 Componentes

:
• Augusto de Paiva
• Aryelle Ferreira
• Isabela Pieroni
• Manuella Carvalho

 Professor: Amaro Francisco Codá dos Santos
CEFET-RJ ENGENHARIA CIVIL – TEEC TÚNEIS
Agenda
Introdução
Dados estatísticos
• Túneis rodoviários
• Túneis metroferroviários
• Túneis para saneamento e utilidades
• Túneis em hidrelétricas
• Passagens e travessias
Tipos de túneis no Brasil
• Túnel do Porto Maravilha
• Túnel Submerso de São Paulo
Atualidades
Conclusão
INTRODUÇÃO
“Túneis são grandes obras de engenharia, das
mais impressionantes e menos visíveis.”
DADOS ESTATÍSTICOS
Dados Estatísticos
Dados Estatísticos
A predominância de Minas Gerais também se deve ao expressivo número
de obras de geração de energia.

Dados Estatísticos
TIPOS DE TÚNEIS NO BRASIL
Túneis rodoviários
Túneis metroferroviários
Túneis para saneamento e utilidades
Túneis em hidrelétricas
Passagens e travessias
TÚNEIS RODOVIÁRIOS
Rodovia Rota do Sol (RS-
486)
Túneis Rodoviários
São Paulo

• 12 túneis
• 29.000m de extensão
Rio de Janeiro

• 17 túneis
• 20.000m de extensão
Santa Catariana
• Apenas 1 obra em
Florianópolis, 2 túneis
paralelos
• 730m cada um
Bahia

• 4 túneis em Salvador
• 1.200m de extensão
Túnel da Mata Fria
 Local: Mairiporã (SP)
 Utilização: Transporte rodoviário
 Extensão: Dois túneis, totalizando 500m
 Seção transversal: 98m² e 128m²
 Período de construção: 1993-1995 e 1999-2000
 Os túneis são parte das obras de duplicação da Rodovia
Fernão Dias (BR-381/SP) ), na Serra da Mantiqueira.


Túnel da Mata Fria
 Construíram-se dois túneis paralelos ao já existente: um
com três faixas, no sentido São Paulo – Belo Horizonte
(túnel 3), e outro com duas faixas, no sentido Belo Horizonte
– São Paulo (túnel 2), já que o túnel preexistente seria
utilizado como a terceira faixa.

Túnel da Mata Fria
 Pelo mapeamento das frentes de escavação e pela
execução de sondagens adicionais, contatou-se um
comportamento anômalo: variação muito grande no perfil
de alteração.

Túnel da Mata Fria
 Os métodos construtivos para a seção em solo e a seção mista (solo-
rocha) foram:
 Utilização de concreto projetado e cambotas;
 Parcialização das seções de escavação em meia seção superior e
rebaixo;
 Proteção de teto utilizando enfilagens tubulares injetadas;
 Utilização de arco invertido provisório e arco invertido definitivo.

 Já os métodos construtivos para a seção em rocha foram:
 Utilização de tirantes e concreto projetado;
 Ritmo do avanço da escavação definido em função das
características geomecânicas do maciço.

 Dispositivos auxiliares:
 Drenos horizontais profundos;
 Furos táticos, para investigação e reconhecimento das características
geológico- geotécnicas nos trechos à frente da escavação.





Túneis da Rodovia Carvalho
Pinto
 Local: Jacareí (SP)
 Utilização: Transporte rodoviário
 Extensão: Seis túneis (paralelos dois a dois), totalizando
3.100m
 Seção transversal: 122,5m²
 Período de construção: 1991-2001
 Rodovia construída segundo padrões internacionais.





