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ENGENHARIA ELÉTRICA

CONVERSÃO ELETROMECÂNICA DE ENERGIA
PROFº ANDERSON DA SILVA JUCÁ
(aponta!nto"#

Uma integração de linha de H ao longo de algum percurso circular dado resulta em:
Ampère [A]
$% L!& C&'()&ta* +! Ap,'!
-
' % .
/
-
I +*
' % .
I
+* H = •
π
= •
∫ ∫
π Obs: a integral de linha é usada
porque H tem dimensão por unidade
de comprimento.
E0%/1
sta equação mostra que a integral de linha !echada da intensidade do campo
magnético é igual "s correntes en#ol#idas $ou ampère%espiras& que produ'em as
linhas de campo magnético. sta relação é denominada de (ei de Ampère de
)ircuito* e é e+pressa por:
I N +* H 2 = ℑ = •

E0%-/
Onde ℑ designa os ampère%espiras en#ol#idos pelo percurso
!echado assumido das linhas de !lu+o. ℑ é também conhecido como
3o'4a a5n!toot'&6 e é !req,entemente abre#iada como 3.
Agora que a intensidade de campo magnético $H& !oi de!inida e demonstrada como
tendo unidade de ampère%espiras-metro* pode%se dedu'ir uma e+pressão muito
.til. /abe%se que H é um #etor que tem o mesmo sentido e o mesmo lugar
geométrico circular que o do campo magnético 0.

$% L!& C&'()&ta* +! Ap,'!
*
7
* H 2 2
µ
= = ℑ
E0%--
As de!iniç1es anteriores !oram !eitas a partir da e+peri2ncia elementar de Ampère
com dois condutores condu'indo corrente. 3ela manipulação correta destas
grande'as* outras !4rmulas .teis podem ser obtidas.
A equação E0%/$ é uma equação #etorial que descre#e a intensidade do campo
magnético para uma dada geometria e corrente. /e o comprimento total do percurso
de uma linha de !lu+o !or suposto como sendo l* então a 3o'4a a5n!toot'&6 (3#
associada " linha de !lu+o especi!icada é:
Agora* nas situaç1es onde 0 é uma constante e penetra uma 5rea !i+a e conhecida
$A&* o !lu+o magnético correspondente pode ser escrito da equação E0%/8 como
sendo:
A 72 = φ
E0%-.

$% L!& C&'()&ta* +! Ap,'!








µ
φ =
µ
= = ℑ
A
*
*
7
* H
2
2 2 E0%-9
6ntrodu'indo a equação E0%-. na
equação E0%--* obtém%se:
O termo entre par2nteses mostra uma
grande semelhança com a de!inição de
resist2ncia em um circuito elétrico.
Um e+ame da equação E0%-9 !ornece
uma interpretação similar para o
circuito magnético.
ℜ φ = ℑ 2
E0%-:
75 est5 claro que ℑ é a !mm que gera o
!lu+o φ* que penetra a 5rea de seção
trans#ersal especi!icada A. )ontudo* esse
!lu+o é limitado em m4dulo pelo que é
chamado a '!*)t;n(&a +o (&'()&to
a5n<t&(o* que é de!inida como:
A equação E0%-= é também conhecida
como a (ei de Ohm do circuito magnético.
8 somente #5lida se 0 e A !orem
quantidades !i+as.
A
*
2 µ
= ℜ
E0%-=

Aplicando a equação acima no circuito magnético simples* temos:
 
A unidade da indução magnética $0& é o :eber-metro
;
$< :b=<>
?
linhas de campo magnético.
µ = permeabilidade magnética do n.cleo = µ
o
. µ
r ⇒

o
= @π + <>
%A
:b-A.m&
µ
r
= permeabilidade relati#a do material* #alores tBpicos de µ
r
estão na !ai+a de ;.>>> a C.>>>*
para materiais usados em m5quinas.
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
A intensidade de campo magnético $H&* produ' uma
indução magnética $0& em toda a região suDeita ao campo
magnético.
NI > H * ? no (a"o@ N I > H
n
*
n
7>µ%H o) 7>φAA BCDA
.
E
Eigura ;<

3ara o circuito magnético abai+o* temos:
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
FN I G HaD%*aD G HD(%ID( G H(a%*(a>/
NI > HaD%*aD F HD(%ID( F H(a%*(a
Fodos os termos que aparecem nessa
equação são conhecidos* com e+ceção
das !orças magneti'antes para as
di!erentes partes do circuito
magnético* que podem ser obtidas a
partir do gr5!ico 0%H se a densidade
de !lu+o $0& !or conhecida.
l H. = ℑ
Onde H é a !orça magneti'ante em uma seção do
circuito magnético e l* o comprimento da seção.
Eigura ;;

