Aula nº 10/11 Alergia e Imunologia

Considerações sobre resposta imune e Diagnóstico clínico laboratorial na alergia

A Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo. Umma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico. Os portadores de alergias são chamados de “atópicos”

O organismo tecido ou célula capaz de apresentar uma reacção de hipersensibilidade diz-se estar sensibilizado. As reacções alérgicas, sendo reacções imunológicas, são extremamente específicas, reagindo o organismo sensibilizado exclusivamente ao determinante antigénico usado como imunogéneo ou estrutura semelhante. As reacções de hipersensibilidade são classificadas de de acordo com o tempo decorrido entre o contacto do organismo sensibilizado com o antígeno e a visualização macroscópica do fenómeno alérgico. Assim, enquanto as chamadas reacções de hipersensibilidade imediata exigem apenas minutos ou algumas horas para seu aparecimento; as reacções de hipersensibilidade tardia só se desenvolvem depois de muitas horas.

Alergia, Dúvidas e Recomendações Especiais
O QUE É ALERGIA

• Os Linfócitos são as células mais importantes do

sistema imunológico humano e são as únicas células do organismo que, através de receptores específicos para antígenos, têm a capacidade de reconhecer e agir contra substâncias estranhas. Cerca de metade dos linfócitos é constituída por células B e metade por células T.

• Vómitos, cólicas ou diarreias, podem ser

reacções do seu organismo contra um tipo de alimento ingerido. Os alimentos que frequentemente provocam este tipo de reacção são os camarões, condimentos, outros frutos do mar e chocolates. No entanto, qualquer alimento pode causar reacção alérgica, dependendo da sensibilidade da pessoa.

• Já os olhos irritados são sintomas de

alergia a substâncias encontradas no ar. A secreção lacrimal é o sintoma seguinte, o qual provoca uma inflamação da membrana do olho, chamada de conjuntiva. Este tipo de alergia é comum quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura ou em ambientes com altos níveis de poluição.

• Já os olhos irritados são sintomas de

alergia a substâncias encontradas no ar. A secreção lacrimal é o sintoma seguinte, o qual provoca uma inflamação da membrana do olho, chamada de conjuntiva. Este tipo de alergia é comum quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura ou em ambientes com altos níveis de poluição.

• Tosse e falta de ar são sintomas de alergia

respiratória. Pode ser provocada por inúmeras substâncias, sendo a mais comum a poeira, na qual se encontra o ácaro. Esse tipo de hipersensibilidade pode estar associado ao desenvolvimento de asma, em indivíduos predispostos. A mudança de temperatura (quente para o frio) também pode ser um agente causador deste tipo de alergia.

• Espirros constantes são reacções

primárias dos agentes causadores da alergia, antes que eles venham a chegar aos pulmões. Poeiras, desinfectantes, insecticidas, perfumes são os mais comuns.

O QUE É ALERGIA

• A única função conhecida das células B é produzir

anticorpos (imunoglobulinas). Num indivíduo normal são produzidas pelo menos 5 classes de imunoglobulinas (IgM, IgA, IgG, IgE, IgD), cada uma com propriedades biológicas totalmente distintas. Durante as reações contra a maioria dos antígenos, células T modulam a síntese de imunoglobulinas, mas as células T não possuem capacidade própria de produzir anticorpos.

• Até aqui aula 10

• Início da aula 11

O QUE É ALERGIA

• De um modo geral, a alergia pode ser

definida como um tipo de reação imunológica do organismo quando em contato com substâncias estranhas, também chamadas de ANTIGENEOS.

ATOPIA

• O termo ATOPIA foi originalmente usado para
descrever alergia clínica de natureza hereditária

• Actualmente este termo é usado para definir uma

tendência hereditária aumentada de produzir anticorpos IgE após uma exposição “natural” a pequena quantidade de antígenos e um risco aumentado para desenvolver Asma, Urticária, Rinoconjuntivite e Eczema Atópico

ATOPIA

• Os primeiros sinais de ATOPIA aparecem,

em geral, nos primeiros anos de vida, frequentemente sob forma de Eczema Atópico e/ ou Asma Alérgica, enquanto a Rinite Alérgica costuma aparecer quando a criança atinge a idade escolar ou no início da idade adulta.

ATOPIA

• Dados estatísticos da Europa e dos

Estados Unidos estimam que aproximadamente 20% das crianças atendidas nas clínicas pediátricas são atópicas.