 Variedade de materiais e formações encontradas: Solo e
Rocha;
 As escavações se fizeram em duas etapas: escavação da
abóboda e escavação do rebaixo. Os métodos eram
escolhidos conforme o avanço de cada túnel;
 A escavação da abóboda foi executada em ciclos de
avanço. A cada avanço, colocavam-se cambotas
metálicas, preenchidas com concreto projetado;
 Nos casos de parede com rocha, utilizaram-se tela
metálica e preenchimento com concreto projetado;
 Utilizou-se o método do arco invertido quando o túnel tinha
tendência a convergir;
 Estabilização do maciço com enfilagens e microestacas.

Túneis da Rodovia Carvalho
Pinto
Túneis da Linha Amarela
 Local: Rio de Janeiro (RJ)
 Utilização: Transporte viário urbano
 Extensão: 4 túneis, totalizando 2.714m
 Seção transversal: 13,3m x 6m (arco-retângulo)
 Período de construção: 1995-1997
 O conjunto de túneis se insere nos limites do maciço da
tijuca.


Túneis da Linha Amarela
 Projeto original de 1980:
 A Linha Amarela possuiria alguns túneis, e o maior seria o da Cavanca;
 Estava previsto outro túnel paralelo para o metrô e serviços públicos.
 Licitação, em 1994:
 Mudou-se o projeto do túnel da Cavanca para apenas duas aberturas
paralelas, somente dedicadas ao transporte rodoviários, atendendo aos
interesses ambientais e ao cronograma da obra.

 Inauguração em 1197:
 Túnel da Cavanca (2.187m)
 Túnel Geólogo Totis (266m)
 Túnel Engenheiro Cravo Peixoto (158m)
 Túnel da Suíça Carioca (130m), construído em túnel falso de concreto,
visando atenuar os efeitos da poluição sonora em um condomínio residencial

 O túnel da Cavanca foi inaugurado numa época em que o afamado
Túnel Rebouças cumpria 30 anos de serviço; a nova obra arrebatou
desse último o título de maior túnel urbano da América Latina.


Túneis da Linha Amarela
 Todos os pré-estudos mostraram predominância de rocha sã a
quase sã, pouco fraturada, indicando tratamentos localizados e
pouco numerosos ao longo dos túneis;
 Os túneis escavados em rocha foram suportados, principalmente,
por concreto projetado com fibras de aço e tirantes esporádicos;
 Trechos críticos apresentavam grande afluxo de água;
 Na região do emboque do Túnel da Cavanca (pelo lado de
Jacarepaguá), realizaram-se intensos trabalhos de contenção
devido a presença de espessos pacotes de solo residual (mais de
30m).
Túnel Rebouças
 Local: Rio de Janeiro (RJ)
 Utilização: Transporte viário urbano
 Liga a Lagoa Rodrigo de Freitas à Zona Norte e ao Centro
 Extensão: dois túneis, totalizando 760m (Rio Comprido – Cosme
Velho); dois túneis, totalizando 2.040m (Cosme Velho – Lagoa)
 Seção transversal: 81m² e 110m² (arco-retângulo com largura de
9m)
 Período de construção: 1962-1965
 Foi por muitos anos o maior túnel viário urbano do mundo.


Túnel Rebouças
 Foi associado à ideia de fim dos problemas relacionados ao
trânsito carioca mas, apesar de sua significativa colaboração, é
vista apenas como mais um componente do conjunto de
macrovias da cidade.
 O gerenciamento, manutenção e operação do túnel estão
centralizados num prédio próximo ao acesso à Lagoa, onde fica
a mesa de controle de monóxido de carbono e de onde se
acionam as estações de energia elétrica.


Túnel Rebouças
 Foi associado à ideia de fim dos problemas relacionados ao
trânsito carioca mas, apesar de sua significativa colaboração, é
vista apenas como mais um componente do conjunto de
macrovias da cidade.
 O gerenciamento, manutenção e operação do túnel estão
centralizados num prédio próximo ao acesso à Lagoa, onde fica
a mesa de controle de monóxido de carbono e de onde se
acionam as estações de energia elétrica.


