COLEDOCOLITÍASE E

COLANGITE
Universidade Federal Fluminense
Internato Cirurgia Geral
Aluna: Marcelle Seraphim de Menezes
Coledocolitíase
• Descoberta em 6 a 12% dos pacientes com cálculo
na vesícula
• Cálculos secundários: formam-se na vesícula biliar
e migram, pelo ducto cístico, para o colédoco
• Cálculos primários: formam-se nas vias biliares 
associados a estase biliar e infecção; mais comum
em asiáticos
• Cálculos residuais: até 2 anos após a
colecistectomia
• Cálculos recorrentes: mais de 2 anos após a
colecistectomia
Coledocolitíase
• Apresentação silenciosa
• Achado incidental  exames laboratoriais
normais
• Principais sintomas:
• Cólica biliar
• Icterícia
• Clareamento das fezes
• Escurecimento da urina
• Febre e calafrios (colangite)

• Bb sérica, aminotransferases e fosfatase alcalina
aumentadas na obstrução biliar
Coledocolitíase - Diagnóstico
• USG
• Cálculos na vesícula e diâmetro do colédoco
• Ducto biliar dilatado (> 8mm) + cálculos biliares +
icterícia + dor  coledocolitíase
• Dentre os pacientes com cálculos biliares, a
prevalência de coledocolitíase é significativamente mais
alta no quadro de colédoco dilatado (> 5mm)
• Desvantagem: o gás intestinal pode impedir a
visualização
• Sombras acústicas compatíveis com cálculo são
visíveis em apenas 60 a 70% dos pacientes com
coledolitíase
Coledocolitíase - Diagnóstico
• CPRM (Colangiografia por Ressonância
Magnética)
• Detalhe anatômico
• S = 95% E = 98%
• Evita CPRE em mais de 50% dos pacientes
• Rastreio em pacientes de risco baixo a moderado
Coledocolitíase - Diagnóstico
• CPRE (Colangiopancreatografia retrógrada
endoscópica)
–Melhor exame diagnóstico e terapêutico
–Cateterização da ampola de Vater e colangiografia
diagnóstica em 90% dos casos
–Morbidade < 5%

• US endoscópico
–identifica cálculos do ducto biliar sem cateterização da
ampola
–menos sensível que o CPRE

Coledocolitíase - Tratamento
• Colangiografia Endoscópica
• Confirma o diagnóstico
• Remoção ductal dos cálculos e esfincterotomia pré-
operatória
• Indicações: pacientes com piora da colangite, impactação
ampular de cálculo, pancreatite biliar, múltiplas
comorbidades e cirrose
• Taxa de complicação: 5 a 8%
• A remoção completa dos cálculos é atingida em 71-75%
no primeiro procedimento
• 84 a 95% após múltiplos procedimentos endoscópicos
Coledocolitíase - Tratamento
• Após a esficterotomia endoscópica e a extração
do cálculo, os pacientes com colelitíase ainda
podem apresentar complicações biliares futuras.
• A colecistectomia imediata após remoção
endoscópica do colédoco deve ser realizada.
• Pacientes > 70 anos: cálculos retirados
endoscopicamente como terapia única.
Coledocolitíase – Tratamento
• Exploração Laparoscópica do Colédoco
–Colangiografia intra-operatória
–Permite que os cálculos sejam descobertos durante o
mesmo procedimento

• Exploração Aberta do Colédoco
–Pouco utilizada hoje
–Deve ser realizada quando uma drenagem biliar
concomitante é indicada
–A taxa de cálculos biliares residuais é < 5%
–Mortalidade (1-2%) e morbidade (8-16%) operatórias
baixas.
Coledocolitíase - Tratamento
• Procedimentos de Drenagem
• Cálculos não podem ser retirados ou ducto muito
dilatado > 1,5 cm
• Coledocoduodenostomia latero-lateral
• Coledocojejunostomia em Y de Roux (anastomose
termino-lateral ou latero-lateral)
Colangite Piogênica Recorrente
• Contaminação bacteriana: patógenos e parasitos
biliares, como Clonorchis sinensis, Opisthorchis viverrini
e Ascaris lumbricoides
• Lama biliar e corpos bacterianos mortos formam
cálculos de pigmento marrom na árvore biliar, causando
obtrução parcial.
• Estenoses biliares e episódios repetidos de colangite
são comuns e podem causar abscesso hepático e
cirrose.
• Risco de colangiocarcinoma: infecção biliar persistente
e irritação causada pelos cálculos e pela lama.
Colangite Piogênica Recorrente
• Clínica: dor, febre e icterícia

• Diagnóstico:
• CPRM  localização e gravidade dos cálculos e
estenoses
• CTP (colangiografia transepática percutânea)  permite
descompressão da árvore biliar no paciente séptico

• Tratamento: abordagem multidisciplinar
• Endoscopistas
• Radiologistas intervencionistas
• Cirurgiões

Colangite Piogênica Recorrente
• Hepaticojejunostomia em Y de Roux  com uma alça
aferente em subcutâneo (alça de Hudson) proporciona
acesso à árvore biliar para extração dos cálculos

• Colangiocarcinoma em 1 a 10% dos pacientes

• Pacientes com reserva hepática adequada e lobo
dominante com cálculos  hepatectomia alargada do
lado comprometido, hepaticojejunostomia em Y de
Roux e alça de Hudson


Colangite Esclerosante Primária
• Doença hepática colestática
• Estenoses fibróticas na árvore biliar intra e extra-
hepática
• Sem causa precipitante conhecida
• Alguns permanecem assintomáticos por anos
• Outros evoluem rapidamente para perda do ducto
biliar, cirrose e insuficiência hepática
• Fatores genéticos e imunológicos
• Associação com Doença Inflamatória Intestinal e
Retocolite Ulcerativa (60 – 72%)
• Maior risco de colangiocarcinoma
Colangite Esclerosante Primária
• Homens, 40 a 45 anos

• 75% sintomáticos: icterícia, prurido e fadiga

• Períodos de surtos e remissões

• Colangiografia confirma o diagnóstico

• Tratamento: transplante hepático
OBRIGADA!
Bibliografia
• Sabiston, Tratado de Cirurgia, Courtney M. Townsend
[et al.] – Rio de Janeiro : Elsevier, 2010