• Os antígenos (também chamados alérgenos)

mais comuns como causa de alergia das vias respiratórias são a poeira doméstica, os ácaros da poeira, os fungos, pólen, caspa e pêlos animais. Substâncias ingeridas ou injectadas, como por ex. alimentos e medicamentos, bem como picadas de insectos, podem ser responsáveis por alergia do tipo imediato

QUEM SE TORNA ALÉRGICO

• Actualmente aceita-se que uma hereditariedade

poligénica, juntamente com os factores adjuvantes especiais (como por ex. as infecções) determinam o desenvolvimento da sensibilização e posteriormente dos primeiros sintomas da enfermidade.

• Embora qualquer indivíduo possa desenvolver uma
alergia, a probabilidade aumenta se um ou ambos os pais apresentarem alguma condição alérgica.

QUEM SE TORNA ALÉRGICO

• De facto, a presença de um outro

individuo alérgico na família é o factor mais importante para se predizer alergia numa criança.

Tipos de reacções de Tipos de reacções de hipersensibilidade hipersensibilidade

Tipo I: Tipo I: Tipo II: Tipo II: Tipo III: Tipo III: Tipo IV: Tipo IV:

anafilática ou imediata anafilática ou imediata citotóxica (substâncias tóxicas às células) citotóxica (substâncias tóxicas às células) Imune complexos (unidade bactéria-anticorpo recebe oonome de complexo imune) - -tardia Imune complexos (unidade bactéria-anticorpo recebe nome de complexo imune) tardia mediada por células ou tardia mediada por células ou tardia

Reacção de hipersensibilidade do tipo I
• Esta resposta é induzida por um certo tipo de alergénio (agente que
causa a alergia) que desencadeia uma resposta humoral.

• Contudo este tipo de resposta humoral é diferente de outras, devido à
segregação de IgE no citoplasma das células.

• A IgE liga-se com grande afinidade através dos receptores Fc à

membrana dos mastócitos ou dos basófilos, ficando estes sensibilizados. Uma nova exposição ao mesmo alergénio vai provocar a degranulação dos mastócitos, libertando mediadores, como a histamina, provocando vasodilatação e contracção muscular (sistémica ou localizadas dependendo da duração da libertação do mediador).

• RECEPTORES FC: Moléculas encontradas na superfície de algumas, mas
não de todos os linfócitos B, linfócitos T e macrófagos que reconhecem e se combinam com a porção Fc (cristalizável) das imunoglobulinas.

Alergénios associados à resposta do tipo I
• Proteínas • Pólen de plantas • Medicamentos • Alimentos
– – – – – – – – Penicilina Amêndoas Ovos Feijão, ervilha Leite

• Produtos de insectos
Veneno de abelha Veneno de vespa Veneno de formiga

• Pêlos de animais

Agentes farmaceuticos que mediam as reacções do tipo I
• Os mediadores podem ser classificados como primários
ou secundários.

• Os mediadores primários são produzidos antes da

degranulação e do armazenamento nos grânulos, são exemplos: histamina, proteases e heparina.

• Os mediadores secundários são sintetizados depois da

activação da célula alvo ou pela libertação da membrana fosfolipídica durante o processo de degranulação.

• Nestes mediadores incluem-se os factores de activação
das plaquetas e várias citoquinas

• DOENÇAS RELACIONADAS COM A
HIPERSENSIBILIDADE DO TIPO I

Muitos órgãos são afectados na Muitos órgãos são afectados na “alergia” “alergia”
Nasofaringe

Rinite alérgica

Rinite alérgica
• Definição: estado inflamatório da mucosa nasal
mediada por IgE. Esta mucosa continua pela mucosa dos bronquios constituindo uma via aérea única.

• Sintomas: Espirros, prurido e obstrução • Sinais: respiração pela boca, voz anasalada, mucosa
pálida

Muitos órgãos são afectados na Muitos órgãos são afectados na “alergia” “alergia”
Pulmões asma

ALERGIAS MAIS COMUNS - ASMA

• A Asma caracteriza-se pela contracção dos

brônquios. Os sintomas mais característicos são a dispneia (falta de ar) e a presença de ruídos sibilantes à ausculta.

• A Asma pode ser de origem alérgica. Na criança,

sintomas de obstrução brônquica aparecem frequentemente após infecções do trato respiratório, especialmente as provocadas por vírus.

