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Aula de Feridas Fundamentos II Profº. MARCIEL FANTIN
Aula de Feridas
Fundamentos II
Profº. MARCIEL FANTIN
1. INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO
1.1 FERIDA: É toda e qualquer ruptura da integridade de tecido ou órgão (solução de continuidade),
1.1 FERIDA:
É
toda
e
qualquer ruptura da
integridade de tecido ou órgão
(solução
de
continuidade),
podendo
atingir
desde
a
epiderme até fáscias musculares
e órgãos cavitários.
2. FUNÇÕES DA PELE
2. FUNÇÕES DA PELE
  • Revestimento.

  • Proteção.

  • Sensibilidade.

  • Barreira.

  • Termorregulação

(Tec. Subcutâneo - Corpúsculo de Ruffini = Calor; Corpúsculo de Krause = Frio).

3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS 3.1 QUANTO A CAUSA:  Intencional ou cirúrgica.  Patológica (isquêmica ou

3.1 QUANTO A CAUSA:

 Intencional ou cirúrgica.  Patológica (isquêmica ou ulcerativa).  Acidental ou traumática.
Intencional ou cirúrgica.
Patológica (isquêmica ou ulcerativa).
Acidental ou traumática.
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS

3.2 QUANTO AO AGENTE:

(A forma que ocasionou a ferida).

  • Cortante ou perfurante.

  • Contusa.

  • Abrasiva.

3.3

3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS

QUANTO

AO

CONTEÚDO

MICROBIANO: (Potencial de infecção):

  • Ferida limpa.
    Ferida contaminada.
    Potencialmente Contaminadas.

Contaminação

digestório...)

grosseira

ou

sistemas

(Genito-urinário,

3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
3. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS

3.3.1 Conceituações básicas:

  • FERIDA

CONTAMINADA:

Tecido

altamente colonizado ou

quando

contaminação fezes, terra, etc...

 
  • FERIDA

INFECTADA:

Quando

manipulação de sítios com evidências de

processo

infeccioso

instalado

purulenta, tecido necrótico) -

ATO CIRÚRGICO.

(secreção

ANTES DO

4. FISIOLOGIA DO REPARO TISSULAR
4. FISIOLOGIA DO REPARO
TISSULAR

Quando a integridade do tecido cutâneo mucoso sofre solução de continuidade, é

iniciado imediatamente o

processo de cicatrização.

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES:  1ª INFLAMATÓRIA.  2ª PROLIFERATIVA. 

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO

DIVIDE-SE EM 03 FAZES:

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES:  1ª INFLAMATÓRIA.  2ª PROLIFERATIVA. 

1ª INFLAMATÓRIA.

  • 2ª PROLIFERATIVA.

  • 3ª REPARADORA.

A CICATRIZAÇÃO
A CICATRIZAÇÃO

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES:

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 1ª FASE INFLAMATÓRIA SINAIS FLOGÍSTICOS (dor, calor,

FASE INFLAMATÓRIA

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 1ª FASE INFLAMATÓRIA SINAIS FLOGÍSTICOS (dor, calor,

SINAIS FLOGÍSTICOS

(dor, calor, rubor e edema)

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 1ª FASE INFLAMATÓRIA SINAIS FLOGÍSTICOS (dor, calor,

PERDA DA FUNÇÃO LOCAL

(início logo após a lesão, podendo estender-se por 03 a 06 dias)

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 1ª FASE INFLAMATÓRIA SINAIS FLOGÍSTICOS (dor, calor,

ETAPAS

(Trombocítica, granulocítica e macrofágica)

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES:

2ª
4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 2ª FASE PROLIFERATIVA MITOSE CELULAR (Atividade predominante
FASE PROLIFERATIVA
FASE PROLIFERATIVA
MITOSE CELULAR
MITOSE CELULAR

(Atividade predominante nesta fase, se estende por 03 semanas).

