You are on page 1of 69

ECONOMIA

DEFINIÇÃO:
♦Administração da
escassez
Profa. Nilza 1
P r o d u ç ã o

I
. n
v

R
e
n
d
a

t
o

C o n s u m o
Profa. Nilza 2
A ECONOMIA REPOUSA SOBRE OS ATOS
HUMANOS E É POR EXCELÊNCIA UMA
CIÊNCIA SOCIAL. APESAR DA TENDÊNCIA
ATUAL SER A DE SE OBTER RESULTADOS
CADA VEZ MAIS PRECISOS PARA OS
FENÔMENOS ECONÔMICOS É QUASE QUE
IMPOSSÍVEL SE FAZER ANÁLISES
PURAMENTE FRIAS E NUMÉRICAS,
ISOLANDO AS COMPLEXAS REAÇÕES DO
HOMEM NO CONTEXTO DAS ATIVIDADES
ECONÔMICAS.

Profa. Nilza 3
SISTEMAS ECONÔMICOS

SÃO AS FORMAS COMO A


SOCIEDADE ADMINISTRA AS
ATIVIDADES ECONÔMICAS,
COMO:
PRODUÇÃO,CIRCULAÇÃO,
DISTRIBUIÇÃO DE BENS E
SERVIÇOS

Profa. Nilza 4
ECONOMIA – CIÊNCIA
SOCIAL
♦ É ASSIM CHAMADA PORQUE ESTUDA A
ORGANIZAÇÃO DE UMA SOCIEDADE;
♦ OCUPA-SE COM O COMPORTAMENTO
HUMANO;
♦ ESTUDA A ANSIEDADE DOS POVOS COM
A INFLAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA,
DESEMPREGO ETC.

Profa. Nilza 5
Definição

DERIVA DO GREGO: “AQUELE QUE ADMINISTRA O LAR”.

ECONOMIA É UMA CIÊNCIA SOCIAL QUE ESTUDA A


PRODUÇÃO, A CIRCULAÇÃO E O CONSUMO DOS BENS E
SERVIÇOS QUE SÃOUTILIZADOS PARA SATISFAZER AS
NECESSIDADES HUMANAS.

- A CIÊNCIA QUE ESTUDA A ESCASSEZ.


- A CIÊNCIA QUE ESTUDA O USO DOS RECURSOS
ESCASSOS NA PRODUÇÃO DE BENS ALTERNATIVOS.
- O ESTUDO DA FORMA PELA QUAL A SOCIEDADE
- ADMINISTRASEUS RECURSOS ESCASSOS.

Profa. Nilza 6
PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS

NECESSIDADES HUMANAS > ILIMITADAS OU INFINITAS.

RECURSOS PRODUTIVOS FINITO E LIMITADO


(Recursos naturais, Mão de Obra, Capital)
- Insumos -

Terra, matéria-prima, etc.

Escassez : Natureza limitada dos recursos da sociedade.


(restrição física dos recursos)
Profa. Nilza 7
QUESTÕES ECONÔMICAS
FUNDAMENTAIS
♦ O QUE PRODUZIR?
♦ Já que não se pode produzir tudo que a população
deseja, a sociedade deve escolher entre as várias
alternativas aqueles bens e serviços que serão
produzidos e em que quantidades;
♦ COMO PRODUZIR?
♦ Quais combinações recursos e técnicas serão
utilizados?
♦ PARA QUEM PRODUZIR?
♦ Quem irá receber esses bens? Em que quantidade?

Profa. Nilza 8
Micro e Macroeconomia
Microeconomia – é o ramo da Teoria Econômica que
estuda o funcionamento do mercado de um determinado
produto ou grupo de produtos, ou seja, o comportamento
dos compradores (consumidores) e vendedores (produ-
tores) de tais bens.
– Estuda o comportamento de consumidores e produtores
e o mercado no qual interagem. Preocupa-se com a deter-
minação dos preços e quantidades em mercados específicos.

Ex.: Evolução dos preços internacionais do café brasileiro.


