BIOTECNOLOGIA AMBIENTAL

PURIFICAÇÃO DE
ÁGUA
EFLUENTES

BIOSSEGURNAÇA E ARMAS BIOLÓGICAS
Ana Flávia
Camila Maciel
Francesca Lima
Jeibson Santos
Sarah Ferreira
Alunos:
Fases da extração do Petróleo

 Fase artesanal: Extração feita com bambu.
 Fase clássica : Extração com métodos convencionais.
 Fase nova biotecnologia: Extração com microrganismos.
Necessidade de aumentar a quantidade de óleo extraído.

•Recuperação primária
 Princípio natural. (Vazão espontânea)
 Árvore de Natal.

 Taxa de recuperação máx. 15%.

•Recuperação secundária
 Decaimento de pressão.
 Processo mecânico de injeção de água e gás.
 Taxa de recuperação máx. 20 a 35%.
Primária + Secundária = 50%.


• Recuperação terciária
 EOR - Enhanced Oil Recovery
 Método térmico;
 Processos químicos;
 Deslocamento de miscíveis;
 MEOR.
 MEOR – Microbial Enhanced Oil Recovery
Utiliza microrganismos ou produtos de seu metabolismo para recuperação do óleo.

Polímeros ou biossurfactantes que :
reduzem a tensão superficial óleo-rocha;
reduzindo as forças capilares que impedem a movimentação do óleo através dos
poros das rochas;
 além de aumentar a pressão exercida dentro do poço;
também auxiliam na emulsificação e na quebra dos filmes de óleo das rochas.
 Injeção de m.o produtores (cepas puras) no reservatório e
propagação do mesmo. ( Bioaumentação)

 Injeção de nutrientes no reservatório estimulando o crescimento dos
microrganismos.( Bioestimulação)

 Isolamento de microrganismos em biorreatores para a produção do
polímero ou biossurfactante ,e posterior adição ao reservatório de óleo.
Goma Xantana
• Utilizadas em alimentos, farmácos, cosméticos, perfuração e recuperação
terciária do petróleo.

É polissacarídeo obtido através da fermentação do metabolismo da Xanthomonas
campestris.
Como soube que era “ideal”?
Por que aplicá-la na extração do petróleo?

Características reológicas.
Substrato Ação da bactéria X. campestris
Goma Xantana
Sacarose (principal) + extrato de
levedura com peptonas +
micronutrientes( K, Fe, Ca)

1990- 1999 150.000
toneladas de petróleo em
Rotas marítimas mundiais
1989 41,5
milhões de litros
de petróleo no
Alasca
Principais vazamentos de petróleo no mundo
Como limpar as manchas de óleo?
Esteiras mecânicas aderentes Barreiras flutuantes
Quando os recolhedores já retiraram boa parte do óleo e a
mancha está menos espessa, os técnicos lançam na água
dispersantes para remediar a área contaminada
Remediação

X

Biorremediação
(De inicio biossurfactante depois biodegradadores)

Biossurfactantes
 Biodegradabilidade, baixa toxicidade e aceitabilidade ecológica.
 Emulsificação e solubilização de hidrocarbonetos
ou compostos insolúveis em água;
 Transporte de hidrocarbonetos;

Utilização de microorganismos na eliminação ou
redução de poluentes no ambiente.

• Biorremediação in situ

• Biorremediação ex situ
Biorremediação
In- situ: técnica visa tratar o degradar o óleo no local
da contaminação.
pode ser realizada através de três processos:
Biorremediação intrínseca

Bioestímulação

Bioaumentação

Biorreator Landfarm
Biopilha
Ex-situ: Ocorre remoção do material
contaminado para outros locais destinados ao
tratamento.
Via de degradação dos BTEX
Via aeróbia
Via anaeróbia
Os efluentes são geralmente despejos
provenientes de estabelecimentos industriais
(efluente industrial) ou resultantes das
atividades humanas (efluente doméstico) que são
lançados no meio ambiente.
• Tratamento Preliminar
• Tratamento Primário
• Tratamento Secundário
• Tratamento Terciário

Objetiva a redução de sólidos grosseiros em suspensão.
Consiste na preparação do efluente (condicionamento)
para o tratamento posterior, evitando obstruções e
danos em equipamentos eletromecânicos da planta de
tratamento. As seguintes técnicas são empregadas nesta
fase de tratamento:

• Gradeamento
• Peneiramento
• Desarenação
• Neutralização
• Equalização

É empregado para a remoção de sólidos suspensos e
material flotante e também para o condicionamento
do efluente para o tratamento secundário ou para
descarga.