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 2ª FASE PROLIFERATIVA MITOSE CELULAR (Atividade predominante
CARACTERÍSTICA PRINCIPAL
CARACTERÍSTICA PRINCIPAL

Angiogênese ou formação do tecido de

granulação - Por aumento da perfusão tissular e oxigenação, ativação de fibroblastos com formação de colágeno.

Importante: A síntese de colágeno se realiza por

intermédio da Vitamina A e C, Proteínas e

carboidratos, oxigênio, Zinco ...

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES:

3ª FASE REPARADORA Tem início por volta da 3ª semana após a ocorrência da ferida podendo
FASE REPARADORA
Tem início por volta da 3ª semana após a
ocorrência da ferida podendo se estender por
até 02 anos, dependendo do GRAU, EXTENÇÃO
e LOCAL DA FERIDA.

CARACTERÍSTICAS

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 3ª FASE REPARADORA Tem início por volta

Diminuição progressiva da vascularização,

fibroblastos,

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 3ª FASE REPARADORA Tem início por volta

dos

da força tênsil, reorientação das fibras

de colágeno, estrutura melhor organizada,

4.1 O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DIVIDE-SE EM 03 FAZES: 3ª FASE REPARADORA Tem início por volta

gradual

do volume cicatricial, a coloração passa do vermelho

para o róseo pálido.

5. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
5. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
  • 5.1 - Primeira intenção.
    5.2 - Segunda intenção.
    5.3 - Terceira intenção.

5. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO

5.1 CICATRIZAÇÃO POR 1ª INTENÇÃO:

  • Ocorre pouca perda de tecido, sempre que possível realiza-se sutura dos bordos

da lesão.

  • Situação

ideal

para

fechamento

da

ferida;

  • Associada

a

feridas

limpas

e

com

reduzido potencial para infecção.
O processo cicatricial ocorre tempo fisiológico esperado.

dentro do

5. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO

5.2 CICATRIZAÇÃO POR 2ª INTENÇÃO:
5.2 CICATRIZAÇÃO POR 2ª
INTENÇÃO:

Relacionada

a

ferimentos

infectados

e

perda acentuada de tecido, não sendo

possível realização de sutura.

produção

extensa

de

tecido de

granulação, maior tempo para a contração

e epitelização da ferida, produzindo uma

cicatriz significativa.

5. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO

5.3 CICATRIZAÇÃO POR 3ª INTENÇÃO:
5.3 CICATRIZAÇÃO POR 3ª
INTENÇÃO:
  • Caracteriza-se quando há fatores que retardam a cicatrização de uma lesão inicialmente submetida a um fechamento por 1ª intenção.

A

incisão

é

deixada

aberta

para

drenagem do exsudado e posteriormente

fechada.

6. FATORES QUE INFLUENCIAM NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO

6. FATORES QUE INFLUENCIAM NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO 6.1 SISTÊMICOS:  Idade.  Estado Nutricional. 

6.1 SISTÊMICOS:

  • Idade.
    Estado Nutricional.

  • Oxigenação e perfusão tecidual.

  • Doença de base.

  • Tabagismo.
    Drogas imunossupressoras.

6. FATORES QUE INFLUENCIAM NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO

6.2 LOCAIS:

 Infecção.    Tecidos necróticos e crostas. Ambiente seco. Edema.  Pressão contínua. 
Infecção.
Tecidos necróticos e crostas.
Ambiente seco.
Edema.
Pressão contínua.
Localização da ferida.
7. CLASSIFICAÇÃO DA FERIDA
7. CLASSIFICAÇÃO DA FERIDA
  • 7.1 - GRAU DE LESÃO TISSULAR.

  • 7.2 - TIPO DE EXSUDATO.

  • 7.3 - DIMENSÃO DA LESÃO

(monitoramento).

7.1 CLASSIFICAÇÃO POR GRAU DE LESÃO TISSULAR:
7.1 CLASSIFICAÇÃO POR GRAU DE LESÃO
TISSULAR:

UTILIZADO PARA CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE

PRESSÃO

  • ESTÁGIO I

Hiperemia

-

em

demorar

minutos

15

mais

ou

embranquecer,

ou

não

pele

para

íntegra

que pode

ou

desaparecer

regride após

alívio

de pressão;

entumecimento.

