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CONCEITO

 É ato de entrega racional de medicamentos aos
pacientes, prestando informações a cerca das
características farmacodinâmicas dos mesmo, bem como
estudo da posologia, verificação de interações
medicamentosas com alimentos , contra-indicações ,
dentre outras.

 Esta informação devem ser repassadas a clientela do
hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesmo
não tenha nenhuma duvida a cerca do esquema proposto.
OBJETIVO

Distribuir os medicamentos de forma ordenada e racional.
Presta informações sobre estabilidade , característica ,
indicação terapêutica , contra-indicações.
Diminuir erros de medicações.

Diminuir os custos com medicamentos.
Aumentar a segurança para paciente.
Racionalizar a distribuição a administração.
Aumentar a controle sobre os medicamentos, acesso
do farmacêutico as informações sobre o paciente.

INTRODUÇAO
Para a elaboração de um sistema de distribuição
requer uma investigação em profundidade, de
atividades que possam garantir eficiência, econômica e
segurança.

Mais para o sistema de distribuição de medicamentos
ser implantado e necessário que considere alguns
fatores que tornarão essa escolha mais indicada:

FATORES
 A estrutura física do hospital, a localização da farmácia e
sua relação com as diversas clínicas;

 O tamanho do hospital em função do número de leitos
disponíveis;

 A disponibilidade de recursos humanos na farmácia;

Os sistemas especiais de controle de algumas substâncias
como os medicamentos psicotrópicos e entorpecentes,
antibióticos, etc...

MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO DE
MEDICAMENTOS
Sistema de Distribuição Coletivo:

Sistema de Distribuição por Prescrição
Individualizada:

Sistema de Distribuição Combinado:

Sistema de Distribuição por Dose Unitária:

São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária.
- Centralizada.
- Descentralizada
- Combinações dos dois tipos.






SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO

É um sistema onde os pedidos de medicamentos à Farmácia
são feitos através da transcrição da prescrição médica pela
enfermagem. Estes pedidos não são feitos em nome dos
pacientes, mas sim, em nome de setores.
A Farmácia envia uma certa quantidade de medicamentos
para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais
setores, que de acordo com as prescrições médicas vão sendo
ministradas aos pacientes É um sistema que apresenta falhas
pois não há a participação direta do Farmacêutico.




VANTAGENS:
 Diminui os pedidos à Farmácia.
Diminui as tarefas a serem executadas pela Farmácia.
 Facilidade de acesso dos itens para uso imediato;
 Pouco volume de requisições;
 Recursos humanos e infraestrutura da farmácia reduzida;
 Ausência de investimento inicial;

DESVANTAGENS:
 Ausência do farmacêutico na equipe de saúde;
 Mínimas atividades de devoluções á farmácia;
 Aumento potencial de erros de medicações;
 Perda econômicas decorrentes da falta de controle.











ROTINA OPERACIONAL SISTEMA COLETIVO
Prescrição medica Enfermagem ped. farmácia
transcreve a
prescrição


Administração do estoque na envio á
Medicamento enfermaria enfermaria

É o sistema de distribuição baseado na prescrição médico
do paciente.

VANTAGENS
A prescrição médica pode ser revisada pelo farmacêutico;
Maior controle sobre o material estocado;
Permite calcular para cada paciente o gasto com
medicamentos durante a internação.
Redução potencial de erros de medicação;
 Aumento da integração do farmacêutico à equipe de
saúde.

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO POR
PRESCRIÇÃO INDIVIDUALIZADA
DESVANTAGENS

Aumento da necessidade de recursos humanos e
infraestrutura da Farmácia Hospitalar;
Todos os inconvenientes da transcrição das prescrições
médicas;
 Requer excesso de tempo de trabalho da enfermagem;
Faltam de controle sobre a deterioração, perdas, desvios,
etc...;
Não há devolução de medicamento não utilizado

ESQUEMA DA ROTINA DO SISTEMA
INDIVIDUALIZADO
Prescrição a farmácia farmácia prepara
medica recebe 2via dosagem para 24h
da prescrição



Administração estoque na envio á enfermaria
Do medicamento enfermaria
É um sistema em que se estabelece a distribuição de algumas
drogas mediante a prescrição individual se mantendo em
cada serviço, um estoque de medicamentos geralmente de
uso comum.

VANTAGENS
 Redução do nível de estoque;
Maior controle farmacoterapêutico mediante a participação
do farmacêutico.


SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
COMBINADO OU MISTA

DESVANTAGENS
Requer excesso de tempo de trabalho da enfermagem;
Continuam as probabilidades de erros de medicação;
Dificulta cobrar o medicamento consumido pelo paciente
durante a internação;
Escasso controle sobre o material estocado.

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
COMBINADO OU MISTA
Enfermaria Pedido
transcreve a farmácia
Prescrição medica prescrição


Farmácia recebe Farmácia prepara
copia da prescrição doses para 24hs



Administração Estoque na Envio á
do medicamento Enfermaria Enfermaria
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO POR DOSE
UNITÁRIA
Consiste em dispensar os medicamentos em doses
individualizadas, de acordo com a prescrição médica para cada
paciente, em frascos de administração única.

