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Fernando Sakata Belizário

Lucas Patrick de Oliveira Karpstein
Vanderlei da Silva Araujo
Vanessa Caroline Portugal

 Artrópodes aracnídeos – cerca de 1500 espécies

 Corpo divide-se em cefalotórax e abdome

 Quatro pares de patas

 Aparelho inoculador – “ferrão” ou “telson” – para
imobilização da presa ou defesa

 Habitam regiões quentes e temperadas, com baixa
umidade relativa

 Encontrados em ambientes urbanos onde há lixo
doméstico e estulho

 Hábitos noturnos

 Predadores: camundongos, lagartos, corujas, sapos

 Brasil: cerca de 160 espécies

 Importância à saúde: gênero Tityus

 T. serrulatus: PI, CE, RN, PE, SE, BA, MG, ES, RJ, SP,
PR, SC, MS, GO, DF
 T. bahiensis: BA, MG, MS, GO, Sudeste, Sul
 T. paraensis: Norte e MG
 T. stigmurus: Nordeste
Tityus serrulatus Tityus bahiensis
Tityus stigmurus Tityus paraensis

 Elevada incidência: Belo Horizonte, MG (T. serrulatus)

 Aumento significativo: AL, PE e BA

 Equivale a 37% do total de acidentes por animais
peçonhentos (2008)

 Predominância em zonas urbanas

 Letalidade mais significativa na faixa etária pediátrica

 Veneno: mistura de proteínas com atividade sobre
canais de sódio voltagem-dependentes

 Despolarização de membranas de músculos e
nervos – sensitivos, motores e do SNA

 Liberação maciça de adrenalina e acetilcolina (T.
serrulatus)

Indicam gravidade:

 Miocardiopatia e edema agudo de pulmão:
▪ Hiperestimulação simpática
▪ Ação local sobre o miocárdio
▪ Citocinas que podem exercer depressão sobre o
miocárdio

LOCAL:

 Dor: ardor, queimação ou agulhada

 Irradiação para a raiz do membro acometido

 Hiperestesia ou parestesia

 Hiperemia, edema, sudorese e piloereção

Picada de escorpião

SISTÊMICO:

 Gerais: mal-estar, sudorese, alteração da temperatura

 Gastrointestinais: náuseas e vômitos, dor e distensão
abdominal, cólicas, diarreia

 Cardiovasculares: hipotensão ou hipertensão arterial,
arritmias, ICC, taquicardia ou bradicardia e choque

SISTÊMICO:

 Respiratórios: taquipneia, dispneia, edema agudo de
pulmão

 Neurológicos: agitação psicomotora, sonolência,
tremores, confusão mental, contrações musculares,
convulsões, hemiplegia, priapismo, lacrimejamento e
sialorreia
 HEMOGRAMA: neutrofilia

 BIOQUÍMICA: hiperglicemia, hiperamilasemia, acidose
metabólica, elevação de CK-MB e troponina I

 ECG: taquicardia sinusal, alterações da onda T e do segmento ST,
extrassístoles e outras arritmias

 RX TÓRAX: aumento da área cardíaca e infiltrado pulmonar
instersticial bilateral

 ECOCARDIOGRAMA: disfunção ventricular esquerda e septal


 Espécie: acidentes por T. serrulatus são mais graves

 Tempo decorrido até o atendimento

 Superfície corpórea do paciente: crianças tendem a
apresentar maior gravidade
SINTOMÁTICO:

 Anestésico local: lidocaína 2%, 2 a 4ml por dose (sem
adrenalina)
 Analgésicos sistêmicos e compressas quentes no local

ESPECÍFICO:

 Soroterapia (antiaracnídico ou antiescorpiônico), com ou
sem diluição em solução fisiológica ou glicosada

SUPORTE:

 Monitoramento de casos graves em UTI
 Larvas de lepidópteros;

 Acidente com lagartas: erucismo;

 “taturanas”, “lagartas-de-fogo”, “oruga”, “tapuru-de-
seringueira”, “bicho-cachorrinho”, “mandruvá”;

 Ampla distribuição por todo país;

 Vivem em troncos e folhas de árvores e arbustos;

 Alimentam-se de partes verdes (folhas, galhos verdes),
preferindo árvores frutíferas.