  • ESTÁGIO II

-

Envolve

a

epiderme

e/ou derme,

presença de bolhas rompidas ou não; pele escoriada com

hiperemia moderada a intensa e tumefação local.

  • ESTÁGIO III - Envolve lesão ou necrose de tecido subcutâneo; geralmente com presença de exsudato; pode chegar à fascia muscular.

  • ESTÁGIO

IV

Extensa

destruição

do

tecido

-

subcutâneo ou lesão muscular; pode haver exposição do periósteo ou osso; pode haver exposição de tendões.

ESTÁGIO I
ESTÁGIO I
ESTÁGIO II
ESTÁGIO II
ESTÁGIO III
ESTÁGIO III
ESTÁGIO IV
ESTÁGIO IV
ESTÁGIO IV
7.2 CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO EXSUDATO:
7.2 CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO
EXSUDATO:
  • EXSUDATO SEROSO.

  • EXSUDATO

vascular).

SANGUINOLENTO

(Lesão

  • EXSUDATO PURULENTO (Coloração pode variar entre amarelo, verde e marrom - de acordo com agente infeccioso).

7.3 QUANTO À DIMENSÃO E PROFUNDIDADE:

7.3 QUANTO À DIMENSÃO E PROFUNDIDADE: Importante o monitoramento da dimensão e profundidade da lesão para

Importante o monitoramento da dimensão e

profundidade da lesão para avaliação do tratamento.

7.3 QUANTO À DIMENSÃO E PROFUNDIDADE: Importante o monitoramento da dimensão e profundidade da lesão para

Figura - Realização de medidas da ferida com uso de régua

8. TECIDOS ENVOLVIDOS NO LEITO DA FERIDA:
8. TECIDOS ENVOLVIDOS NO LEITO
DA FERIDA:
  • 8.1 EPITELIAL: tem aspecto branco rosado, que

migra a partir da margem para o centro da úlcera.

  • 8.2 GRANULAÇÃO: tem aspecto vermelho, brilhante

e úmido.

  • 8.3 DESVITALIZADO OU NECRÓTICO:

8.3.1

ESFACELO

(Necrose

e

liquefação):

Mole,

amarelo. 8.3.2 NECRÓTICO: Úmido-negro, marrom ou cinza.

8.3.3 ESCARA (Necrose coagulativa): Seca, espessa, negra.

8.1 TECIDO DE EPITELIZAÇÃO:
8.1 TECIDO DE EPITELIZAÇÃO:

Formada de tecido frágil, opaco, pouco

exsudativo, coloração

azul-rósea que passa

a branco-rosada,

aparecem ‘ilhas’ de

epitelização. Significa

que a cicatrização está

na última fase. Deve- se manter a temperatura e a umidade fisiológicas.

8.1 TECIDO DE EPITELIZAÇÃO: Formada de tecido frágil, opaco, pouco exsudativo, coloração azul-rósea que passa a
8.2 TECIDO DE GRANULAÇÃO:
8.2 TECIDO DE GRANULAÇÃO:

Ferida de aparência granular, brilhante, vermelho vivo, fácil

sangramento, facilita a

migração de células epiteliais e reduz o tamanho da ferida. Devem ser mantidas a temperatura e a

umidade fisiológicas.

8.2 TECIDO DE GRANULAÇÃO: Ferida de aparência granular, brilhante, vermelho vivo, fácil sangramento, facilita a migração

Figura: Úlcera com tecido de Granulação.

8.3.1 ESFACELOS OU NECROSE DE LIQUEFAÇÃO:
8.3.1 ESFACELOS OU NECROSE DE
LIQUEFAÇÃO:

Aspecto purulento

(Cruse & Foord, 1980),

apresenta edema, calor, rubor, exsudação abundante de odor desagradável, cor azul-

esverdeada e cultura quantitativa de tecido com número superior a 105col/g de tecido (Gomes et al, 1995). Deve ser iniciada terapia

anti-infecciosa tópica e/ou sistêmica.

