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O MODELO

DE AUTO-AVALIAÇÃO
NO CONTEXTO
DA
ESCOLA / AGRUPAMENTO
O Papel e as mais valias da auto-avaliação
da BE
Tradicionalmente, o impacto das bibliotecas era aferido através da
relação directa entre inputs (colecção existente, staff, verbas dispendidas,
…) e os outputs (n.º de empréstimos, n.º de visitas, n.º de sessões
realizadas pela equipa, …), ou seja, por uma relação custo/eficiência. Hoje,
porém, é mais importante avaliar-se o impacto qualitativo das bibliotecas,
ou seja, aferir as modificações positivas, o valor que elas acrescentam, nas
atitudes, valores e conhecimento dos utilizadores1.
Este Modelo de Auto-avaliação das bibliotecas escolares foi
desenvolvido pelo Programa Rede e Bibliotecas Escolares com o intuito de
“ objectivar a forma como se está a concretizar o trabalho das bibliotecas
escolares, tendo como pano de fundo essencial o seu contributo para as
aprendizagens, para o sucesso educativo e para a promoção da
aprendizagem ao longo da vida 2”.
1-Sarah McNicol, Incorporating library provision in school self-evaluation)
2 Ministério da Educação, (2008) Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar.
“The development of robust, objective self - evaluation is

central to the progress and improvement of schools.”

(Ofsted, 2002)
Avaliar – Porquê e para quê?
A auto - avaliação da BE permite:
• Identificar as necessidades, os pontos fortes e pontos
fracos;
• Aferir a eficácia dos serviços prestados;
• Determinar até que ponto a sua missão e objectivos
estão a ser alcançados;
• obter evidências que contribuam para a sua afirmação
e reconhecimento do seu impacto na aprendizagem,
atitudes e comportamento dos seus utilizadores;
• conduzir a BE a uma prática mais reflexiva e
estratégica, permitindo a melhoria na prestação de
serviços, de acordo com as prioridades da escola e tendo
sempre como meta, o sucesso dos alunos.
A avaliação da BE tem um papel determinante, permitindo validar:
•O que fazemos;
•Como fazemos;
•Onde estamos;
•Até onde queremos ir.

Implica um planeamento e uma estratégia clara e exequível, concretizada em objectivos,


acções e metodologias de monitorização do processo que permitam medir e reajustar as práticas.
O Modelo de Auto-Avaliação da RBE

A aplicação de um modelo de avaliação de resultados do impacto da


BE, na comunidade educativa, com o contributo de elementos externos à
própria Biblioteca e o recurso a indicadores mensuráveis, não só é
desejável, como claramente favorável ao desenvolvimento das mesmas,
dado que “ What's important is that the gathered evidence highlights how
the librarian plays a crucial role in boosting student achievement, in
shaping important attitudes and values, in contributing to the development
of self-esteem, and in creating a more effective learning environment”.
(Todd, 2003)
2- Organização estrutural e
funcional
Este modelo pretende avaliar a qualidade e a eficácia da
bibliotecas escolares e está organizado em quatro domínios,
divididos em subdomínios, tidos como “áreas essenciais para
que a biblioteca escolar cumpra, de forma efectiva, os
pressupostos e objectivos que suportam a sua acção no
processo educativo (Ministério da Educação, (2008) Modelo
de Avaliação):
A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular
A1 – Articulação curricular da BE com as estruturas
pedagógicas e docentes
A2 – Desenvolvimento da literacia da informação
B. Leitura e Literacia
C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de
Abertura à Comunidade
C1 – Apoio a actividades livres, extra-curriculares e
de enriquecimento curricular
C2 – Projectos e parcerias
D. Gestão da Biblioteca Escolar
D1 - Articulação da BE com a
Escola/Agrupamento. Acesso e serviços
prestados pela BE
D.2 – Condições humanas e materiais para a
prestação dos serviços
D.3 - Gestão da colecção/da informação
Cada um dos domínios e subdomínios é apresentado
numa tabela que inclui:

Factores Acções para


Indicadores Críticos de Evidências melhoria/
Sucesso exemplos
apontam as apresentam exemplos de sugestão de
zonas nucleares exemplos possíveis acções a
de intervenção e concretos de instrumentos de implementar para
permitem a operacionalizaçã recolha;
aplicação de o dos respectivos melhoria do
elementos de indicadores desempenho
medição que temáticos
permitem uma
apreciação
sobre a
qualidade da BE;
Este Modelo apresenta também um conjunto de
Perfis de Desempenho estabelecidos para os
diferentes subdomínios. Assim, cada BE identifica o
nível em que se encontra.
Considera-se que a BE se situa num determinado
nível se cumprir pelo menos, 4 em 5, 5 em 6 ou 6 em 7
descritores, consoante o n.º de descritores desse perfil.