O nível de vendas no varejo, numa capital.
Profa. Nilza 9
Macroeconomia – é o ramo da Teoria Econômica que
estuda o funcionamento como um todo, procurando iden-
tificar e medir as variáveis ( agregadas ) que determinam
o volume da produção total ( crescimento econômico ),
o nível de emprego e o nível geral de preços (Inflação) do
sistema econômico, bem como a inserção do mesmo na
economia mundial.

Ex.: Elevação da taxa Selic.

Profa. Nilza 10
CONCEITOS BÁSICOS
♦ NECESSIDADES HUMANAS – As
pessoas necessitam de água, ar, alimentos,
roupas etc;
♦ A economia estuda a forma como
minimizar as necessidades dos indivíduos;
♦ Interessa à economia as necessidades
econômicas, isto é, aquelas que são
produzidas com o esforço humano e são
chamadas bens econômicos.

Profa. Nilza 11
BENS E SERVIÇOS
(segundo seu caráter)
♦ Bem é tudo aquilo que permite satisfazer uma ou
mais necessidades humanas;
♦ Bens Livres e bens econômicos
♦ LIVRES: são aqueles que existem em abundância
no universo, tais como o ar, o sol;
♦ ECONÔMICOS: são mais escassos, já que
dependem do esforço humano para consegui-los,
sua característica básica é o preço.
♦ Quanto à sua natureza os bens podem ser
classificados em materiais e imateriais (serviços)

Profa. Nilza 12
BENS E SERVIÇOS
(segundo sua natureza)
♦ DE CAPITAL: não atendem diretamente às
necessidades dos indivíduos;
♦ DECONSUMO: destinam-se à satisfação
direta das necessidades dos indivíduos;
♦ DURADOUROS: permitem uso prolongado
♦ NÃO-DURADOUROS: acabam com o
tempo.

Profa. Nilza 13
BENS E SERVIÇOS
(segundo sua função)
♦ INTERMEDIÁRIOS: sofrem novas
transformações antes de se converterem em
bens de consumo ou de capital;

♦ FINAIS: já sofreram as transformações


necessárias para seu uso ou consumo.

Profa. Nilza 14
RECURSOS PRODUTIVOS
♦ TERRA: Solo, florestas, recursos minerais;
♦ TRABALHO: Esforço humano despendido na
produção de bens e serviços;
♦ CAPITAL: Recursos financeiros ou em bens
destinados a constituição das organizações;
♦ COMPETENCIA EMPRESARIAL: A forma
como administrador conduz sua organização,
assumindo os lucros ou prejuízos advindos.
♦ COMPETÊNCIA TECNOLÓGICA: a
disponibilidade de recursos tecnológicos como
vantagem competitiva

Profa. Nilza 15
REMUNERAÇÃO DOS
PROPRIETÁRIOS DOS RECURSOS
PRODUTIVOS
♦ Os trabalhadores recebem:
♦salários;
♦ Os proprietários de terras recebem:
♦aluguel;
♦ Os capitalistas recebem:
♦juros;
♦ Os proprietários de empresas recebem:
♦lucros. Profa. Nilza 16
AGENTES ECONÔMICOS
♦ AS FAMILIAS – Unidades familiares –
consomem bens e serviços e oferecem seus
recursos – trabalho e capital – às empresas;
♦ AS EMPRESAS - ou unidades produtivas;
É unidade de produção básica. Contrata
trabalho e compra fatores com o fim de fazer
e vender bens e serviços.

Profa. Nilza 17
AGENTES ECONÔMICOS
♦ O GOVERNO – através de suas políticas.
Fiscal, monetária, cambial e social fornece os
bens públicos.
♦O Governo produz os bens públicos, que
são aqueles proporcionados a todas as pessoas a
um custo que não é maior que o necessário para
o fornecimento a uma só pessoa. Ex. defesa
nacional, previdência.