Túnel Santa Bárbara
 Local: Rio de Janeiro (RJ)
 Utilização: Transporte Viário Urbano
 Extensão: 1.357m
 Seção transversal: 17,5m x 8m (arco-retângulo)
 Período de construção: 1949-1963
 O primeiro projeto do túnel se realizou em 1920 porém a
morosidade nas desapropriações fez com que as obras
iniciassem somente em 1949.



Túnel Santa Bárbara
 Escavaram-se 20.000m³ de rocha que foram totalmente
aproveitados nos aterros da Praia de Botafogo e da Lagoa
Rodrigo de Freitas;
 Por deficiência nos estudos geológicos, ocorreu grande
desabamento na travessia de uma falha;
 Na época da sua inauguração era o maior túnel da cidade e foi
considerado o mais moderno da América Latina.



Túnel Rio Comprido
 Local: Rio de Janeiro (RJ)
 Utilização: Transporte Viário Urbano
 Extensão: 220m
 Seção transversal: 10m x 3,5m (arco-retângulo)
 Inauguração: 1887
 Também conhecido como túnel da
Rua Alice, é o mais antigo do Rio.


Túnel Rio Comprido
 Foi concluído em 1887 após obras de vários anos,
dificultadas pela localização quase no topo do Morro dos
Prazeres;

 Tinha de início 6m de largura e em 1952 foi alargado para
10m;

 É todo revestido de concreto armado, com acabamento de
placas de mármore nas paredes e cerâmica na abóbada.




Túnel de São Conrado
 Local: Rio de Janeiro (RJ)
 Utilização: Transporte Viário Urbano
 Extensão: 190m
 Seção transversal: 9,5m x 13m (arco-retângulo):117m³
 Período de construção: 1968-1970
 Apresenta duas pistas sobrepostas com altura de 8m na
superior e de 5m na inferior;
 O túnel atravessou um maciço rochoso de boa qualidade,
constituído de gnaisse leptinitico são e pouco fraturado.



Túnel de São Conrado
 No desmonte de rocha da abóbada verificou-se um dos
cortes mais perfeitos;
 O volume escavado de rocha foi de 22.000m³;
 Apresentou problemas de infiltrações nas juntas ao longo
dos anos e quedas de fragmentos de rochas, tendo sido
feita a recuperação das estruturas dos emboques.
Túnel do Joá


Túnel do Joá
 O túnel foi concluído em 1969 porém só foi entregue ao
tráfego em 1971 por depender do término de outras obras;
 A pista inferior tem 5m de altura e a superior 8m;
 Teve 350m escavados em rocha sã, e a galeria inferior
apresenta um trecho em túnel falso, destinado a possibilitar
a transformação das pistas superpostas em paralelas.


TÚNEIS METROFERROVIÁRIOS
A construção de ferrovias, graças a seus requisitos
de greide e raios de curvatura, proporcionou grande
impulso à construção de túneis no Brasil.
Túnel do prolongamento norte
 Local: São Paulo
 Utilização: Transporte Metroviário
 Extensão: 452m
 Seção transversal: 6,3m x 5m, 30m² (policêntrica) túneis
singelos, 8,5m x 11,3m, 90m² (policêntrica) túnel duplo
 Período de construção: 1981-1986
 Foi a primeira experiência do metrô de São Paulo com
túneis em NATM.


Túnel do prolongamento norte
 Foram construídos três túneis, dois singelos e um duplo,
com emboques a partir de uma vala central;
 A região alternava entre camadas de argila siltosas duras e
areias argilosas;
 O uso do NATM resultou num dos menores custos de obra
civil por metro linear de túnel singelo no metrô de São
Paulo.

Túnel Tucuruvi
 Local: São Paulo
 Utilização: Transporte Metroviário
 Extensão: 315m
 Seção transversal: 8,1m x 10,7m, 85m² (policêntrica)
 Período de construção: 1991-1992
 Este túnel foi parte das obras do lote 3 da extensão norte da
linha 1 do metrô de São Paulo.