• A asma é a principal causa de tosse crónica em

crianças e está entre as principais causas de tosse crónica em adultos

Muitos órgãos são afectados Muitos órgãos são afectados na “alergia” na “alergia”

Olhos conjuntivite

ALERGIAS MAIS COMUNS CONJUNTIVITE ALÉRGICA

• Os

sintomas oculares estão frequentemente associados aos de rinite nos casos de alergia, o que não ocorre com as rinites vasomotoras.

Dermatite atópica

ALERGIAS MAIS COMUNS - DERNMATITE ATÓPICA

• O Eczema Atópico pode aparecer durante os primeiros

meses de vida, continuando após os dois anos de idade com formas mais localizadas, por exemplo na parte interna dos cotovelos, na parte posterior dos joelhos, no pescoço, tornozelos, punhos e dorso das mãos.

• Na maioria dos casos, o eczema tende a desaparecer
durante a puberdade.

Alergia alimentar

Alergia alimentar
• A alergia alimentar ocorre com maior prevalência nos primeiros
anos de vida. Na infância a prevalência situa-se entre 2,5% e 8,0%. Entre os lactentes, o principal alimento desencadeante da alergia é a proteína do leite de vaca, sendo que em geral após os 2 ou 3 anos de vida essas crianças desenvolvem tolerância a esse alimento.

• Basicamente, três factores estão relacionados ao desenvolvimento
da doença alérgica:

• Factores genéticos; • Contacto com o alérgénio; • Fatores ambientais (tipos e frequência de infecções, se são virais ou
bacterianas e a idade em que ocorreram etc).

Urticária

ALERGIAS MAIS COMUNS - URTICÁRIA

• Urticária é o nome que é dado a um tipo de erupção
cutânea, pruriginosa, caracterizada por placas salientes, que se assemelham às produzidas pelas urtigas.

• A pele torna-se avermelhada e quente. As lesões
urticariais podem desaparecer em poucas horas, ou durar no máximo 48 horas, sem deixar sequelas.

• Esta reacção pode aparecer em todos as idades,
mas é mais comum nos jovens.

Angiodema

Anafilaxia
• Anafilaxia (ou anafilaxis) é uma reacção alérgica
sistémica, severa e rápida, a uma determinada substância, chamada alergénico ou alérgeno, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote.

• A reacção anafiláctica pode ser provocada por

quantidades minúsculas da substância alergénica. O tipo mais grave de anafilaxia — o choque anafiláctico — termina geralmente em morte caso não seja tratada.

Reações de hipersensibilidade do tipo I podem ser controladas por medicamentos
• A prevenção é sem dúvida o melhor remédio. • Uma terapia imunológica utilizada é o monoclonal anti-IgE humano. • Os anti – histamínicos têm sido as drogas mais usadas para o tratamento dos
sintomas da rinite alérgica. Actuam pela ligação aos receptores de histamina nas células alvos, bloqueando a ligação da histamina. Os receptores H1 são bloqueadas pelos anti-histamínicos clássicos, e os receptores H2 por uma nova gama de antihistamínicos.

• Teofilina é administrada no tratamento da asma, bloqueando fosforiastema. • Epiniferina é administrada durante choques anafiláticos. • A cortisona e alguns inflamatórios também servem para reduzir a reacção do tipo I.

Alergias Tipo II
• Estas alergias também são
conhecidas por reacções citotóxicas, envolvendo anticorpos mediadores que destroem as células.

Exemplos de hipersensibilidade do tipo II
• • •
Transfusões sanguíneas: incompatibilidade ABO Rejeição hiperaguda a transplantes de órgãos Doenças auto-imunes – Anemias Hemolíticas – Síndrome de goodposture – Miostenia grave – Diabetes mellitus juvenil – Pinfigo – Castrite reumadóide – Lúpus eritemotora sistémica

Anemia hemolítica
• Anemia hemolítica é uma anemia devido à hemólise, a quebra
anormal de hemácias nos vasos sanguíneos (hemólise intravascular) num outro lugar do corpo (extravascular).

• Esta doença possui diversas causas, podendo ser inofensiva

ou até mesmo ameaçar a vida. A classificação geral da anemia hemolítica é a de sua origem se é adquirida ou surge espontaneamente (idiopática). O tratamento depende da causa e natureza da quebras das hemácias.

• A Anemia Hemolítica pode ser congénita ou adquirida.

Síndrome de goodposture
• Este distúrbio é caracterizado por depósitos
de anticorpos nas membranas basais, provocando sangramento pulmonar. Não se conhece a causa exacta.