8.3.1 ESFACELOS OU NECROSE DE LIQUEFAÇÃO: Aspecto purulento (Cruse & Foord, 1980), apresenta edema, calor, rubor,

Figura: Úlcera com esfacelos.

8.3.2: TECIDO NECRÓTICO:
8.3.2: TECIDO NECRÓTICO:

Ferida apresenta um tecido isquêmico de cor preta ou marrom, cinza ou branco sujo, mascara o tamanho real da ferida, impede a

chegada de mediadores

inflamatórios, favorece infecção por anaeróbios, pois propicia meio úmido e temperatura fisiológica e

proteção contra

ressecamento ou interferências externas.

Figura: Úlcera tecido necrótico.

8.3.2: TECIDO NECRÓTICO: Ferida apresenta um tecido isquêmico de cor preta ou marrom, cinza ou branco
8.3.3 ESCARA OU NECROSE DE COAGULAÇÃO:
8.3.3 ESCARA OU NECROSE DE COAGULAÇÃO:

Figura: Escara ou necrose de coagulação.

9. AVALIAÇÃO DA FERIDA:
9. AVALIAÇÃO DA FERIDA:

Ao avaliar um ferida devemos atentar quanto:

  • COLORAÇÃO Rósea, amarela, marrom, cinza, preta.

  • TEMPERATURA AO REDOR Quente, fria, normal.
    TECIDO PREDOMINANTE Granulação, necrose,

epitalização, fibrina, desvitalizado.

  • ÁREA PERILESIONAL Íntegra, eritema, maceração, entumescimento, hipercrômica, hiperemia, edema.

  • TIPO

DE

EXSUDATO

Seroso,

sanguinolento,

Serosanguinolento, purulento, seropurulento.

  • QUANTIDADE DE EXSUDATO Pequena, média,

grande.

  • ODOR Característico, fétido.

  • MENSURAÇÃO

Localização.

Altura,

largura,

profundidade,

Quando ocorre aumento da permeabilidade vascular com extravasamento de moléculas maiores para o espaço extra-vascular, o fibrinogênio se solidifica e forma a fibrina, que se acumulada em excesso ao redor dos capilares, impedindo a oxigenação, a troca de nutrientes e a remoção de catabólitos, dificultando a cicatrização (Ribeiro, 2004).

9.1 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO:
9.1 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO:
  • Para descrever de forma objetiva o que está

sendo visto.

  • Para desenvolver um plano de cuidados com

estratégias de tratamento.

  • Para monitorar a eficácia das estratégias de tratamento e acompanhar a evolução.

  • Para realizar a documentação (evolução de prontuário).

10. TRATAMENTO

POR QUAL PROCESSO DEVEMOS INICIAR O TRATAMENTO DE UMA FERIDA?

10.1 PROCESSO DE LIMPEZA DE FERIDAS:
10.1 PROCESSO DE LIMPEZA DE FERIDAS:

Como realizar a limpeza?

  • Irrigação

40x12).

(Em jato

com

seringa de

20ml

e

agulha calibre 18

ou

  • Gaze embebida em soro fisiológico 0,9%.

11. O CURATIVO IDEAL

11. O CURATIVO IDEAL 11.1 MANTEM A UMIDADE FISIOLÓGICA As células epiteliais só se movimentam em
11.1 MANTEM A UMIDADE FISIOLÓGICA
11.1 MANTEM A UMIDADE
FISIOLÓGICA

As células epiteliais só se movimentam em meio úmido

(Winter, 1962).

A dor local é diminuída pois as terminações nervosas não

ressecam (May, 1984).

Aumenta os processos autolíticos

naturais (Kaufman & Hirshowitz, 1983).

