Sumário da Discussão

 Lógica
 Elementos de Lógica
 Um pouco de HISTÓRIA
 Raciocínio
 Indução
 Dedução
 Leis, Teorias e outros bichos
 Conclusão e cenas dos próximos capítulos
Introdução
 Lógica sempre teve um papel fundamental
desde a Antiguidade.
 “É lógico que podemos ser Penta !” 
 As expressões lógica e lógico são usadas
por nós com vários significados...
 O logos tem princípios e regras de
funcionamento?
O Nascimento da Lógica
 Heráclito de Éfeso
 Mundo é um fluxo perpétuo
 O logos é a mudança e a contradição.
 Parmênides de Eléia
 O logos é a permanência.
 O logos é o Ser como pensamento e linguagem
verdadeiros.
Platão e Aristóteles
 Platão = Heráclito
 Mundo é uma aparência
 Mundo verdadeiro é de essências imutáveis.
 Precisamos usar a dialética.
 A idéia é ter um debate entre opiniões
contrárias para que o pensamento e a
linguagem possam passar da contradição entre
as aparências a uma só essência.
Aristóteles
 Visão diferente de Platão.
 Há um só mundo que tem aparências e
essências.
 Há seres cuja essência é mudar e outros cuja
essência é imutável.
 Pode haver transformação sem modificação da
essência!
 Dialética não é apropriada para a ciência...
Cria-se a lógica.
A Lógica de Aristóteles
 Analítica.
 Lógica antecede o uso do pensamento e da
linguagem, oferecendo-lhes meios para o
conhecimento.
 Parte de princípios, regras e leis
necessárias e universais do pensamento.
Elementos de Lógica
 Lembram da classificação de Aristóteles para
as ciências? A lógica não se encontra lá...
 Lógica como um instrumento para as
ciências.
 A Lógica Caracteriza-se como:
 Instrumental;
 Formal – o conteúdo não é importante!
Elementos de Lógica II
 Propedêutica  - vem antes da investigação
 Normativa – fornece princípios, leis e normas
 Doutrina de Prova – condições das demonstrações
 Geral e Temporal
 O objeto da lógica é a proposição, que
exprime juízos, que formam raciocínios, os
silogismos.
A Idéia
 Uma representação de um objeto qualquer.
 Adequada se esgota todos os elementos
possíveis de reconhecimento do objeto.
 Idéia clara ou obscura...
 A expressão verbal da idéia é um termo.
 Podemos ter várias palavras designando um
termo ou uma palavra designando vários
termos.

As Regras Formais da Idéia
 Também conhecidas por Lógica formal...
 Expressas através de definições; estas deve,
seguir algumas regras
 A palavra definida não deve estar na definição;
 Um conflito é a expressão de várias idéias conflitantes...
 Nunca defina uma idéia pelo contrário;
 Ser bom é não ser mau
 A definição deve convir a todo definido e só a ele;
 A definição deve ser breve!
 A definição deve ser mais clara que o definido.
O Juízo
 Consiste de três elementos:
 Sujeito – elemento do qual se afirma algo;
 Atributo – é o que se afirma do sujeito;
 Verbo – ligação entre sujeito e atributo.
 Juízo analítico, sintético ou possível.
A Proposição
 Constituída por Termos, enuncia um juízo
 Aristóteles definiu 10 categorias de termos:
 Substância – homem, animal
 Quantidade – dois quilômetros
 Relação – o dobro, a metade
 Lugar – na casa, na aula
 Tempo – ontem, hoje, agora
 Posse - armado
 Ação - corta, fere, chora
 Passividade – está cortado, ferido.