Os dispositi#os de con#ersão de energia que incorporam um elemento m4#el e+igem !nt'!3!''o" nos
n.cleos. 3ortanto* as estruturas magnéticas apresentam um entre!erro $espaço de ar inserido entre
duas porç1es magnéticas& em seu circuito magnético.
ste entre!erro pode ser inserido propositalmente* como ocorre nos motores e geradores elétricos
como mostrado na Eigura ;G* ou in#oluntariamente de#ido ao processo construti#o* como indicado na
Eigura ;@
Eigura ;G H ntre!erro de um motor elétrico.
 
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"

 
Eigura ;@ H ntre!erro in#olunt5rio.
 
A colocação de chapas lado a lado introdu' um pequeno entre!erro
in#olunt5rio entre elas.
Iualquer que seDa sua origem e tamanho* o entre!erro é parte
importante da estrutura magnética e de#e sempre ser considerado no
circuito magnético.
 
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"

A Eigura ;J mostra as linhas de campo magnético em uma estrutura com a presença de um entre!erro* destacando o !enKmeno do espraiamento dessas linhas na região do entre!erro
Eigura ;J % spraiamento das linhas de campo.
 
O e!eito do espraiamento das linhas de campo equi#ale a um acréscimo da 5rea de passagem do !lu+o magnético no entre!erro e como tal de#e ser corrigida. Algumas !4rmulas empBricas aDudam%nos a resol#er* são elas:
 
 
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"

A.     Entreferro com faces paralelas e iguais
Eigura ;C H ntre!erro com !aces paralelas e iguais.
 
Leste caso* a 5rea e!eti#a de passagem do !lu+o magnético no entre!erro é dada por:
 

1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
X
Y
g

) ).( (
g g g
Y X S   + + =

B.     Entreferro com faces paralelas e diferentes
 Eig. ;A H ntre!erro com !aces paralelas e di!erentes.
 
Lesta condição* a 5rea e!eti#a de passagem do !lu+o magnético é estimada a
partir da e+pressão:
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
X
Y
g

) 2 ).( 2 (
g g g
l Y l X S + + =

Os dispositi#os de con#ersão de energia que incorporam um elemento m4#el e+igem !nt'!3!''o"
nos n.cleos. Um circuito magnético com um entre!erro $#5cuo& é mostrado a seguir:
1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
N & > H
n
*
n
F H
5
*
5
 
onde: 0 = µ H M H = 0 - µ
 

onde: 0 = φ - A

g
o
g
n
n
n
l
0
l
0
L6
µ
+
µ
=
g
o g
g
n
n n
n
l
A
l
A
6 L
µ
φ
+
µ
φ
=








µ
+
µ
φ =
o g
g
n n
n
A
l
A
l
6 L
( )
g n
6 L ℜ + ℜ φ =
( )
g n
ℜ + ℜ = ℑ φ
onde: φ
n
= φ
g
= φ
 
  

onde: E = L .
6
onde:

n
= NelutOncia magnética do n.cleoM [A-:b]

g
= NelutOncia magnética do entre!erroM [A-:b]
ℑ = !orça magnomotri'M [Ae]
Eigura ;?
E0%-I

1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
)ircuito létrico An5logo:
Eigura ;P

1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"

1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"

1% C&'()&to" Ma5n<t&(o"
Circuito Elétrico Circuito Magnético
I :Corrente Elétrica (A) φ : Fluxo Magnético (Wb)
E :Força eletromotriz (V) Ni F = :Força magnetomotriz (Aesp)
σ :Condutividade (S/m) µ :Permeabilidade (H/m)
S
I
J = : Denidade de
Corrente Elétrica (
2
! A m )
S
B
φ
= : Denidade de Fluxo Magnético
(
2
! Wb m )
S
l
R
σ
"
= : #eit$ncia ( Ω)
S
l
µ
"
= ℜ :#elut%ncia ( ! Aesp Wb)
"
G
R
= :Condut%ncia ( S )
"
Ρ =

:Perme%ncia
( ! Wb Aesp)

&denti'ica(e a eguinte relaç)e entre a grandeza elétrica e magnética:
*ote(e +ue a aociaç,o entre o circuito elétrico e o circuito magnético levou a denominaç,o densidade de fl!" magn#$i%" como in-nimo do
cam.o magnético.