• Algumas vezes, o distúrbio é desencadeado
por uma infecção vírica ou pela inalação de gasolina ou de solventes de hidrocarbonetos.

Miostenia grave
• A miostenia grave é uma doença auto-imune
caracterizada pelo aparecimento de debilidade muscular como consequência de um funcionamento anormal da junção neuromuscular.

• Na miastenia grave, o sistema imune produz anticorpos
que atacam os receptores situados no lado do músculo da junção neuromuscular. Os receptores que manifestam uma disfunção são os que recebem o sinal nervoso por acção da acetilcolina, uma substância química que transmite os impulsos nervosos ao longo da junção neuromuscular (um neurotransmissor).

Diabetes mellitus juvenil
• Diabetes mellitus juvenil insulino-dependente • Ac. Contra células B. • Evidências apontam que o diabetes juvenil insulino-dependente aumenta
não somente o risco de perdas fetais, mas também de malformações congénitas, sendo que a magnitude global do aumento destes riscos para feto é de duas a três vezes maior do que o risco da população em geral.

Pinfigo ou Penfigo
• O pinfigo é uma doença pouco frequente, por vezes
mortal, em que bolhas de diversos tamanhos aparecem sobre a pele, na mucosa da boca, na vagina, na membrana que cobre o pénis e noutras membranas mucosas.

• O penfigo costuma aparecer em pessoas de meia-

idade ou em idosos. Muito raramente afecta crianças. A doença é causada por um ataque autoimune contra as estruturas das superfícies das células epidérmicas que mantêm o contacto intercelular e a textura do tecido.

Castrite reumadóide
• Lesão das articulações.

Lúpus eritemotora sistémica
• Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória
de causa desconhecida.

• Para que se desencadeie a doença, agentes externos
desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contacto com o sistema imune de um indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos) provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sanguíneas.

• Atinge principalmente mulheres (9:1) após a puberdade,

iniciando-se mais comummente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno ou extremamente grave e fatal.

Ocorrências de hipersensibilidadedo tipo II
• • • • • • • • • • •
1.Transfusões sanguíneas :incompatíveis ABO, inclusive DHRN (é mais difícil no sistema RH). 2. Rejeição hiperaguda a transplantes de órgãos. 3.Doenças auto-imunes · Anemias hemolíticas:Ac contra Ags de eritrócitos ou Ags adsorvidos (as hemácias próprias são vistas como Ag) · Tireodite de hashimoto: As células tireoidianas são vistos como Ag (produção de anticorpos). · Síndrome de goodposture: contra membrana basal dos alvéolos. · Miostenia graves: Ac. Contra receptores de acetilcolina. · Diabetes mellitus juvenil: Ac. Contra células B. · Pinfigo: Ac. Contra molécula de adesão das junções intercelulares (a pele descama). · Castrite reumadóide (LES): lesão de articulações · Lupus eritemotora sistémica: Ac. Contra quase todos os componentes celulares.

• Ac – anticorpos • Ag - antigéneos

Reacção de hipersensibilidade do tipo III

• As reacções do tipo III também são conhecidas

por reacções por imunocomplexos. Geralmente estes complexos de antigénios com anticorpos facilitam a limpeza por células fagocíticas. Em alguns casos, sem restrição, grande quantidade de imunocomplexos pode conduzir ao dano dos tecidos.

• A reacção de hipersensibilidade do tipo III

desenrola-se quando os complexos imunes activam o sistema de complemento.

As reacções do tipo III podem ser locais

• Esta reacção é do tipo semi-

retardado, já que os sinais clínicos surgem entre as 4 e 6 horas após a exposição ao antigénio.

As reacções do tipo III podem ser sistémicas

• Tipicamente, após uma semana a quinze

dias da exposição ao antigénio o indivíduo começa a manifestar sintomas chamados de “serum sikness” (febre, debilidade, edemas e artrites).

• Este doença contudo depende da

quantidade de imunocomplexos formados.

Alguns exemplos de respostas a reacções do tipo III

• Doenças auto imunes (artrite

reumática e sindroma de goodposture) • Reacção a medicamentos (alergia à penicilina) • Doenças infecciosas (meningite, hepatite, malária e doença do sono)

Reacções de hipersensibilidade do tipo IV
• Trata-se de uma reacção retardada, pois apenas se • As reacções do tipo IV ocorrem por intermédio dos

manifesta 24 a 72 horas após o contacto ao antigénio.

linfócitos T capazes de identificar determinados antigénios e reagir à sua presença. Estas reacções levam a lesões inflamatórias nos tecidos que podem ser irreversíveis (rejeição de transplantes e alergia cutâneas). Este tipo de reacção pode ocorrer em qualquer indivíduo (ao contrário da reacção do tipo I que aparece em indivíduos com predisposição genética).

