CINEMA E

SOCIEDADE
CAPITALISTA
PRATICA DE FORMAÇÃO

ARNALDO LEMOS FILHO

Cinema e Sociedade Capitalista
EMENTA - Busca utilizar o filme
como meio de reflexão crítica sobre
os problemas da sociedade
capitalista, a partir da sociologia,
ciência que surgiu com a sociedade
burguesa e que é capaz de
apreender, com suas múltiplas
determinações, a verdade de nosso
tempo.

CINEMA E SOCIEDADE CAPITALISTA
 DESCRIÇÃO DA PRÁTICA – Esta prática estuda o
filme como uma totalidade social completa,
antes de ser uma totalidade histórica,
psicológica.Através da exibição e análise de
filmes, estudaremos alguns temas da sociedade
capitalista, tais como trabalho, exploração,
alienação, poder, mercadoria, ideologia e
classes sociais, família burguesa,
violência,corrupção.Os filmes serão
instrumentos para uma reflexão sociológica
crítica dos temas citados. Filmes selecionados :
Queimada ( ) Meu Tio (Jacques Tati),
Edukators (Hans Weingartner), Quanto vale ou é
por quilo?(Sergio Bianchi).

OBJETIVOS ESPECÍFICOS –
- Oferecer um momento de reflexão da
sociedade burguesa para o
desenvolvimento de uma consciência
crítica
- Desmitificar/desfetichizar o que está
fetichizado na estrutura narrativa dos
filmes
- Desconstruir a narrativa fílmica com seus
múltiplos personagens e situações-chaves

CINEMA E SOCIEDADE CAPITALISTA
CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO

A visão crítica da sociedade burguesa capitalista é
fundamental para o profissional de nível superior que
vai atuar na sociedade. A exibição e a análise de
filmes temáticos é uma oportunidade para o aluno
desenvolver esta consciência crítica.

METODOLOGIA

Exibição e análise de filmes que discutam temas
específicos da sociedade burguesa. Exposição
dialogada da formação da sociedade capitalista,
tendo como instrumento os resultados do projeto de
extensão “Tela Crítica”, de Giovanni Alves, da UNESP

CINEMA E SOCIEDADE CAPITALISTA Unidade I .: Unidade II – Capitalismo e Exploração – Filme : Queimada Unidade III – Capitalismo E Modernidade – Filme : Meu Tio – Jacques Tati Unidade IV – Ideologia e Classes Sociais –Filme : Edukators (Hans Weingartner) Unidade V – Corrupção e Capitalismo – Filme: Quanto vale ou é por quilo? (Sergio Bianchi) ¨ Unidade VI – Avaliação Final : .A Sociedade Capitalista – Formação histórica e características.

puccampinas.Textos para leitura  www.br/centros/cea /lemos .edu.

São Paulo: Ed. Karl. sua lógica e sua dinâmica. Giovanni – Meu Tio – CD-Rom GIDDENS.Cinema como experiência crítica. . 2005. Atual. 4ªedição.Brasiliense. Ed.uma hermenêutica do Filme. O Manifesto Comunista. www. sua evolução. Petrópolis: Ed. Moderna.1987 MARX. Afrânio. São Paulo: Ed.CINEMA E SOCIEDADE CAPITALISTA BASICA - ALVES. Anthony. O que é capitalismo. Nelson. São Paulo. O Capitalismo. Coleção Os Primeiros Passos. TOMAZI. Vozes. Artmed. 2001 COMPLEMENTAR – SINGER. 1999 CATANI. Porto-Alegre: Ed. Iniciação à Sociologia. Sociologia.Paul.telacritica.org ALVES. Giovanni.

As principais teorias de sociologia moderna são do tipo macro-sociológico: as teorias funcionalistas e as teorias do conflito social. Micro-sociologia: examina a interação entre os indivíduos e entre os pequenos grupos.VISÃO CRÍTICA DA SOCIEDADE CAPITALISTA Macro-sociologia: examina a sociedade como um todo. como um complexo sistema social. ou seja. .