E2!'(J(&o"
<. Qada a peça abai+o* determinar a
densidade de !lu+o 0 em Fesla.
/olução:
& B
m
Wb
A
B
2
2 /
0
"1 . 0
"1 . 2 2 "
"1 . 3



=
= =
φ
;. )om base na !igura do e+ercBcio anterior* se a
densidade de !lu+o !or <*; F e a 5rea da seção reta !or
>*;J pol.
;
* determinar o !lu+o magnético no interior da
peça.
/olução:
)on#ertendo >*;Jpol.
;
em m
;
:
A B. = φ
Wb
m &!
m A
p"l
m
p"l
m
p"l A
4
2 4
2 4
2
"1 . 5/3 2 "
"1 . 3"/ 2 " 2 2 "
"1 . 3"/ 2 "
. /6 2 /5
"
.
. /6 2 /5
"
. 20 2 1



=
=
=
















=
φ
φ

& B
&
m
Wb
A
B
2 2 1
"1 . 2
"1 . 2
"1 . 4
"
2 /
4
=
= = =



φ
E2!'(J(&o"
G. 3ara o circuito magnético em série
#isto na !igura abai+o* pede%se:
a& )alcular o #alor de 6 necess5rio para
gerar um !lu+o magnético φ=@.<>
%@
:b.

b& Qeterminar R e Rr para o material
nessas condiç1es.
/olução:
a#
Qo gr5!ico 0+H* temos:
H
$aço !undido&
= <A>A-m* logo: L6 = Hl
6 = Hl-L = $<A>A-m + >*<Cm&-@>>
I > I$A
D# R = 0-H = >*;$F&-<.A>P $A.esp.-m&
R = <*<AC.<>
%G
$:b-A.m&
(ogo a permeabilidade relati#a é:
Rr = R-R
>
= <*<AC.<>
%G
-@.π.<>
%A
K'>19=?$9

E2!'(J(&o"
@. O reator mostrado na Eigura abai+o !oi construBdo com um material
magnético de permeabilidade relati#a . A bobina de e+citação possui ;>>
espiras. )alculemos a corrente na bobina de e+citação necess5ria para estabelecer
uma densidade de !lu+o magnético . 8 dada a permeabilidade do #5cuo .
as dimens1es estão em cm.
/111 =
R
µ
2
"2 2 ! Wb m
) ! ( "1 4
6
1
m H

= π µ
/olução:
 A solução do problema se resume em montar o circuito
elétrico an5logo do problema magnético.
Assim* para este caso temos:
( ) ( ) 2 22 0 21 22 0 2 21 2 22 0 71 ou127 %m m = × + + + × − × = l
2 4 2
0 "1 01 ou 01 "1 S %m m

= × = ×
)omo conseq,2ncia resulta:
) ! ( "1 . 44 2 42
"1 . 01
7 2 1
.
"1 4 . /111
" "
/
4 6
Wb Aesp
S
l
= = = ℜ
− −
π µ
/endo * obtém%se:
2
! 2 2 " m Wb B = Wb S B
4 4
"1 . 31 "1 . 01 . 2 2 " .
− −
= = = φ

E2!'(J(&o"
Qessa !orma* o circuito elétrico an5logo é dado por:
Qa an5lise do circuito elétrico an5logo* obtemos:
 
 /ubstituindo pelos seus #alores* obtém%se:
 
ou ainda:
φ ℜ = Ni
4 /
"1 . 31 . "1 . 44 2 42 211

= i
A i 26 2 " =

E2!'(J(&o"
J. A estrutura magnética da Eigura abai+o é con!eccionada de material magnético de permeabilidade
relati#a . O n.mero de espiras da bobina de e+citação é @>> espiras. Qetermine a !.m.m. e a
corrente da bobina para estabelecer uma densidade de !lu+o magnético no braço direito da
estrutura. Obs.: todas as dimens1es são e+pressas em cm.
4111 =
R
µ
2
! 0 2 1 m Wb
/olução:
O primeiro passo na resolução do problema* consiste em montar o circuito elétrico an5logo* o qual
possui a mesma geometria que a estrutura magnética. Assim* para o problema em questão* o circuito
elétrico an5logo é dado ao lado.
m seguida calculamos as
relutOncias de cada trecho.
3ara o problema em questão
resultam:
) ! ( "1 . 3 2 6"
"1 . 0 . 0
"1 )8. 0 2 2 . 2 41 ( ) 0 21 0 2 2 .( 2 9
.
"1 4 . 4111
" "
/
4
2
6
"
"
"
Wb Aesp
S
l
=
− + + +
= = ℜ