ALERGIAS MAIS COMUNS - ECZEMA DE CONTATO

• No Eczema de Contacto os sintomas são semelhantes aos

do Eczema Atópico, mas a reacção alérgica é de outro tipo, ou seja, tipo IV (Células T).

• Substâncias como o níquel, cromio, produtos de borracha e
conservantes têm a capacidade de facilmente ligar-se à proteínas, sendo então apresentadas aos linfócitos pela células de Langerhans existente na epiderme.

ECZEMA DE CONTATO

ALERGIA A ALIMENTOS

• Hipersensibilidade a alimentos pode ocorrer por

mecanismos alérgicos ou não alérgicos. As crianças são geralmente mais susceptíveis e acredita-se que entre I0 a 20% das crianças alérgicas apresentam reacções a alimentos. Os alimentos que mais frequentemente causam sintomas durante a primeira infância são: o leite de vaca, ovos, peixes, citrinos e tomates.

ALERGIA A ALIMENTOS

• A maioria das crianças desenvolve tolerância a

parte da fruta em alguns anos, mas alergia a peixe e nozes, por ex., pode continuar até a idade adulta. • No adulto, entretanto, aparecem outros alimentos que podem produzir hipersensibilidade, como por ex.: crustáceos, queijos, cervejas vinhos e especiarias.

TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Para identificar os alérgenos reponsáveis pelo sintomas,
podemos utilizar os Testes Cutâneos. • Os Testes de Puntura (Prick-teste) tornaram-se bastante populares devido à facilidade de execução e ausência de efeitos colaterais importantes. Gotas do alérgeno são colocadas sobre a pele do antebraço, numa disposição, predeterminada, e a pele é então perfurada através das gotas com o auxílio de um puntor.

TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO 15 minutos. uma reacção • O teste é lido após alérgeno foi No caso de aparece umapositiva, no local onde o colocado reação

no local onde o alérgeno foi colocado aparece uma reação urticarial, com uma pápula rodeada de eritema pruriginoso.

injetados na • Os alérgenos suspeitos também. podem ser intradérmicos pele (teste cutâneo intradérmico) Os testes são

(teste cutâneo intradérmico). Os testes intradérmicos são mais sensíveis que os testes de puntura, mas têm a desvantagem de serem dolorosos e poderem provocar reacções colaterais, inclusive generalizadas.

TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Vários factores podem influenciar os resultados
dos testes cutâneos. Os mais importantes são a reactividade cutânea, a qualidade e estabilidade dos extractos utilizados, a pureza e a concentração dos alérgenos e os medicamentos utilizados pelo paciente nas 24 a 48 horas que precedem o teste.

TESTES DE ALERGIA – TESTE CUTÂNEO

• Testes falsamente positivos podem ser obtidos
devido a impurezas que eventualmente existam no extracto e que podem provocar reacções de irritação locais. • Extractos com baixas concentrações de alérgeno podem produzir reacções falsamente negativas.

TESTES DE LABORATÓRIO

•A •

determinação e a medida precisa da quantidade de IgE no sangue são de importância fundamental no diagnóstico da alergia. Em indivíduos adultos normais, os níveis de IgE são extremamente baixos, cerca de 13kU/l ( uma unidade de IgE é aproximadamente 2,4 ng). Em crianças, os níveis de IgE total aumentam progressivamente durante o primeiros 10 anos de vida, até alcançarem os níveis de adultos.

QUANDO SE USAM OS TESTES SOROLÓGICOS

• Determinação da quantidade de IgE total • Usa-se como auxilio no diagnóstico de alergia,

quando não é claro a existência de um fundo atópico ou não. Os níveis de IgE estão relacionados com o grau de estimulação imunogénica, isto é, ao grau de exposição e ao número de alergéneos aos quais o paciente é alérgico, e também à severidade de sintomas que o paciente apresenta.

