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INFERTILIDADE

ESCOLA SECUNDÁRIA DE BARCELOS
Disciplina: Biologia 12º Ano
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A cegonha

que não
chega…
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Índice
Introdução
O que é a infertilidade?
Quais as causas da infertilidade na mulher?
Quais as causas da infertilidade no homem?
Técnicas de reprodução assistida
Riscos da Reprodução Assistida
Crioconservação de gâmetas femininos e gâmetas
masculinos e embriões
Questões éticas relacionadas com as técnicas de
reprodução assistida
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Introdução
A dificuldade de procriação
denominada como
infertilidade, atinge cerca de
10% da população do mundo
inteiro.
Felizmente nos dias que
correm já há tratamentos que
permitem resolver estas
situações.


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O que é a infertilidade?

Considera-se que há uma situação de
infertilidade quando ao fim de um ano de
relações não protegidas e com o
objectivo de engravidar, a gravidez não
acontece.
Em Portugal, estima-se que haja 500 mil
casais inférteis, o que significa que existe
um milhão de pessoas que não
conseguem ter filhos.
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Quais as causas da infertilidade
na mulher?
 Ausência da ovulação porque os ovários não
desenvolvem oócitos maduros ou porque não os
libertam;
 Disfunção do hipotálamo na produção de Gn-RH;
 Malformações da hipófise que originam a falta de FSH
e LH;
 Interrupção da nidação devido:
-tumores uterinos
-degeneração prematura do corpo amarelo
 O muco cervical é outro factor que pode levar à
infertilidade na mulher, quer em casos em que ele é
escasso, quer em casos em que ele é muito espesso,
uma vez que impede a locomoção adequada dos
espermatozóides para atingir o oócito II. Decorre de
alterações hormonais, como poucos estrogénios,
excesso de progesterona.
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 Outros factores que podem provocar
infertilidade na mulher são as lesões
tubárias, que levam à impossibilidade de
encontro entre o oócito II e o
espermatozóide. As suas principais causas
são:
– Infecções provocadas por bactérias ou
vírus;
– Doenças abdominais;
– Gravidez ectópica que pode ser letal à
mulher;
– Malformações congénitos, como
anormalidades numa ou em ambas as
trompas de Falópio;
– Endometriose (formação de endométrio em
locais fora do útero), que leva à inflamação
e cicatrização das trompas de Falópio.
 Causas genéticas;
 Causas psicológicas, como o stress e
emoções fortes.

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Quais as causas da infertilidade
no homem ?
 Produção insuficiente (oligospermia) ou nula
(Azoospermia) de espermatozóides;
 Produção de espermatozóides de fraca qualidade,
ou seja, com formas anormais ou com baixa ou nula
mobilidade, impedindo-os de encontrar ou perfurar
a camada externa do oócito secundário;
 Problemas anatómicos ou fisiológicos ao nível do
aparelho reprodutor, como a obstrução dos canais
por onde circula o esperma;
 Veia varicosa no escroto que produz calor e impede
o bom desenvolvimento dos espermatozóides;
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 Criptorquidismo – Os testículos não descem
para a bolsa escrotal e são incapazes de
produzir espermatozóides viáveis;
 Infecções
 Gametogénese anormal;
 Impotência;
 Causas hormonais, como a falta de FSH e LH;
 Desordens imunológicas: anticorpos contra os
próprios espermatozóides;
 Anomalias genéticas;
 Drogas e radiações.

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Técnicas de Reprodução Assistida
Inseminação Artificial
Fecundação in vitro
Microinjecção citoplasmática de um
espermatozóide (ICSI)
Transferência intrafalopiana de gâmetas (GIFT)
Transferência intrafalopiana do zigoto (ZIFT)
Implantação de embriões após Diagnóstico
Genético Pré-Implantação (DGPI)

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Inseminação Artificial

Esperma
seleccionado é
colocado na
vagina ou no
colo do útero e
a fecundação
ocorre, como
normalmente,
nas trompas de
Falópio.

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Situações em que é utilizada:

Utilizada em casais cujo homem apresenta
oligospermia. Neste caso pode ser inseminado
artificialmente esperma de varias ejaculações
concentrado em laboratório.
É utilizado o esperma de um dador quando o
elemento masculino do casal é infértil ou quando
pode transmitir uma doença genética.
Utilizado em mulheres sem companheiro que
desejam ser mães.
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Fecundação in vitro
Extracção cirúrgica de oócitos II, que são
colocados em placas de Petri com meio
adequado, e aos quais se juntam
espermatozóides. A fecundação ocorre in
vitro e os embriões formados, com cerca
de 8 células, são transferidos para o útero
onde se desenvolvem normalmente.
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Os bebés que nascem através de uma
fecundação in vitro são chamados de
bebés proveta.
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Situações em que é utilizada:
 Utilizado em casais cuja mulher tem um
bloqueio nas trompas de Falópio, mas
ovários e útero funcionais.
 Utilizado quando um dos membros do
casal tem uma doença de transmissão
sexual incurável e as relações sexuais sem
preservativo podem contaminar o
parceiro.
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Microinjecção citoplasmática
de um espermatozóide (ICSI)

Extracção cirúrgica de oócitos II nos quais são
injectados espermatozóides (um em cada oócito).
Procedimento:
-Imobilização do espermatozóide

-Colocação do espermatozóide na micropipeta pela
cauda
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-Início da injecção do
espermatozóide no óvulo
(detalhe do espermatozóide
dentro da micropipeta)


-Micropipeta com espermatozóide
totalmente dentro do óvulo


-Injecção do espermatozóide e
retirada da micropipeta
Vila Nova de Famalicão, 30 de
Outubro de 2006 19
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Situações em que é utilizada:
 Aumenta a taxa de sucesso da fecundação in vitro
em casos cujo homem tem oligospermia ou uma
percentagem elevada de espermatozóides
anormais.
 Permite utilizar espermatozóides imaturos.
 Permite escolher o sexo da criança, por selecção
dos espermatozóides.


