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Traumas de crânio

Fraturas cranianas- podem estar associadas
às lesões intracranianas graves. O
diagnóstico da fratura é importante no
atendimento inicial, na prevenção de
complicações e diminuição do nível das
seqüelas. Estas podem ser:
1- Abertas- são fraturas que permitem uma
comunicação entre a lesão do couro
cabeludo e o tecido cerebral, por
rompimento da dura-máter. O diagnóstico
pode ser feito através da visualização da
massa cerebral e/ou saída de líquor;

Basais. intubação traqueal. Estes sinais indicam fratura de base de crânio e contra-indicam a sondagem nasogástrica. perda de líquor e/ou sangue pelo/s ouvido/s – otorréia.sinal do duplo anel. O líquido drenado pelas narinas e ou ouvido em contato com lenço de papel ou tecido forma um anel central representado pelo sangue e um anel externo que é o líquor.  Obs.Perda de líquor e/ou sangue pela/s narina/s – rinorréia. hematoma e/ou edema periorbitário uni/bilateral.este sinal está presente quando há perda de líquor associado a sangue. ou aspiração com cateter flexível      . equimose.

para pacientes em coma a mortalidade é de 9% e em cima profundo é de 20%.  Dilatação e fixação pupilar do mesmo lado do impacto. Os sinais e sintomas que faz suspeitar de hemorragia epidural são:  Perda da consciência com intervalos de lucidez. A mortalidade é próxima de zero quando o paciente não está em coma.  Desenvolvimento de hemiparesia. Hemorragia epiduralo diagnóstico precoce é determinante na recuperação dos pacientes.     .  Depressão do nível de consciência.

apresentam sinais de cefaléia e fotofobia. A fratura de crânio pode estar ou não presente.  Hemorragias cerebrais. O prognóstico é sombrio.Hematoma subdural agudosão hemorragias produzidas por ruptura de vasos entre a dura-máter e córtex cerebral. a mortalidade está em torno de 60%. As hemorragias intraventricular e intracerebelar representam alta mortalidade.      .este tipo de produz líquor sanguinolento e irritação das meninges.  Hemorragia subaracnóidea.podem ocorrer em qualquer porção do cérebro.

doenças pré-existentes.  Sinais e sintomas característicos. estas devem incluir:  Mecanismo do trauma.  Dados referentes ao paciente. uso de medicamentos.  Presença de vítimas fatais no acidente.  Tipo de acidente. uso de álcool ou drogas. idade.Diagnóstico dos traumas cranianos:  História do traumaa pesquisa de determinados dados é muito importante para que se possa suspeitar de determinadas lesões.  Uso do cinto de segurança.  Uso de capacete.      .

 Hipertensão arterial e hipertermia podem indicar lesão no centro termo regulador.      .a avaliação dos sinais deve alertar para:  Hipotensão arteriala hipotensão arterial associada a bradicardia. pode indicar falência do centro medular.  Hipertensão arterial com bradicardia sugere um aumento da pressão intracraneana.  Avaliação neurológicaa avaliação neurológica durante o atendimento primário é sumária e o método utilizado segue o proposto do ATLS – método AVPU – ECG.Sinais vitais.

As pupilas devem ser avaliadas quanto à reatividade a luz e a simetria.ECG menor ou igual a 8.       . podendo indicar a presença de lesão intracraneana.a diferença das pupilas maior que 1 mm é anormal.  Avaliação motoraa movimentação das extremidades devem ser simétricas.  TCE moderado.  Avaliação das pupilas.Classificação do Trauma Crânio Encefálico (TCE)  TCE grave.  TCE leve.ECG entre 9-12 o paciente necessita de avaliação de um neurocirurgião.ECG entre 12-15.

 Atendimento básico  Prevenção da hipóxia.  Lesões intratorácicas com comprometimento da respiração e ventilação.     . A hipóxia pode ser provocada por:  Obstrução das vias aéreas superiores.  Traumatismo raquimedular em coluna com comprometimento dos músculos respiratórios.  Hipovolemia.

Manutenção do metabolismo cerebral.  Prevenção e controle da hipertensão intracraneana.  Administração de glicose hipertônica. principalmente nos casos de traumas associados a casos de alcoolismo agudo.      . sendo o cérebro lesado mais sensível à falta destes substratos.as principais exigências metabólicas do cérebro são: oxigênio e glicose. Necessitando de reposição exógena:  Administração de oxigênio por máscara com fluxo de 12-15 litros/minuto.

a entubação oro/nasotraqueal pode estar indicada. Controle rigoroso dos gases arteriais. o aumento da concentração do dióxido de carbono leva a vasodilatação cerebral aumento o volume sanguíneo circulante com conseqüente aumento da hipertensão intracraneana. A hiperventilação é um método de escolha para reduzir o pCO2. As principais causas são os edemas cerebrais.     . diuréticos osmóticos podem ser utilizados. As condutas devem prevenir e controlar a hipertensão intracraneana.