Os seus membros estão integrados num sistema de valores. compartilham os mesmos objetivos. educação) aos seus membros que são peças da máquina.TEORIAS FUNCIONALISTAS São teorias de integração social. Características A sociedade distribui papeis e recursos (dinheiro. prestigio. A sua finalidade é a sua reprodução através do funcionamento perfeito de seus vários componentes. . Partem de uma visão única: a sociedade funciona como uma máquina. poder. aceitam as regras vigentes e se comportam de forma adequada às mesmas.

As disfunções se opõem ao funcionamento do sistema social. São falhas do sistema. Em situação de crise e de conflito existe uma disfunção: ou os elementos de contestação são controlados e neutralizados (repressão) ou a maquina social será destruída. não possibilitando a integração das finalidades e valores sociais. . e redistribuição de recursos e funções.TEORIAS FUNCIONALISTAS Há mecanismos de reajustes. pequenas mudanças dentro de limites estabelecidos pela própria sociedade. sem afetar o equilíbrio social.

conflito e mudança radical. São teorias estáticas.SUAS FALHAS Consideram a sociedade como um sistema harmônico: qualquer conflito é manifestação de patologia social Adotam um modelo de equilíbrio social com pouco espaço aos processos de ruptura. . limitando-se a descrições superficiais da sociedade.

As crises e as mudanças são consideradas fenômenos normais na sociedade: luta de interesses e poder.TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL São teorias que consideram a sociedade como constituída de grupos com interesses estruturalmente opostos que se encontram em luta pelo poder. Características Afirmam que a coação e o condicionamento ideológico são pontos fundamentais que os grupos de poder exercem sobre os demais. A estabilidade é considerada como uma situação de exceção .

Os marxistas afirmam a existência só de duas classes. . Para todos. os liberais analisam a atuação de vários estratos e elites sociais.TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL Fundamentam-se na tese marxista : “ A história de todas as sociedades até hoje é a história da luta de classes” Explicam o funcionamento da sociedade pela estratificação social: a sociedade é constituída de vários estratus. o conflito e a ruptura constituem a lei principal da historia da sociedade. resultado de uma desigualdade social no acesso ao poder e aos meios econômicos.

Karl Marx -1818-1883 .

SOCIEDADE CAPITALISTA CAPITALISMO: UM MODO DE PRODUCÃO CUJOS MEIOS ESTÃO NAS MÃOS DOS CAPITALISTAS. CARACTERISTICAS FUNDAMENTAIS : PROPRIEDADE PRIVADA DIVISAO SOCIAL DO TRABALHO TROCA DE MERCADORIAS. QUE CONSTITUEM UMA CLASSE DISTINTA DA SOCIEDADE. .

super-estrutura política. jurídica e ideológica. classes sociais.ANALISE CRITICA DA SOCIEDADE CAPITALISTA: O PENSAMENTO DE KARL MARX 1. infra-estrutura econômica. ideologia. alienação . modo de produção. relações de produção. CONCEPCÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA: forcas de produção. Estado.

ANALISE DA MERCADORIA: valor de uso e valor de troca. os processos históricos de troca.ANALISE CRITICA DA SOCIEDADE CAPITALISTA: O PENSAMENTO DE KARL MARX 2. o fetichismo da mercadoria. . a determinação do valor de troca. o processo da mais-valia. o valor da forca de trabalho. a forca de trabalho como mercadoria.

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Textos Básicos: 1848 O Manifesto Comunista 1859 Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política 1863 O Capital .

PRESSUPOSTOS PARA O CONHECIMENTO DA SOCIEDADE Conceito de Homem Conceito de Trabalho Conceito de História .

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE HOMEM ser de necessidades satisfação das necessidades produção de bens materiais produção de bens materiais TRABALHO .

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Relações A ) com a Natureza Forças de Produção (instrumentos de produção) + B ) dos Homens entre si Relações de Produção = (divisão do trabalho) modo de produção História Antigo Feudal Capitalista .

” Nesses dois tipos de relação aparece como intermediário um elemento essencial: O TRABALHO HUMANO Assim como Darwin havia descoberto a lei da evolução das espécies.“A história humana é a história das relações dos homens com a natureza e dos homens entre si. Marx descobriu as leis da HISTÓRIA .

