamma-Ray Log.Litho Density Log – Compensated Neutron Log -Borehole Sonic Compensated Log – Combinable Magnetic Resonance Log Perfis Lithológicos -GR log.Induction Log –Dual Induction Log.Ultrasonic Borehole Imager. Fullbore Formation Microimager Perfis para estudo de campo -Vertical Seismic Profile. Offset VSP. Repeat Formation Tester. etc. Stratigraphic Dipmeter Tool. Modular Formation Dynamics Tester. Dipole Sonic Imager.etc Perfis amostradores .

pe.1240.slb.org/cda/2001_otc_front_door/1.cicpro.edu/indgeol/problems/lessons/rockcycle/index .utexas.com/Pages/cicpro.dir/index.com/petr.tamu.edu/Dept/Reading/general.uk/oil/ http://www.spe.html http://www.aww.dir/index.utexas.html http://www.html .igs.co.slb.htm http://www1.3325.edu/Dept/Reading/petroleum.html http://www.00.indiana.com/petr.pe.html http://www.edu/ http://www1.http://adamite.html http://pumpjack.