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Partindo da noção tradicional do Direito

Comercial como o “direito do comércio”
identifique quais as actividades, de entre
as actividades a seguir apresentadas,
que cabem na acepção de comércio,
indicando se o sentido da sua
comercialidade é económico ou jurídico
 A decide vender os produtos obtidos na
exploração da sua propriedade rural.

 R: Juridicamente, considerando o § 1 230.º
CCom e 464/2 CCom. – NÃO é uma
actividade juridicamente comercial.
Economicamente – SIM é uma actividade
económica, tendo em consideração a noção
restrita de interposição de troca entre a
oferta e a procura .
 B dedica-se ao transporte escolar de
crianças.

 R: O Decreto Lei 239/2003 de 4 de Outubro
refere-se ao transporte apenas de
mercadorias. Contudo, atendendo ao art.
366.º do CCom. – Transportes de Pessoas é
juridicamente uma actividade comercial

 Presume-se que tem por trás de si um
conjunto de elementos que suportam essa sua
actividade comercial – Em principio tem uma
empresa – “dedica-se” ao transporte.

 Sentido Económico do transporte de
pessoas? Não – Não consubstancia uma
intermediação de oferta e procura
 C dedica-se à pesca.


R: Sentido Económico – NÃO – Não há
intermediação entre oferta e procura.

Sentido Jurídico – SIM – Nos termos do
Decreto-Lei 20677.
 D e E celebram um contrato de compra e venda de um
quadro, que D tinha recebido de herança, destinado a
decorar a sala da casa nova de E. A respectiva divida
foi titulada numa letra de câmbio emitida por D e aceite
por E.


R: Economicamente não é uma actividade, não adquiriu
um quadro para o revender, por exemplo.
Juridicamente – LULL art. 2.º (1ª parte do CCom)
(discute-se a implementação de figuras comerciais em
relações jurídicas civis).
 F dedica-se ao artesanato enquanto sua irmã G explora uma
fábrica de sapatos


R: Artesanato – Partindo da noção de comércio em sentido
económico não podemos integrar o artesanato como fazendo
parte do Direito Comercial, contudo uma análise, ACTUAL e
casuística do art. 230.º/1 CCom, conduz-nos a interpretar que
juridicamente, poderá ser considerada uma actividade regulada
pelo Direito Comercial.

Fábrica de Sapatos – Cabe na íntegra, no art. 230. º /1 CCom,
logo é uma actividade juridicamente comercial, ainda que não
economicamente comercial – Industria Transformadora


Casos Práticos
(Actos de Comércio)
Diga se os seguintes contratos devem
ser qualificados como actos de
comércio. Em caso afirmativo,
proceda à sua classificação, segundo
as categorias estudadas
Contrato de compra e venda de um
prédio urbano composto por vários
apartamentos, que o comprador,
funcionário público reformado, destina a
arrendamento, sendo o vendedor uma
sociedade que o construiu para vender.

Contrato para o fabrico de uma mobília
para a residência de um professor,
sendo fabricante um marceneiro que
utiliza dois empregados na sua oficina

Contrato de trabalho celebrado entre T,
na qualidade de trabalhador e P na
qualidade de entidade patronal, cuja
actividade, consiste na construção de
estradas, portos e caminhos de ferro.
Contrato de compra e venda de um
imóvel rústico, sendo o vendedor um
agricultor que nele vem exercendo a sua
actividade agrícola e o comprador uma
sociedade comercial que o destina à
construção de um edifício para
armazenagem dos produtos que fabrica
Contrato de compra e venda de um
imóvel rústico de que é proprietário um
agricultor que nele vem exercendo a sua
actividade agrícola. O comprador destina
o prédio à exploração de uma pedreira,
actividade a que se dedica
profissionalmente.

Compra e venda de um automóvel em
segunda mão, sendo vendedor um
estudante e o comprador um
comerciante

Contrato de doação de um quadro
pertencente a uma sociedade comercial
a favor de uma fundação com fins
culturais
A empresário em nome individual que se
dedica à construção e negociação de
imóveis, adquiriu um imóvel que dividiu
em fracções autónomas destinadas à
habitação. Pretendendo rentabilizar essa
aquisição, incumbiu B de negociar os
contratos de arrendamento das referidas
fracções.
A, engenheiro, ao chegar ao seu escritório encontrou
uma comunicação do serviço de limpeza, informando-o
que o sistema de escoamento de água de casa de
banho estava avariado.
Consultou as páginas amarelas e telefonou para o
escritório de B, anunciado como canalizador,
solicitando-lhe uma deslocação ao seu escritório a fim
de reparar a avaria.
No escritório de B, atendeu ao telefone uma senhora,
empregada deste, sem invocar essa qualidade, se
comprometeu a fazer o serviço que A solicitava .
A senhora em causa telefonou depois a C,
canalizador de profissão, a fim de este se
deslocar ao escritório de A e reparar a avaria,
pois B celebrara com C e muitos outros
canalizadores contratos pelos quais, os
canalizadores se obrigavam a prestar serviços
desta natureza, sempre que B o solicitasse,
repartindo o preço do serviço debitado ao
cliente em partes iguais.

A, empresário agrícola comprou uma
máquina debulhadora a C, o qual se
dedica à venda de máquinas agrícolas

Por ocasião do Carnaval, A e B, donos
de uma empresa transitária, adquiriram,
numa agência de viagens do Porto,
bilhetes de avião para Brasil.