Proposição II
 Categorias indicam o que uma coisa é, faz,
está.
 Possuem duas propriedades: extensão e a
compreensão.
 Extensão – conjunto de objetos designado pelo
termo.
 Compreensão – conjunto de qualidades que
este mesmo termo designa.
Proposição III
 Classificamos os termos em três tipos:
 Gênero: extensão maior, compreensão menor
 Espécie: extensão e compreensão médias.
 Indivíduo: extensão menor e compreensão
maior.
 As categorias são predicados atribuídos a
um sujeito.
Proposição IV
 Discurso declarativo que enuncia os juízos.
 Dois tipos de proposição:
 Existencial
 Predicativa.
 Se classificam de acordo com a qualidade e
a quantidade.
Proposição V
 De acordo com a qualidade:
 Afirmativas – S é P
 Negativas
 De acordo com a quantidade:
 Universais – Todo S é P
 Particulares – Alguns S são P
 Singulares – Este S é P
E mais proposição...
 As proposições também se distinguem pela
modalidade:
 Necessárias – quando o predicado está incluído
na essência do sujeito. – Todo homem é mortal
 Impossíveis- quando o predicado não pode ser
atribuído ao sujeito de jeito nenhum.
 Possíveis – quando o predicado pode ou não
ser atribuído ao sujeito. “Alguns professores
são sabidos” 
Mais ainda...
 Proposição está submetida aos três
princípios lógicos fundamentais:
 Da Identidade – um ser é sempre idêntico a si
mesmo.
 Da não contradição: é impossível que um ser
seja e não seja idêntico numa mesma
proposição.
 Do terceiro excluído. A é x ou não x – não há
uma terceira possibilidade.

Proposições e suas relações
 Contraditórias: mesmos sujeito e predicado.
Uma é particular negativa e outra é
universal afirmativa. Ou vice-versa.
 Contrárias: mesmos sujeito e predicado.
Uma é universal afirmativa e outra é
universal negativa. Ou uma é particular
afirmativa e outra particular negativa.
 Subalternas
O Silogismo
 Teoria do Raciocínio como inferência.
 Possui três características principais:
 É Mediato – o raciocínio é mediado pela
linguagem;
 É Dedutivo – Movimento de pensamento que
parte de afirmações verdadeiras para chegar a
outras dependentes das primeiras;
 É Necessário – justamente por ser dedutivo.
Silogismo... II
 Silogismo Ostensivo mais famoso...
 Todos os homens são mortais;
 Sócrates é homem... Logo
 Sócrates é mortal.
 Silogismos têm três proposições:
 Premissa maior
 Premissa menor
 Conclusão
Silogismo... III
 Obedece a um conjunto complexo de regras
 Premissa maior contém o termo extremo maior
e o termo médio.
 Premissa menor contém o termo extremo
menor e o termo médio;
 Conclusão tem o extremo maior e menor mas
jamais o médio.
 A inferência também pode ser feita com
negativas!
A Inferência Silogística
 Deve obedecer a oito regras:
 Um silogismo tem um termo maior, um menor e um
médio.
 O termo médio aparece nas premissas e jamais na
conclusão; e deve ser tomado como universal pelo
menos uma vez.
 Nordestinos são brasileiros e paulistas são brasileiros não
levam a lugar algum.
 Nenhum termo pode ser mais extenso na conclusão
que nas premissas.
A inferência silogística... II
 A conclusão não pode conter o termo médio.
 De duas premissas negativas nada se conclui;
 Nem de duas premissas particulares
 Duas premissas afirmativas têm conclusão
afirmativa;
 A conclusão sempre acompanha a parte mais
fraca.
Alguns Exemplos
Todos os homens são mortais Todos os homens são mortais
Todos os atenienses são homens. Sócrates é homem.
Todos os atenienses são mortais. Sócrates é mortal

Nenhum astro é perecível Nenhum tirano é amado.
Todas as estrelas são astros Dionísio é tirano.
Nenhuma estrela é perecível. Dionísio não é amado.

O Silogismo Científico
 Refere-se ao que é universal e necessário.
 Não admite premissas contraditórias.
 Obedece a quatro regras:
 Premissas verdadeiras;
 Premissas não são demonstráveis;
 Premissas são mais inteligíveis que a conclusão;
 Premissas são as causas da conclusão.
As Premissas do SC
 No Silogismo Científico as premissas são de
três tipos:
 Axiomas.
 Postulados.
 Definições – consistem em encontrar para o
sujeito seus atributos essenciais.
Ainda sobre as premissas...
 Para que o SC cumpra a sua função, as
premissas devem:
 Ser verdadeiras para todos os casos do sujeito;
 Ser essenciais
 Ser próprias – referem-se exclusivamente ao
sujeito daquela ciência;
 Ser gerais – não devem se referir aos
indivíduos.
Silogismos Irregulares
 Uma das premissas é subentendida
 A quem serviu o crime dele é culpado.
 As premissas do silogismo vêm
acompanhadas de sua prova;
 Quando temos silogismos encadeados;

