Hosni Mubarak: Há 30 anos

na Presidência do Egito
 Muhammad Hosni Said Mubarak, (Monufia, 4 de maio de
1928) é um militar egípcio, presidente do seu país desde
14 de outubro de 1981.
 A partir de sua ascensão na Força Aérea egípcia, tornou-
se vice-presidente em 1975 e sucedeu a Anwar Al Sadat,
depois que este foi assassinado, em 6 de outubro de
1981.
 É considerado como um dos mais poderosos chefes de
estado do Oriente Médio. Tem amplo controle sobre o
Egito, sendo globalmente considerado como um ditador.
 É conhecido por sua posição neutra no conflito árabe-
israelense, sendo, por isso mesmo, freqüentemente
envolvido nas negociações entre as duas facções.
Atualmente, está sendo alvo de críticas e protestos pela
maioria da população egípcia.
Hosni Mubarak: Há 30 anos
na Presidência do Egito
- Trajetória
 Licenciou-se quando jovem pela Academia Militar em
1949 e pela Academia da Força Aérea Egípcia em 1950.
Assumiu posições de comando na Força Aérea entre 1966
e 1969. Em 1972, o presidente Anwar el-Sadat nomeou-o
comandante-chefe daquele ramo das Forças Armadas.
 O seu desempenho na guerra de Yom Kippur com Israel
em 1973 valeu-lhe a promoção a marechal, que lhe foi
concedida em 1974.
 Em 1975 Sadat nomeou-o para o cargo de seu vice-
presidente. Nos anos que se seguiram, Mubarak esteve
envolvido em importantes negociações diplomáticas com
outros países do Oriente Médio.
 Foi o principal mediador na disputa do território do Saara
Ocidental, entre Marrocos, Argélia e Mauritânia.
Hosni Mubarak: Há 30 anos
na Presidência do Egito
 Após o assassinato de Sadat, tornou-se presidente do
Egito, em 1981, mantendo-se no cargo há de 29 anos,
posto que o seu mandato foi renovado por quatro vezes:
em 1987, 1993, 1995 e 1999.
 Seu governo tem sido marcado por progressos nas
relações com os países árabes e pelo arrefecimento das
relações com Israel, especialmente após a invasão
israelense do Líbano, em 1982. Mubarak reafirmou o
tratado de paz com Israel em 1979, ao abrigo dos
acordos de Camp David, e cultivou boas relações com os
Estados Unidos da América.
 Durante a Guerra do Golfo, posicionou-se ao lado dos
EUA, contra as intenções expansionistas do Iraque de
Saddam Hussein. Desempenhou também um papel
importante na mediação do acordo entre Israel e a
Organização de Libertação da Palestina, assinado em
1993.
Hosni Mubarak: Há 30 anos
na Presidência do Egito
 Em 2004, Mubarak afirmou, em entrevista ao Le Monde,
que considera existir um "ódio sem precedentes" contra
os Estados Unidos nos países árabes (entre os quais se
inclui o Egito), motivado pela proteção econômica e
militar concedida pelo governo norte-americano a Israel.
Crise no Egito: da revolta à
renúncia de Mubarak
 Foram necessários dezoito dias para que a revolta popular
eclodida no Egito conseguisse derrubar um ditador há 30
anos no poder.
 Com um saldo de milhares de feridos e mais de 300
mortos, as revoltas foram inspiradas em um levante
similar ocorrido na Tunísia, onde o ditador Zine El Abidine
Ben Ali permaneceu 24 anos no governo.
 Voltando ao Egito: tudo começou quando Mubarak, aos
82 anos de idade, disse que não iria concorrer às eleições
alegando problemas de saúde.
 Para continuar no poder por trás dos bastidores, ele
bancaria a candidatura do filho Gamal Mubarak, também
do partido PND (Partido Nacional Democrático, o maior do
país).
Crise no Egito: da revolta à
renúncia de Mubarak
 Após rumores de que iria se sustentar no governo caso o
filho fosse o novo governante, a crise estourou. Protestos
pedindo o fim do regime autoritário (responsável por
corrupção, fraudes, repressão) pipocaram por todo o país.
 O resultado disso tudo foi a Marcha do Milhão, que
colocou a multidão revoltosa nas ruas do Cairo – a capital
– e das principais cidades egípcias desafiando o toque de
recolher imposto pelo governante Hosni Mubarak.
 Em represália para conter o protesto, liberdades como
acesso à Internet e telefone foram cortadas fazendo com
que até o diretor do Google fosse preso.
 Dias de intenso protesto entre manifestantes pró-Mubarak
e oposicionistas fizeram com que a imprensa desse
espaço do acontecimento na mídia internacional.

Crise no Egito: da revolta à
renúncia de Mubarak
 Responsabilizado pela pobreza e o intenso desemprego
no país, Mubarak tentou fazer que a população
esquecesse o caos e anunciou concessões: aumento de
15% do salário do funcionalismo e nas aposentadorias,
nomeou um vice-presidente pela primeira vez (Omar
Suleiman, a fim de que assumisse o comando nas
negociações com a oposição), prometeu investigar casos
de fraude e corrupção e etc.
 De nada adiantou. Cada vez mais a população se engajou
na luta contra a ditadura. Há relatos de famílias inteiras
que estão acampando no centro da capital há mais de
duas semanas. Os EUA entraram na discussão e Barack
Obama pediu que Mubarak deixasse o governo do seu
principal aliado no mundo árabe.

Crise no Egito: da revolta à
renúncia de Mubarak
 O presidente tirano então se pronunciou na TV dizendo
que iria ficar no cargo até as próximas eleições e após um
dia renunciou, entregando o poder nas mãos do exército.
Mubarak fugiu com a família de avião para destino
desconhecido.
 Mohamed ElBaradei, principal nome da lista de oposição e
ex-presidente da Agência Internacional de Energia
Atômica –ligada à ONU – voltou ao Egito e disse que não
se importa em assumir um governo de transição até as
eleições em Setembro, não descartando também a
hipótese de concorrer ao cargo presidencial.
 É bom lembrar que outros países como Jordânia, Iêmen,
Argélia, Mauritânia, Sudão e Omã também se inspiraram
no levante contra a tirania iniciado na Tunísia, a exemplo
do Egito.

DÚVIDAS???
FIM