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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA
ENGENHARIA CIVIL – ESTRADAS I
JANEIDE VITÓRIA

CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA DAS
ESTRADAS

ADRIELE SOUZA
ANGELA VIEIRA
MATHEUS SEIDEL
MAYCON
PAULA ANDRESSA
TAMIRES CORDEIRO

CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA DA RODOVIA

A classificação técnica de uma rodovia ou do
projeto de uma rodovia é feita, segundo os
critérios estabelecidos pelo DNER, com base em
dois parâmetros principais:
O

volume de tráfego a ser atendido pela rodovia;
O relevo da região atravessada.

embora não seja uma característica intrínseca da rodovia propriamente dita. com segurança. .  O relevo da região.VOLUME DE TRÁFEGO VOL = 𝑛º 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜  A velocidade diretriz é a maior velocidade com que um trecho de rodovia pode ser percorrido. é também considerado para fins de sua classificação técnica.

.DISTÂNCIA DUPLA DE VISIBILIDADE DE PARADA (D)  É a distância mínima que dois veículos podem parar quando vêm de encontro um ao outro na mesma faixa de tráfego. Ela é utilizada no projeto de curvas verticais convexas de concordância.

Quando o trecho da estrada considerada está em rampa ascendente.5 segundos para o tempo de percepção e mais 1 segundo para o tempo necessário à reação de frenagem. D2 = parcela relativa à distância percorrida pelo veículo durante a frenagem. à distância percorrida pelo veículo no intervalo de tempo entre o instante em que o motorista vê o obstáculo e o instante em que inicia a frenagem (tempo de percepção e reação). Aconselha-se 1. a distância de frenagem em subida será menor e maior no caso de descida. .DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE DE PARADA (DP)  É a distância mínima necessária para que um veículo que percorre uma estrada possa parar antes de atingir um D1 = parcela relativa obstáculo na sua trajetória. .

. d2 = distância percorrida pelo veículo 1 enquanto ocupa a faixa oposta. d4 = distância percorrida pelo veículo 3. possa efetuar uma manobra de ultrapassagem em condições aceitáveis de segurança e conforto. reação e aceleração inicial.DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE DE ULTRAPASSAGEM (DU)  É a distância que deve ser proporcionada ao veículo. numa pista simples e de mão dupla para que. quando estiver trafegando atrás de um veículo mais lento. que trafega no sentido oposto. no final da manobra. d3 = distância de segurança entre os veículos 1 e 3. d1 = distância percorrida durante o tempo de percepção.

DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE DE ULTRAPASSAGEM (DU) .

que passam a atuar sobre o veículo.CONCEITOS Ao se definir a velocidade diretriz para o projeto geométrico de uma rodovia. procura-se estabelecer. devidamente considerados nos projetos das curvas horizontais. a disposição do usuário em manter a mesma velocidade de operação nos trechos. as condições operacionais se alteram. ao longo do traçado em projeto. são introduzidos os conceitos de superelevação e de superlargura que. condições tais que permitam aos usuários o desenvolvimento e a manutenção de velocidades em condições de conforto e segurança. Visando minimizar o impacto negativo desses fatores inerentes aos trechos curvos. Num trecho em curva. Estes fatores podem afetar. ensejam condições de operação mais homogêneas para os usuários ao longo das rodovias. devido principalmente ao surgimento de esforços laterais. .

tendendo a mantê-lo em trajetória retilínea. A superelevação é medida pela inclinação transversal da pista em relação ao plano horizontal. que atua no sentido de dentro para fora da curva. conforme esquematiza ℮= 𝑉² 127𝑅 −𝑓 . Ao percorrer um trecho de rodovia em curva horizontal com certa velocidade.SUPERELEVAÇÃO É a declividade transversal da pista nos trechos em curva. um veículo fica sujeito à ação de uma força centrífuga. introduzida com a finalidade de reduzir ou eliminar os efeitos das forças laterais sobre os passageiros e as cargas dos veículos em movimento. sendo expressa em proporção (m/m) ou em percentagem (%). tangente à curva.