Túnel Tucuruvi
 Os principais aspectos para escolha do NATM foram a cobertura
elevada, a existência de uma escola na projeção do traçado e as
características geotécnicas;
 Os emboques foram executados com rebaixamento de lençol
freático externo dada a presença de água no contato entre rocha
e solo;
 A escavação em NATM foi executada em quatro etapas
construtivas: calota, arco invertido provisório, escavação em
cachimbo e complementação do rebaixo.


Túneis em tuneladora da Linha
2
 Local: São Paulo
 Utilização: Transporte metroviário
 Extensão: Dois túneis, totalizando 5.400m
 Seção transversal: 6,2m (circular), ou 30m², com anel de concreto
expandido, 6m (circular) ou 28m², com anel metálico
 Período de construção: 1990




Túneis em tuneladora da Linha
2
 Os túneis da Linha 2 do Metrô de São Paulo são
singelos, paralelos e escavados com duas tuneladoras,
uma frente aberta e uma frente fechada.

 Substrato local é parte da bacia sedimentar de São
Paulo, argilas porosas vermelhas.

 No revestimento definitivo dos túneis foram utilizados
anéis expansíveis de concreto, uma inovação, já que
antes utilizava-se anéis metálicos, o que foi possível
graças a boa característica de auto-suporte.




Túneis em tuneladora da Linha
2
 Os anéis expansíveis de
concreto diferem dos de aço em
dois aspectos:
 Os segmentos não são
parafusados entre si, nem
aos segmentos do anel
anterior;
 Não há vazio entre anel e
solo, pois a expansão do anel
exerce pressão contra o
terreno.
Estações Brigadeiro e Trianon
 Local: São Paulo
 Utilização: Transporte metroviário
 Extensão: 136m em cada estação
 Seção transversal: 19m (largura) x 9,6m (altura)
 Período de construção: 1988 – 1991
 A escavação atravessou uma camada superficial de argila porosa
vermelha, pouco arenosa, com baixos valores de SPT (2 a 6); e
camadas de argilas silto-arenosas e areias argilosas;

Estações Brigadeiro e Trianon
 Acessos foram construídos pelo método de vala recoberta, utilizando perfis
metálicos para contenção e pranchada;
 Mezaninos foram escavados sobre enfilagens instaladas
perpendicularmente, que constituem a estrutura definitiva do teto, instaladas
por cravação de tubos de aço em módulos de 3m soldados e preenchidos
com concreto armado;
 A escavação sob essas enfilagens se deu a partir dos acessos, num avanço
limitados à colocação de apoios provisórios;
 Depois efetuou-se a construção dos pilares e das vigas de apoio definitivo;
 O corpo central foi realizado em NATM;
 Utilizaram-se três tipos de concreto:
 Projetado: execução dos túneis;
 Convencional: vigas, pillares e revestimento definitivo;
 Reoplástico: enfilágens;
 Todas as escavações foram monitoradas por placas de recalque e
tassômetrso, determinando as tendências de recalque.



Estações Brigadeiro e Trianon
 Todas as escavações foram monitoradas por placas de recalque e
tassômetro, determinando as tendências de recalque.



Túnel Botafogo – Siqueira
Campos
 Local: Rio de Janeiro
 Utilização: Transporte metroviário
 Extensão: 1.601m
 Seção transversal: 50m² a 150m²
 Período de construção: 1996 - 2002


Túnel Botafogo – Siqueira
Campos
 O túnel compreende o trecho entre as estações Botafogo e Siqueira
Campos do Metrô;
 O corpo principal da estação foi escavada num maciço de rocha
gnáissica do Morro de São João;
 Método construtivo contemplou a escavação de túneis-piloto nas
abóbodas das duas vias, com posterior execução do rebaixo, por
desmonte a fogo amortecido;
 Tratamento do maciço realizado com tirantes, concreto projetado e
tela metálica;