Profa. Nilza 18
Diagrama do Fluxo Circular

Receita Consumo
Mercado de
bens e serviços
Venda de bens Compra de
e serviços bens e
serviços
Bens e serviços
Bens e serviços
públicos e subsídios
Govern públicos e subsídios
Firmas Indivíduo
o s
Taxas e Taxas e
impostos impostos

Insumos de Trabalho,
Mercado de
produção terra, capital
fatores de
produção
Salários, aluguéis, Renda
lucro
Profa. Nilza 19
Sistema Econômico
Organização Econômica

Principais formas:

. Economia de Mercado
(ou descentralizada, tipo capitalista)

. Economia Planificada
(ou centralizada, tipo socialista)

Profa. Nilza 20
Economia de Mercado

- Sistema de Mercado
(sem interferências do governo)

- Sistema de concorrência mista


(com interferência governamental)

Profa. Nilza 21
Sistema de Mercado

Laissez-faire: O mercado resolve os problemas


econômicos fundamentais (o que e quanto, como
e para quem produzir), como guiados por uma
mão invisível, sem a intervenção do governo.

Mecanismo de Preço

Promove o equilíbrio dos mercados


Profa. Nilza 22
Sistema de Mercado

Excesso de oferta (escassez de demanda)

Formam-se estoques

Redução de preços Até o equilíbrio

Existirá concorrência entre empresas para


vender os bens aos escassos consumidores.
Profa. Nilza 23
Sistema de Mercado

Excesso de demanda (escassez de oferta)

Formam-se filas

Tendência ao aumento de preços Até o equilíbrio

Existirá concorrência entre consumidores para compra.

Profa. Nilza 24
Sistema de Mercado

O QUE e QUANTO produzir ?


(o que) Decidido pelos consumidores (soberania do
consumidor).
(quanto) Determinado pelo encontro da oferta e
demanda de mercado.
COMO produzir ?
Questão de eficiência produtiva. Resolvido no âmbito
das empresas.
PARA QUEM produzir ?
Decidido no mercado de fatores de produção (demanda
e oferta de fatores de produção). Questão distributiva.
Profa. Nilza 25
Sistema de Mercado

Base da filosofia do liberalismo econômico.

(Advoga a soberania do mercado, sem


interferência do Estado. Este deve responsabilizar
mais com justiça, paz, segurança, e deixar o
mercado resolver as questões econômicas
fundamentais).

Profa. Nilza 26
Sistema de Mercado

Oferta de bens Mercado de Demanda de bens


e serviços Bens e Serviços e serviços

O que e quanto
produzir
Empresas Como Famílias
produzir
Demanda de Para quem
serviços dos produzir Oferta de
fatores de serviços dos
produção. Mercado de fatores de
(mão-de-obra, terra, produção
Fatores de
capital)
Produção
Profa. Nilza 27
Sistema de Mercado
Críticas:
- Grande simplificação da realidade;
- Os preços podem variar não devido ao mercado mas,
em função de:
-força de sindicatos ( através dos salários que
remuneram os serviços de mão-de-obra);
-poder de monopólios e oligopólios na formação
de preços no mercado;
-intervenção do governo (impostos, subsídios,
tarifas, política salarial, fixação de preços mínimos,
política cambial);
Profa. Nilza 28
Sistema de Mercado

- o mercado sozinho não promove perfeita alocação de


recursos. Em países pobres, o Estado tende a promover
a infra-estrutura básica, que exigem altos investimentos,
com retornos apenas a longo prazo, afastando o setor
privado;
- o mercado sozinho não promove perfeita distribuição d
renda, pois as empresas estão procurando a obtenção do
máximo lucro, e não com questões distributivas.

Profa. Nilza 29
Sistema de Mercado

Essas críticas justificam a atuação governamental


para complementar a iniciativa privada e regular
alguns mercados.
Há muitos mercados, entretanto, que comportam-se
Como um sistema de concorrência pura. Ex.
hortifrutigranjeiro.

Profa. Nilza 30
Sistema de mercado misto
O papel econômico do governo

Séc. XVIII - XIX Predominância : Sistema de mercado,


próximo ao da concorrência pura.

