Introdução

•Fenômeno alimentador da fase
terrestre do ciclo hidrológico
•Fator importante para os processos
de escoamento superficial direto,
infiltração, evaporação, transpiração,
recarga de aqüíferos, vazão básica
dos rios e outros.
•Dado importante para planejamento de longo prazo,
pois sofre menos influências diretas de alterações
antrópicas provocadas no meio
Introdução
Hietograma
Bacia Saída da
Bacia
Hidrograma
V
a
z
ã
o

(
m
3
/
s
)

Tempo (h)
A fase atmosférica do ciclo hidrológico é
responsável pela redistribuição da água em
termos globais.
Ar atmosférico
78% N
21% O
A concentração de vapor d’água é
no máximo de 4%.
Encontra-se na camada mais
próxima a superfície
(troposfera) , de 10–12 km d
espessura.
O gradiente de temperatura na troposfera é de 6,5
o

C km
-1
• A concentração de vapor d’água o ar
atmosférico é limitada, e é denominada
concentração de saturação (pressão de
saturação)
A pressão de saturação varia com a temperatura
do ar,conforme:
17, 27.
0, 611. exp
237.3
s
T
e
T
| |
=
|
+
\ .
Onde:
e
s
= pressão parcial de saturação do vapor no ar (kPa)
T = temperatura do ar
o
C
Pressão de saturação do vapor d’água no ar em
função da temperatura

Chuva
Granizo
Neve
Tipos de Precipitação
Formação das Nuvens
Nível de condensação
expande
e esfria
mistura ar
frio e seco
condensa
evaporação
ar frio para substituir
ar quente
Formação das Nuvens
Formação das Gotas de Chuva nas Nuvens
Processos de Crescimento das Gotas de Chuva nas
Nuvens:
•Coalescência
•Atração Iônica
•Agrupamentos por choques entre partículas
Gotas de chuva na nuvem,
eletricamente carregadas
Gota de Chuva Típica
2000mm
Gota Típica nas
nuvens
20mm
Núcleo de
Condensação
0.20 mm
Ahrens. Meteorology, 7ed. 2002
1mm =1 micrômetro = 10
-6
m
Crescimento das Gotas nas Nuvens
Causas da Ascensão de Ar Úmido
Quente
Frio
Chuvas Ciclônicas (ou de Frente)
Frente Quente Frente Fria
Ar Quente
Ar Quente
Ar Frio
Ar Quente
Ar Frio
Chuvas Convectivas (ou de Verão)
•Grandes intensidades
•Curtas durações
•Pequena abrangência espacial
•Grande impacto em drenagem urbana
Chuvas Orográficas
•Influência da topografia
•Intensidades variáveis
•Impactos em pequenas bacias em serras
Estação Pluviográfica
Papel para Pluviograma
Pluviograma
Pluviograma – Intensidade da Chuva
h

(
m
m
)

Tempo (minuto)
t
h
i
A
A
= Intensidade =
tg o =i
Hietograma
2.5
2.8
3.0
3.8
4.1
4.3
6.9
7.6
27.4
29.0
7.67.6
6.16.1
4.6
3.83.8
3.03.03.03.03.03.03.0
0
5
10
15
20
25
30
35
1
5
4
5
7
5
1
0
5
1
3
5
1
6
5
1
9
5
2
2
5
2
5
5
2
8
5
3
1
5
3
4
5
Tempo (min)
P
r
e
c
i
p

(
m
m
)
Hietograma
Hietograma
2.5
2.8
3.0
3.8
4.1
4.3
6.9
7.6
27.4
29.0
7.67.6
6.16.1
4.6
3.83.8
3.03.03.03.03.03.03.0
0
5
10
15
20
25
30
35
1
5
4
5
7
5
1
0
5
1
3
5
1
6
5
1
9
5
2
2
5
2
5
5
2
8
5
3
1
5
3
4
5
Tempo (min)
P
r
e
c
i
p

(
m
m
)
Hietograma
Hietograma Acumulado
2.5
5.3
8.4
12.2
16.3
20.6
27.4
35.1
62.5
91.4
99.1
106.7
112.8
118.9
123.4
127.3
131.1
134.1
137.2
140.2
143.3
146.3
149.4
152.4
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
1
5
4
5
7
5
1
0
5
1
3
5
1
6
5
1
9
5
2
2
5
2
5
5
2
8
5
3
1
5
3
4
5
Tempo (min)
P
r
e
c
i
p

(
m
m
)
Hietograma Acumulado
Hietograma Acumulado Adimensional
1.7
3.5
5.5
8.0
10.7
13.5
18.0
23.0
41.0
60.0
65.0
70.0
74.0
78.0
81.0
83.5
86.0
88.0
90.0
92.0
94.0
96.0
98.0
100.0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
4
.
2
1
2
.
5
2
0
.
8
2
9
.
2
3
7
.
5
4
5
.
8
5
4
.
2
6
2
.
5
7
0
.
8
7
9
.
2
8
7
.
5
9
5
.
8
Tempo (%Duração)
P
r
e
c
i
p

(
%
T
o
t
a
l
)
Hietograma Acumulado Adimensional
Intensidades x Tempo
0.2 0.2 0.2 0.2 0.2 0.2 0.2
0.3 0.3 0.3 0.4 1.9 0.5 0.4 0.3 0.3 0.3 0.2 0.2 0.4 0.5 0.5 1.8
0.0
0.2
0.0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0
1.2
1.4
1.6
1.8
2.0
0 50 100 150 200 250 300 350 400
Tempo (min)
I
n
t
e
n
s
i
d
a
d
e