As normas do DNER consideram adequada a utilização dos seguintes valores para o abaulamento. nos projetos de rodovias com os pavimentos convencionais:    Revestimentos betuminosos com granulometria aberta: 2.VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS DE SUPERLEVAÇÃO No projeto e construção de uma rodovia. os trechos em tangente têm pista dotada de abaulamento. além de favorecer a infiltração de águas superficiais para as camadas inferiores do pavimento e para o subleito. Revestimentos betuminosos de alta qualidade (CBUQ): 2.5 % a 3. para facilitar a condução das águas pluviais para fora da superfície de rolamento. O acúmulo de água na pista poderia causar risco aos usuários (eventualmente até a aquaplanagem de veículos transitando com excesso de velocidade).0 %.0 % Pavimento de concreto de cimento: 1. .5 %.

os efeitos da força centrífuga resultariam desprezíveis. determinadas pelas normas do DNER.RAIO MÍNIMO Para curvas com raios muito grandes em relação à velocidade diretriz de projeto. Curvas com raios abaixo dos valores apontados na Tabela exigem a consideração de superelevação adequada. . podendo-se projetar seções transversais da pista nessas curvas dispensando-se o uso de superelevações. Tabela: Raios que dispensam superelevação.

RAIO MÍNIMO .

RAIO MÍNIMO .

Fator de atrito estático .

As normas do DNER fornecem a Tabela para os raios mínimos de curva para projetos (para a superelevação máxima). . em função da classe da estrada e da região onde a mesma será construída. fica também definido o menor raio de curva que pode ser utilizado. de forma a não haver necessidade de empregar superelevações maiores que a máxima fixada.RAIOS MÍNIMOS DAS CONCORDÂNCIAS HORIZONTAIS Após estabelecida a superelevação máxima a ser observada nas concordâncias horizontais.

consequentemente. a ser evitada sempre que possível e razoável. . Quando se empregam raios de curva maiores que o mínimo. reduzindo. as forças centrífugas envolvidas diminuem à medida que aumenta o raio da curva. necessárias para equilibrar os efeitos das forças centrífugas.SUPERLEVAÇÕES A ADOTAR NAS CONCORDÂNCIAS A superelevação máxima estabelecida para o projeto de uma rodovia somente deve ser utilizada nas concordâncias projetadas com o raio mínimo. que é uma condição extrema do projeto. as intensidades das forças de atrito e/ou das forças devidas à superelevação.

de modo a permitir não apenas a acomodação estática desses veículos. a largura da faixa de trânsito e a largura do veículo. quando trafegam nas faixas. . Dessa forma. constitui a chamada folga e é um fator de conforto e segurança. mas também suas variações de posicionamento em relação às trajetórias longitudinais.  Os usuários de uma rodovia contam com uma certa liberdade de manobra no espaço correspondente a sua faixa de trânsito.SUPERLAGURA EM RODOVIAS  As larguras de faixas de trânsito são fixadas com folgas suficientes em relação à largura máxima dos veículos. nas velocidades usuais. o que lhes permite efetuar pequenos desvios e correções de trajetória para ajustes de curso.

os veículos ocupam fisicamente espaços laterais maiores do que as suas próprias larguras.  devido a efeitos de deformação visual. devido a dois fatores principais:  quando descrevem trajetórias curvas. causados pela percepção da pista A largura adicional das faixas de trânsito. . é denominada superlargura. no entanto. essa condição é alterada. a ser projetada para os trechos em curva.TRECHOS EM CURVA Entretanto nos trechos em curva.

A necessidade de superlargura aumenta com o porte do veículo e com a redução da largura básica da pista em tangente.20 metros. . Considera-se apropriado um valor mínimo de 0. na prática. ser arredondados para múltiplos de 0. A Tabela apresenta os valores dos raios acima dos quais é dispensável a superlargura. Em coerência com a ordem de grandeza das larguras de pista usualmente adotadas.25 no caso de pistas com três faixas de tráfego. Para pistas com mais de duas faixas.40 metros para justificar a adoção da superlargura. os valores teóricos da superlargura devem. o critério recomendado pelo DNER consiste em multiplicar os valores da superlargura por 1.50 no caso de pistas com quatro faixas. e por 1.

MUITO OBRIGADO! .

com.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS     http://pet.ufsc.pdf http://www.pdf http://www.ebah.br/arquivos/apoiodidatico/ECV511 5%20-%20Apostila%20de%20Estradas.ecv.udesc.br/content/ABAAABGL4AH/ap ostila Acessado em 17 de Outubro de 2014 .ptx.br/portal/professores/robis on/materiais/AULA_10___DISTANCIA_DE_VISIBILI DADE.joinville.