11. O CURATIVO IDEAL 11.2 IMPERMEABILIZA CONTRA MICROORGANISMOS E DEMAIS CONTAMINANTES Criar barreira entre a ferida

11. O CURATIVO IDEAL

11.2 IMPERMEABILIZA CONTRA

MICROORGANISMOS E DEMAIS CONTAMINANTES

Criar barreira entre a ferida e o meio externo, impedindo o aumento de contaminação da ferida, devendo ser formada uma moldura de no mínimo 2,5

cm de largura (Ribeiro, 2004).

11. O CURATIVO IDEAL

11.3 RETIRAR EXCESSO DE EXSUDAÇÃO

11. O CURATIVO IDEAL 11.3 RETIRAR EXCESSO DE EXSUDAÇÃO O excesso de umidade causa maceração da

O excesso de umidade causa maceração da pele e das bordas da ferida, aumentando o tamanho da lesão.

11.4 OCLUIR O MICRO-AMBIENTE
11.4 OCLUIR O MICRO-AMBIENTE
11. O CURATIVO IDEAL 11.3 RETIRAR EXCESSO DE EXSUDAÇÃO O excesso de umidade causa maceração da

A hipóxia do tecido estimula a angiogênese, os arcos capilares crescem trazendo com eles o oxigênio, promove conforto físico e mental ao portador da ferida.

11. O CURATIVO IDEAL 11.3 RETIRAR EXCESSO DE EXSUDAÇÃO O excesso de umidade causa maceração da

11. O CURATIVO IDEAL

11.5 ISENÇÃO DE PARTÍCULAS OU CORPOS ESTRANHOS

Resíduos de algodão, gaze, pomadas e tecidos desvitalizados renovam e prolongam a reação inflamatória,

diminuindo a velocidade de cicatrização

(Turner, 1983).

11.6 RETIRADA SEM TRAUMA
11.6 RETIRADA SEM TRAUMA

evita ruptura do tecido neoformado (Turner, 1983).

11. O CURATIVO IDEAL

11.7 MANTER A TEMPERATURA FISIOLÓGICA

Temperatura de 37ºC acima estimula os

macrófagos e a mitose (divisão celular) (Lock,

1980).

Após cada troca de curativo a ferida leva 40 minutos para recuperar a temperatura ideal.

+/- 03 horas para que a mitose retorne à velocidade normal (Myers, 1982).

 Manter a umidade  Permitir a troca gasosa  Promover o desbridamento autolitico  Permitir
Manter a umidade
Permitir a troca gasosa
Promover o desbridamento autolitico
Permitir a troca gasosa
Proteger a ferida de traumas
Ser impermeável a bactérias
Imobilizar
Permitir sua
remoção sem
danos
ao
tecido neo formado.
Finalidades do Curativo
12. COMO FAZER O CURATIVO
12. COMO FAZER O CURATIVO
  • Remover o curativo velho.

  • Proceder a limpeza: Irrigação com jatos de

solução fisiológica, usando uma seringa de 20ml adaptada a agulha de 40/12mm, obtendo-se uma

pressão de 15 a 8psi (Ribeiro, 2004).

  • Limpar

e

secar

a

pele

perilesão,

evitando

esfregação excessiva.
Não secar o leito da lesão.
Aplicar curativo primário, secundário...
A notar.

11. TERAPIA INTELECTIVA TÓPICA PARA FERIDA
11. TERAPIA INTELECTIVA TÓPICA
PARA FERIDA

Com necrose

Com necrose Debridamento

Debridamento

Granulada

Epitelizada

Granulada Epitelizada Umidade e Temperatura fisiológicas

Umidade e Temperatura fisiológicas

Infectada

Infectada Cultura terapia anti- infecciosa tópica e/ou sistêmica

Cultura terapia anti- infecciosa tópica e/ou sistêmica

12. TIPOS DE COBERTURAS
12. TIPOS DE COBERTURAS

Produtos

pele:

destinados

à

proteção

da

  • Produtos para desbridamento (Remoção de

12. TIPOS DE COBERTURAS Produtos pele: destinados à proteção da  Produtos para desbridamento (Remoção de

tecido morto ou lesionado ).