Início do Séc. XX O mercado sozinho não garante que a


economia opere sempre com pleno
emprego dos seus recursos.
Necessitando de maior atuação do
Setor Público na economia.
Evitar as distorções De que forma ?
alocativas e distributivas
Profa. Nilza 31
Sistema de mercado misto

Atuação do setor público:

- Atuação sobre a formação de preços, (via impostos, etc.);


- complemento da iniciativa privada (infra-estrutura, etc.);
- fornecimento de serviços públicos;
- fornecimento de bens públicos (não vendidos no
mercado.
Exemplo: educação, segurança, justiça, etc.);
- compra de bens e serviços do setor privado.

Profa. Nilza 32
Economia Centralizada

Agência ou Órgão Central de Planejamento decide


a forma como resolver os problemas econômicos
fundamentais.

Meios de produção Estado


Matéria-prima, residência,
capital.

Meios de sobrevivência Indivíduos


Carros, roupas, televisores, etc.
Profa. Nilza 33
Economia Centralizada

Características:

Processo Produtivo: os preços representam apenas


recursos contábeis que permitem o controle da
eficiência das empresas (não há desembolso
monetário);
Distribuição do Produto: os preços dos bens de
consumo são determinados pelo governo;
Repartição do lucro: Governo, investimento da
empresa e o restante dividido entre os
administradores e os trabalhadores.
Profa. Nilza 34
Sistemas Econômicos - Síntese
Mercado Centralizada

Propriedade Privada X Propriedade Pública


Problemas econômicos fundamentais
resolvidos
pelo mercado pelo orgão central

Maior eficiência alocativa Maior eficiência distributiva


Profa. Nilza 35
CURVA DE POSSIBILIDADES
DE PRODUÇÃO
♦ Consideremos uma fazenda com determinada
extensão de terra, instalações, máquinas e número
de trabalhadores;
♦ O que produzir? Soja? Milho? Os dois?
♦ Quanto de recursos serão necessários para cada
um?
♦ Produzir quantidades iguais? Ou não?
♦ A eficiência produtiva somente ocorrerá dentro
dos limites dos recursos produtivos. Qualquer
aumento nas quantidades a serem produzidas
demandará aumento dos recursos.

Profa. Nilza 36
Curva (Fronteira) de Possibilidade de Produção

- Gráfico que mostra as várias combinações de produto


que a economia pode produzir potencialmente, dados
os fatores de produção e a tecnologia disponíveis.

- É a fronteira máxima que a economia pode produzir,


dado os recursos produtivos limitados. Mostra as
alternativas de produção da sociedade, supondo os
recursos plenamente empregados.

Profa. Nilza 37
Curva (Fronteira) de Possibilidade de Produção
Fronteira de Possibilidades
de Produção
800
750
700 700

Qtd. Prod. Y
600 600
500
Modelo: 2 Bens 400
300
450

utilizando em 200
100
250

conjunto todos 0
0 100 200
0
300

os Fatores de Qtd. Produzida de X

Produção.

Profa. Nilza 38
A – Capacidade Ociosa
(Ineficiência)
Neste ponto o custo de
oportunidade é zero, pois
Fronteira de
não é necessário sacrifício Possibilidades de
de recursos produtivos para Produção
aumentar a produção de um 750
bem, ou mesmo, dois bens.

Qtd. Prod. Y
B,C – Não há como produzir D
mais, sem reduzir a 450 B
produção do outro. C
(Nível de produto Eficiente / 250
Pleno Emprego) A
D - Nível impossível de
produção. Posição 150 200 250
inalcançável no Qtd. Produzida de X
período imediato.
Profa. Nilza 39
Custo de Oportunidade

É o grau de sacrifício que se faz ao optar pela


produção de um bem, em termos da produção
alternativa sacrificada.

O custo de alguma coisa é o que você desiste


para obtê-la.

Profa. Nilza 40
EXEMPLO
Fronteira de
+ Produto X
B => C Possibilidades de
- Produto Y Produção
750

Qtd. Prod. Y
Custo de Oportunidade
D
450 B

C
O custo de 250
A
C => B oportunidade
de 200 unid. de 150 200 250
Y é 50 de X. Qtd. Produzida de X

Profa. Nilza 41
DESEMPREGO
♦ Pode ocorrer que a fazenda esteja
produzindo aquém de suas possibilidades.
♦ Significa recursos ociosos (Desemprego)
♦ Os recursos ociosos podem ser utilizados
na produção de outro bem.
♦ Ou mais soja, ou mais milho, dependendo
da demanda.