Nível Descrição

4 A BE é bastante forte neste domínio. O trabalho desenvolvido é


de grande qualidade e com um impacto bastante positivo.

3 A BE desenvolve um trabalho de qualidade neste domínio mas


ainda é possível melhorar alguns aspectos.

2 A BE começou a desenvolver trabalho neste domínio, sendo


necessário melhorar o desempenho para que o seu impacto seja
mais efectivo.

1 A BE desenvolve pouco ou nenhum trabalho neste domínio, o seu


impacto é bastante reduzido, sendo necessário intervir com
urgência.
O Processo
e o Necessário Envolvimento da Escola/
Agrupamento
O processo de auto-avaliação deve enquadrar-se no contexto da
escola e ter em conta as diferentes estruturas com as quais é necessário
interagir.
O Modelo indica o caminho, a metodologia, a operacionalização. A
melhoria contínua da qualidade exige que a organização esteja preparada
para a aprendizagem contínua. Pressupõe a motivação individual dos seus
membros e a liderança forte do PB, que tem de mobilizar a escola para a
necessidade e implementação do processo avaliativo; exige uma
metodologia de sensibilização e de readiness.” (Texto da 2.ª Sessão)
Cabe ao professor bibliotecário, um dos actores principais, a
responsabilidade de estimular e coordenar os colaboradores da biblioteca
e os restantes intervenientes do processo educativo para que a BE se
assuma, efectivamente, como o “coração da escola” (Osoro Kepa).
É um trabalho colectivo que depende não só da vontade e
capacidade de trabalho do PB, da equipa coadjuvante, mas
também, e sobretudo, da vontade e apoio dos órgãos de gestão.
O Professor bibliotecário é o elo de ligação entre todos os
públicos e todos
os intervenientes.
DIRECTOR
DIRECTOR
Líder coadjuvante
Líder coadjuvante

DEPARTAMENTOS
DEPARTAMENTOS PROFESSORES
PROFESSORES

BEBE
PB/EQUIPA
PB/EQUIPA

CONSELHO
CONSELHOPEDAGÓGICO
PEDAGÓGICO ALUNOS
ALUNOS

PAIS
PAIS
“Está comprovado que quando os
bibliotecários e os professores trabalham em
conjunto, os alunos atingem níveis mais elevados
de leiteracia, de leitura, de aprendizagem, de
resolução de problemas e competências no
domínio das tecnologias de informação e
comunicação.”

(Manifesto da Biblioteca Escolar)


FASES DO PROCESSO

• Planear a avaliação: seleccionar o domínio e verificar aspectos


implicados; estabelecimento de prioridades (TATTS);
• Recolher evidências - identificar as evidências mais
relevantes; organizar e produzir instrumentos;
• Recolha, tratamento e análise das evidências;
• Identificar o Perfil de Desempenho;
• Elaborar o Relatório de Avaliação (incluir uma síntese no
relatório de Avaliação da Escola);
• Divulgar resultados;
• Preparar e implementar um Plano de Acção.
A INTEGRAÇÃO DOS RESULTADOS NA AUTO-AVALIAÇÃO DA
ESCOLA

A avaliação da BE deve estabelecer ligações com a


avaliação da escola.
Do relatório de avaliação da BE deve transitar uma
síntese que venha a integrar o relatório da escola.
A avaliação externa da escola pela inspecção poderá,
assim, avaliar o impacto da BE na escola,
mencionando-
-a no relatório final de avaliação da escola.
BIBLIOGRAFIA
• Rede de Bibliotecas Escolares – Modelo de Auto-avaliação http://
www.rbe.min-edu.pt/np4/?newsId=31&fileName=mod_auto_avaliacao.pdf
• Scott, Elspeth (2002) “How good is your school library resource centre? An
introduction to performance measurement”. 68th IFLA Council and
General Conference August.
http://www.ifla.org/IV/ifla68/papers/028-097e.pdf [14/10/2009]
• McNicol, Sarah (2004) Incorporating library provision in school self-
evaluation. Educational Review, 56 (3), 287-296.
http://forumbibliotecas.rbe.min-edu.pt/mod/resource/view.php?id=8291
• O Modelo de Auto-avaliação no contexto da Escola/Agrupamento – Texto
da sessão http://forumbibliotecas.rbe.min-edu.pt/mod/resource
/view.php?id=8277
• Johnson, Doug (2005) “Getting the Most from Your School Library Media
Program”, Principal. Jan/Feb 2005
http://www.doug-johnson.com/dougwri/getting-the-most-from-your-school-library
[14/10/2009]