Túnel da Linha 2 do metrô do
RJ
 Local: Rio de Janeiro
 Utilização: Transporte metroviário
 Extensão: dois túneis paralelos, totalizando 1.100m
 Seção transversal: 29,6m²
 Período de construção: 1977 - 1978
 Foram construídos 2 túneis paralelos, cujo greide ficou condicionado a característica
geológica, estruturas próximas existente e rampa máxima admissível;

Túnel da Linha 2 do metrô do
RJ
 Execução diferenciada devido a diferença dos tipos de terreno:
 Solo sedimentar constituído de argila muito arenosa, pouco siltosa, consistência
dura e rija e solo residual de gnaisse;
 Gnaisse com pegmatitos pouco a muito alterado;
 Gnaisse são;
 Os emboques foram executados a céu aberto, com escoramento em perfil,
pranchada e tirantes;
 No trecho crítico, foram utilizadas enfilagens metálicas segundo o sistema de
Bernold, que consiste na execução simultânea das escavações com a
contenção da seção utilizando peças metálicas montadas com pequena
justaposição ao longo do perímetro da seção
 Após o avanço do conjunto de lanças foi moldado o revestimento definitivo
de concreto, utilizando as lanças como forma externa e chapas metálicas
especiais como forma interna;
 Os outros trechos foram executados pelo método NATM, com concreto
projetado e ancoragens na abóboda.


Túneis da Ferrovia EF-491
 Local: Entre Roca Sales e Passo Fundo (RS)
 Utilização: Transporte ferroviário
 Extensão: 32 túneis, totalizando 16,8 km
 Seção transversal: três seções típicas (arco-retângulo) com 37,3 m²,
53,2 m² e 56m²
 Período de construção: 1949 - 1979
 Os estudos e projetos para os túneis da EF-491 (antiga L-35) foram
os primeiros trabalhos sistemáticos executados para obras
ferroviárias;
 Locais do túnel tiveram um mapeamento geológico detalhado e
sondagens;
Túneis da Ferrovia EF-491
 Fez-se segmentação dos túneis em trechos de mesmo
comportamento geomecânico;
 Cada trecho teve suas próprias características
construtivas:

 Rocha sã ou rocha alterada dura:
 Avanço executado a seção plena, utilizando tirantes;
 Revestimento de concreto projetado;
 Rocha alterada:
 Avanços a seção plena em trecho reduzido;
 Tirantes;
 Revestimento com concreto estrutural;
 Rocha alterada mole ou solo:
 Calota e bancada
 Escoramento com cambotas metálicas;
 Revestimento com concreto estrutural no piso, paredes e
abóboda.



Túnel Asa Sul
 Local: Brasília – Distrito Federal
 Utilização: Transporte metroviário
 Extensão: 7.200m
 Seção transversal: 11,2m (largura) x 8,7m (altura)
 Período de construção: 1993 - 1999


Túnel Asa Sul
 O sistema de metrô de Brasília compreende 40km de linhas interligando as
principais cidades satélites.
 O túnel Asa Sul tem via dupla;
 Solo coberto por uma camada espessa de argila laterítica vermelha, com
estrutura porosa que recobre solos residuais e saprolitos de ardósia, com
nível d’água abaixo do piso do túnel;
 NATM foi o método construtivo ;
 Suporte temporário foi executado com concreto projetado, armado com
cambotas metálicas treliçadas;
 Revestimento definitivo em concreto moldado no piso e projetado nas
paredes e teto foi armado com telas metálicas;





TÚNEIS PARA SANEAMENTO E UTILIDADES
A colocação da infraestrutura e outras funções
necessárias no subsolo permitem que a superfície
seja utilizada para finalidades “mais nobres”.
Túnel do córrego Tiquatira
 Local: São Paulo (SP)
 Utilização: Canalização de córrego
 Extensão: 2 túneis, totalizando 580m
 Seção transversal: Célula dupla de 3,8m de
diâmetro(circular)
 Período de construção: 1985


Túnel do córrego Tiquatira
 Faz parte do projeto de canalização do córrego Tiquatira

 A obra se caracterizou pelos procedimentos de controle do
nível d’agua e consolidações geotécnicas

 Processo de execução foi o tunnel liner, que consiste no
suporte temporário a instalações de chapa de aço e
posterior revestimento de concreto moldado, com espessura
de 10cm

 Os tuneis foram feitos simultaneamente, e a obra durou 270
dias.