  • Produtos para tto do exsudato e odor.

  • Produtos para manutenção da umidade.

12. TIPOS DE COBERTURAS
12. TIPOS DE COBERTURAS
12.1 FILME TRANSPARENTE:
12.1 FILME TRANSPARENTE:
  • COMPOSIÇÃO: Película de poliuretano coberta com adesivo acrílico hipoalergênico.

  • INDICAÇÕES: Úlceras de decúbito em estágios I e II, abrasões, área doadora de enxerto, proteção de ferida cirúrgica sem complicações e tatuagens.

  • CONTRA-INDICAÇÕES: Aparecimento de infecção e todas as outras feridas.

  • TROCA: Por tempo indeterminado ou de 07 em 07 dias.

12. TIPOS DE COBERTURAS
12. TIPOS DE COBERTURAS
12. TIPOS DE COBERTURAS 12.1 FILME TRANSPARENTE: Figura 5 - Filme de poliuretano sobre úlcera por

12.1 FILME TRANSPARENTE:

12. TIPOS DE COBERTURAS 12.1 FILME TRANSPARENTE: Figura 5 - Filme de poliuretano sobre úlcera por
12. TIPOS DE COBERTURAS 12.1 FILME TRANSPARENTE: Figura 5 - Filme de poliuretano sobre úlcera por

Figura 5 - Filme de poliuretano sobre úlcera por pressão estágio I.

12. TIPOS DE COBERTURAS 12.2 HIDROCOLÓIDES:  COMPOSIÇÃO: Camada Externa - Polímeros de poliuretano, semi-permeável. Camada
12. TIPOS DE COBERTURAS
12.2 HIDROCOLÓIDES:
 COMPOSIÇÃO:
Camada
Externa
-
Polímeros
de
poliuretano,
semi-permeável.
Camada
Interna
-

Carboximetilcelulose, Gelatina e/ou Pectina ou ambas.

AÇÕES:

Altamente

aderente

Pode

-

desbridamento

autolítico;

Proporciona

torno

de

Mantém a temperatura em

angiogênese).

estimular

o

alívio

37ºC

da

dor;

(Estimula

a

  • INDICAÇÕES: Feridas com tecido de granulação. Feridas com pouca exsudação, com ou sem tecido desvitalizado.

  • CONTRA INDICAÇÃO: Feridas com grande quantidade de exsudato.

  • TROCA: 07 em 07 dias se as bordas estiverem íntegras.

12. TIPOS DE COBERTURAS 12.2 HIDROCOLÓIDES:
12. TIPOS DE COBERTURAS
12.2 HIDROCOLÓIDES:

Figura - Placa de hidrocolóide sobre úlcera por pressão estágio II na sacral.

12.3 HIDROGEL:
12.3 HIDROGEL:
12. TIPOS DE COBERTURAS
12. TIPOS DE COBERTURAS
  • COMPOSIÇÃO: Gel

fabricado

a

partir

de

carboximetilceluse, água e propilenoglico, alginato de

cálcio e sódio.

  • AÇÃO: Mantêm meio úmido, promove desbridamento autolítico, hidratam estruturas como osso e tendões.

  • INDICAÇÃO:

Feridas

presença

de esfacelo

cavidades.

com

tecido

ou escara

de

granulação

com

e

preenchimento de

  • TROCA: 07 dias - Feridas com granulação;

    • - Até 03 dias - Feridas necróticas ou com alta exsudação.

    • - 24 horas - Feridas infectadas.

    • - Deve ser trocado quando a cobertura secundária apresentar sinais de saturação.

12. TIPOS DE COBERTURAS 12.3 HIDROGEL:
12. TIPOS DE COBERTURAS
12.3 HIDROGEL:

Figura - Hidrogel em úlcera isquêmica de membro inferior.