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA IDEOLÓGICA POLÍTICA JURÍDICA ESTADO DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA .

ilusões. espirituais e de consciência. SUPER ESTRUTURA Na produção da vida os homens geram outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas. no modo como os homens estão organizados no processo produtivo . de comunicação.CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE INFRA ESTRUTURA O conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de uma sociedade forma sua base ou infra-estrutura que por sua vez é o fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais. representações coletivas de sentimentos. modos de pensar e concepções de vida. o conhecimento filosófico e científico. códigos morais e estéticos. A explicação das formas jurídicas. encontra-se na base econômica e material da sociedade. de ensino. concepções religiosas. sistemas legais. Esta base material é o modo de produção que serve para caracterizar distintas etapas da história humana. políticas.

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA IDEOLÓGICA CONSCIÊNCIA POLÍTICA JURÍDICA ESTADO DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA EXISTÊNCIA .

não podemos julgar estas épocas de revolução pela sua consciência. é a sua existência que determina a sua consciência” “Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo.todas pelo “Nenhuma formação social desaparece antes queda sevida desenvolvam conflito as contem forças eprodutivas e as relações as forçasexistente produtivasentre que ela jamais aparecem relações de de produção” produção novas antes de amadurecerem no seio da própria sociedade antiga as condições materiais para a sua existência” . política e espiritual em geral” “Não é a consciência do homem que determina a sua existência.Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política “O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social. mas ao contrário. mas pelo contrário. é necessário explicar esta consciência pelas contradições material.

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE MPC RELAÇÕES DE PROPRIEDADE PROPRIETÁRIOS NÃO PROPRIETÁRIOS PROLETARIADO BURGUESIA CLASSE DOMINANTE CLASSE DOMINADA RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO .

A força de trabalho como mercadoria 5. O processo da mais valia 6.ANÁLISE DA MERCADORIA 1. O fetichismo da mercadoria . O duplo valor dos bens materiais • Valor de uso • Valor de troca 2. Os processos históricos de troca 4. A determinação do valor de troca 3.

O duplo valor dos bens materiais homem necessidades satisfação Valor de uso produção de bens materiais Utilidade do bem material para o seu produtor valor dos bens Valor de troca Quando o bem produzido não tem valor de uso para o seu produtor e este o coloca no mercado para troca: MERCADORIA Toda mercadoria é essencialmente valor de troca. mas tem embutido nela um valor de uso .ANÁLISE DA MERCADORIA 1 1.

A determinação do valor de troca O que determina o valor de troca de uma MERCADORIA ? QUANTIDADE ? NECESSIDADE ? FINALIDADE ? EQUIVALÊNCIA (valores iguais) .ANÁLISE DA MERCADORIA 1 2.

A determinação do valor de troca equivalência trabalho equivalência 02 horas 02 horas 04 horas tempo de trabalho necessário para a sua produção .ANÁLISE DA MERCADORIA 2.

Logo toda mercadoria expressa relações sociais .ANÁLISE DA MERCADORIA 2 2. A determinação do valor de troca Tempo de trabalho SOCIALMENTE necessário para a sua produção Tempo médio Socialmente Tempo social Exemplo : compra no supermercado Pacote de arroz = 10 reais O preço é o que aparece. O que significa? Trabalho da sociedade: ao trocar as mercadorias. há uma comparação de trabalho humano.

os homens equiparam os seus diversos trabalhos como trabalho humano. Não se dão conta. “Ao equiparar os seus diversos produtos na troca como valores. mas fazem-no”.não é o trabalho de um gênero particular.O que é comum a todas as mercadorias não é trabalho concreto de um ramo de produção determinado. o trabalho humano geral. mas o trabalho humano abstrato. .