Adutora Guarapiranga
 Local: São Paulo (SP)
 Utilização: Adução de água
 Extensão: 450m
 Seção transversal: 3,8m de diâmetro
 Período de construção: 1998-1999
 Travessia de linha adutora sob o Canal Guarapiranga e o
Rio Pinheiros


Adutora Guarapiranga
 Tunel executado em NATM, consiste na travessia de uma
adutora sob o canal Guarapiranga e o Rio Pinheiros Utilização:
 As obras foram efetuadas em duas frentes, uma em cada
emboque.
 Houveram problemas no emboque sul devido a ocorrência de
rocha alterada, que foi resolvido com enfilagem
 No emboque norte encontrou-se maciço fraturado, o que
requereu escavação a fogo.
 O principal problema ocorreu quando foi encontrado um dique
lateral bastante alterado, que com a alta quantidade de água
presente no maciço gerou um processo de ruptura progressiva
no teto


Travessia do Rio Pinheiros
 Local: São Paulo (SP)
 Utilização: Interceptor de Esgotos
 Extensão: 168m
 Seção transversal: 2.5 de diâmetro(circular)
 Período de construção: 2003
 Túnel de travessia, faz parte do programa da SABESP de
despoluição do Rio Tietê


Travessia do Rio Pinheiros
 Foi utilizada a perfuração a seca para enfilagens.
 A espessura final de concreto projetado foi de 10cm,
armado com tela eletrossoldada.
 A execução não apresentou maiores problemas.


 A escavação
atravessou um
solo de
alteração de
gnaisse em
quase toda sua
extenção

TÚNEIS EM HIDRELÉTRICAS
Usina hidrelétrica de Itaipu
 Local: Rio Paraná (Brasil – Paraguai)
 Utilização: Aproveitamento Hidrelétrico
 Extensão: 5.691m
 Seção transversal: 2 x 2 a 3,5 x 2,75 (largura x altura)
 Período de construção: 1978 – 1982



Usina hidrelétrica de Itaipu

 Foram escavados 1144m (2x2) de túneis para investigar as
descontinuidades
 Outros 1300m (3,5 x 2,5) para drena-las, reduzindo as
subpressões atuantes no fundo da barragem
 A reavaliação da estabilidade levou a execução de 3150m
(3,5 x 2,5) de tuneis preenchidos com concreto ao longo das
regiões críticas
 O volume de concreto para preenchimento desses tuneis foi
de 35000m3


Usina hidrelétrica de Barra
Grande

 Local: Anita Garibaldi (SC) e Pinhal da Serra (RS)
 Utilização: Aproveitamento Hidrelétrico
 Extensão: Nove túneis, totalizando 4.223m
 Seção transversal: 7,2 de diâmetro(circular) e 15x17
(largura x altura) (arco-retângulo)
 Período de construção: 2001 – 2005



Usina hidrelétrica de Barra
Grande
 Foram executados dois túneis de desvio, de 816 e 921 m,
não foram revestidos
 Três túneis forçados de 395, 407 e 420m
 Quatro túneis auxiliares e de acesso aos túneis de desvio,
que totalizam 1264m de extensão


PASSAGENS E TRAVESSIAS
Passagens e Travessias
 São utilizados em diversas situações, como passagens
subterrâneas de pedestres ou veículos, canalização de
córregos, drenagem de águas pluviais, interceptação e
coleta de esgotos sanitários, entre outras;
 Tem por finalidade vencer obstáculos de pequena extensão
e são geralmente construídos em áreas urbanas;



