O PRÍNCIPE – NICOLAU MAQUIAVEL

BIOGRAFIA
• Niccolò Machiavelli nasceu
em Florença, 3 de maio de 1469.

• É reconhecido como fundador do
pensamento e da ciência política
moderna.

• Escreveu sobre o Estado e
o governo como realmente são e
não como deveriam ser.
CENÁRIO DA OBRA “O PRÍNCIPE”

• Época: Renascimento

• Nação: Itália

• Cidade: Florença

A OBRA
• É um livro escrito por Nicolau
Maquiavel em 1513

• Divide-se em 26 capítulos

• Maquiavel dedica sua obra a Lorenzo
de Medici (Lorenzo II)

• Investiga a essência dos principados

• Objetivo geral: Como manter o poder
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulos I a XIV
• Cita as formas de poder e os principais
modelos governamentais tratados no
livro: monarquias e repúblicas.

• Cita sobre monarquias hereditárias,
como manter o território conquistado, os
tipos de instituições necessária para se
manter um Estado.
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XV
Cita como o “príncipe” deve se
comportar diante de amigos e súditos,
explanando os requisitos necessários
para ser adorado pelo povo e como
manejar os vícios para continuar sendo
bem visto pela população.

ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XVI
• Maquiavel afirma que o mais
importante é não ser odiado pelos
súditos e que a liberalidade leva a tal
condição. Portanto, o monarca não pode
ter reputação de esbanjador enquanto
governante sendo preferível a imagem
de miserável.

•Também é citado a importância de o
Príncipe acompanhar seus exércitos e se
aproveitar dos espólios da guerra para
enriquecer a si mesmo e satisfazer seus
soldados.
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XVII
"Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se
faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem
quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é
mantido pelo medo do castigo, que nunca falha.“
Cita principalmente a preferência
do “Príncipe” de ser temido a
amado. Também enuncia casos
em que a crueldade para com os
súditos é necessária para ser
respeitado, como quando
aplicando penas a criminosos ou
em tempos de guerra.
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XVIII e XIX
•Cita que um príncipe deve ser
dissimulado em certas ocasiões, sem
transparecer tal ato. Isso deve-se ao fato
de um governante ter que passar uma
imagem de várias qualidades para o povo
que o admira.

•Cita também que um príncipe jamais deve
ser odiado por seu povo, de tal forma que
não pode possuir decisões para beneficio
próprio e prejudicial para terceiros.
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XX e XXIII
Explica como o líder deve controlar e o que deve fazer para ser estimado
pelo povo.

“ Deve-se atrair fama de grandeza e excelência recompensando e punindo o
povo; se mostrar sempre a favor ou contra alguém, nunca neutro; divertir o
povo com festividades e espetáculos; assegurar a fidelidade do ministro e
escapar dos aduladores”.
ANÁLISE DOS CAPÍTULOS
Capítulo XXIV e XXVI
•Maquiavel explica porque os príncipes italianos perderam seus
Estados e como fazer para que isso não aconteça. Quando se é atacado,
deve-se estar preparado para defender.







• Também nos é revelados nestes
últimos capítulos que os líderes
devem adaptar-se ao tempo em
que vivem, para manter-se no
poder por mais tempo.
O PRÍNCIPE- PRINCIPAIS IDEIAS
• “ Tens como inimigos todos os que ofendeste”.
• Ter forças suficientes, tanto para conquistar,
como para conservar: Triunfo do mais a morte.
• “Os principais fundamentos que têm todos os
Estados [...] são as boas leis e as boas armas”.
• “ A força é justa quando necessária”.
• “ Todos os profetas armados venceram,
desarmados arruinaram-se”.
O PRÍNCIPE- PRINCIPAIS IDEIAS
• “Os fins justificam os meios”.
• Um príncipe para se manter no poder deve aprender
a ser mau e se utilizar disso conforme a necessidade.
• "Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se
faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é
mantido por vínculos de gratidão que se rompem
quando deixam de ser necessários, já que os homens são
egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo,
que nunca falha."
TESES CENTRAIS DA OBRA
• O livro mostra que a ética do governante deve
ser diferente da ética comum: O cristianismo
não combina com o exercício político.
• Ética Maquiavélica
• "[...] é bom ser e parecer piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso;
mas é preciso ter a capacidade de se converter aos atributos
opostos, em caso de necessidade.“
De acordo com Maquiavel, o monarca deve estar disposto a
romper com as convenções de ética e moral desde que o
resultado dos seus atos vise o bem do povo e do Estado.
• De acordo com Maquiavel todo
poder é derivado do próprio
povo, ou seja, o poder deve se
caracterizar a partir de uma
república.

• Assim para Maquiavel, o
soberano do poder deve
exercer este de acordo com a
vontade explicitada pelo povo.

• O detentor do poder deverá
ser o representante do povo,
sem o povo o poder não
existirá, já que este dependerá
da sociedade em conjunto.
• Maquiavel e o Poder
• Muitas atitudes são tomadas para se manter no poder.

• O Abuso de poder no dia-a-dia
• Porém, Maquiavel ensinou que para se manter no poder deve ser
temido e não odiado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Cabe indagar, portanto, por quê permeou seus
ensinamentos ao longo da temporalidade? Por quê em
pleno Século XXI, após cinco Séculos, ainda discutimos a
obra de Maquiavel?

1. Maquiavel apresentou cruamente o problema das relações entre a
Política e a Moral: “ O Príncipe deve estar à frente da moral”;

1. Sua obra permanecerá em debate até o instante em que a
humanidade deixar a vontade pelo poder de lado.