• Sedimentação
• Coagulação/floculação
• Flotação
• Precipitação química

Etapa na qual ocorre a remoção da matéria orgânica,
por meio de reações bioquímicas. Os processos podem
ser Aeróbicos ou Anaeróbicos.
• Lodos ativados
• Lagoas aeradas
• Lagoas aeróbias ou anaeróbicas
•Lagoas facultativas
• Filtros biológicos
• Digestores anaeróbios

O tratamento terciário, também conhecido como tratamento
avançado, consiste em uma série de processos destinados a
melhorar a qualidade de efluentes provenientes dos tratamentos
primário e/ou secundário. Geralmente, o tratamento terciário
pode ser empregado na redução de: sólidos em suspensão, carga
orgânica biodegradável e não biodegradável, micropoluentes,
cor, sais minerais e nutrientes, através dos seguintes processos:

• Lagoas de maturação
• Filtração em areia
• Adsorção com carvão ativado
• Troca iônica
• Processos com membranas (ultrafiltração, osmose inversa,
nanofiltração)
• Oxidação química

Os processos Aeróbios simulam o processo natural de
decomposição, com eficiência no tratamento de
partículas finas em suspensão. O oxigênio é obtido
por aeração mecânica (agitação) ou por insuflação de
ar. Já os Anaeróbios consistem na estabilização de
resíduos feita pela ação de microrganismos, na
ausência de ar ou oxigênio elementar. O tratamento
pode ser referido como fermentação mecânica


Aeróbico

Vantagens:

•Maior rendimento, pois alcançam maiores taxas de remoção da
matéria orgânica.
•Varições de carga orgânica, pH e temperatura.

Desvantagens:

•Elevada produção de biomassa.
•Custos de investimentos e operações elevados.
•Necessita de área extensa para implantação.














Anaeróbico

Vantagens

• Mecanização reduzida e baixo consumo energético
•Há geração de menor taxa de lodo residual
•Menor área para sua instalação.
•Trata efluentes com altas concentrações de substâncias orgânicas.

Desvantagens

•Eficiência inferior aos aeróbios
•Não suporta grandes variações de carga organica, pH e temperatura
•Tratamento posterior
•Risco de emissão de odores






• Índice de mecanização elevado
• Operações sofisticadas
• Elevado consumo de energia


Os componentes físicos do sistema são:

• Tanque de aeração
• Tanque de decantação
• Recirculação de lodo

• Aeração prolongada
• Muito utilizada refinarias de petróleo, indústrias de celulose e papel,
indústrias alimentícias e agroindústrias

Dependendo do grau de turbulência e da concentração de oxigênio dissolvido
no interior das lagoas, pode-se ter dois tipos de lagoas aeradas: lagoas
aeróbias e lagoas facultativas.

• Lagoa Areada Facultativa
• Lagoa Aerada Aeróbica
São utilizadas para o tratamento terciário de efluentes oriundos de
processos biológicos de tratamento, tais como filtros biológicos,
lodos ativados e lagoas facultativas. A finalidade é produzir um
efluente de alta qualidade através da remoção de sólidos em
suspensão, da diminuição do número de bactérias e das
concentrações de nitratos e fosfatos e, em pequena proporção, de
uma redução adicional da DBO.

A digestão anaeróbia consiste na estabilização da
matéria orgânica, pela ação de bactérias anaeróbias,
que convertem a matéria orgânica em metano e
compostos inorgânicos como amônia e dióxido de
carbono.
A digestão anaeróbia é um processo bioquímico
complexo, composto por várias reações sequenciais,
cada uma com sua população bacteriana específica. A
conversão de matéria orgânica pode ser compreendida
como um processo em quatro etapas:

• Hidrólise
• Acidogênese
• Acetogênese
• Metanogênese.

Nesta etapa, o material orgânico complexo é convertido em
compostos dissolvidos de menor massa molecular por bactérias
fermentativas hidrolíticas (gêneros Bacteroides, Clostridium,
Enterobacter, Escherichia, Citrobacter, Butyrivibrio, Eubacterium,
Lactobacillus), que produzem e excretam enzimas (lipases,
proteases, celulases e amilases) que atuam sobre este material.
Quase sempre, é a etapa limitante do processo.
Compostos dissolvidos gerados na hidrólise são
absorvidos por bactérias fermentativas acidogênicas
e transformados em ácidos orgânicos voláteis
(fórmico, acético, propiônico, butírico, valérico).


Conversão dos produtos da acidogênese em compostos
que formam os substratos para formação de CH4:
acetato, H2 e CO2. Atuam nesta etapa bactérias
acetogênicas facultativas e anaeróbias obrigatórias.
Através da respiração anaeróbia substâncias
orgânicas simples são convertidas em produtos finais
mais simples como CH4 e CO2. Atuam nesta etapa
arquéias metanogênicas anaeróbias obrigatórias.