Profa. Nilza 42
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ O MERCADO E OS PREÇOS
♦ Os compradores (demandantes) e os
vendedores (ofertantes) entram em acordo
sobre o preço de um bem ou serviço, ou
seja as transações somente ocorrerão
quando houver um preço de equilíbrio. Ou
seja as quantidades ofertadas são iguais as
quantidades demandadas.

Profa. Nilza 43
Análise da Demanda de Mercado

Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado


bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir,
num dado período.

A Demanda não representa a compra efetiva, mas a


intenção de comprar, a dados preços.

A escala de demanda indica quanto (quantidade) o


consumidor pode adquirir, dadas várias alternativas
de preços de um bem ou serviço.

Profa. Nilza 44
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦DEMANDA
♦ Quanto maior o preço de um bem, menor
será a quantidade que cada indivíduo
estará disposto a comprar. O inverso é
quase sempre verdadeiro.
♦ Pode ocorrer que a demanda não
dependa exclusivamente da variação no
preço, outros fatores como gostos ou
preferências, renda disponível.

Profa. Nilza 45
Variáveis que afetam a Demanda

qdi = f( pi , ps , pc , R, G)
qdi = quantidade procurada (demandada) do bem i
pi = preço do bem i
ps = preço dos bens substitutos ou concorrentes
pc = preço dos bens complementares
R = renda do consumidor
G = gostos, hábitos e preferências do consumidor

Obs.: Para estudar o efeito de cada uma das variáveis,


deve-se recorrer à hipótese ceteris paribus

Profa. Nilza 46
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ CURVA DA DEMANDA INDIVIDUAL
♦ É a relação existente entre o preço de
determinado produto, ex. Laranja, e
sua quantidade demandada, por
indivíduo, durante um período de
tempo determinado.

Profa. Nilza 47
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ CURVA DA DEMANDA DE MERCADO
♦ É a relação entre a quantidade demanda
de de um bem por todos os indivíduos e
seu preço, mantendo constantes outros
fatores como gosto, renda e preço
(coeteris paribus)
♦ Para cada preço há uma certa
quantidade de produto que os indivíduos
estão dispostos a comprar.

Profa. Nilza 48
CURVA DE DEMANDA

Representa o efeito do preço Preço do


Livro(R$)
de um bem sobre a quantidade
do bem que os consumidores
estão dispostos a comprar e 80
não a compra efetiva 60
(ceteris paribus). 40
Como o preço e a quantidade 20
demandada têm relação nega- 00 5 10 15 20
tiva, a curva de demanda se
Quantidade adquirida de livros
inclina para baixo.

Profa. Nilza 49
Análise da Oferta de Mercado

Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço


que os produtores desejam vender, em função dos preços,
em um determinado período.

Considera-se que os produtores são racionais, já que estão


produzindo com o lucro máximo, dentro da restrição de
custos de produção.

Profa. Nilza 50
Variáveis que afetam a Oferta de um bem ou serviço

qoi = f( pi , pfp , pn , T, M)

qoi = quantidade ofertada do bem i


pi = preço do bem i
Pfp = preço dos fatores e insumos de produção m (matéria-
prima, mão-de-obra, etc.)
pn = preço de outros n bens, substitutos na produção
T = tecnologia
M = objetivos e metas de empresário
Profa. Nilza 51
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ CURVA DA OFERTA DE MERCADO
♦ CURVA DA OFERTA INDIVIDUAL
♦ A relação numérica entre o preço de determinado
produto e a quantidade oferecida é a tabela da
oferta. A expressão gráfica dessa relação é
conhecida como curva da oferta individual.
♦ Conforme aumenta o preço, os produtores estão
dispostos a oferecer uma quantidade de produto
maior, pois os lucros serão maiores.