13 TIPOS DE DESBRIDAMENTO
13 TIPOS DE DESBRIDAMENTO
13.1DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO:
13.1DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO:

Autólise

refere-se

à

lise

natural

da

necrose

pelos

leucócitos

e

enzimas

digestivas

(proteolítica,

fibrinolítica)

do

próprio organismo.

A autólise

é

um

processo fisiológico e

ocorre na presença de microambiente

úmido e vascular.

Deve-se utilizar corbeturas retentoras de umidade que liberam água para o tecido.

13 TIPOS DE DESBRIDAMENTO

13.2 DESBRIDAMENTO ENZIMÁTICO OU QUÍMICO:
13.2 DESBRIDAMENTO ENZIMÁTICO OU
QUÍMICO:

Envolve a utilização de enzimas proteolíticas que estimulam a degradação do tecido desvitalizado, é seletivo e pouco agressivo; é necessário a

manutenção do meio úmido

13.3 DESBRIDAMENTO MECÂNICO:
13.3 DESBRIDAMENTO MECÂNICO:

Consiste na remoção dos tecidos desvitalizados com o uso da força física como na fricção com gazes ou esponja, ou remoção de gazes secas, porém previamente aderidas na lesão.

13 TIPOS DE DESBRIDAMENTO 13.4 DESBRIDAMENTO CIRÚRGICO ou INSTRUMENTAL: Realizado com tesoura ou lâmina de bisturi,
13 TIPOS DE DESBRIDAMENTO
13.4
DESBRIDAMENTO
CIRÚRGICO
ou
INSTRUMENTAL:
Realizado
com
tesoura
ou
lâmina
de
bisturi,

dependendo da lesão e condições do paciente pode

ser feita a beira do leito, ambulatório ou centro

cirúrgico; é considerado o método mais eficaz por remover extensas áreas em curto tempo, pode ter

complicações como dor ou sangramento. O paciente

e submetido a processo anestésico local.

O ENFERMEIRO PODERÁ REALIZAR O DESBRIDAMENTO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO?

14 PRODUTOS UTILIZADOS PARA

DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO E QUÍMICO

14.1 PAPAÍNA: 
14.1 PAPAÍNA:

COMPOSIÇÃO: Extraída do látex do mamoeiro Carica

papaya, contém enzimas proteolíticas e peroxidases. Pode ser usado in natura, na forma de creme, gel ou liófilo.

AÇÃO:

Promove

desbridamento químico, Ação

bacteriostática, bactericida e antiinflamatória, Alinhamento

das fibras de colágeno.

INDICAÇÃO: Feridas em qualquer fase do processo de cicatrização, Com ou sem tecido desvitalizado.

TROCA: A cada 24 horas ou menos, se necessário.

14 PRODUTOS UTILIZADOS PARA DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO E QUÍMICO 14.2 COLAGENASE:  COMPOSIÇÃO: Preparação proteolítica enzimática constituída

14 PRODUTOS UTILIZADOS PARA DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO E QUÍMICO

14.2 COLAGENASE:

  • COMPOSIÇÃO: Preparação proteolítica enzimática constituída por várias peptidases (Enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas). Principal é Colagenase.

  • AÇÃO: Promove desbridamento químico, ou enzimático por degradar o colágeno nativo.

  • INDICAÇÃO: Ferida com presença de esfacelo ou escara.

  • TROCA: A cada 12 ou 24 horas.

15 PRODUTOS PARA TRATAMENTO DE FERIDAS COM GRANDE QUANTIDADE DE EXSUDATO E

ODOR.

14.3 CARVÃO ATIVADO E PRATA:
14.3 CARVÃO ATIVADO E PRATA:
  • COMPOSIÇÃO: Camada Externa - manta de não tecido (nylon)

de baixa aderência, selada nos quatro cantos. Camada Interna -

almofada impregnada por carvão ativado e prata a 0,15%.

  • AÇÃO: O carvão ativado absorve o exsudato, filtra odores e

provoca a adsorção de microorganismos. A prata exerce uma

ação bactericida.