A metanogênese pode ser:

• Acetotrófica ou acetoclástica: responsável por 60 – 70% da
produção de CH4; gêneros mais comuns: Methanosarcina,
Methanosaeta.
CH3COOH CH4 + CO2
• hidrogenotrófica: respondem por 30% da produção de CH4;
gêneros predominantes: Methanobacterium, Methanospirillum,
Methanobrevibacter.
4 H2 + CO2 CH4 + 2H2O

Nos ambientes anaeróbios também se verifica a presença de
bactérias homoacetogênicas (gêneros Clostridium, Acetobacterium)
que consomem H2 e CO2 para produção de acetato; e bactérias
sulfato-redutoras que promovem a redução desassimilativa do íon
sulfato.

baixa [SO4=] atuam como bactérias acetogênicas, produzindo
acetato, H2 e S

elevada [SO4=] ® competem com as metanogênicas pelo H2
SO4= + 4 H2 ® S= + 4 H2O

O sulfeto gerado é tóxico para as metanogênicas, provoca corrosão
e mau cheiro (H2S) e a redução do CH4 produzido.
Remoção Biológica de Nitrogênio

A remoção biológica de nitrogênio compreende os
processos de nitrificação e desnitrificação.

A nitrificação biológica é o processo pelo qual as formas
reduzidas de Nitrogênio, presentes numa água residual
não tratada ou simplesmente decantada, são
parcialmente convertidas a nitrato e compreende dois
estádios:

• Nitritação
• Nitratação

Nitritação

Oxidação do amoníaco sob a forma do íons NH4+ em nitrito,
devido à ação de bactérias do gênero Nitrosomonas. Esta reação
pode ser descrita da seguinte forma:

NH3 + H2O <--> NH4+ + OH-

2 NH4+ + 3 O2 -> 2 NO2- + 2 H2O + 4 H+ + Biomassa celular


Nitratação

Oxidação do nitrito em nitrato, que é realizada por bactérias
do gênero Nitrobacter, segundo a reação que se segue:


2 NO2- + O2 -> 2 NO3- + Biomassa celular

• Oxigênio Dissolvido
• pH
• Alcalinidade
• Temperatura
• Presença de Tóxicos

Os heterotróficos presentes nas lamas ativadas que
são capazes de reduzir os nitratos até ao estado de
nitrogênio molecular, na ausência de oxigênio, como
é o caso do gênero Pseudomonas. Em geral, há
também produção em quantidades reduzidas de N2O.

NO3- + DBO -> N2 + CO2 + H2O + OH- + Biomassa celular

A redução do nitrato envolve o seguinte processo
sequencial:

NO3 -> NO2 -> NO -> N2O -> N2





A utilização de plantas para
remediar a toxicidade
ambiental, degradando,
assimilando, metabolizando ou
descontaminando metais,
compostos orgânicos,
pesticidas e outros
solventes, constitui a técnica
inovadora de fitorremediação.


• A espécie mais utilizada é a
Eicchornia crassipes, mais
conhecida como aguapé.


• Phragmites australis


• Thlaspi caerulescens



É um filtro natural, pois apresenta a capacidade de incorporar em seus
tecidos uma grande quantidade de nutrientes. Suas raízes longas e
finas, com uma enorme quantidade de bactérias e fungos, atuam sobre
as moléculas tóxicas, quebrando sua estrutura e permitindo que a
planta assimile componentes tóxicos.

• O investimento em capital e o custo de operação são baixos, já que usa como
fonte de energia a luz solar;

• Aplica-se a grande variedade de poluentes, podendo remediar vários
contaminantes simultaneamente, incluindo metais, pesticidas e hidrocarbonetos;

• Plantas podem ser mais facilmente monitoradas do que, por exemplo,
microrganismos, sendo que muitas espécies vegetais são capazes de se
desenvolver em solos cujas concentrações de contaminantes são tóxicas para os
microrganismos;

• Aplica-se a áreas extensas, onde outras tecnologias são proibitivas;

• Faz o processo de retirada do contaminante com o mínimo de resíduos a serem
descartados.

• Resultados mais lentos do que aqueles apresentados por outras tecnologias;

• O crescimento e o desenvolvimento de algumas plantas são dependentes da
estação, do clima e do solo, envolvendo adequado fornecimento de nutrientes
e água;

• Os contaminantes podem encontrar-se em concentrações muito tóxicas a
ponto de não permitir o desenvolvimento das plantas;

• Apresenta resultados mais satisfatórios quando aplicado à superfície do solo
ou às águas existentes a pouca profundidade.