Profa. Nilza 52
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ CURVA DA OFERTA DE MERCADO
♦ Mostra a relação entre a quantidade de um
bem oferecida por todos os produtores e seu
preço, mantendo-se constante os outros fatores
e seus preços. (coeteris paribus)
♦ A tabela e a curva crescente de oferta mostram
como a quantidade oferecida aumenta junto
com o preço, refletindo o comportamento dos
produtores.

Profa. Nilza 53
Análise da Oferta de Mercado

Preço do
Livro(R$)

O
80
60
40
20
00 5 10 15 20
Quantidade oferecida de livros
Profa. Nilza 54
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ EQUILÍBRIO DE MERCADO
♦ O preço de equilíbrio é aquele em
que coincidem os planos dos
demandantes ou consumidores e dos
ofertantes ou produtores.

Profa. Nilza 55
O Equilíbrio de Mercado
O Equilíbrio de Mercado (Oferta e Demanda)
de um Bem ou Serviço

Lei da Oferta e da Demanda

O preço de qualquer bem se ajusta de forma a equilibrar a


oferta e a demanda desse bem (Mecanismo de Preço).

Não há excesso de oferta, nem excesso de demanda


(qte que os consumidores querem comprar = qte que os
produtores desejam vender).
Profa. Nilza 56
O Equilíbrio de Mercado

Preço do
O preço em uma economia de Bem
mercado é determinado tanto
Equilíbrio Oferta
pela oferta como pela demanda. 80
O equilíbrio se encontra onde as
curvas de oferta e de demanda
60
40 Demanda
se cruzam. Ao preço de equilí-
brio, a quantidade oferecida é 20
igual a quantidade demandada 00 5 10 15 20
(quantidade de equilíbrio). Quantidade do Bem.
Profa. Nilza 57
SISTEMA DE ECONOMIA DE
MERCADO
♦ O equilíbrio do mercado
♦ Preço Qtde. Qtde situação
♦ p/ kg. demandada. ofertada mercado
♦ 10,00 20 150 excesso oferta
♦ 7,00 50 120 excesso oferta
♦ 4,00 80 80 equilíbrio mercado
♦ 2,00 110 40 excesso demanda
♦ 1,00 130 20 excesso demanda

Profa. Nilza 58
CARACTERÍSTICAS DOS MERCADOS

CARACTE No. DE PRODUTO CONTROLE INGRESSO


RÍSTICAS EMPRESAS DE PREÇOS

Concorrência Muito Homogêneo Rigidez Sem


Perfeita grande barreiras

Monopólio Só há uma Sem Empresa Há barreiras


empresa substitutos com poder para as
próximos novas
Oligopólio Pequeno Homogêneo Poder com Há barreiras
ou Interdependên para as novas
diferenciado cia

Concorrência Grande Diferenciado Pouca Sem


monopolística margem de barreiras
manobra

Profa. Nilza 59
FATORES DE PRODUÇÃO

FATORES FIXOS E VARIÁVEIS


Fatores de produção fixos: são aqueles que
permanecem imutáveis, isto é, que não variam quando
o produto varia.
Fatores de produção variáveis: são aqueles cujas
quantidades utilizadas variam quando varia o volume
de produção. Para que se aumente a produção, são
necessários mais trabalhadores e maiores quantidades
de matérias-primas.

Profa. Nilza 60
CUSTOS DE PRODUÇÃO

CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS


Os Custos fixos totais (CFT) equivalem à parcela
dos custos totais que independem da produção. São
decorrentes dos gastos com fatores fixos de produção,
que contabilmente podem ser chamados de custos
indiretos.
Os Custos variáveis totais (CVT) são representados
pelas parcelas dos custos totais que depende da
produção e por conseqüência se alteram com a
variação do volume de produção e que na
contabilidade privada são chamados de custos diretos.

Profa. Nilza 61
JOHN MAYNARD KEYNES
(1883-1946)
♦ Nasceu na Inglaterra, como Adam Smith e David Ricardo,
estudou em Cambridge, sendo seu professor Alfred Marshall.
Seus princípios foram:
♦ Existe uma importante relação entre a renda nacional e os
níveis de emprego. Os determinantes diretos da renda e do
emprego são os gastos com consumo e investimento;
♦ Quando o gasto em consumo e investimento é insuficiente
para manter o pleno emprego, o Estado deve aumentar o
fluxo de renda por meio de gastos financeiros por déficit
orçamentário;
♦ O sistema de mercado livre ou laissez faire ficou antiquado e
que o Estado deve fomentar o pleno emprego.