  • INDICAÇÃO: Feridas infectadas exsudativas com ou sem odor

e as limpas com exsudação de moderada a intensa.

  • CONTRA-INDICAÇÃO: Feridas superficiais com pouca

exsudação. Queimaduras.

  • TROCA: A cada 48 ou 72h.

14.3 CARVÃO ATIVADO E PRATA:
14.3 CARVÃO ATIVADO E PRATA:

Figura 8 - Aplicação do carvão ativado em úlcera de perna

16 PRODUTOS UTILIZADOS PARA MANUTENÇÃO DA UMIDADE, ESTIMULANDO

A FORMAÇÃO DE TECIDO DE GRANULAÇÃO. 16.1 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS:
A FORMAÇÃO DE TECIDO DE GRANULAÇÃO.
16.1 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS:
  • COMPOSIÇÃO: Compostos à base de ácido linoléico,

ácido linoléico com lanolina ou ácido ricinoléico.

Triglicerídeos de cadeia média.

  • AÇÃO: Auxiliam no desbridamento autolítico. Promovem

mitose e proliferação celular. Promove quimiotaxia para

leucócitos.

  • INDICAÇÃO: Todos os tipos de lesão, em qualquer fase de

cicatrização.

  • TROCA: 24 horas.

17 TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
17 TRATAMENTO DE
FERIDAS COM OXIGÊNIO
HIPERBÁRICO
17 TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
17 TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
17 TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
18 TOXICIDADE DOS ANTI-SÉPTCOS:
18 TOXICIDADE DOS ANTI-SÉPTCOS:
  • 18.1 TOXICIDADE LOCAL:

A

ação

tóxica

dos anti-septicos ocorre

sobre as atividades celulares (mitogênese) e sobre a viabilidade dos fibroblastos.

  • 18.2 TOXICIDADE SISTÊMICA (PVPI):

  • Febre;

  • Rush;

  • Nefropatia, etc...

REFERENCIAS
REFERENCIAS
  • - POTTER, Patricia Ann; PERRY, Anne G. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospilar. Tradução de Hildegard Thiemann Buckup, Terezinha Oppido. 3. ed. São Paulo: Santos, 2002. 999 p. ISBN 85-7288-188-3.

  • - NETTINA, Sandra M. Prática de enfermagem. Tradução de José Eduardo Ferreira de Figueiredo. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. 1694 p. ISBN 85-277-0762-4.

  • - SMELTZER, Suzanne C; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Traducao de Isabel Cristina Fonseca da Cruz, Ivone Evangelista Cabral; tradução de José Eduardo Ferreira de Figueiredo. 9. ed. v. 2 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 2 v. (1955 p.)ISBN 85-277-0719-5.

  • - DU GAS, Beverly Witter. Enfermagem prática. Traducao de Paulo Celso Uchoa Cavalcanti, Erly Bon Cosendey, Roberto Alves Lourenco. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1983. 580 p. ISBN 85-201-0213-1.

  • - ARCHER, Elizabeth et al. Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 740 p., il. (Série Práxis enfermagem). ISBN 85-277-1090-0.

1-Que é ferida e quais os tipos de classificação que se pode conferir a mesma? 2-Quanto
1-Que é ferida e quais os tipos de
classificação que se pode conferir a
mesma?
2-Quanto a causa como pode ser
classificada a mesma.
3-Dos tipos de feridas classificadas de
acordo com o agente causal,qual é a que
a enfermagem tem importância
significativa na sua prevenção
enfermagem ?
4-De que forma você caracteriza em
relação ao seu estágio,uma ferida que se

apresenta com perda da hipoderme,músculo e ossos?

5-O que é e quais os tipos de exudatos que podem estar presentes numa ferida? 6-Quais
5-O que é e quais os tipos de exudatos
que podem estar presentes numa ferida?
6-Quais são as fases que caracterizam o
processo cicatricial de uma ferida.