(
m
m
/
m
i
n
)
Gráfico de Intensidade x Tempo
Diagrama Duplo Acumulativo
Diagrama Duplo Acumulativo
Diagrama Duplo Acumulativo
Diagrama Duplo Acumulativo
(A)Climas quentes da zona intertropical

I - Regime Equatorial : chuvas durante todo o
ano, sem estações secas definidas

II - Regime Sub-equatorial : dois períodos
secos, um no inverno e outro no verão

III - Regime Tropical : um período nítido de
chuvas no verão

Sazonalidade das Precipitações
(B)Climas temperados da zona subtropical

Dominados pelas evoluções das massas
de ar

Chuvas distribuídas no ano


Sazonalidade das Precipitações
(C)Climas de Monções (Oceano Índico e
continentes adjacentes)

Dominados pelas correntes eólicas
provenientes das diferenças de temperatura
entre o oceano e o continente

Regime de chuvas depende do relevo

Sazonalidade das Precipitações
Ano Hidrológico
• Semestre Seco – Meses do ano em que
as precipitações médias da série histórica
referentes a esses meses são inferiores à
precipitação média dos 12 meses.
Sazonalidade das Precipitações
0
50
100
150
200
250
P

m
é
d
i
a

m
e
n
s
a
l

(
m
m
)
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Precipitações Médias Mensais
do Guarapiranga (1907-1996) (mm)
Fim da 1
a
Aula
Área (1000km2) 10025 44133 29785 8895 24120 17884 14062 148904
Precipitação (km3) 6587 30724 20743 7144 15561 27965 2376 111100
Evaporação (km3) 3761 18519 17334 4750 9721 16926 389 71400
Escoamento Superficial (km3) 2826 12205 3409 2394 5840 11039 1987 39700
Precipitação (mm) 657 696 696 803 645 1564 169 746
Evaporação(mm) 375 420 582 534 403 946 28 480
Escoamento Superficial (mm) 282 277 114 269 242 617 141 267
Europa Ásia África
Total
Continentes
Austrália
Américad
o Norte
América
do Sul
Antártica
Balanço Hídrico nos Continentes
Variabilidade Espacial da Chuva
Antártica
2%
Europa
6%
Ásia
28%
África
19%
Austrália
6%
América
do Norte
14%
América
do Sul
25%
Precipitações no Mundo
Variabilidade Espacial da Chuva
Distribuição Global de Precipitação
Variabilidade Espacial da Chuva
• Variação depende do tipo de chuva (convectiva ou
ciclônica)
• Densidade de postos: existem recomendações gerais da
OMM.
• Casos específicos: a densidade deve ser maior (exemplo:
rede telemétrica do Alto Tietê, para prevenção de danos
por inundações).
• Curvas de variação da intensidade de uma chuva com a
área.

Variabilidade Espacial da Chuva
• Cálculo da chuva Média
sobre uma bacia:
polígonos de Thiessen e
Isoietas.
Rede
pluviométrica
Polígonos de
Thiessen
Isoietas
-- - - Oeste EUA
Leste EUA
P
o
r
c
e
n
t
a
g
e
m

d
a

c
h
u
v
a

p
o
n
t
u
a
l

(
o
u

2
5
k
m
2
)

p
a
r
a

u
m
a

c
e
r
t
a

á
r
e
a

Área (km
2
)
Variação da Intensidade com a Área
Cálculo da Chuva Média sobre uma Bacia
Problema Prático:
Qual é o volume precipitado sobre uma bacia situada em uma
região que possui diversos postos que registram valores
variados?
Previsão para hoje: chuvas acima
da média
Polígonos
de
Thiessen
Precipitação Média sobre uma Bacia










Precipitação Média sobre uma Bacia
Método das
Isoietas








Precipitação Média sobre uma Bacia
Método da
distância
inversa
ponderada





Métodos apoiados em tecnologia
SIG
• Representam a bacia e os postos em
cartografia geo referenciada
• Adotam algoritmos de interpolação para
estimar a precipitação em cada ponto da
bacia
• Integram a precipitação na área de
interesse
( ) ( )
2
l
2
l l
y y x x d ÷ + ÷ =
(x,y) são as coordenadas do ponto a ser estimado;
(xl ,yl) são as coordenadas de cada ponto da amostra.
¿
=
=
÷
÷
m
1 j
r
j
r
l
i
d
d
w
r = número real positivo, potência ou “power”;
dl = distância do ponto a ser estimado ao ponto l da
amostra, ou

( )
l
m
l
l
f w y x F
¿
=
=
1
,
F(x,y) = valor do ponto estimado;
m = número de pontos utilizados na amostra, l=1,2...m;
fl = valor do ponto l da amostra;
wl =função peso para cada ponto conhecido da
amostra.

Interpolação inversamente proporcional
à distância
spl_r_100_bac
1255.5 - 1294.3
1294.3 - 1333.1
1333.1 - 1371.9
1371.9 - 1410.7
1410.7 - 1449.4
1449.4 - 1488.2
1488.2 - 1527
1527 - 1565.8
1565.8 - 1604.6
No Data
Contorno da Bacia
Outros métodos
• Radares meteorológicos
• Satelites
Cálculo da Chuva Média sobre uma Bacia
Método de Thiessen:
•Variação espacial discreta da chuva
•Resultado é único (independe do autor)
•Não considera a distribuição espacial de um evento.
•Seu cálculo é facilmente automatizado
Isoietas:
•Variação espacial contínua da chuva
•Resultado não é único (depende do autor)
•Considera a distribuição espacial de um evento.
•Seu cálculo pode ser parcialmente automatizado (SIG).
Escolha do Método depende do objetivo e da
quantidade de postos
Fim da 2ª. Aula