Profa. Nilza 62
METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA

♦ Pleno emprego de recursos

♦ Estabilidade de preços

♦ Distribuição de renda socialmente justa

♦ Crescimento econômico

Profa. Nilza 63
INSTRUMENTOS DE POLÍTICAS

MACROECONÔMICAS
♦ POLÍTICA FISCAL
Refere-se aos instrumentos de que o governo dispõe para a
arrecadação de tributos e controle de suas despesas,
respectivamente política tributária e de gastos. Além disso, a
política fiscal também é utilizada para inibir ou estimular
gastos do setor privado em consumo e investimento.

♦ POLÍTICA MONETÁRIA
Refere-se à atuação do governo em relação à quantidade de
moeda, de crédito e das taxas de juros. Tendo como
instrumentos para tanto: Emissões, reservas compulsórias,
compra e venda de títulos públicos, redescontos (empréstimos
do Banco Central aos Bancos Comerciais) e regulação sobre
crédito e taxa de juros.

Profa. Nilza 64
INSTRUMENTOS DE POLÍTICAS

MACROECONÔMICAS

♦ POLÍTICA CAMBIAL E COMERCIAL


Atuam sobre as variáveis relacionadas ao setor externo
da economia. Onde a política de câmbio refere-se ao
controle do Governo sobre a taxa de câmbio (câmbio
fixo; flutuante, etc.). E a política comercial diz respeito
aos instrumentos de incentivo às exportações e/ou
estímulo ou não às importações, sejam fiscais (crédito-
prêmio ICMS e IPI, etc.), creditícios (taxas de juros
subsidiadas), e por estabelecimento de cotas (via tarifas
e barreiras quantitativas sobre importações), etc.

♦ POLÍTICA DE RENDAS
Refere-se ao controle de preços e salários, através do
controle e congelamento de preços.

Profa. Nilza 65
PRODUTO INTERNO BRUTO
RENDA PER-CÁPITA
♦ O PIB é um indicador que expressa monetariamente
o conjunto da produção de bens e serviços de um
país em um determinado período.
♦ A Renda Per-cápita, é um indicador encontrado a
partir da divisão do PIB do país pelo conjunto da
população.
♦ No entanto, essa renda não representa a realidade de
países com desigualdades sociais como o Brasil

Profa. Nilza 66
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
♦ O Brasil possui uma das piores distribuições de renda do
planeta, fruto da má remuneração da força de trabalho, dos
altos lucros e de juros praticados na economia;

♦ 10% dos mais ricos recebem 48% da renda nacional, enquanto


os 10% mais pobres possuem menos de 1% dessa renda.

♦ Desde a década de 60 , 80% da população vem diminuindo


sua participação na renda enquanto os 20% mais ricos vem
aumentando.

Profa. Nilza 67
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
♦ HOJE CONVIVEMOS COM 50% DA
POPULAÇÃO QUE VIVE ABAIXO DO
NIVEL DA POBREZA.

♦ DEVEMOS SILENCIAR SOBRE ISSO?

♦ DEVEMOS FAZER DE CONTA QUE O


PROBLEMA NÃO É NOSSO?

Profa. Nilza 68
♦BIBLIOGRAFIA:

NOGAMI,Otto, PASSOS, Carlos Roberto


Martins,Princípios de Economia,São Paulo, Pioneira
Thomson Learning, 2001;
TROSTER,Roberto Luis, MORCILLO, Francisco
Mochón.Introdução à Economia, São Paulo, Makron
Books, 1999.
VASCONCELOS, Marco Antonio e GARCIA,
Manoel. Fundamentos de Economia. Ed: Saraiva. São
Paulo, 2002.
VICTOR, Luiz S.; SIQUEIRA, Nilza A.S., Apostila de
Economia, S.P.,2005.
Profa. Nilza 69