QUANDO SE USAM OS TESTES SOROLÓGICOS

• • •

Como indicador de atopia; Em pacientes com sintomas alérgicos das vias aéreas; Para prever alergia em crianças sadias, com hereditariedade para atopia; • Para dar indícios de infestações por parasitas; • Para dar indícios de moléstias raras que se caracterizam por um alto nível de IgE, como por ex. Aspergilose, Pênfigo e certas enfermidades com disfunção das Células T.

ALERGIA A ANIMAIS

• Reduzir o contacto com eles a um mínimo é muito
importante. Os sintomas tendem a desaparecer na medida em que se eliminem pêlos e resíduos de animais no meio ambiente. • Em muitos casos, a remoção do animal caseiro é a única solução. No caso da remoção do animal não ser possível, entretanto, não se deve permitir a entrada do animal principalmente no quarto de dormir do paciente e a casa deve, se possível, ser aspirada diariamente.

ALERGIA A PÓ CASEIRO

• No caso da alergia ao pó doméstico, a casa deve ser

• •

limpa, de preferência com aspirador de pó, diariamente, especialmente o quarto de dormir. A limpeza deve ser realizada por uma pessoa não alérgica. Deve evitar-se o uso de tapetes e móveis susceptíveis ao acúmulo de pó. Os dormitórios, na medida do possível, devem ser mantidos livres de pó, e os colchões e travesseiros devem preferencialmente ser de material sintético.

ALERGIA A PÓ CASEIRO

• A alergia ao pó pode ser provocada pelos

ácaros existentes no pó doméstico. • Estes são organismos microscópicos que vivem nas roupas de cama e nos tapetes. Os pacientes devem ser aconselhados a trocar a roupa de cama com frequência, tomar banho e trocar a roupa do corpo diariamente.

ALERGIA A FUNGOS

• No caso de alergia a fungos, evitar

dormitórios húmidos e especialmente não usar humidificadores. • A reacção alérgica pode ser provocada por alimentos contendo ou contaminados com fungos, como por ex. queijo, frutas secas, cogumelos, molho de soja, vinhos e cervejas. • O pó doméstico pode conter grandes quantidades de esporos de fungos.

ALERGIA A FUNGOS

• Os pacientes devem evitar áreas onde os

fungos proliferam, como por ex. montes de folhas de árvores, toras de madeira, áreas fortemente sombreadas ou de espessa vegetação. • Durante a época da colheita, deve-se evitar as viagens ao campo. • Arejar bem os ambientes que permaneçam fechados durante muito tempo.

ALERGIA A PÓLENS

• Há necessidade de evitar o contacto direito

com o pólen, isto é, não colher flores e evitar ter flores dentro de casa. • Durante a polinização, as janelas dos quartos de dormir devem se mantidas fechadas para que o vento não introduza o pólen. Alem disso, é aconselhável arejar a roupa de cama na parte da manhã, quando o nível de pólen no ar é mais baixo.

ALERGIA A PÓLENS

• Durante os dias secos e quentes,

pode haver necessidade do paciente permanecer em casa com as portas e janelas fechadas, uma vez que existe grande quantidade de pólen no ar.

ALERGIA A INSECTOS

• É possível prevenir picadas de abelhas
evitando os locais que atraem estes insectos. O mesmo pode-se dizer quanto a não usar roupas que possam atraí-los. • Ter sempre um insecticida especial em casa, no local de trabalho e no automóvel.

ALERGIA A INSETOS

• Não usar perfumes ao ar livre. • Não usar roupas soltas. Evitar as cores brilhantes • Evitar expor as extremidades. Usar luvas e algo • •
que proteja a cabeça quando trabalhar no jardim. Revistar as áreas que circundam a moradia em busca de casas de abelhas e eliminá-las. Não comer ao ar livre.

ALERGIA A INSETOS

• No caso de ser envolvido por

abelhas, afastar-se sem movimentos bruscos, com a cabeça baixa. • Ter sempre á mão o tratamento recomendado pelo médico

CONCLUSÕES
• As enfermidades alérgicas não são um problema novo, mas

somente nas últimas décadas inúmeras descobertas proporcionaram a base científica para a sua compreensão e tratamento. • Com o desenvolvimento da tecnologia, novas substâncias potencialmente capazes de provocar sintomas alérgicos foram introduzidas no meio ambiente. Isto explica, em parte, o aumento na frequência das enfermidades alérgicas observado através dos anos. Em favor desta hipótese, fala o fato de que a frequência de alergias é mais elevada nos países industrializados e inclusive nas grandes cidades, em comparação com os países em desenvolvimento e o campo.

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