Associação de Ensino Superior do Piauí

O polêmico tema – ABORTO - abriga
questionamentos das seguintes ordens:


• Moral
• Religiosa
• Ética
• Médica
• Social
• Econômica
• Política e Ideológica ...
ÉTICA ???
MORAL???

ÉTICA: Opção individual, escolha íntima da pessoa,
requer a adesão da pessoa a valores, princípios e
normas morais.

MORAL: Conjunto de normas que regulam a
conduta humana em relações sociais e adquiridas
através da educação, tradição e cotidiano.
ÉTICA x MORAL
É o conjunto de normas éticas que formam a
consciência do profissional e representam imperativos
de sua conduta.
E a Ética Profissional:
Ter ética profissional é o indivíduo cumprir com todas
as atividades de sua profissão, seguindo os princípios
determinados pela sociedade e pelo seu grupo de
trabalho.
Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais, é
proceder bem, é não prejudicar o próximo.
É a remoção ou expulsão prematura de um
embrião ou feto do útero, tendo como
resultado a morte.

Este pode ser espontâneo ou provocado.

Surge quando a gravidez é interrompida sem que seja
por vontade da mulher. Pode acontecer por vários
fatores biológico, psicológico e social.

A maioria do aborto espontâneo é causado por
problemas cromossômicos que impossibilitam o
desenvolvimento fetal.
Induzido:


É todo aquele que sofre a interferência de
agentes mecânicos ou químicos.
Estes podem ainda ser classificados como :
Aborto terapêutico: é praticado quando a vida da mãe corre
perigo, também chamado “aborto necessário” é no caso de gravidez
resultante de estupro denominada também “aborto sentimental”.
Aborto Eugênico: é a interrupção da gravidez quando há suspeita
de que o feto contraiu graves anomalias ou doenças transmitidas
por um ou por dois genitores.
Causas Possíveis de Abortamento


-Abuso de drogas e álcool;
-Exposição a toxinas ambientais;
-Problemas hormonais;
-Infecção;
-Obesidade;
-Problemas físicos com os órgãos reprodutivos da mulher;
-Problemas com as respostas imunológica do organismo;
-Doenças graves que afetam todo corpo (sistêmica) nas
mães (diabetes não controlável, por exemplo);
-Fumo;
-Com o aumento do risco a partir dos 30 anos ficando
maiores entre 33 e 40 anos atingido o pico aos 40 anos de
idade.

As mulheres em situações de abortamento buscam nos
serviços de saúde atendimento para suas necessidades, na
maioria das vezes em condições clínicas graves, pois, as
mulheres que não morrem podem ter complicações sérias,
tais como:


Sangramento Vaginal Abundante;
Septicemias;
Peritonite;
Fortes Dores;
Febre;
Choque,
Sequelas Físicas;
e outros que caracterizam complicações por abortamento
e que colocam em risco suas vidas.
CONSEQUÊNCIAS DO ABORTO

• O aborto é um ato que traz grandes consequências relacionados à
aspectos como: fisiológico , criminal , ético e para sociedade;

• Pinto e Tocci (2003) O aborto pode ser visto como a única saída para
situações de angustia e incertezas que uma gravidez não planejada e
indesejada.

• Porém, para os autores, a pior angústia vem depois do ato abortivo, é
possível ver problemas como a depressão em mulheres.

• Esses riscos tendem a variar consideravelmente, pois depende muito
das circunstâncias nas quais o aborto é feito;

• Dentre os principais riscos para o corpo da mulher, incluem:
infecções, mutilações, deformidades e a própria morte materna
(MACHADO, 2012).

O aborto no mundo
ASPECTO JURÍDICO
O ABORTO CRIMINOSO

O Código Penal Brasileiro considera crime o aborto quando:
Art. 124 - provocar o aborto em si mesmo ou permitir que
outrem lhe provoque; Pena: Detenção, de um a três anos.

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante;
Pena: Reclusão, de três a dez anos;

Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante;
Pena: de um a quatro anos; Aplica-se a pena anterior, se a
gestante não é maior de 14 anos, ou é alienada ou débil
mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude,
grave ameaça ou violência.

Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são
aumentadas de um terço, se, em consequência do aborto ou
dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão
corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer
dessas causas, lhe sobrevém a morte.
Estatuto da Criança e Adolescente
(Lei 8.069/90)
Título II
Dos Direitos Fundamentais
Do Direito à Vida e à Saúde
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a
efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o
desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
Art. 8º É assegurado à gestante, através do Sistema Único de Saúde, o atendimento pré e
perinatal.
§ 1º A gestante será encaminhada aos diferentes níveis de atendimento, segundo critérios
médicos específicos, obedecendo-se aos princípios de regionalização e
hierarquização do Sistema.
§ 4
o
Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe,
no período pré e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as
consequências do estado puerperal. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) § 5
o
A
Art. 45 - Provocar aborto ou cooperar em prática
destinada a interromper a gestação. Parágrafo único
- Nos casos previstos em Lei, o profissional deverá
decidir, de acordo com a sua consciência, sobre a sua
participação ou não no ato abortivo.
“Nos casos previstos em Lei, o profissional deverá decidir, de acordo
com sua consciência, sobre sua participação ou não no ato abortivo.”

A igreja católica tem variado muito através dos tempos, e mesmo hoje
encontramos muitas posições divergentes. As doutrinas baseadas em
São Basílio, desde o século IV, condenam o aborto em qualquer
circunstância.
O ABORTO E AS RELIGIÕES
Batista, luterana, metodista, presbiteriana, episcopal, unitária e ....
não aceitam o aborto sob hipótese alguma como método de
controle da natalidade. Todas admitem o aborto terapêutico e o
aborto eugênico.
Espiritismo
Conclusão

• O aborto é uma das situações que não há conciliação em relação às
posições éticas.

• Existem os pós e os contra esse ato, para alguns o direito à vida é
primordial, para outros é o mais importante é o direito da mulher
sobre seu próprio corpo;

• Dada as divergências éticas sobre a prática do aborto voluntário, os
textos internacionais relacionados à proteção do direito à vida, de
maneira geral, evitam tomar uma posição sobre o tema (DALLARI,
2013);

• Mesmo havendo situações legais que possa ser realizado o aborto, os
profissionais de saúde deverão decidir, de acordo com a sua
consciência, sobre a sua participação ou não no ato abortivo;

• A deontologia dos profissionais de saúde se opõe ao aborto
provocado, e aqueles previstos em lei, cabe ao profissional decidir
sobre sua realização;

• No juramento e nos códigos de ética dos profissionais de maneira
geral, afirmam que é dever o respeito absoluto à vida humana desde a
concepção e de conservar a vida humana da concepção até a morte,
respectivamente (DALLARI, 2013).
FOTOS DE ABORTOS