VII Simpósio Internacional GEDEI Julho, 2007- Escola Superior de Educação de Setúbal

Análise de entrevistas através do software Atlas.ti
Glicéria Gil
adggil@fmh.utl.pt
Faculdade de Motricidade Humana
O uso de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação é cada vez mais frequente nas investigações (Pandit, 1996). Neste sentido foi obtida, através da Internet, uma versão do programa Atlas.ti (Muhr, 2004), com o objectivo de analisar um conjunto de entrevistas que serviram para compreender as práticas de Promoção da Saúde dos educadores de infância.  Analisar entrevistas com o recurso ao software Atlas.ti.  Elaborar questionário  Explorar o conceito de Práticas de Promoção da Saúde na EPE.

Resultados

Introdução

As Práticas de Promoção de Saúde na Educação Pré-Escolar
Necessidades de saúde Planificação

is a

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Form ação

is a

Factores

is a

Sentido de auto-eficácia

is associated with

Prom oção da Saúde na EPE

Na figura 1, resultado da análise com o programa Atlas.ti, demonstra-se de forma condensada, a relação estabelecida entre o que se considerou como factores condicionantes e a Promoção da Saúde na Educação Pré-Escolar.

objectivos

Figura 1 – Relação entre os Factores e a PSEPE Fonte- ATLAS.ti (2004)

Das 8 entrevistas analisadas, foram encontradas 452 citações distribuídas pelas 4 categorias em estudo. O gráfico 1 apresenta o nível de distribuição de cada um dos factores condicionantes, identificando a Planificação como o factor com uma maior contribuição.

19%

25% auto-efic necess plani forma

36%

20%

Gráfico 1 – Nível de distribuição dos 4 Factores de PSEPE

Método

Amostra
8 educadores de infância em exercício de funções no ano de 2005/06 no Agrupamento Terra de Mar- Portimão.

A Formação, as Necessidades de Saúde das Crianças, a Planificação e o Sentido de Auto-Eficácia dos Educadores
As várias categorias encontradas evidenciaram que as Práticas de Promoção de Saúde dependem da formação inicial/complementar e contínua. Também as necessidades de saúde das crianças condicionam a planificação na área da Promoção da Saúde. Finalmente, o sentido de autoeficácia dos educadores é o resultado duma percepção favorável destas variáveis.

Procedimentos
As entrevistas semi-estruturadas foram gravadas e, posteriormente transcritas em verbatins. De acordo com Miles & Huberman (1994) procedeu-se à redução do conteúdo dos depoimentos dos 8 educadores através dos programas SENTA (Dias, 1997) e ATLAS.ti (Muhr, 2004). Em seguida procedeu-se à organização dos dados que envolveu a interpretação da matriz de unidades significativas dos depoimentos dos sujeitos entrevistados, identificando padrões, verificando contrastes, esclarecendo relações e construindo um entendimento da informação recolhida.

Conclusões

Os resultados revelam que as práticas de Promoção da Saúde dos educadores de infância dependem da integração ou não desta temática no Projecto Educativo e Plano Anual de actividades do Agrupamento. Também se verificou que o apoio do Órgão de Gestão aos educadores é fundamental na decisão dos mesmos implementarem ou não actividades de Promoção da Saúde no jardim de infância. Como aspecto mais relevante salienta-se a utilização, neste estudo, de um instrumento de análise suficientemente consistente e que cumpre os objectivos formulados. O software utilizado possibilitou alargar o âmbito da nossa análise e, deste modo, lançar os pilares para um estudo mais aprofundado no âmbito da Promoção da Saúde na Educação Pré-Escolar.

Este estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/29960/2006)