π µ
) ! ( "1 . 5 2 "/
"1 . 0 . "1
"1 )8. 0 2 2 . 2 41 9(
.
"1 4 . 4111
" "
/
4
2
6
2
2
2
Wb Aesp
S
l
=

= = ℜ



π µ
) ! ( "1 . 0 2 76
"1 . 0 . 0
"1 )8. 0 2 2 . 2 41 ( ) 0 2 2 /1 0 .( 2 9
.
"1 4 . 4111
" "
/
4
2
6
/
/
/
Wb Aesp
S
l
=
− + + +
= = ℜ



π µ

E2!'(J(&o"
Lo braço direito da estrutura é dado * de modo que:
 
 
Qa malha direita do circuito obtemos:
 
 Qe modo que:
 
 
Aplicando%se a lei de Sircho!! para as correntes obtém%se:
 
 
Aplicando%se agora a lei de Sircho!! das tens1es para a malha da esquerda* podemos escre#er:
 
Nesultando:
 
 
e também:
2
/
! 0 2 1 m Wb B =
Wb S B
4 4
/ / /
"1 . 0 2 "2 "1 . 20 . 0 2 1 .
− −
= = = φ
/ / 2 2
φ φ ℜ = ℜ
Wb
4
/
4 /
2
"1 . 6 2 67
"1 . 5 2 "/
"1 . 0 2 "2 . "1 . 0 2 76


= = φ
Wb
4
/ 2 "
"1 . 2 2 5"

= + = φ φ φ
2 2 " "
φ φ ℜ + ℜ = Ni
Aesp Ni fmm 632 "1 . 6 2 67 . "1 . 5 2 "/ "1 . 2 2 5" . "1 . 3 2 6"
4 / 4 /
= + = =
− −
A
N
fmm
i 5 2 "
411
632
= = =

E2!'(J(&o"
C. A Eigura abai+o mostra uma estrutura magnética con!eccionada com material magnético de
permeabilidade relati#a * na qual !oi introdu'ido um entre!erro de comprimento < mm. Fodas as
demais dimens1es estão em cm. Tamos calcular a corrente na bobina de e+citação* a qual possui J>>
espiras* necess5ria para estabelecer um !lu+o magnético no entre!erro de .
2111 =
R
µ
Wb
4
"1 . 0

/olução:
  Lo circuito elétrico an5logo
desta estrutura* além da !onte de !.m.m.
que produ' o campo magnético de#emos
inserir duas relutOncias em sérieM uma
relati#a " porção do n.cleo magnético e
outra de#ido ao entre!erro* como mostra a
Eigura ao lado.
A partir da an5lise de malhas obtém%se:
φ ) (
2 "
ℜ + ℜ = Ni

E2!'(J(&o"
La qual:
 
 
é a relutOncia do n.cleo e:
 
 
é a relutOncia do entre!erro.
 
Obser#e que apesar do entre!erro ter apenas < mm* sua relutOncia* neste caso* é algo em
torno de J #e'es maior que a relutOncia do n.cleo.
 
/endo obtemos:
 
Nesultando:
.
Wb Aesp
S
l
! "1 . 7 2 /0
"1 . 2 . 2
"1 )8. " . 2 "2 ( 2 ) " 3 " ( 2 9
.
"1 . 4 . 2111
"
.
"
4
4
2
6
"
"
"
=
− + + +
= = ℜ



π µ
Wb Aesp
S
l
! "1 . "71
"1 ). " 2 1 2 )( " 2 1 2 (
"1 . "
.
"1 . 4
"
.
"
4
4
/
6
2
2
1
2
=
+ +
= = ℜ



π µ
Wb
4
"1 . 0

= φ
4 4
"1 . 0 . "1 ) "71 7 2 /0 ( 011

+ = i
A i "3 2 2 =

An!2o /-@
O Pa';!t'o In+)t;n(&a
A indutOncia é uma caracterBstica dos campos magnéticos e !oi descoberta
primeiramente por EaradaU* em <?G<. Qe um modo geral* &n+)t;n(&a pode ser
caracteri'ada como aquela propriedade de um elemento do circuito pela qual a energia
pode ser arma'enada num campo de !lu+o magnético.
Um !ator importante e di!erenciador da indutOncia* contudo* é que ela aparece num
circuito apenas quando h5 uma corrente #ari5#el* ou mesmo um !lu+o #ari5#el.
3ara cobrir o assunto completamente* a indutOncia ser5 analisada sob tr2s pontos de
#ista: a& de circuitoM b& de energia e c& !Bsico.
Lo entanto* um elemento do circuito possa ter indutOncia* em #irtude de suas
propriedades geométricas e magnéticas* sua presença no circuito somente poder5 ser
sentida* desde que haDa uma #ariação da corrente no tempo.