Passagens e Travessias
 O diâmetro desses túneis costuma variar entre 1,2 m e 3m,
mas é possível encontra-los com diâmetros maiores;
 De modo geral, os túneis com diâmetros menores são
executados por meio de métodos mecanizados, como o de
tubo cravado ou de perfuração direcional;
 Sua extensão é geralmente reduzida, podendo variar de
alguns poucos a dezenas de metros, alcançando às vezes
umas poucas centenas;
 A geometria mais comum desses túneis apresenta seção
transversal circular ou elíptica;
 Necessidade de controle de estabilidade do teto com
enfilagens de barra cravada, preenchidas com calda de
cimento ou mesmo injetadas e em medidas de redução de
recalques.





Passagem de pedestres Presidente
Altino
 Local: Osasco (SP)
 Utilização: Passagem subterrânea de pedestres
 Extensão: 28m
 Seção transversal: 3.4 de diâmetro(circular)
 Período de construção: 2003


Passagem de pedestres Presidente
Altino
 Situa-se próxima a estação de trens metropolitanos CPTM
 Sua construção deveria ocorrer sem maiores problemas
devido estar sob uma linha ferroviária
 Optou-se por um método construtivo com pré-consolidação
do terreno

 Os fatores que
contribuíram para o
sucesso da obra foram os
tratamentos prévios com
enfilagens e o critério de
pequenos avanços da
escavação com imediata
projeção de concreto
ATUALIDADES
Túnel do Porto Maravilha
Túnel Submerso de São Paulo
Porto Maravilha
Túnel do Porto Maravilha será o maior do Brasil em área
urbana

 A Zona Portuária do Rio de Janeiro está em processo de
reformulação urbanística. O início das obras dessa
transformação, começou com a construção de dois túneis a
40 metros de profundidade. Um dos túneis, que terá 2,5
quilômetros de extensão, será o túnel que vai substituir o
elevado da Perimetral, com três pistas de circulação de
automóveis.
 A solução dos túneis permitiu avançar com as obras o
máximo possível, sem comprometer tanto a rotina da
cidade.
 Uma máquina chamada de jumbo é a responsável por fazer
a perfuração na rocha, eles perfuram e jogam o explosivo
para fazer as detonações.


Túnel Submerso
 O Governo do Estado de São Paulo
divulgou, no início de setembro de 2013,
uma videossimulação do projeto do túnel
submerso que vai ligar as cidades de Santos
e Guarujá, no litoral de São Paulo;
 O túnel será localizado a 21 metros de
profundidade do mar e terá 762 metros de
extensão, 950 metros de rampas e cerca de
4,5 km de obras viárias em superfície e em
viadutos;
 O projeto do túnel, que já foi entregue pelo
Governo Estadual para a Companhia de
Tecnologia de Saneamento Ambiental
(Cetesb), aguarda a licença de instalação
para o início das obras.



CONCLUSÃO
Os túneis tem um papel importante em nossa
qualidade de vida e na preservação do meio
ambiente. Realmente, nas áreas urbanas, uma
grande parte dos serviços públicos e dos
outros serviços que afetam nossas vidas
diariamente dependem de uma vasta e robusta
rede de túneis.
BIBLIOGRAFIA
 Túneis do Brasil.
Tarcísio B. Clestino,
Akira Koshima, Ricardo
Cavalari D’Alkimin
Telles, André Assis - São
Paulo, DBA Artes
Gráficas: Comitê
Brasileiro do Túneis –
CBT, 2006.

 Componentes:
• Augusto de Paiva
• Aryelle Ferreira
• Isabela Pieroni
• Manuella Carvalho

 Professor: Amaro Francisco Codá dos Santos
CEFET-RJ ENGENHARIA CIVIL – TEEC TÚNEIS