PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Planejamento tributário é um conjunto de
sistemas legais que visam diminuir o
pagamento de tributos.

O contribuinte tem o direito de estruturar o seu
negócio da maneira que melhor lhe pareça,
procurando a diminuição dos custos de seu
empreendimento, inclusive dos impostos.

Lucro Presumido
(Opção a partir de 01.01.2003 ATÉ
2013)

•PJ com Receita Bruta < R$
48.000.000,00 no ano-calendário anterior
•(Lei 10.637/03, art. 46)
•Início de atividade no ano-calendário
anterior:
R$ 4.000.000,00 X nº de meses.


Lucro Presumido
(Opção a partir de 01.01.2014

•PJ com Receita Bruta < R$
72.000.000,00 no ano-calendário anterior

•Início de atividade no ano-calendário
anterior:
R$ 4.000.000,00 X nº de meses.

Lucro presumido
Opção - Outros Requisitos

•Não sejam Instituições financeiras e
assemelhadas
•Não tenham lucros / rendimentos /
ganhos no exterior
•Não tenham isenção ou redução do IR
•Não efetuaram pagamento estimativa

LUCRO PRESUMIDO
Opção

Irretratável para todo o ano-calendário.
(Lei 9.718/98, art.13, § 1º)
Não permitido REDARF para mudança
de regime de tributação


Momento da Opção

•Pagamento da primeira ou única quota
do imposto devido no primeiro período
de apuração de cada ano-calendário
(Lei 9.430/96, art. 26, §1º)



Período de Apuração do Lucro
Presumido

Períodos de apuração trimestrais,
encerrados ao final de cada trimestre-
calendário.
(Lei 9.430/96, art. 1º)



BASE DE CÁLCULO

FATURAMENTO x % DE PRESUNÇÃO
(+) DEMAIS RECEITAS
(+) DEMAIS RESULTADOS POSITIVOS
(+) GANHO DE CAPITAL
(=) BASE DE CÁLCULO



APURAÇÃO DO IMPOSTO

BASE DE CÁLCULO
(x) 15% (+ ADICIONAL)
(=)IMPOSTO DEVIDO
(-) IR ANTECIPADO
(-) INCENTIVOS FISCAIS / REFIS
(-) COMPENSAÇÕES
(=) IR A RECOLHER

Receita Bruta

•A RB auferida no ano anterior será
considerada segundo o regime de
competência ou de caixa (Lei nº 9.718/98,
art. 13, § 2º).
•Pode ser adotado o regime de caixa,
para fins de incidência do PIS/PASEP,
COFINS, se igual opção foi feita para o
IRPJ e CSLL (MP 2.158-35/01, art. 20)

Normas para opção pelo
regime de caixa
As PJ que mantêm escrituração do livro
caixa deverão observar o seguinte:
I-Emitir documento fiscal quando da entrega
do bem ou direito ou da conclusão do
serviço;
II-Indicar, no livro caixa, em registro
individual, o documento fiscal a que
corresponder o recebimento.
(IN SRF 104/98)

Exclusões da receita bruta

•O IPI cobrado em separado no
documento fiscal não compõe a RB
•As vendas canceladas, os descontos
incondicionais e devoluções de venda
podem ser excluídos da RB
•Atenção: O ICMS incidente na venda de
mercadorias ou produtos não poderá ser
deduzido da RB

Ganho de Capital

•É aquele obtido na alienação de bens do
ativo permanente e na devolução de
capital em bens e direitos.
•O valor da reavaliação somente será
computado como custo de aquisição se
a PJ comprovar que os valores
acrescidos foram computados na
determinação da base de cálculo do IR
(art. 52 da Lei n. 9.430/96)


Alíquota do IR e do adicional

•Alíquota: 15%
•Adicional: 10% sobre a parcela da
base de cálculo que exceder a R$
20.000,00 X número de meses do
período de apuração
(Lei n. 9.249/95, parágrafo 1o., c/c a
Lei n. 9.430/96, art. 4o.)