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
a# AnL*&"! "oD o ponto +! M&"ta +! (&'()&to
A relação entre tensão e corrente re!erente ao parOmetro indutOncia é e+pressa a
seguir:
+t
+&
% L ML =
A equação mostra a di!erença de potencial M
L
que aparece nos
terminais do parOmetro indutOncia* quando uma corrente #ari5#el
circula para o terminal VcW do circuito.
Lote%se que a ponta da seta na #ari5#el M
L
est5
mostrada no terminal VcW* indicando que este
terminal é* neste instante* positi#o em relação ao
terminal VdW* pois o coe!iciente angular $di-dt&* ou
decli#idade* é positi#a* caso contr5rio* a ponta da
seta estaria apontando para o ponto VdW
$coe!iciente angular negati#o&.
v(t)
L
a
b c
d
VL
I
+
-
Eigura <
E0%/-

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
Iualquer elemento do circuito que apresente a propriedade de indutOncia é
denominado indutor e é designado pelo sBmbolo constante no circuito anterior. )omo
elemento ideal* o indutor é considerado como não tendo resist2ncia* embora* na
pr5tica* de#e ter a resist2ncia do !io que constitui a bobina.
+t
+&
M
L
L
= Tolt. s - A ou
HenrUs $H&
A ra'ão entre a di!erença de potencial nos terminais do
indutor num determinado instante de tempo e a deri#ada
correspondente da !unção corrente%tempo* e+pressa o
parOmetro indutOncia.
∫ ∫
=
=
# t (
# / (
&
&
t
/
L +t % M %
L
-
+&
+t % ML %
L
-
+&
+pressando a corrente no indutor em !unção da
tensão* nota%se que a corrente em um indutor é
dependente da integral da tensão atra#és de seus
terminais* assim como a corrente na bobina no inBcio da
integração &
(/#
.
# / ( & +t % M
L
-
# t ( &
t
/
L + =

E0%/.
E0%/9

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
Uma an5lise na equação $q. >@& abai+o re#ela uma propriedade importante da
indutOncia: a corrente num indutor não pode #ariar abruptamente* num tempo nulo*
pois uma alteração !inita na corrente num tempo nulo requer que uma tensão in!inita
apareça no indutor* o que é !isicamente impossB#el.
# / ( & +t % M
L
-
# t ( &
t
/
L + =

3or outro lado* a equação $q. >J& re#ela que* num tempo nulo* a contribuição para a
corrente no indutor do termo com a integral é 'ero* de !orma que a corrente
imediatamente antes $6
%
& e depois $6
X
& da aplicação da tensão no indutor é a mesma.
3ortanto* pode%se considerar a indutOncia como tendo a propriedade de &n<'(&a.
+t
+&
% L ML =
E0%/: E0%/=

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
D# AnL*&"! "oD o ponto +! M&"ta +! !n!'5&a
/upondo que um indutor tenha corrente inicial nula $i
$>&
=>A& . ntão* se um corrente i
circula na bobina* na qual e+iste uma di!erença de potencial M
L
* a energia total
recebida no inter#alo de tempo de > a t é:



=






=
→ =
&
/
t
/
t
/
L
+& % & % L C
+t % & %
+t
+&
% L C
+t % & % M C # J ( Jo)*!
)onsiderando o indutor como sendo ideal* a equação
anterior estabelece que o indutor absor#e uma quantidade
de energia que é proporcional ao parOmetro indutOncia $(&*
bem como* ao quadrado do #alor instantOneo da corrente.
Qesta !orma* a energia é arma'enada pelo indutor num
campo magnético* e é de #alor !inito e recuper5#el. # J ( Jo)*!
.
& % L %
.
-
C → =
Eace ao !ato* de que a energia associada com o parOmetro indutOncia aumenta e
diminui com a corrente* podemos concluir que o indutor tem a propriedade de ser
capa' de retornar energia " !onte da qual a recebe.
E0%/I