Os processos históricos de troca I) Processo Pré-Capitalista a) Processo de circulação simples (troca direta) A troca direta não dinamiza a troca M M Há necessidade de um equivalente geral b) Processo de circulação complexa (troca indireta) M D (equivalente geral) M O processo Pré-Capitalista não tem como objetivo o LUCRO II) Processo Capitalista D D M M D Qual a vantagem ? D+ Dinheiro tem valor de uso ? D M D+ M D++ M D+++ .ANÁLISE DA MERCADORIA 3 3... .

conquista.ANÁLISE DA MERCADORIA O processo pré-capitalista começa com M O processo capitalista começa com D a mercadoria é produto do trabalho o dinheiro é necessariamente produto do trabalho ? Questão Básica De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo? Comércio = troca de mercadoria. pirataria. saque.. . exploração. suborno. fraude ..

.de todos os poros. O Capital.. o capital vem pingando da cabeça aos pés.ANALISE DA MERCADORIA “Se o dinheiro . Vem ao mundo com uma mancha congênita de sangue numa das faces. sangue e lama” (Marx. vol 1) ..

o trabalhador era dono de sua força de trabalho: camponeses e artesãos Camponeses = expulsos do campo Artesãos = destituídos de suas ferramentas .ANÁLISE DA MERCADORIA matéria prima (Capital constante) M D+ D força de trabalho (Capital variável) No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma mercadoria. Antes.

o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que o trabalhador exista f) ora. A força de trabalho como mercadoria Qual o valor desta mercadoria ? a) o valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de trabalho necessário para que ela exista b) ora.ANÁLISE DA MERCADORIA 4 4. a força de trabalho não existe desvinculada de seu dono. o trabalhador e) Logo. o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que ela exista d) ora. um dia o trabalhador vai morrer g) logo o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários à subsistência do trabalhador e sua reprodução . a força de trabalho é uma mercadoria c) logo.

É esse o circulo vicioso do capitalismo. INDIRETAMENTE. estuda e trabalha. em que o assalariado vende a sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe compra a força de trabalho para enriquecer. A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA . ESTAREMOS MEDINDO. que pode ser medida em tempo de trabalho. o homem consome uma certa quantidade de mercadorias. O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO PORTANTO. O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR DOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA.ANÁLISE DA MERCADORIA Enquanto cresce. que deve dar apenas para o estritamente necessário ao futuro trabalhador. INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA Esse valor é pago no salário. MEDINDO ESTE VALOR. PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE.

O processo da mais valia 1. Economistas Clássicos A força de trabalho como criação de valor 2.ANÁLISE DA MERCADORIA 5. Marx O trabalho provoca nos objetos uma espécie de “ressurreição” 3. Marx Tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção tempo médio tempo social . Economistas Clássicos O valor das mercadorias depende do tempo de trabalho gasto na produção 4.

ANÁLISE DA MERCADORIA 5. ainda que pague mais. trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas. O trabalhador. que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O processo da mais valia Primeiro Modo Hipótese: 08 horas Tempo Necessário: o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: o tempo de trabalho que excede. embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas. estará aumentando a mais valia: Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia .

ANÁLISE DA MERCADORIA 5. Exemplo Matéria Prima Produção de um par de sapatos = 100 unit de moeda Desgaste Instrumentos = 20 unit de moeda Salário Diário = 30 unit de moeda Como o capitalista obtém o lucro? Não é no âmbito da compra e venda É no âmbito da produção O valor de um par de sapatos é a soma de todos os valores representados pelas diversas mercadorias que entraram na produção . O processo da mais valia Segundo Modo 5.

ANÁLISE DA MERCADORIA 09 horas de trabalho 01 par a cada 03 horas Nessas 03h o trabalhador cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário Nas outras 06h produz mais mercadorias que geram um valor maior do que lhe foi pago na forma de salário .

ANÁLISE DA MERCADORIA Meios de Produção 120 + + salário 30 = 150 Meios de Produção 120 + + salário 30 x 03 = 390 = 130 03 .

a classe trabalhadora produz mais valia do que consome e enriquece os proprietários dos meios de produção. o trabalhador recebe 30 unidades de moeda e o seu trabalho rendeu o dobro ao capitalista: 20 unidades de moeda em cada um dos pares de sapato. Os trabalhadores são os bois do sistema capitalista .MAIS VALIA Ao final da jornada. Este valor a mais não retorna ao operário: incorpora-se ao produto e é apropriado pelo capitalista Assim como um boi produz mais do que consome e enriquece o seu dono.