Fase clássica: Degradação de diferentes compostos tóxicos por ação
microbiana com técnicas de bioaumentação e bioestimulação.
Nova biotecnologia: Inserção de genes
Fase artesanal: Exposição natural, onde dependendo das condições
ambientais o microorganismo se desenvolvia.
Líquida
(Tratamento
de
efluentes)
Sólida Gasosa
CONAMA

Entende-se como resíduos industriais aqueles
provenientes dos processos industriais, na forma:
• Classe 1 - Resíduos Perigosos
Inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
toxicidade e patogenicidade.

• Classe 2 - Resíduos Não-Inertes
Combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade
em água.

• Classe 3 - Resíduos Inertes
Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem
quando dispostos no solo.
A destinação, tratamento e disposição final de resíduos devem
seguir a Norma 10.004 da Associação Brasileira de Normas
Técnicas que classifica os resíduos conforme as reações
que produzem quando são colocados no solo:
Microrganismos com as mais diversas
capacidades metabólicas são empregados
na biorremediação. como: Azospirillum,
Pseudomonas, Enterobacter, Proteus,
Klebsiella.
BIORREMEDIAÇÃO
Nova Biotecnologia
Bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos,
recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera
sedula. Só consegue comer o gás se a temperatura for maior de 70 graus.
• Histórico

• Conceito: Medidas tomadas
para o controle e a minimização
de riscos vindos das tecnologias
de manipulação de células.


• No Brasil, a legislação engloba
apenas tecnologia de
Engenharia Genética
Lei 8974 5 de janeiro de
1995
Lei 11105 24 de Março de
2005
Comissão Técnica Nacional de Biossegurança
É uma instância colegiada multidisciplinar,
integrante do ministério da ciência e tecnologia
com a finalidade de prestar apoio técnico
consultivo e de assessoramento ao Governo
Federal na formulação, atualização e
implementação da Politica Nacional de
Biossegurança relativa a OGMs, bem como no
estabelecimento de normas técnicas de
Segurança e pareceres técnicos conclusivos
referente a proteção da saúde humana.
O funcionamento é definido pela lei de
biossegurança.
A CTNBio é composta de membros titulares
e suplentes, designado pelo Ministério de
Estado da Ciência e Tecnologia.
Constituída de 27 cidadãos brasileiros com
grau acadêmico de doutor e com
destacada atividade profissional nas áreas
de biossegurança, biotecnologia, biologia,
saúde humana e animal ou meio ambiente.

Lei N° 11.105, De 24 de Março de 2005
Art. 3-
•Caracterização
dos termos de
abordagem.
Art. 4-
•Esta lei não se
aplica quando a
modificação
genética não
usar OGMs
como receptor
ou doador.
Art. 5-
•Permissão,
para fins de
pesquisa e
tratamento.
Art. 6-
•Fica proibido:
I; II; III; IV; V;
VI e VII.
Art. 7-
•São
obrigatórias: I;
II e III.
Os microrganismos são classificados segundo o
risco de causarem danos aos profissionais que
trabalham com eles e à coletividade.


Os critérios são:
• A patogenicidade para o homem
• A virulência
• O modo de transmissão
• A endemicidade
• A existência ou não de uma terapêutica eficaz
Grupo 1 - nenhum ou baixo risco
individual e coletivo
Exemplo:
Lactobacillus
Gram-positivas
e anaeróbia facultativa,
Usado em indústrias na produção de
lacticínios.
Grupo 2 - risco individual moderado,
risco coletivo baixo
Exemplo:
Salmonella
Gram-negativa, em forma
de bacilo, induz a morte da
célula hospedeira, e se
dissemina para os tecidos
adjacentes, explicando assim, a
infecção do tracto
gastrointestinal..
Grupo de Risco 3 (alto risco individual,
baixo risco coletivo)
vírus da imunodeficiência humana
(HIV).
Exemplo:
causa uma doença crônica e
progressiva, com impacto no
estado nutricional
Grupo de Risco 4 (alto risco individual e
coletivo)
vírus Ebola
Exemplo:
causa uma febre hemorrágica,
uma das doenças virais mais
perigosas, frequentemente fatal,
com índice de mortalidade de 50 a
90% dos casos.
Surgimento e evolução das armas biológicas
É um mecanismo desenvolvido para
espalhar agentes vivos capazes de
infectar um grande numero de
pessoas.

Dentre os principais agentes
utilizados, estão: Bacillus anthracis,
Yersinia pestis, toxina do Clostridium
botulinum.
Características dos agentes
microbiológicos utilizados como armas
• Alta taxa de letalidade

• ser disperso na forma de
aerossol, ou seja, com
tamanho de partícula entre 1
e 5 μm

• fácil dispersão
Principais agentes que apresentam potencial de uso como
armas biológicas
Bacillus anthracis Toxina do Clostridium botulinum
Yersinia pestis Varíola maior