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
A equação anterior re#ela que* uma !orma alternati#a de identi!icar o parOmetro
indutOncia é em termos da quantidade de energia arma'enada no seu campo
magnético* correspondente " sua corrente instantOnea. Assim* pode%se escre#er que:
# H ( H!n'N
.
&
C % .
L → =
(ogo* uma corrente constante resulta em uma queda de tensão nula nos terminais do
indutor ideal. I""o nOo < M!'+a+!&'o? em relação " energia absor#ida e arma'enada
no campo magnético do indutor.
A equação acima* con!irma imediatamente esse !ato. Uma corrente constante resulta
numa energia arma'enada !i+a. Iualquer tentati#a de se alterar esse estado de
energia encontra uma resist2ncia !irme dos e!eitos do arma'enamento inicial de
energia.
6sso* no#amente* re!lete o aspecto inercial de indutOncia.
75 !oi demonstrado que* para a di!erença de potencial
e+istir nos terminais de um indutor* a corrente de#e
#ariar.
E0%/8

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
(# AnL*&"! "oD o ponto +! M&"ta 3J"&(o
A tensão nos terminais de um indutor pode ser e+pressa* sob o ponto de #ista de
circuito* em !unção da corrente que circula no indutor. )ontudo essa mesma tensão
pode ser descrita pela (ei de EaradaU em termos do !lu+o produ'ido pela corrente e
pelo n.mero de espiras $L& da bobina do indutor. )onseq,entemente* pode%se
escre#er:
+t % +&
+t % + % N
L
+t
+
% N
+t
+&
% L ML
φ
=
φ
= =
Lesses casos* onde o !lu+o $φ& é diretamente
proporcional " corrente i para todos os #alores $isto é
resistor linear&* essa .ltima e+pressão se torna:
# H (
A
t CD
&
% N
L =








φ
=
Aqui* o parOmetro indutOncia tem uma representação
hBbrida* porque é em parte e+presso em !unção da
#ari5#el do circuito $corrente i&* e em parte* em !unção
da #ari5#el do campo $!lu+o φ&.
# H (
+&
+ % N
L →
φ
=
E0%/$
E0%/1

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
3ara se e#itar essa representação hBbrida* substitui o !lu+o por seu equi#alente:
Onde a !mm é a !orça magnetomotri' que produ'
o !lu+o φ no circuito magnético que tem relutOncia
ℜ.

= = φ
& % N
Ma5n<t&(a P '!*)t;n(&a
3
/e o n.cleo é suposto como tendo um comprimento médio de VlmW metros e uma 5rea
de seção trans#ersal de VAmW metros quadrados* então a relutOncia magnética pode
ser escrita como:
A %
*
µ
= ℜ
Onde R é a permeabilidade* uma propriedade !Bsica do
material magnético.
E0%-/
E0%--

O Pa';!t'o In+)t;n(&a
Yanipulando adequadamente as equaç1es anteriores* resulta na e+pressão para o
parOmetro indutOncia* como sendo:
Uma an5lise da equação anterior re#ela alguns !atos interessantes sobre o parOmetro
indutOncia que não estão !acilmente disponB#eis quando essa #ari5#el é de!inida* tanto
do ponto de #ista de circuito como de energia.
O que mais impressiona* é o !ato de a indutOncia* como a resist2ncia* ser dependente
da geometria das dimens1es !Bsicas e da propriedade magnética do meio. 6sso é
importante porque nos di' o que pode ser !eito para se alterar o #alor de da
indutOncia (.
Qesta !orma* o parOmetro indutOncia pode ser aumentado de quatro !ormas: a#
aumentando o n.mero de espirasM D# utili'ando n.cleo de !erro de maior
permeabilidadeM (# redu'indo o comprimento médio do n.cleo de !erroM e +#
aumentando a 5rea de seção trans#ersal do n.cleo de !erro.

=
µ
=
. .
N
*
A % % N
L
E0%-.

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<. Eundamentos de Y5quinas létricas. Autor: Tincent Q( FONO
;. Y5quinas létricas. Autor: A. . E6FZ[NA(Q
G. Y5quinas elétricas e Frans!ormadores. Autor: 6r#ing 6. SO/O:
@. Apostila 3O(6-U/3
J. )i2ncia e ngenharia de Yateriais. Autor: :. Q. )A((6/FN