VANTAGENS
Ausência de estoque periférico ;
Redução do potencial de erros de medicação;
Atuação efetiva e dinâmica do farmacêutico;
Maior devolução de medicamentos;
Redução de custos com medicamentos,controle do estoque;
Medicação dispensada em doses organizada e higiênica;
Maior segurança para o medico, enfermagem e paciente;
Funcionamento dinâmico do farmácia ;
Proporcionar melhor segurança, rastreabilidade e identificação
dos medicamentos.
Aumentar a qualidade assistencial do paciente.


DESVANTAGENS
Aumento de recursos humanos e infra estrutura da farmácia;
Investimento necessários ao inicio do sistema ;
Aumento das atividades na farmácia;
Aquisição de matérias e equipamentos especializados;

ESQUEMA DE ROTINA DA DOSE UNITÁRIA
Medico prescrevi enfermagem


tira horário


farmácia encaminha copia

Farmacêutico traça o perfil auxiliar de farmácia
Farmacoterapeutico separa os medicamentos

Enfermagem farmacêutico revisa e
confere

Recebe confere
Registra e administra


SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO POR DOSE
UNITARIA
São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária.

Sistema Centralizada:
As doses são preparadas na Farmácia Central e dali são
distribuídas para todo o Hospital. Pelo fato da
centralização, o controle de estoque e a supervisão da
preparação das doses, pelo Farmacêutico, ficam mais
contundentes.

Sistema Descentralizada:
As doses são preparadas nas Farmácias Satélite
(descentralizadas) e ao final de cada preparação, os
quantitativos do consumo são enviados à Farmácia Central.

.




Sistema combinado:


O sistema e combinado quando ao mesmo tempo que as
Farmácias Satélites estão atuando na preparação de doses, a
Farmácia Central deixara de operar e vice-versa. Este
esquema facilita a adequação aos horários de administração
de doses e objetiva uma redução nos recursos humanos,
aproveitando da melhor forma possível, o horário de
trabalho do pessoal existente no quadro de funcionários da
Farmácia.

SISTEMA DE DISTRIBUIÇAO DE
MEDICAMENTOS
Sistema de Distribuição de Correlatos:
O sistema de distribuição de correlatos pode estar incluído nas
atividades do setor de dispensacão segundo a realidade de cada
instituição. A distribuição pode ser realizada, conforme o
sistema de distribuição de medicamentos adotado pelo hospital

Sistema de Distribuição de Germicidas:

A distribuição de germicidas deve estar sujeito ao que as CCIH
de cada unidade determinam. A manipulação das soluções tem
que ser feita de modo a garantir as concentrações corretas
respeitando os protocolos das referidas comissões de controle
de infecção.






ETAPAS DO PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO E
DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS
1 – RECEBER E VERIFICAR A VALIDADE DA RECEITA
 Nome do paciente
 Nome do medicamento
 Dose
 Posologia
 Duração do tratamento
 Data
 Assinatura do prescritor
 Carimbo com CRM ou CRO





2 - COMPREENDER E INTERPRETAR A RECEITA OU
PRESCRIÇÃO

 Ler a receita e dispensar sem duvidas
 Interpretar corretamente abreviações
 Observar a dose /sexo e idade
 Executar corretamente o calculo da dose
 Interação entre drogas
 Interação com alimentos e álcool



3 – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
 Identificar o medicamento
 Concentração
 A forma farmacêutica
 Aspectos físicos e a embalagem

4 –REGISTAR A AÇÃO EXECUTIVA
 Receitas devem ser em duas vias
- 2 via e arquivada /1 via devolve para a enfermagem
- Dar baixa da quantidade dispensada do medicamento

 Quando estiver em apenas uma (1) via.
- data, nome do paciente, nome e apresentação do
medicamento, quantidade expedida, nº de registro do
profissional prescritor (CRM,CRO, CRMV) e nome do
dispensador. Devolver a receita para o paciente.



5 – EXPEDIR OS MEDICAMENTOS AOS PACIENTES
COM INSTRUÇÕES E ORIENTAÇÕES CLARAS

Nome do medicamento
Finalidade terapêutica
Esquema posológico
Modo de usar
Precauções

6- ALERTAS SOBRE POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS
DEVEM SER PRESTADOS COM CUIDADO SEMPRE QUE
POSSÍVEL PARA ENFERMAGEM, MÉDICO E PACIENTE.

7 - PESSOAL DE DISPENSAÇÃO
As pessoas envolvidas devem ter habilidades e atitudes
específicas como:

 uso comum,
 dose recomendada,
 vias de administração,
 efeitos colaterais,
 interações,
 cuidados na armazenagem e habilidade em cálculo e aritmética.
 Apresentar-se com asseio , ser honesto e organizado.
 Habilidade na comunicação com os médicos, corpo de
enfermagem e pacientes.
CONCLUSÃO
Portanto, com base nas informações acima, fica fácil
identificar na Dose Unitária, um modelo eficaz e capaz de
trazer algumas vantagens ao hospital, entretanto, ratificando o
que já fora dito, há a necessidade de planejamento e do
preenchimento de pré-requisitos,diretrizes sem os quais fica
impossível a introdução da dose unitária.

O Sistema de Distribuição de Medicamentos por Dose
Unitária vem cumprir, como mostram os estudos apresentados
neste trabalho, os objetivos exigidos de um sistema racional de
distribuição de medicamentos.

O melhor controle do processo permite que o medicamento
chegue ao paciente na dose, via e hora corretas. A abolição de
transcrições da prescrição médica e a sua revisão pelo
farmacêutico diminuem a probabilidade de ocorrer erros de
medicação.