Silogismos Irregulares II
 Quando o atributo de uma proposição serve de
sujeito para a segunda e ...
 Este regato faz ruído;o que faz ruído se mexe; o que
se mexe não está gelado;o que não está gelado não
me agüenta; logo o regato não me pode agüentar.
 O Dilema
 Ou estavas no teu posto ou não estavas; se estavas,
não cumpriste o dever; se não estavas cometeste um
ato vergonhoso; em ambos os casos, mereces a
morte.
Olha a História aí, gente!
 Os Estóicos
 Só os corpos existem  lógica tem 2 tarefas:
 Determinar os critérios de veracidade das proposições;
 Estabelecer as condições para o raciocínio.
 Apenas 4 categorias:
 O sujeito
 A qualidade
 A ação
 A relação
Mais estóicos...
 Lógica como disciplina dos significados.
 Consideram 5 tipos de raciocínio
 Hipotético – exprime uma relação
antecedente-conseqüente;
 Conjuntivo
 Disjuntivo
 Causal
 Relativo – exprime o mais e o menos.
Os Medievais
 Foram além de Aristóteles, quantificando os
predicados.
 Clarearam a conexão entre Lógica e
Linguagem.
 Leibniz e Hobbes desenvolveram a relação
entre Lógica e Matemática.

A Lógica Matemática
 Lógica como arte de pensar.
 Princípios e leis correspondendo aos raciocínios
indutivo e dedutivo.
 Que forma possui uma proposição para...
 Ser verdadeira ou falsa?
 Representar a forma do pensamento?
 Representar a relação entre pensamento, linguagem e
realidade?
 A Matemática como um ramo da lógica!
E o Método Científico nisso?
 Lembram que conversamos sobre o
conhecimento científico e suas características?
 Entre elas o raciocínio que pode ser submetido
à crítica de nossos pares...
 Indução e Dedução são duas formas de
reflexão sobre o objeto de conhecimento.

Raciocínio Dedutivo
 Acontece quando o que conhecemos é a
proposição geral, e ignoramos o caso
particular.
 Todos os homens são racionais
 Todos os brasileiros são homens
 Portanto, todos os brasileiros são racionais.
 Duas formas de dedução: Imediata e Mediata.
Dedução Imediata
 Obtida a partir de uma única proposição.
 Dois processos: oposição e conversão.
 Regras da oposição:
 Duas proposições contraditórias não são nem
falsas nem verdadeiras ao mesmo tempo.
 Se temos duas proposições contrárias, a
veracidade de uma implica na falsidade da outra –
mas ambas podem ser falsas.
Dedução Imediata II
 Duas proposições subcontrárias (algum
homem é bonito), da falsidade de uma se
segue a verdade da outra, mas da verdade
de uma nada se pode concluir.
 Da verdade de uma proposição geral,
podemos concluir a verdade da particular,
mas não o contrário.
Dedução Imediata III
 Conversão
 Mudamos o sujeito para atributo e atributo para
o sujeito.
 Nenhum círculo é quadrado – nenhum quadrado é
círculo.
 A proposição convertida nem nega nem
acrescenta nada à proposição convertida.
Raciocínio Indutivo
 Indução Formal – equivale ao inverso da
dedução ;
 A,B, C e D atraem o Ferro.
 A,B, C e D são imãs
 Logo, imãs atraem o ferro.
 Indução científica (Bacon) – processo que
generaliza a relação de causalidade entre dois
fenômenos – e delas conclui a lei.
 A indução é a alma das ciências
experimentais!
Teorias e outros bichos
 Indução e Dedução formam algumas teorias.
 Teorias como agregadoras de leis
particulares sob forma de uma lei mais
universal.
 Teoria – interpreta os fatos. Hipótese –
explicação através de fatos naturais.
 Teoria formuladora de hipóteses!
Conclusões
 Vimos...
 A lógica e seu papel na formação do raciocínio
científico. E de seus métodos!
 Dois tipos fundamentais de raciocínio: Indutivo
e Dedutivo
 Veremos:
 Mais sobre o raciocínio científico e a
formulação de leis e teorias.