 Tratamento sintomático, soro antilonômico.
 Os acidentes são mais comuns nos meses
quentes e chuvosos, que coincide com a fase
de larvária das mariposas;
 Os acidentes são descritos
predominantemente na região Sul, e menos
frequentemente no Pará e Amapá; casos
isolados tem sido registrados em SP, MG, AM,
GO, MA e RJ.
 Ciclo de vida.

 1. Megalopygidae;


 2. Arctiidae;


 3. Saturniidae.
 Pêlos longos e muito finos;
 Ex.: Megalopyge sp., Podalia sp.

 Cerdas longas e finas;

 Ex.: Premolis semirufa “pararama”
 Cerdas ou espículas pontiagudas e
ramificadas;
 Ex.: Automeris sp., Dirphia sp., Lonomia sp.
 Premolis semirufa “pararama”;

 Encontrada nos seringais artificiais do Pará;

 Eritema, edema e prurido no local atingido,
com remissão dos sintomas em horas ou dias.

 Reação inflamatória crônica nas articulações
interfalangeanas  anquilose;

- Maior incidência em mão direita, dedo médio.
 Lonomia obliqua;

 Ativação do fator X e da protrombina  fibrinólise;

 Hemólise intravascular;

 Efeito edematogênico e nociceptivo;

 Ativação de IL-6, IL-8;

 Degradação de proteínas plasmáticas e matriz
extracelular;

 Ação indireta e mais tardia: ↑ atividade
procoagulante.


 Ação fibrinolítica;

 Degradação do fator XIII.
 Local:
 Dor intensa, progressão para a parte proximal do
membro que pode durar 1-2 dias, edema, eritema,
prurido, enfartamento ganglionar doloroso. Após 24h:
vesiculação, bolhas, equimose, necrose.

 Sistêmica (Lonomia sp.):
 Mal-estar, cefaléia, mialgia, dor abdominal, náuseas,
vômitos, incoagulabilidade sanguínea. Após 24-72h:
púrpuras, equimoses, petéquias, gengivorragia,
epistaxe, sangramento pós-traumático, hematúria,
hematêmese, melena, hemorragias pulmonar e
intracraniana, insuficiência renal aguda
 Testes de coagulação
 Tempo de coagulação (TC), Tempo de
Protrombina (TP), Tempo de Tromboplastina
Parcial Ativada (TTPA), Tempo de Trombina (TT)
 Plaquetas
 Raramente plaquetopenia intensa
 Uréia e creatinina
 Insuficiência renal aguda.
 Se alterações do nível de consciência: TC

 Quantidade de lagartas e profundidade do
contato

 Tempo entre acidente e tratamento
específico (soro antilonômico)

 Idade, comorbidades (HAS e nefropatia)
 Quadro local:
 Lavagem com água fria e analgésicos orais
 Se dor intensa, lidocaína 2%, sem vasoconstritor
subcutânea. Pode ser repetida mais 2x, com
intervalo de 1 hora.

 Quadro sistêmico:
 Repouso, evitar intervenções traumáticas.
 Soro antilonômico (Salon) conforme gravidade.
 FOCACCIA,R. et al. Veronesi: Tratado de Infectologia.
4. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2009.
 CARDOSO, Alberto Eduardo Cox; HADDAD JUNIOR,
Vidal. Acidentes por lepidópteros (larvas e adultos de
mariposas): estudo dos aspectos epidemiológicos,
clínicos e terapêuticos. An. Bras. Dermatol., Rio de
Janeiro , v. 80, n. 6, Dec. 2005 . Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&p
id=S0365-05962005000700002&lng=en&nrm=iso>.
Acessado em 19/05/2014.
 http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962005000700002.