.

ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto FREUD MARX (1856 – 1939) A aplicação do processo de fetichismo ao comportamento individual: fetiches sexuais (1818 – 1883) A aplicação do processo do fetichismo ao comportamento social: a mercadoria e o dinheiro são fetiches . feito pelo homem ou produzido pela natureza.O FETICHISMO DA MERCADORIA FETICHISMO Adoração ou culto de fetiches FETICHE Objeto animado ou inanimado.

Ao trocar mercadorias.O que é MERCADORIA ? Trabalho humano concentrado e não pago. o homem compara trabalho humano.00 se relaciona com a mercadoria sabonete Gess a mercadoria 200. relações sociais Aparece como uma coisa dotada de valor de uso (utilidade) e de valor de troca (preço) Exemplo de relações: a mercadoria 3. A mercadoria expressa. dotados de vida própria: 01 apartamento estilo “mediterrâneo” = um modo de viver 01 cigarro marca X = um estilo de vida 01 calça jeans griffe X = um vida jovem .00 se relaciona com a mercadoria menino-que-faz-pacotes As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as outras como se fossem sujeitos sociais. pois.

como fetiche.O FETICHISMO DA MERCADORIA As coisas-mercadorias aparecem como sujeitos sociais. dotados de vida própria e os homens-mercadorias aparecem como coisas A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra: uma coisa que existe por si e em si A mercadoria. tem poder sobre seus crentes COMO ENTÃO APARECEM AS RELAÇÕES SOCIAIS DE TRABALHO ? As relações sociais de trabalho aparecem como relações materiais entre as pessoas e como relações sociais entre coisas Os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas em “gente” .

trabalhar = funcionam e operam sozinhas.O FETICHISMO DA MERCADORIA Os homens são transformados em coisas: trabalhador Uma coisa chamada força de trabalho trabalho uma coisa chamada mercadoria que possui outra coisa chamada preço uma coisa chamada capital que possui outra coisa chamada capacidade de ter lucros. eles existem sob a forma de coisas: reificação (Lucaks) . E a coisas são transformadas em “gente”: Produzir. acumular. consumir. poupar. distribuir. independente dos homens que as realizam Desaparecem os seres humanos. ou melhor. por si mesmas. comerciar. investir.

racional. mas ainda é explorado naquilo que faz ? Como explicar que essa realidade nos apareça como natural. aceitável ? De onde vem o obscurecimento da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? De onde vem a não percepção da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? A resposta a essas questões nos conduz diretamente ao fenômeno da ALIENAÇÃO e da IDEOLOGIA . normal.Questões Finais Por que os homens conservam essa realidade ? Como se explica que não percebam a reificação ? Como entender que o trabalhador não se revolte contra uma situação na qual não só lhe foi roubada a condição humana.

outro Alienar um imóvel Vender = separar o proprietário da propriedade ALIENAÇÃO ECONÔMICA Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de produção da vida material e do saber do qual dependia a fabricação de um produto e a própria posição social do artesão .ALIENAÇÃO alienum = alheio .

parciais e repetitivas na linha de produção da fábrica O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver. Daí adquire uma consciência falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA . pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver.ALIENAÇÃO O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas simplificadas. pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana ALHEAMENTO O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de si. que pertence a outros.

como se estivessem se comportando segundo sua própria vontade A ideologia dominante numa dada época histórica é a ideologia da classe dominante nessa época. .IDEOLOGIA É aquele sistema ordenado de idéias e concepções. de normas e de regras (com base no qual as leis jurídicas são feitas) que obriga os homens a comportarem-se segundo a vontade do “sistema”.

IDEOLOGIA Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e servidão). Para Marx. o salário não remunera todo o trabalho. mediante o pagamento de seu salário. pois uma parte é apropriada pelo capitalista e se transforma em lucro. no capitalismo o trabalhador acha que é justo que ele seja separado do produto de seu trabalho. . O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que é uma concepção de mundo gerada pela classe dominante e assumida pela classe dominada como se fosse sua.