FUNÇÕES DA LINGUAGEM

FUNÇÕES DA LINGUAGEM
A multiplicidade de funções
da linguagem verbal
possibilita a cada homem
participar da sociedade,
integrando-se em um
processo cultural mais amplo.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Partindo do pressuposto de que a
língua representa uma cultura e tem,
portanto, um valor de representação,
inúmeros linguistas desenvolveram
hipóteses teóricas na tentativa de
descrever um conjunto mais amplo
de funções.

MECANISMO DE COMUNICAÇÃO

MODELO DE JAKOBSON

Elementos da Comunicação Funções da Linguagem
Referente (contexto) Referencial
Emissor (remetente) Emotiva
Mensagem Poética
Receptor (destinatário) Conativa
Canal (contacto) Fática
Código Metalingüística
MODELO DE JAKOBSON
Distinguiu seis funções ao todo,
relacionando cada uma delas a um dos
componentes do processo comunicativo.
Desta forma, em cada ato de fala,
dependendo de sua finalidade, destaca-
se um dos elementos da comunicação, e,
por conseguinte, uma das funções da
linguagem.

MODELO DE JAKOBSON
As atribuições de sentido ou
possibilidades de interpretação de uma
mensagem podem ser deduzidas
primeiramente na direção intencional do
fator da comunicação pois esse
elemento determina o perfil da
mensagem e, por conseguinte, a função
da linguagem predominante.

FUNÇÃO REFERENCIAL
Função em que se valoriza
primordialmente o assunto, o fato a
ser informado e está centrada no
referente. É caracterizada pelo uso
da denotação, de terceira pessoa,
verbos impessoais, voz passiva,
dados que expressam objetividade.
FUNÇÃO REFERENCIAL
A linguagem referencial ou
denotativa estrutura-se em
bases convencionais e
produz informações precisas,
transparentes e sem
ambiguidades.

Os textos cuja função predominante é a
referencial procuram aproximar o
receptor da realidade e da verdade dos
fatos, afastando-o da subjetividade de
julgamentos. “O uso da função
referencial tem em vista a transmissão
objetiva de informação sobre o contexto,
sobre os fenômenos extralinguísticos.”
(MEDEIROS: 2010, 45)
A Nasa inaugurou em seu site
um canal de TV da Estação
Espacial Internacional, de
onde imagens são
transmitidas ao vivo [...]
(Folha Online,13/03/2009)


O Lobo de Wall Street

O filme é adaptação do livro de
memórias de Jordan Belfort, que no
Brasil ganhou o nome de "O Lobo de
Wall Street". Belfort foi um corretor de
títulos da bolsa norte-americana que
entrou em decadência nos anos 90. Sua
história envolve o uso de drogas e
crimes do colarinho branco.

O Direito Administrativo como disciplina
autónoma nasceu com a implantação do
Estado de Direito, no período que sucedeu à
Revolução Francesa. Assim como o Direito
Constitucional, teve em foco a restrição do
arbítrio estatal e a proteção dos direitos
fundamentais. Contudo, conforme será
exposto, grosso modo, pode-se dizer que ele
se relaciona mais com a função administrativa
do que propriamente com a função
governamental. (NOHARA: 2009, P.1)
FUNÇÃO EMOTIVA
A função emotiva tem no emissor sua
orientação e caracteriza-se pela
expressão de suas emoções e
sentimentos. Ela implica sempre uma
subjetividade do discurso do sujeito e
na forma como esse discurso se
estrutura.
Nos textos em que prevalecem
a função emotiva, o emissor não
relata fatos e sim apresenta o
seu ponto de vista, ou opinião,
sentimentos e emoções sobre
os acontecimentos.
FUNÇÃO EMOTIVA
“Toda a atração e sensibilidade pela natureza viva -
que alimentava e aquecia meu coração,
transformando o mundo à minha volta num paraíso
cuja força benigna me perpassava por inteiro -
tornaram-se agora para mim um tormento
insuportável que me persegue por toda parte. Do
mesmo modo como a natureza declara agora o
outono, também dentro e em volta de mim o outono
se manifesta. As minhas folhas amarelecem, e as
folhas das árvores vizinhas já caíram.”
(Goethe. Os sofrimentos do jovem Werther)
FUNÇÃO EMOTIVA
 Caspar David Friedrich: O peregrino sobre o mar de névoa, 1818. Kunsthalle
FUNÇÃO CONATIVA
É a função que enfatiza a ação do emissor
em convencer o receptor a ter determinado
comportamento. A função conativa é
também chamada de apelativa já que a
partir da ação verbal do emissor temos a
intenção dele ser notado pelo destinatário
por meio de uma ordem, invocação,
saudação ou súplica.
FUNÇÃO CONATIVA
A função conativa caracteriza-se
gramaticalmente pelo uso do
imperativo e do vocativo bem como
pela 2º pessoa do verbo. Ela carrega
traços de argumentação/persuasão
que assinalam o remetente da
mensagem.
FUNÇÃO CONATIVA
FUNÇÃO FÁTICA
É a mensagem que enfatiza o
contato, o suporte físico e cujo
objetivo é estabelecer contato com
o receptor. A finalidade dessa
mensagem é testar o suporte físico,
prolongar,interromper ou reafirmar
a comunicação.
FUNÇÃO FÁTICA
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no
futuro... E você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono
tranqüilo... Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
Sinal Fechado. Paulinho da Viola

FUNÇÃO POÉTICA
Na função poética a ênfase está
na elaboração/construção da
mensagem. Nessa função, a
estrutura da supera em
importância o conteúdo das
informações que ela veicula.
FUNÇÃO POÉTICA
Teu corpo quero
acariciar e amar
como um soldado
ferido pela guerra
inútil, sozinho...
acaricia sua única
perna.
Maiakovski

O poema captura a
recepção do leitor
sobre a intensidade
do amor sentido pelo
eu-lírico a partir da
elaboração da
imagem que serve
de parâmetro para o
sentimento.
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
É a função cujo objetivo é o uso
do código para explicar o próprio
código. As mensagens de perfil
metalinguístico além de
naturalmente operarem com o
código o presentificam numa
forma de reflexão no conteúdo.
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
CÓDIGO






Sistema de símbolos com
significação fixada, convencional,
para representar e transmitir os
sinais na mensagem.
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
O LUTADOR
 (Carlos Drummond de Andrade)

Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.


HABEAS CORPUS

É medida judicial de caráter urgente,
que pode ser impetrada por qualquer
pessoa, ainda que não advogado, em
seu favor ou de outrem, bem como pelo
Ministério Público, sempre que alguém
sofrer ou se achar na iminência de sofrer
violência ou coação ilegal.