You are on page 1of 26

Analise de Caracterização

do Petróleo
• Com novas descobertas sobre o petróleo e dos
derivados tem havido uma grande expansão na
exploração em varias bacias geológicas fomentando o
desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos
de analises em laboratório que possibilite um
fortalecimento para determinação nas amostras de
analises físico-químicas em sua composição.
• De modo que o desenvolvimento de técnicas rápidas
e eficientes de caracterização é extremamente
importante para um melhor aproveitamento do
Petróleo.

Densidade (Grau API)
 As reservas mundiais de petróleo extremamente grosso ou “pesado” são
provavelmente duas vezes maiores do que as de óleos crus leves mais
convencionais. Originalmente, estes óleos eram leves também. Eles tornaram-se
pesados porque a cobertura de rocha sobre os reservatórios não proporcionou uma
vedação completa. Isto permitiu a penetração de bactérias que consumiram os
componentes mais leves. Uma grande quantidade também escoou ou simplesmente
evaporou, deixando para trás apenas os compostos mais pesados.
A Classificação API
 A densidade do petróleo e expressa através de um índice adimensional.



O grau de API usado como modelo para transações.



Segundo os cientistas, a tendência é que o grau de API diminua, pois a
busca por petróleo está cada vez maior.
Classificação do petróleo de acordo com a
densidade e grau API
 O conhecimento do grau API de um determinado petróleo e de
extrema importância.

classificação mais utilizada.


Número de Acidez Total (NAT)

• É um índice que mede a acidez
nafténica do petroléo.
Ácidos Nafténicos
• São ácidos orgânicos que estão
presentes em muitos óleos crus.
• Sua fórmula geral pode ser escrita como
R(CH2)nCOOH, onde o R usualmente é
um anel de ciclohexano
• Podem ser: Bicíclicos, Tricíclicos e
Policíclicos
Exemplo de estruturas de ácidos nafténicos
encontrados no petróleo
Danos ao refino de petróleo
• Corrosão
Fatores que influenciam a corrosão:
• Frações de acidez > 0,5 mg de KOH
• Temperatura 220 e 400 ºC

Determinação dos ácidos
• A determinação dos ácidos totais no óleo
cru é tradicionalmente realizada por
titulação não aquosa que oferece o nat.
Temperatura Inicial de
Aparecimento de Cristais
(TIAC)



*Representa a temperatura na qual os primeiros cristais de
parafinas são formados. (A TIAC depende do tipo de petróleo. Óleos
com altos teores de parafinas sofrem alterações marcantes na reologia
devido à formação de um sistema gelificado)


A Cristalização da parafina ocorre em três etapas:
1° etapa: NUCLEAÇÃO - Nessa etapa surgem os primeiros
núcleos a partir dos quais irão crescer os cristais de parafina
2° etapa: CRESCIMENTO - onde ocorre o transporte de massa da
solução em direção aos núcleos que foram formados na etapa de
nucleação
3º etapa: AGLOMERAÇÃO - onde ocorre a junção de cristais em
crescimento, dando origem a cristais de dimensões maiores
*O acumulo de parafina pode causar vários danos e prejuízos á indústria.
Pode causar:
- Entupimento dos poros do reservatório onde o petróleo é produzido;
- Alteração da fluidez;
- Alteração da viscosidade;
- Reduz ou bloqueia a passagem do óleo nos dutos;
- Geração de maior energia, em razão do entupimento dos dutos, etc.

*Existem vários métodos preventivos e corretivos para controlar a deposição
de parafinas, dentre os quais se destacam o uso de métodos químicos (Uso de
inibidores de parafina), o emprego de reações termoquímicas (Isolamento
térmico nas tubulações) e a remoção mecânica (Uso de PIGS); ou a
combinação destes:
*O método geralmente utilizado para remorsão de parafina dos dutos é a
remorsão mecânica utilizando PIG (Dispositivo que é inserido no duto e que
viaja livremente, dirigido pelo próprio fluxo)
Viscosidade
• A viscosidade é definida como a medida da
resistência do fluido a escoamento ou ainda como
a força por unidade de área requerida para manter
o fluido em velocidade constante no espaço
considerado.

• O ensaio de viscosidade é aplicável a todos os
derivados do petróleo –
combustíveis e lubrificantes, com exceção do GLP e
Gasolina.
Viscosidade absoluta: é aquela que é medida por
um sistema de geometria que não sofre
influência da gravidade para a obtenção desta
medida.
viscosidade cinemática: é aquela medida por um
sistema de geometria que utiliza-se da gravidade
para sua obtenção de medida.
Determinar a viscosidade de uma amostra não
requer aparelhagem sofisticada.
Um dos métodos mais utilizados para a avaliação
desta característica é o ASTM D 445.
Consiste em cronometrar o tempo necessário ao
escoamento da amostra por gravidade através de
um capilar de um volume conhecido, sob controle
preciso de temperatura e de desnível da amostra no
viscosímetro. A viscosidade é então calculada a
partir do tempo de escoamento e do fator de
calibração do viscosímetro (Figura 15).

Ponto de fluidez
O ponto de fluidez é a menor temperatura na
qual o óleo lubrificante flui quando sujeito a
resfriamento sob condições determinadas de
teste. É principalmente controlado para avaliar o
desempenho nas condições de uso em que o óleo
é submetido a baixas temperaturas ou em climas
frios.
Determinar o ponto de fluidez
de uma amostra não requer aparelhagem
sofisticada. Um dos métodos mais
utilizados para a avaliação desta
característica é o ASTM D 97.

Quanto maior a concentração de parafina no
hidrocarboneto maior será a dificuldade do óleo em
fluir, devido à resistência que a parafina oferece na
fluidez do óleo. Pode-se classificar o óleo cru a
partir do ponto de fluidez em dois tipos:
• APF: petróleos com ponto de fluidez superior a
temperatura ambiente.
• BPF: petróleos com ponto de fluidez inferior a
temperatura ambiente.
Óleos de alto ponto de fluidez, produzidos a
partir de petróleos parafínicos, necessitam ser
pré-aquecidos e transporte em tubulações
envolvidas por serpentinas de vapor, de forma
que ele esteja sempre a uma temperatura
superior ao ponto de fluidez.
• Tabela que determina o ponto de Fluidez

Referências
• https://www.google.com.br/#q=ponto+de+fluidez+petroleo+ Acesso em
01/07/2014.
• http://www.portalabpg.org.br/PDPetro/2/7016.pdf Acesso em 01/07/2014.
• http://nxt.anp.gov.br/nxt/gateway.dll/leg/folder_resolucoes/resolucoes_cnp/1963/rc
np%204%20-%201963.xml Acesso em 01/07/2014.