Pagamento

•Em quota única, até o último dia útil do
mês subsequente ao do encerramento
do período de apuração.
•Em até três quotas mensais, iguais e
sucessivas, vencíveis no último dia útil
dos três meses subsequentes ao de
encerramento do período de apuração a
que corresponder.



Distribuição de Lucros

•Os lucros ou dividendos apurados a
partir de janeiro de 1996 não estão
sujeitos à incidência do IRRF, nem
integram a base de cálculo do IR do
beneficiário
(Lei n. 9.249/95, art. 10)

Distribuição de Lucros
Tributação
•O valor excedente ao lucro apurado
contabilmente que for distribuído será
imputado aos lucros acumulados ou
reservas de lucros de exercícios
anteriores, ficando sujeito à incidência
do IR calculado segundo o disposto na
legislação específica, com acréscimos
legais.

Distribuição de Lucros
Tributação
•Inexistindo lucros acumulados ou
reservas de lucros em montante
suficiente, a parcela excedente será
tributada conforme Tabela Progressiva
Mensal
•A distribuição de rendimentos a título de
lucros ou dividendos, que não tenham
sido apurados contabilmente, sujeita-se à
incidência do IR.

Obrigações Acessórias

•Escrituração contábil ou livro caixa,
inclusive movimentação bancária;
•Livro de Registro de Inventário;
•Em boa guarda e ordem, enquanto não
prescritas as ações pertinentes, os
livros, documentos e papéis que
embasam a escrituração comercial e
fiscal


RTT e o
Lucro Presumido
Regime Tributário de Transição

Neutralidade Fiscal
Artigo 15, parágrafo 1º da MP 449/08, o objetivo do RTT
é preservar o princípio da neutralidade fiscal das
mudanças inseridas no padrão contábil brasileiro.

Em resumo as empresas terão que fazer duas
contabilidades: a societária e a fiscal.




Regime Tributário de Transição

Em 03 de dezembro de 2008, o Governo Federal
editou a Medida Provisória n. 449 (“MP 449/08”)
que, nos termos de sua exposição de motivos, tem
por objetivo “neutralizar os impactos dos novos
métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei
n 11.638, de 28 de dezembro de 2007, na apuração
das bases de cálculos de tributos federais”,
retirando assim a insegurança jurídica causada aos
contribuintes com a edição da referida lei.


Regime Tributário de Transição

A MP 449/08 criou o Regime Tributário de Transição (“RTT”) cuja
aplicação será opcional para os anos de 2008 e 2009. A opção
pelo RTT é aplicável às pessoas jurídicas sujeitas ao Imposto de
Renda da Pessoa Jurídica (“IRPJ”) de acordo com a sistemática
de lucro real ou de lucro presumido. O contribuinte deverá
manifestar sua opção pela adoção do RTT na Declaração de
Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, sendo este
regime opcional para 2008 e 2009.
A partir de 2010, adoção do RTT passará a ser obrigatória, até a
entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos
novos métodos e critérios Contábeis.
Para as empresas que adotarem o RTT, foi estabelecido
que as alterações introduzidas pela Lei 11.638/07, com
as modificações introduzidas pela MP 449/08 que
modifiquem o critério de reconhecimento de receitas,
custos e despesas computadas na apuração do lucro
líquido do exercício introduzidas pela Lei 11.638/07 e
pelos artigos 36 e 37 da MP 449/08.

Em outras palavras, para as empresas que adotarem o
RTT, fica restabelecida a aplicação da sistemática atual
de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL,
através da qual deve se apurar o lucro líquido do
exercício de acordo com as normas contábeis em vigor
para, posteriormente, realizar no LALUR os ajustes
necessários para definir a base de cálculo


CSLL
Lucro Presumido

Apuração e pagamento trimestrais.

CSLL
Lucro Presumido

Base de cálculo :
32% (SERVIÇOS)/12% (COMÉRCIO) FATURAMENTO
(+) ganhos líquidos em renda fixa e
renda variável
(+) demais receitas não abrangidas
pela receita bruta.
Alíquota : 9% (Lei n. 10.637-02)