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Transferência intrafalopiana de
gâmetas (GIFT)
Oócitos e espermatozóides activos são recolhidos
dos dois membros do casal e são depositados em
conjunto nas trompas de Falópio num local onde
foi ultrapassada uma obstrução existente e que
permite a fecundação e a progressão até ao útero.
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Situações em que é utilizada:
 Utilizado em casais cuja mulher tem um
bloqueio das trompas de Falópio , mas
ovários e útero funcionais. É um processo
mais económico do que a fecundação in
vitro e com maior taxa de sucesso uma
vez que a fecundação ocorre no seu meio
natural.
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Transferência intrafalopiana
do zigoto (ZIFT)

Um zigoto obtido por fecundação in vitro é colocado
nas trompas de Falópio, num local onde foi
ultrapassada uma obstrução existente, e progride
até ao útero.
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Situações em que é utilizada:
 Utilizado em casais cuja
mulher tem um
bloqueio nas trompas
de Falópio, mas ovários
e útero funcionais.
Aumenta a taxa de
sucesso da nidação.
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Implantação de embriões após
Diagnóstico Genético Pré-
Implantação (DGPI)
Técnica que detecta anomalias genéticas e
cromossómicas antes da implantação do embrião
no endométrio através da biopsia a um
blastómero. A um embrião com 8 células é
removida uma célula na qual são pesquisadas
anomalias nos cromossomas ou genes. Na
ausência de anomalias, o embrião com as
restantes células é implantado e completa o
desenvolvimento normal no útero.
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Situações em que é utilizada:
 Utilizado nas mulheres mais velhas
e que já sofreram vários abortos
espontâneos. Nestas mulheres é
maior a probabilidade dos oócitos
apresentarem um número anormal
de cromossomas.
 Utilizado para prevenir o
nascimento de crianças com
doenças hereditárias presentes em
irmãos.
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Riscos da reprodução Assistida
 ERRO HUMANO. Em certos países clínicas de
fertilização já trocaram acidentalmente esperma e
embriões dos pacientes, transferindo-os para mulheres
erradas.

 GESTAÇÕES MÚLTIPLAS. Estudos têm revelado que
as gestações múltiplas —devidas ao número de
embriões transferidos para o útero—aumentam os riscos
de parto prematuro e de o bebé nascer com o peso
abaixo do normal, com alguma deficiência crónica ou
morto.

 MALFORMAÇÕES CONGÉNITAS. Segundo certo
estudo, os bebés gerados por fertilização in vitro têm
um risco maior de desenvolver malformações
congénitas, tais como problemas cardíacos ou renais,
fenda palatina e testículos retidos.

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Crioconservação de gâmetas e
embriões
Os gâmetas destinados a processos de
reprodução assistida e os embriões que
resultam destes processos podem ser
congelados em azoto liquido, com
crioprotectores químicos que previnem a
formação de cristais de gelo, os quais
podem danificar as células.
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ESPERMA

A crioconservação do esperma é um processo
simples e correntemente utilizado. O esperma do
dador é armazenado em bancos de esperma, onde
pode ser acompanhado por um registo das
características físicas e psicológicas dos dadores.
Homens que vão ser sujeitos a quimioterapia ou a
radiações podem recorrer à congelação de
esperma que lhes garante a possibilidade de
serem pais no futuro.

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OÓCITOS:
A crioconservação de oócitos II é um processo mais
complexo, uma vez que estas células se encontram na
metáfase da meiose II, e o fuso acromático é uma
estrutura sensível a temperaturas extremas. A quebra
do fuso acromático pode conduzir à perda de um
cromossoma .
São normalmente candidatas à crioconservação de
oócitos:
- Mulheres que pretendem adiar a maternidade para uma
idade mais avançada;
- Mulheres que vão ser submetidas a quimioterapia ou
outros tratamentos teratogénicos;
- Mulheres que trabalham com substâncias tóxicas ou
teratogénicas.


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EMBRIÕES:
Os embriões humanos excedentes dos processos de
reprodução assistida são crioconservados por um
período de tempo. Foram utilizados com sucesso
embriões com 13 anos.
Os casais envolvidos podem optar por dar os
seguintes destinos:
- Implantação futura
- Doação a outros casais com problemas de
infertilidade;
- Doação para investigação fundamental em células
estaminais;
- Destruição após o tempo recomendado para
implantação.


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Questões éticas relacionadas com as
técnicas de reprodução assistida

Em relação às tecnologias de reprodução assistida criam-
se hoje questões que põem em causa princípios e
valores e a própria natureza dos fenómenos biológicos.
Alguns dos problemas são:
 Obtenção de gâmetas fora do casal;
 Situações de monoparentalidade;
 Situações de pais homossexuais;
 Futuro dos embriões excedentários;
 Produção de filhos com 1 determinado padrão genético;
 Barrigas de aluguer.



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Fim